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PARABÉNS ALEXANDRE BORGES,O Dia que Abalou o Pensamento

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EXCECIONAL GUIÃO DE ALEXANDRE BORGES , documentário multidisciplinar, variado, complexo e completo na sua visão do terramoto de 1755…não será para maioria da população, iletrada e ignorante mas para os seres pensantes que ainda sobrevivem foi uma lufada de ar fresco a provar que quando há gente capaz até a História é apelativa. Parabéns

 

 

“O Dia que Abalou o Pensamento”: Canal História estreia documentário sobre o Terramoto de 1755

Foi a 1 de novembro de 1755 que ocorreu um dos momentos mais marcantes da história portuguesa, o grande terramoto de Lisboa. Para assinalar a data, o Canal História estreia o documentário “O Dia que Abalou o Pensamento“, uma produção original portuguesa, que pode ser vista esta terça-feira, 1 de novembro, às 22:15h.

Ao longo de duas horas, o documentário mostra uma Lisboa, que nos dias atuais, ainda é uma cidade profundamente marcada por este acontecimento e as suas consequências e o seu impacto ainda é sentido pelos lisboetas de formas que muitas vezes nem se apercebem.

“Os efeitos desse evento foram muito além das mudanças arquitetónicas a que a cidade foi submetida, e é nessas marcas menos exploradas que nos vamos concentrámos neste documentário. Vamos descobrir os aspetos menos explorados de uma tragédia que desencadeou muitas reacções diferentes e estabeleceu mudanças no comportamento social, nas relações internacionais, na comunidade intelectual, na esfera religiosa e mesmo na ciência, pois despertou o interesse em compreender o comportamento dos terramotos”, lê-se no comunicado do canal.

Realizado por Ricardo Figueiredo e argumento de Alexandre Borges, “O Dia que Abalou o Pensamento” conta com a participação especialistas de várias áreas e recorre a reconstituições históricas interpretadas por atores portugueses, incluindo Heitor Lourenço como Voltaire, João Pedreiro (Marquês de Pombal), Pedro André (Anjo), Maria João Freitas (Madame Denis), Tiago Fernandes (Rousseau) e Fernando Ribeiro, vocalista da banda Moonspell, no papel de Gabriel Malagrida.

Para muitos, o dia 1 de Novembro de 1755 é a data em que nasceu a Sismologia, mas nesse dia, o chão de Lisboa tremeu e das cinzas de uma cidade destruída brotaram as sementes que abalar para sempre o pensamento ocidental.

O FLHANÇO DA FRANÇA ANTÁRTICA NO RIO DE JANEIRO

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França Antártica: A colônia fracassada dos franceses no Rio de Janeiro.
Na segunda metade do Século XVI a França era um poder europeu florescente, mas era uma nação dividida por guerras religiosas causadas pela Reforma, colocando católicos (“papistas”) contra huguenotes, hereges Calvinistas. Nicolas Durand de Villegagnon (1510-71), oficial da Marinha, simpatizava com os huguenotes e desejava encontrar-lhes um refúgio colonial longe da França. Ele recrutou o apoio do rei francês Henri II, que queria despejar os huguenotes em outro continente, e vários aristocratas de inclinação huguenote, para financiar o empreendimento.
Navegando com dois navios e 600 colonos provavelmente desesperados e em grande parte protestantes em novembro de 1555, Villegagnon foi para a Baía de Guanabara, no Brasil. Segundo o historiador Francis Parkman, também havia “jovens nobres, inquietos, ociosos e pobres, com artesãos imprudentes e marinheiros normandos e bretões piratas” entre as fileiras.
Portugal já havia estabelecido assentamentos no Brasil, mas os franceses vinham invadindo clandestinamente a costa há anos para colher o lucrativo Pau-brasil nativo.
Em 1555 após desembarcar e imediatamente celebrar a missa, os colonos escolheram uma ilha, chamada Serigipe pelos índios locais. Construíram um forte que chamaram de Fort Coligny, em homenagem ao famoso huguenote e banqueiro da colônia Almirante Gaspard de Coligny.
Eles planejaram um assentamento mais permanente no continente próximo.
À aldeia continental ainda pouco desenvolvida, Villegaignon deu o nome de Henriville, em homenagem a Henrique II , o rei da França, que também conhecia e aprovou a expedição, e havia fornecido a frota para a viagem. Villegaignon garantiu sua posição fazendo uma aliança com os índios Tamoio e Tupinambá da região, que lutavam contra os portugueses.
Villegagnon porém logo teve uma mudança de convicções religiosas, como muitos franceses fizeram naqueles dias, e voltou ao catolicismo, problemático em um assentamento de maioria protestante.
Outros três navios com 300 colonos virgens (incluindo pelo menos cinco mulheres e uma freira!) chegaram dois anos depois, em 1557. Entre eles estavam alguns zelosos padres calvinistas huguenotes, com os quais Villegagnon teve um feroz conflito. Ele finalmente os baniu, primeiro para o continente, depois para a França, e eles navegaram de volta para a Europa sem comida ou suprimentos.
Por ocasião da Páscoa de 1558 ocorreu um primeiro enfrentamento entre os católicos e os calvinistas, devido à oração proferida por Villegagnon que segundo Léry deixou entender que ele havia aderido ao calvinismo. A partir de então, em diversas situações não ficaram claras as tendências de Villegagnon, até que na Ceia de Pentecostes, ainda segundo Léry, Villegagnon declarou ter mudado de opinião em relação a Calvino: “declarando-o um herege transviado da fé,” e a partir daí as relações com os protestantes se deterioraram completamente, devido à inconstância religiosa de Villegagnon e a desumanidade com que tratava sua gente, até que os calvinistas resolveram deixar a Guanabara. Para os calvinistas a atitude de Villegagnon era decorrência do fato de ter recebido cartas do Cardeal de Lorena censurando-o por ter mudado de religião. O sonho de Calvino no Brasil acaba com a expulsão dos calvinistas do Forte Coligny em 1558, que retornaram à França , embarcados num velho navio normando.
Villegagon, o novo católico, estava farto e voltou para a França logo depois, mas não antes de açoitar e exilar vários outros colonos.
Os Portugueses alertados da presença de Franceses Protestantes no Rio de Janeiro montaram uma frota de 26 navios de guerra para recuperar a Baía de Guanabara e expulsar os huguenotes. Depois de três dias, os portugueses, liderados pelo novo governador do Brasil, Mem de Sá, destruíram o forte, mas não conseguiram exterminar os colonos, que, com a ajuda de seus aliados tupis, fugiram para o continente. O sobrinho de Mem, Estácio de Sá, fundou o Rio de Janeiro no Morro do Cão em 1565, mas os colonos franceses continuaram por ali até 1567, quando Estácio e os portugueses finalmente os expulsaram. E assim o sonho da França Antarctica chegou ao fim.
Entre o primeiro bando de colonos estava o franciscano André Thévet (1516-90), atuando como o padre da frota de Villegagnon. Ele escreveu suas observações sobre a história natural e os povos do Brasil em seu livro As Singularidades da França Antártica (1558). Ele foi o primeiro na França a escrever observações de plantas nativas como abacaxi e tabaco. Outro colono, o ministro huguenote Jean de Léry (1536-1613), escreveu suas experiências em “História de uma viagem à terra do Brasil, também chamada América” (1578). Fonte: Francis Parkman, Pioneiros da França no Novo Mundo , University of Nebraska Press, 1996.
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PORTUGUESES NO JAPÃO

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«Luís Fróis, o português que ajudou a compreender o Japão
Nascido em Lisboa em 1532, Luís Fróis entraria no ano de 1548 na Companhia de Jesus. Em 1565, integrou uma missão jesuíta de evangelização do território japonês, vinte anos depois do estabelecimento das relações entre Portugal e o Japão.
Chegaria em 1566 à cidade de Quioto, onde seria recebido por Ashikaga Yoshiteru, então xogum, general comandante do exército japonês. Fróis acabaria por se instalar definitivamente na residência de Oda Nobunaga, daimyo que ficaria conhecido como o grande guerreiro que iniciaria a reunificação do Império do Sol Nascente, na cidade de Gifu.
Luís Fróis desenvolveu um aprofundado trabalho de compreensão e descrição das tradições e cultura nipónicas do século XVI, escrevendo cartas onde as descrevia para Macau, a Santa Sé e a Coroa.
Tendo sido orientado pelo também missionário português Gaspar Vilela, Fróis relatou nas suas cartas a guerra civil que se desenrolava em torno da capital do Império Japonês, tendo estas sido traduzidas para variadas línguas e conquistado grande fama na Europa.
Luís Fróis terminaria em 1585 o seu “Tratado das Diferenças entre a Europa e o Japão”, obra onde explicava pormenorizadamente, com recurso a mais de 600 exemplos, que as duas civilizações eram opostas nas suas práticas, mas assemelhavam-se no facto de serem igualmente civilizadas.
Fróis foi capaz de estabelecer o difícil equilíbrio entre duas civilizações que, à partida, pareciam integralmente antagónicas, estudando de forma aprofundada a cultura japonesa sem nunca pôr de parte as suas raízes portuguesas. Prova da grande compreensão que detinha das tradições nipónicas é a ocasião em que escreveu sobre as diferenças entre o suicídio na Europa, pecado pela fé católica e a prática do Seppuku, ritual de suicídio japonês que podia ser a maior honra da vida de um guerreiro.
Luís Fróis faleceria no ano de 1597 em Nagasaki, aos 65 anos de idade, mas os textos que o português escreveu descrevendo a sua vasta experiência de 34 anos no Japão são ainda hoje fonte incontornável para a compreensão da História e cultura do Império do Sol Nascente.»
Por Miguel Louro, in Nova Portugalidade
Fernando Completo and 1 other
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1.11.1755 nos açores

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*** TERRAMOTO DE 1 DE NOVEMBRO DE 1755 ***
Às 10 horas da manhã desse dia de luto para a cidade de Lisboa, todas as ilhas Açorianas sofreram consequências dessa grande catástrofe. Todas foram atingidas por formidáveis enchentes de mar que invadiram a terra, subindo a grandes alturas.
Na ilha de São Miguel o mar subiu pelas ruas de Ponta Delgada, estragando muitos edifícios.
Na do Faial a enchente atingiu os moinhos de água da ribeira da Conceição, cobrindo-os numa altura de oito palmos, vazando tanto a baía que os navios quase tocavam com as quilhas no fundo.
Na ilha Terceira entrou pela terra, lançando muito peixe de várias qualidades, em Angra, o que deu nome à rua da «Garoupinha».
Na freguesia do Porto Judeu subiu a água à altura de dez palmos sobre a rocha mais elevada. Na cidade atingiu a Praça Velha, ficando, na baía, os navios em seco, por se afastarem dali as águas que, no seu recuo, levaram as muralhas da alfandega.
Na Vila da Praia, desde o seu porto, perto do paúl, até o lugar da Ribeira Seca, extramuros da vila, penetraram as águas de forma que demoliram quinze casas, derrubaram paredes, mataram sete pessoas.
Dissemos, numa conferência sobre a Vila da Praia que, as sete pessoas mortas, simbolizavam as sete letras da palavra «pêsames» que a vila enviava em amplo cartão, branco como as espumas do mar, impresso a sangue das vítimas desse dia de luto.
Tão intimamente ligávamos nosso destino ao da mãe pátria em todos os tempos e por todas as formas.
As ilhas partilharam na dor e no luto.
In Gervásio Lima, Breviário Açoreano, p. 329, Angra do Heroísmo, Tip. Editora
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  • Guilherme Melo

    O livro do tombo do Porto Judeu depositado no Arquivo Regional Luís da Silva Ribeiro contém um relato do que aconteceu!

a tragédia da RIBEIRA QUENTE

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25 anos da tragédia da Ribeira Quente
Na madrugada de 31 de Outubro de 1997 a chuva forte (em 24 horas choveram 220litros/m2) originou grandes derrocadas que causaram a morte a 29 pessoas. Esta foi a tragédia natural que provocou mais vítimas mortais nos Açores no século XX.
A situação agravou-se pelo facto de a única estrada que liga a freguesia ao resto da ilha ter ficado inacessível, mas também sem eletricidade, água e comunicações.
A freguesia ficou isolada durante 12 horas. Ficaram feridas sete pessoas e outras 69 desalojadas, de acordo com um relatório do Instituto de Proteção e Segurança do Cidadão do Centro Comum de Investigação da Comissão Europeia que estimou os prejuízos em cerca de 21 milhões de euros.
No terreno estiveram o então presidente do Governo Regional Carlos César, o presidente da junta, Carlos Moniz, o da câmara, Carlos Ávila, e o pároco, Silvino Amaral que ajudaram a coordenar as operações. Muitos técnicos estiveram envolvidos nos trabalhos de resgate, remoção de escombros e limpeza da freguesia. Muitos dos residentes também colaboraram naqueles dias trágicos que mudaram a Proteção Civil nos Açores.
Fica na memória a enorme solidariedade de todos os açorianos e da comunidade emigrante que angariaram fundos para ajudar ao realojamento de todas as famílias necessitadas.
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A noite maldita que mudou a vida da Ribeira Quente – Açoriano Oriental

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Faz hoje 25 anos que a tragédia se abateu sobre a Ribeira Quente. Um deslizamento de terras ceifou 29 vidas, marcando para sempre a vida de toda a comunidade da freguesia que aprendeu a viver em constante sobressalto

Source: A noite maldita que mudou a vida da Ribeira Quente – Açoriano Oriental

A ESCOLA DE SAGRES EM LAGOS

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OLÁ
Obrigado a João Marques de Oliveira .
Há ” Historiadores ” e historiadores .
Nuns podemos confiar ; José Mattoso é um deles ; procura a Verdade histórica à luz das circunstâncias locais e da época.
Outros , como os dos “Annalles” tentam fazer “história” marxista , levando “a luta de classes” para a Idade Média.
Desconhecem que “a luta de classes” é uma invencionice tonta , que só serviu para justificar subversão , revolucionarite aguda e retrocesso . Nunca existiu . O que existe é atropelo à Verdade .
O Professor Mattoso também por lá andou , mas logo se “enjoou”.
Podemos confiar nele .
E que bonito é este período da História.
Ele tem um livro recente sobre a Essência de Portugal ; é uma delícia ; peguei nele para escarafunchar no tema : onde estão as nossas raízes?
No meu
25/35 UM PAÍS MAL CONSTRUÍDO
procurei apanhar o lado psicológico do nosso passado , do passado deste “grupo” Nação-Estado , tão velho , tão ilustre , tão mundial e globalista .
É certo que a Vida não é passado ; é futuro ; é para a frente . Mas o nosso passado está sempre lá, tanto no Grupo como no Indivíduo.
” La vida es una actividad que se hace hacia adelante ” dizia o velho Ortega .
Era um grande filósofo ; dos maiores .
Procuro sempre mostrar que toda a força, toda a energia , consubstanciada neste período brilhante da Historia , continuam presentes em nós.
NÓS podemos .
O meu argumento gira todo à volta da
DESCENTRALIZAÇÃO ;
procuro mostrar que a “descentralizacao” do poder , que se verificava nessa altura , com os começos da Dinastia de Aviz , é a chave dos enormes sucessos dos Portugueses de Quinhentos .
Também pode sê-lo dos de agora .
Mas a “descentralizacao” não é só um tema histórico ; também e um dos temas principais da teoria da Gestão.
Psicologia e Gestão são duas ciências recentes , que os Portugueses desprezam e não usam .
E são tão úteis.
Esse tema , o da DESCENTRALIZAÇÃO, é o tema principal dos meus livros .
Bem hajam
Eu voto VENTURA
A 27 de Outubro do ano de 1443
O promontório de Sagres, bem como as vilas adjacentes de São Vicente e Sagres foram doadas, pelo regente D. Pedro ao seu irmão, o Infante D. Henrique (1394-1460). A vila de Sagres, então abandonada e em ruínas em razão das razias dos piratas da Barbária, foi, a pelo Infante D. Henrique, reconstruída e repovoada. Foi também por iniciativa do Infante a construída a fortificação de defesa na ponta do promontório, determinada pela sua localização e forma, usufruindo da falésia como defesa natural em três dos seus quatro lados, intimamente ligada às suas excelentes possibilidades estratégicas que se integram aos ditames anteriormente citados.
Em Sagres viria o Infante D. Henrique mandar construir a sua residência “oficial”. Tendo o local ficado conhecido como, a Escola de Sagres, na realidade nunca teve esse fim, a Escola de Sagres foi um mito criado pela interpretação errada de algumas crónicas antigas.
A “Escola” do Infante D. Henrique, ou melhor um sitio de reunião de marinheiros – homens com conhecimentos de navegação marítima e cartógrafos, matemáticos, astrólogos (alguns vindos de Itália, Flandres e outros países europeus) onde, aproveitando a ciência de uns e a prática e conhecimento da arte de marear de outros, se desenvolveram novos métodos de navegar, desenharam cartas, criaram instrumentos de navegação, e adaptaram e desenvolveram projectos de novos navios para as necessidades de navegação de longo curso no oceano Atlântico. Esta “Escola” não estava localizada em Sagres, mas sim em Lagos, cidade que foi em vida do Infante D. Henrique, o centro da expansão marítima Portuguesa.
História de Portugal – Dir. José Mattoso – Circulo de Leitores
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  • Vasco Almeida

    Quando haviam portugueses com visão…
    • Eduardo Franco Madeira

      Ainda os há, e muitos.
      O que está mal é o SISTEMA.
      Os Portugueses que emigram , que vão para outros sistemas , vingam , são bem sucedidos .
      Nos países onde a ” competição ” é livre , leal e ordeira , os Portugueses competem bem .
      O que temos que fazer é mudar o SISTEMA

dantes é que era bom?????

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Retrato de uma familia em meio rural, em frente de uma casa tradicional de Santana, Ilha da Madeira, construida em madeira e com cobertura em colmo de três
águas
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POVO DE PÉ DESCALÇO

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  • Nuno Mendes

    E ainda há quem diga que antes é que era bom. Era bom para quem vivia bem, muito provavelmente às custas de famílias como a da fotografia.

PONTA DELGADA JÁ TEVE GRANDES PRESIDENTES DE CÂMARA

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Aprender com o passado
A Câmara Municipal de Ponta Delgada já teve grandes presidentes. Vou citar alguns: dr. Francisco de Athayde Machado de Faria e Maia (apesar de oriundo de famílias aristocráticas, era republicano e presidiu com notável serenidade à edilidade após a implantação da República); dr. Alberto Paula de Oliveira (brilhante advogado, oriundo do Algarve, estabeleceu-se em Ponta Delgada, aqui constituiu família, era um institucionalista e deu grande dignidade ao município em pleno Estado Novo); Carlos de Aguiar Rego Costa (empresário, já em democracia, eleito por um partido, deixou o partido à “porta” dos Paços do Concelho para melhor servir todos, o partido, aborrecido, tentou criar-lhe dificuldades); João Gago da Câmara (recebia todos no seu gabinete sempre de porta aberta, teve o grande mérito, entre outros, de acabar com um velho bairro de lata nos arredores da cidade, realojando todos os moradores) e João San-Bento (no seu estilo despachado e popular, ouvia todos na rua e tentava resolver todos os problemas com impressionante pragmatismo).
É preciso olhar para o passado, aprender com o passado, para melhor servir no presente.
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Mentiras da História de Portugal: Portugal é um país de brandos costumes

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Mentiras da História de Portugal: Portugal é um país de brandos costumes

As notícias falsas (fake news) da História de Portugal. https://ncultura.pt/mentiras-da-historia-de-portugal-portugal-e-um-pais-de-brandos-costumes/

os amores de dom pedro

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*** ANA AUGUSTA PEREGRINO FALEIRO TOSTE ***
Prometi que voltava ao tema sobre os amores de D. Pedro de Bragança, e desta vez como ele se perdeu de amores por uma freira em Angra.
Ana Augusta Peregrino Faleiro Toste, nasceu na vila de São Sebastião, em 1809, e faleceu em Angra a 29 de Maio de 1896, com 87 anos. A freira era clarissa do Convento da Esperança em Angra, de 23 anos de idade, e formosíssima.
D. Pedro conheceu-a, indo de visita ao Convento, em Março de 1832, na ocasião em que ela estava na sineira. Perderam-se de amores, e daí nasceu um bastardo de nome Pedro que morreu em criança de 4 a 5 anos e foi enterrado no Sítio, nas traseiras da Sé.
D. Pedro permaneceu nos Açores desde 3 de Março, dia que desembarcou em Angra, até 27 de Junho, dia que saiu de Ponta Delgada na expedição para o Mindelo.
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DR FURTADO LIMA 1998

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INÉDITO: A HISTÓRIA E ENTREVISTA AO DR. FURTADO LIMA
No Programa: “Aqui Fala-se Português”, rúbrica: “Linha Aberta” em Massachusetts, USA
Por: Manuel Bonifácio
Em 27 de abril de 1998
13:23 / 50:23
Roberto Medeiros and 7 others
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A espada desaparecida de D.Dinis foi desenterrada do seu túmulo

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O túmulo de D.Dinis, no mosteiro de Odivelas, continua a revelar segredos. Durante os trabalhos de restauro do túmulo, que foi aberto em maio de 2019, foi descoberta a espada do rei que ficou conhecido como O Lavrador. E a mítica espada, há longo tempo desaparecida, foi agora desenterrada. A es

Source: A espada desaparecida de D.Dinis foi desenterrada do seu túmulo

os 500 anos de frutuoso

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Pelos 500 Anos do Nascimento de Gaspar Frutuoso
Este ano comemora-se em S. Miguel, nos Açores, os 500 anos do nascimento de Gaspar Frutuoso (Ponta Delgada, c. 1522 — Ribeira Grande, 1591). Não posso deixar passar as comemorações desta efeméride sem o meu contributo, por pequeno que seja. Gaspar Frutuoso é um importante cronista quinhentista, figura notável da ilha de S. Miguel, ilha que foi minha casa durante uma década. E por ali ter vivido e dado aulas de História, cedo me chamou a atenção o lugar que Gaspar Frutuoso ocupava no panorama historiográfico dos Açores. Para além disso, como fui professor na Escola Secundária da Ribeira Grande, isso fez de mim um quase diário visitante do largo onde a estátua de Gaspar Frutuoso, de autoria do escultor açoriano Numídico Bessone, se encontrava. Também por isso, pela presença constante, um dia resolvi dedicar uma parte do meu tempo a conhecer melhor o homem por detrás da estátua e estudar a sua obra. Tal levou a que viesse a contribuir para a sua divulgação, ainda que de forma muito modesta, com o livro “Cinco Cronistas dos Açores : Subsídios para a Historiografia Açoriana”, editado pelo Instituto Histórico da Ilha Terceira, em 1983. A marca distintiva deste estudo é o facto de se encontrarem reunidos, num mesmo texto, os cinco grandes cronistas dos Açores (Gaspar Frutuoso, séc. XVI; Diogo das Chagas, séc. XVI-XVII; Monte Alverne, Manuel Maldonado e António Cordeiro, séc. XVII-XVIII), no qual se aborda, de forma sintetizada e comparativa, as suas obras de maior vulto. Importa realçar que a narrativa histórica açoriana é excepcionalmente rica, mesmo quando se faz a exclusão da numerosa colecção de obras menores, manuscritas ou impressas. O número e, sobretudo, a qualidade dos estudos que foram feitos entre o século XVI e finais de XVII, nos Açores, não tem paralelo em qualquer província de Portugal. E Gaspar Frutuoso, o primeiro dos cronistas em termos cronológicos, é, também, o primeiro quanto à metodologia, fina percepção dos factos e objectivos a atingir. Pela minúcia das suas descrições, pela coordenação metódica dos diversos assuntos que trata e pela vastidão de conhecimentos que mostra possuir, é, sem dúvida, o maior dos cronistas do Açores, senão mesmo do espaço português ao tempo. Era Bacharel em Artes e Teologia pela Universidade de Salamanca e doutor em Teologia, tendo escrito “Saudades da Terra”, a obra que o imortalizaria. O manuscrito original é um códice de 571 folhas, numeradas no retro e reunidas em cadernos de diferentes marcas e dimensões. Está dividido em seis livros, cujos títulos, exceptuando o do Livro VI, foram escritos pela mão do autor, como se deduz da forma e do talho da letra. Esta obra é, no seu conjunto, uma detalhada descrição histórica e geográfica dos Açores, Madeira e Canárias, para além de múltiplas referências a Cabo Verde e a outras regiões atlânticas. Tal vastidão faz de Gaspar Frutuoso um autor que ultrapassa as fronteiras do seu arquipélago natal, cuja obra interessa à maioria dos investigadores das ilhas atlânticas que formam a Macaronésia.
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    Carlos Arrimar

    Foi com enorme satisfação e interesse que li o teu texto, Jorge. Mais um notável e oportuno artigo sobre os 500 anos do nascimento de Gaspar Frutuoso, que não podia deixar de partilhar. A este propósito, lembrei-me da apresentação do teu livro, editado…

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