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Categoria: Historia religião teologia filosofia WAR genocidio ONU direitos humanos liberdade expressão autonomia, independência, jornalismo media imprensa TV Fake news Tradições LENDAS folclore

1.11.1755 nos açores

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António Couto

·

*** TERRAMOTO DE 1 DE NOVEMBRO DE 1755 ***
Às 10 horas da manhã desse dia de luto para a cidade de Lisboa, todas as ilhas Açorianas sofreram consequências dessa grande catástrofe. Todas foram atingidas por formidáveis enchentes de mar que invadiram a terra, subindo a grandes alturas.
Na ilha de São Miguel o mar subiu pelas ruas de Ponta Delgada, estragando muitos edifícios.
Na do Faial a enchente atingiu os moinhos de água da ribeira da Conceição, cobrindo-os numa altura de oito palmos, vazando tanto a baía que os navios quase tocavam com as quilhas no fundo.
Na ilha Terceira entrou pela terra, lançando muito peixe de várias qualidades, em Angra, o que deu nome à rua da «Garoupinha».
Na freguesia do Porto Judeu subiu a água à altura de dez palmos sobre a rocha mais elevada. Na cidade atingiu a Praça Velha, ficando, na baía, os navios em seco, por se afastarem dali as águas que, no seu recuo, levaram as muralhas da alfandega.
Na Vila da Praia, desde o seu porto, perto do paúl, até o lugar da Ribeira Seca, extramuros da vila, penetraram as águas de forma que demoliram quinze casas, derrubaram paredes, mataram sete pessoas.
Dissemos, numa conferência sobre a Vila da Praia que, as sete pessoas mortas, simbolizavam as sete letras da palavra «pêsames» que a vila enviava em amplo cartão, branco como as espumas do mar, impresso a sangue das vítimas desse dia de luto.
Tão intimamente ligávamos nosso destino ao da mãe pátria em todos os tempos e por todas as formas.
As ilhas partilharam na dor e no luto.
In Gervásio Lima, Breviário Açoreano, p. 329, Angra do Heroísmo, Tip. Editora
Pode ser uma imagem de monumento
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  • Guilherme Melo

    O livro do tombo do Porto Judeu depositado no Arquivo Regional Luís da Silva Ribeiro contém um relato do que aconteceu!

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    • 13 m
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Publicado a 01/11/2022Categorias Historia religião teologia filosofia WAR genocidio ONU direitos humanos liberdade expressão autonomia, independência, jornalismo media imprensa TV Fake news Tradições LENDAS folclore

a tragédia da RIBEIRA QUENTE

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Ana Monteiro

1 h ·
25 anos da tragédia da Ribeira Quente
Na madrugada de 31 de Outubro de 1997 a chuva forte (em 24 horas choveram 220litros/m2) originou grandes derrocadas que causaram a morte a 29 pessoas. Esta foi a tragédia natural que provocou mais vítimas mortais nos Açores no século XX.
A situação agravou-se pelo facto de a única estrada que liga a freguesia ao resto da ilha ter ficado inacessível, mas também sem eletricidade, água e comunicações.
A freguesia ficou isolada durante 12 horas. Ficaram feridas sete pessoas e outras 69 desalojadas, de acordo com um relatório do Instituto de Proteção e Segurança do Cidadão do Centro Comum de Investigação da Comissão Europeia que estimou os prejuízos em cerca de 21 milhões de euros.
No terreno estiveram o então presidente do Governo Regional Carlos César, o presidente da junta, Carlos Moniz, o da câmara, Carlos Ávila, e o pároco, Silvino Amaral que ajudaram a coordenar as operações. Muitos técnicos estiveram envolvidos nos trabalhos de resgate, remoção de escombros e limpeza da freguesia. Muitos dos residentes também colaboraram naqueles dias trágicos que mudaram a Proteção Civil nos Açores.
Fica na memória a enorme solidariedade de todos os açorianos e da comunidade emigrante que angariaram fundos para ajudar ao realojamento de todas as famílias necessitadas.
May be an image of coast, nature and ocean
8Maria Antónia Fraga, Sara Bettencourt and 6 others
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Publicado a 31/10/2022Categorias Historia religião teologia filosofia WAR genocidio ONU direitos humanos liberdade expressão autonomia, independência, jornalismo media imprensa TV Fake news Tradições LENDAS folclore

A noite maldita que mudou a vida da Ribeira Quente – Açoriano Oriental

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Faz hoje 25 anos que a tragédia se abateu sobre a Ribeira Quente. Um deslizamento de terras ceifou 29 vidas, marcando para sempre a vida de toda a comunidade da freguesia que aprendeu a viver em constante sobressalto

Source: A noite maldita que mudou a vida da Ribeira Quente – Açoriano Oriental

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Publicado a 31/10/2022Categorias Historia religião teologia filosofia WAR genocidio ONU direitos humanos liberdade expressão autonomia, independência, jornalismo media imprensa TV Fake news Tradições LENDAS folclore

A ESCOLA DE SAGRES EM LAGOS

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Eduardo Franco Madeira

·
OLÁ
Obrigado a João Marques de Oliveira .
Há ” Historiadores ” e historiadores .
Nuns podemos confiar ; José Mattoso é um deles ; procura a Verdade histórica à luz das circunstâncias locais e da época.
Outros , como os dos “Annalles” tentam fazer “história” marxista , levando “a luta de classes” para a Idade Média.
Desconhecem que “a luta de classes” é uma invencionice tonta , que só serviu para justificar subversão , revolucionarite aguda e retrocesso . Nunca existiu . O que existe é atropelo à Verdade .
O Professor Mattoso também por lá andou , mas logo se “enjoou”.
Podemos confiar nele .
E que bonito é este período da História.
Ele tem um livro recente sobre a Essência de Portugal ; é uma delícia ; peguei nele para escarafunchar no tema : onde estão as nossas raízes?
No meu
25/35 UM PAÍS MAL CONSTRUÍDO
procurei apanhar o lado psicológico do nosso passado , do passado deste “grupo” Nação-Estado , tão velho , tão ilustre , tão mundial e globalista .
É certo que a Vida não é passado ; é futuro ; é para a frente . Mas o nosso passado está sempre lá, tanto no Grupo como no Indivíduo.
” La vida es una actividad que se hace hacia adelante ” dizia o velho Ortega .
Era um grande filósofo ; dos maiores .
Procuro sempre mostrar que toda a força, toda a energia , consubstanciada neste período brilhante da Historia , continuam presentes em nós.
NÓS podemos .
O meu argumento gira todo à volta da
DESCENTRALIZAÇÃO ;
procuro mostrar que a “descentralizacao” do poder , que se verificava nessa altura , com os começos da Dinastia de Aviz , é a chave dos enormes sucessos dos Portugueses de Quinhentos .
Também pode sê-lo dos de agora .
Mas a “descentralizacao” não é só um tema histórico ; também e um dos temas principais da teoria da Gestão.
Psicologia e Gestão são duas ciências recentes , que os Portugueses desprezam e não usam .
E são tão úteis.
Esse tema , o da DESCENTRALIZAÇÃO, é o tema principal dos meus livros .
Bem hajam
Eu voto VENTURA
João Marques de Oliveira
·
A 27 de Outubro do ano de 1443
O promontório de Sagres, bem como as vilas adjacentes de São Vicente e Sagres foram doadas, pelo regente D. Pedro ao seu irmão, o Infante D. Henrique (1394-1460). A vila de Sagres, então abandonada e em ruínas em razão das razias dos piratas da Barbária, foi, a pelo Infante D. Henrique, reconstruída e repovoada. Foi também por iniciativa do Infante a construída a fortificação de defesa na ponta do promontório, determinada pela sua localização e forma, usufruindo da falésia como defesa natural em três dos seus quatro lados, intimamente ligada às suas excelentes possibilidades estratégicas que se integram aos ditames anteriormente citados.
Em Sagres viria o Infante D. Henrique mandar construir a sua residência “oficial”. Tendo o local ficado conhecido como, a Escola de Sagres, na realidade nunca teve esse fim, a Escola de Sagres foi um mito criado pela interpretação errada de algumas crónicas antigas.
A “Escola” do Infante D. Henrique, ou melhor um sitio de reunião de marinheiros – homens com conhecimentos de navegação marítima e cartógrafos, matemáticos, astrólogos (alguns vindos de Itália, Flandres e outros países europeus) onde, aproveitando a ciência de uns e a prática e conhecimento da arte de marear de outros, se desenvolveram novos métodos de navegar, desenharam cartas, criaram instrumentos de navegação, e adaptaram e desenvolveram projectos de novos navios para as necessidades de navegação de longo curso no oceano Atlântico. Esta “Escola” não estava localizada em Sagres, mas sim em Lagos, cidade que foi em vida do Infante D. Henrique, o centro da expansão marítima Portuguesa.
História de Portugal – Dir. José Mattoso – Circulo de Leitores
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  • Vasco Almeida

    Quando haviam portugueses com visão…

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    • 13 h
    • Eduardo Franco Madeira

      Vasco Almeida
      Ainda os há, e muitos.
      O que está mal é o SISTEMA.
      Os Portugueses que emigram , que vão para outros sistemas , vingam , são bem sucedidos .
      Nos países onde a ” competição ” é livre , leal e ordeira , os Portugueses competem bem .
      O que temos que fazer é mudar o SISTEMA

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Publicado a 30/10/2022Categorias Historia religião teologia filosofia WAR genocidio ONU direitos humanos liberdade expressão autonomia, independência, jornalismo media imprensa TV Fake news Tradições LENDAS folclore

dantes é que era bom?????

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Portugal de Antigamente ·

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Elisabeth Duarte · ·
Retrato de uma familia em meio rural, em frente de uma casa tradicional de Santana, Ilha da Madeira, construida em madeira e com cobertura em colmo de três
águas
May be an image of 6 people, child, people standing and text that says "Museu de Fotografia da Madeira Atelier Vicente's"

Carlos Fino

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POVO DE PÉ DESCALÇO

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  • Nuno Mendes

    E ainda há quem diga que antes é que era bom. Era bom para quem vivia bem, muito provavelmente às custas de famílias como a da fotografia.

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Publicado a 30/10/2022Categorias Historia religião teologia filosofia WAR genocidio ONU direitos humanos liberdade expressão autonomia, independência, jornalismo media imprensa TV Fake news Tradições LENDAS folclore1 comentário em dantes é que era bom?????

PONTA DELGADA JÁ TEVE GRANDES PRESIDENTES DE CÂMARA

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Tomás Quental

·
Aprender com o passado
A Câmara Municipal de Ponta Delgada já teve grandes presidentes. Vou citar alguns: dr. Francisco de Athayde Machado de Faria e Maia (apesar de oriundo de famílias aristocráticas, era republicano e presidiu com notável serenidade à edilidade após a implantação da República); dr. Alberto Paula de Oliveira (brilhante advogado, oriundo do Algarve, estabeleceu-se em Ponta Delgada, aqui constituiu família, era um institucionalista e deu grande dignidade ao município em pleno Estado Novo); Carlos de Aguiar Rego Costa (empresário, já em democracia, eleito por um partido, deixou o partido à “porta” dos Paços do Concelho para melhor servir todos, o partido, aborrecido, tentou criar-lhe dificuldades); João Gago da Câmara (recebia todos no seu gabinete sempre de porta aberta, teve o grande mérito, entre outros, de acabar com um velho bairro de lata nos arredores da cidade, realojando todos os moradores) e João San-Bento (no seu estilo despachado e popular, ouvia todos na rua e tentava resolver todos os problemas com impressionante pragmatismo).
É preciso olhar para o passado, aprender com o passado, para melhor servir no presente.
13You, João Câmara, Henrique Schanderl and 10 others

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Publicado a 30/10/202230/10/2022Categorias Historia religião teologia filosofia WAR genocidio ONU direitos humanos liberdade expressão autonomia, independência, jornalismo media imprensa TV Fake news Tradições LENDAS folclore

Mentiras da História de Portugal: Portugal é um país de brandos costumes

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Início Histórias História de Portugal

Mentiras da História de Portugal: Portugal é um país de brandos costumes

As notícias falsas (fake news) da História de Portugal. https://ncultura.pt/mentiras-da-historia-de-portugal-portugal-e-um-pais-de-brandos-costumes/

Márcio Magalhães Por Márcio Magalhães
Sexta-feira, Outubro 28, 2022
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  • LÍNGUA PORTUGUESA
  • HISTÓRIAS
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Início Histórias História de Portugal

Mentiras da História de Portugal: Portugal é um país de brandos costumes

As notícias falsas (fake news) da História de Portugal.

Márcio Magalhães Por Márcio Magalhães
28/10/2022
em História de Portugal, Histórias
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Portugal é um país de brandos costumes

Mentiras da História de Portugal: Portugal é um país de brandos costumes

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Existem grandes mentiras que passaram por verdades. Um exemplo disso é sempre termos ouvido dizer que Portugal é um país de brandos costumes. Será mesmo assim?

As fake news (“notícias falsas”, em português) é um termo novo ou um neologismo usado para se referir a notícias fabricadas, que não têm por base a realidade, embora sejam apresentadas como estando factualmente corretas.

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A atualidade política vive com esse drama, mas no passado também ocorreram “notícias falsas”, inverdades e mitos que passaram pela população como factos reais. No passado, os efeitos eram ainda mais devastadores para o conhecimento do povo.

A história fez-se em tempos com a comunicação verbal, do passa a palavra, com poucos elementos escritos a confirmarem-se como fontes credíveis. Ao longo da história, muitas pessoas acabaram por contribuir para a criação de ideias feitas, que por uns tempos se revelaram como parte da História do nosso país.

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Mentiras da História de Portugal: Portugal é um país de brandos costumes

Por vezes, as mentiras repetidas frequentemente assumem um caráter pernicioso. São tidas como verdadeiras. Ora, isto comprova o pensamento do melhor cronista da cultura inglesa do século XX, “se todos aceitam a mentira, a mentira entra na história e torna-se verdade” (1984 – George Orwell).

Existem grandes mentiras que passaram por verdade e encaixaram na cultura popular ou em manuais da especialidade como momentos da História e do nosso país. O NCultura irá revelar um conjunto de artigos que mostram isso mesmo.

No presente artigo, iremos centrar-nos na afirmação de que “Portugal é um país de brandos costumes!”

Não é verdade que Portugal seja um país de brandos costumes, embora já todos tenham ouvido essa frase ao longo da sua vida. Ao longo da história, há diversos momentos que contrariam essa tese.

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Por exemplo, nos séculos XIX e XX, milhares de pessoas foram mortas em guerras civis e revoluções. Esse chavão foi fruto de uma operação de ação psicológica, uma invenção do Estado Novo.

 

Portugal é um país de brandos costumes
Batalha da Praia da Vitória – Mentiras da História de Portugal: Portugal é um país de brandos costumes

Século XIX foi agitado

Ao longo do século XIX, sucederam-se revoluções e várias lutas civis. Destes confrontos, resultaram diversas vítimas. Após o curto fogacho liberal que ocorreu em 1820, surgiu uma grande guerra que opôs os absolutistas liderados por D. Miguel e os constitucionalistas liderados por D. Pedro. Nestes confrontos que ocorreram de 1832 a 1834, participaram inclusivamente navios e mercenários estrangeiros.

Posteriormente, em 1836, ocorreu a revolução de setembro. Já na década seguinte, realizou-se uma nova guerra civil com intervenção exterior, a Patuleia. Mais tarde, já próximo do final do século, houve uma tentativa de revolução republicana, no Porto.

Embora frustrada, resultou numa dúzia de mortos que ficaram estendidos na Rua de Santo António. Além disso, ainda ficaram feridas quatro dezenas de pessoas.

Desta forma, facilmente se pode demonstrar que os costumes portugueses nunca foram brandos. Se recuarmos no tempo, podemos ainda recordar outros episódios históricos, como os sinistros clarões das fogueiras da Inquisição ou as Invasões Francesas de há 200 anos em que ocorreram diversos linchamentos na rua.

Os linchamentos de pessoas que eram suspeitas de “jacobinismo” (trata-se de uma doutrina revolucionária do Clube dos Jacobinos, associação que foi fundada em 1789, em Paris). Tratava-se de uma doutrina que se opunha à realeza e à Igreja e que fazia a defesa da instauração de uma democracia igualitária.

Nesse mesmo espaço temporal, realizou-se o esquartejamento do general Bernardim Freire de Andrade, quando se encontrava em Braga e ordenou o recuo estratégico das milícias para o Porto.

 

Portugal é um país de brandos costumes
Governo de Sá Cardoso 1919 – Mentiras da História de Portugal: Portugal é um país de brandos costumes

A Revolta de 14 de maio de 1915

O Estado Novo criou o estereótipo do “país de brandos costumes”, mas estes acontecimentos comprovam o contrário. Essa estratégia serviu para contrabalançar a tradição portuguesa da violência política.

O Estado Novo queria fazer a cabeça das pessoas e moldá-las a seu gosto. No entanto, na história, não faltam episódios que contrariam a tese de que se está num “país de brandos costumes”.

No dia 14 de maio de 1915, ocorreu um golpe de estado no nosso país. Esse momento foi liderado por Álvaro de Castro e pelo general Sá Cardoso. Estes homens lideraram um golpe que teve como objetivo fazer a reposição da plena vigência da Constituição Portuguesa de 1911 e ainda o propósito de derrubar um governo que então era presidido pelo general Pimenta de Castro.

O grupo tinha o nome de “Jovens Turcos”. Estas pessoas ousaram dirigir-se contra a “ditadura” de Pimenta de Castro. Cerca de três meses e meio antes desse momento, o presidente Manuel de Arriaga tinha mandatado este general governar com o Parlamento encerrado.

Jovem Turquia era o nome de uma loja maçónica da época. Alguns políticos, civis e militares faziam parte deste grupo. O objetivo destas pessoas era repor a plena vigência da Constituição de 1911.

O seu propósito seria alcançado, levando no imediato à transmissão dos poderes para uma Junta Constitucional. Esta Junta Constitucional era constituída por cinco “jovens turcos”. Estas pessoas eram defensoras da entrada de Portugal na Primeira Guerra Mundial, uma medida preconizada pelo líder do Partido Democrático, Afonso Costa.

Nessa manhã de céu azul, a capital portuguesa acordou ao som do canhão. Em Lisboa, erguiam-se barricadas, num contexto onde os vizinhos combatiam entre si. Havia soldados pelo meio e bandeiras nacionais dos dois lados da barricada.

No final desse dia, confirmou-se que muito sangue tinha sido derramado e encontrava-se espalhado pelas valetas. Nesse dia, foram confirmados 200 mortos. Feridos foram mais de 1000 pessoas.

Este quadro sangrento aconteceu em Lisboa, há pouco mais de cem anos e comprova que Portugal não é um país de “brandos costumes”.

 

Portugal é um país de brandos costumes
João José de Freitas – Mentiras da História de Portugal: Portugal é um país de brandos costumes

O Senador Linchado

Existem mais exemplos que facilmente conseguem derrubar a tese da “brandura” dos hábitos portugueses. Esta ideia de que Portugal é país de “brandos costumes” foi posta a circular pelo Estado Novo salazarista.

No dia 17, a Junta Constitucional preparava-se para transmitir o poder a um novo Governo, que seria chefiado por João Chagas, que era dirigente do PD. No entanto, João Chagas foi atingido a tiro num olho no próprio dia. O autor do disparo foi João José de Freitas, um homem que era advogado e senador. O momento aconteceu quando ambos se encontravam no interior do comboio.

Eles estavam parados na estação ferroviária do Entroncamento e o comboio fazia o percurso do Porto para Lisboa. Devido ao disparo, João Chagas ficou parcialmente cego. Já João José de Freitas acabou por ser linchado no local por um grupo de populares que se encontravam na estação. Entre eles, estava um soldado da GNR.

Já nos dias 4 e 5 de outubro de 1910 tinha acontecido outro evento que comprova que é errado pensar que Portugal é um país de brandos costumes. Morreram entre 60 e 70 pessoas em Lisboa, na revolução que derrubou a Monarquia e que levou à implantação da República. Em termos de feridos, o número foi ainda mais expressivo. Foram 500 pessoas que tiveram ferimentos.

As barricadas foram erguidas na Rotunda (Marquês de Pombal). Além disso, um cruzador bombardeara o Palácio das Necessidades. Nesse momento, estava D. Manuel II a jogar bridge com alguns cortesãos, mas devido ao susto o jovem rei não teve tempo para ganhar o jogo de cartas.

Um dos obuses da Rotunda pegou fogo a um prédio. Os tiros foram disparados no enfiamento da Avenida de Liberdade. Paiva Couceiro comandava as forças leais à Monarquia. No entanto, estas já eram pouco expressivas.

Primeiro, as forças comandadas por Paiva Couceiro investiram pelo lado de Campolide. Posteriormente, as forças leais à Monarquia investiram a partir do alto do Torel.

O Rossio vivia um contexto insólito. Tinha sido transformado num acampamento de soldados, com as armas ensarilhadas. O rei, a mãe e a avó tiveram de passar a noite em Mafra, local que serviu de passagem para seguirem o seu percurso até à Ericeira.

Daí, embarcaram rumo ao exílio. Eles foram perseguidos por revolucionários que os seguiam em automóveis, fazendo o percurso pela estrada do Sobreiro.

 

Portugal é um país de brandos costumes
Assassinato de D. Carlos – Mentiras da História de Portugal: Portugal é um país de brandos costumes

O Rei de Portugal e o Presidente foram assassinados

D. Carlos I foi assassinado a 1 de fevereiro de 1908, em pleno Terreiro do Paço. D. Manuel II foi o seu sucessor. O penúltimo rei de Portugal estava acompanhado do filho, o príncipe Luís Filipe (irmão de D. Manuel II), que era o legítimo herdeiro do trono.

Ambos estavam a fazer o percurso de regresso ao palácio de Vila Viçosa, pouco após terem desembarcado do vapor do Barreiro. Eles seguiam num landau (um antigo tipo de carruagem de dois bancos situados frente a frente), quando foram assassinados a tiro a meio da tarde desse dia.

O eco dos disparos abalou a vida política nacional. Os disparos foram realizados por dois membros da sociedade secreta Carbonária, Manuel Buíça e Alfredo Costa. Esse momento serviu para anunciar que o advento da República estava para breve, mas o regicídio foi considerado, na altura, pelos lisboetas, quase como algo de natural.

Atualmente, existe o conhecimento de que esse momento se tratou efetivamente de um plano articulado. Esse episódio envolveu os carbonários, mas também muitas outras pessoas. Parte delas encontrava-se altamente colocada.

Nesse ano, em julho, o New York Times publicou uma reportagem onde se podia ler: “Diz-se que a rainha Amélia reconheceu num dos assassinos um proeminente líder político, mas guarda firmemente o seu segredo.”

Implantada já a República, grupos de monárquicos exilados em Espanha entraram em pé-de-guerra pelo Norte de Portugal, nomeadamente entre 1911 e 1912. Os grupos de monárquicos cercaram vilas, investiram sobre aldeias, aliciaram camponeses e pastores para a causa derrotada. Posteriormente, entre 1915 e 1925, foram diversos os movimentos militares em defesa da República democrática ou contra ela.

Sidónio Pais liderou um dos golpes triunfantes, algo que inauguraria um ano de ditadura no final de 1917, mas que terminaria com uma morte a tiro, na Estação do Rossio. Sidónio foi assassinado. O Presidente-Rei, como Fernando Pessoa lhe chamara, falecera dessa forma cruel. Em menos de 11 anos, ocorreu o segundo assassínio de um Chefe de Estado português, após o regicídio que vitimara D. Carlos.

 

Portugal é um país de brandos costumes
Rei D. Manuel II – Mentiras da História de Portugal: Portugal é um país de brandos costumes

O esquecimento de uma Guerra

Ainda o som dos tiros que tinham matado Sidónio ecoavam no Rossio e na outra ponta da linha férrea que dali partia no Porto o regime monárquico era restaurado.

Na capital portuguesa, os republicanos formavam um executivo obedecendo à Constituição de 1911. No entanto, as Juntas Militares conservadoras não se conformaram com o procedimento e fizeram a exigência de “um governo de força”.

As Juntas Militares conservadoras contavam com o apoio dos civis que para isso giravam em torno do Integralismo Lusitano, movimento de extrema-direita.

O deposto rei D. Manuel II acompanhava tudo com a máxima atenção e fazia-o a partir do seu exílio inglês. Ele até tinha dado luz verde à movimentação monárquica. O objetivo dos “insurretos” era estender as suas movimentações por Portugal, de norte a sul.

Contudo, as Juntas Militares de Lisboa revelavam-se divididas. No dia 22 de janeiro de 1919, 7 dezenas de monárquicos (sensivelmente) hastearam na antena telegráfica do alto de Monsanto a icónica bandeira azul e branca.

Por ali, estas pessoas acabaram por ficar cercadas e foram desfeiteadas por militares (acompanhados por civis que se mostravam leais à República). No entanto, não foi aqui que terminou a guerra civil de 1919.

No dia 13 de fevereiro, após combates no litoral centro do País, as forças republicanas entraram na cidade do Porto. Foi na Invicta que puseram termo à efémera Monarquia do Norte.

 

Leia também:

  • Quando a camioneta fantasma assombrou Lisboa
  • D. Carlos I, o rei que foi assassinado, tal como o seu herdeiro!
  • Parecem anedotas mas são casos verídicos da história de Portugal

 

Portugal é um país de brandos costumes
A Camioneta Fantasma – Mentiras da História de Portugal: Portugal é um país de brandos costumes

Uma Noite Sangrenta

A noite de 19 de outubro de 1921 ficou para a história pelas piores razões. Esta data ficou conhecida como Noite Sangrenta (ou por Camioneta Fantasma). Nessa noite, ocorreu algo macabro.

Uma pequena camioneta fez um percurso que deixou marcas e não foram dos pneus. Tratava-se de uma camioneta de caixa aberta. A viatura encontrava-se tripulada por marinheiros e soldados da GNR.

Na viagem que fez realizou paragens estratégicas, recolheu figuras destacadas da vida política, quando estas se encontravam nas suas casas, nomeadamente o chefe do governo. Enquanto a carrinha fez o percurso conforme o plano traçado, essas pessoas foram sendo recolhidas, uma a uma. Posteriormente, essas pessoas foram abatidos a tiro, mesmo na rua, num contexto em que se ouviam insultos e sevícias.

Os sublevados tinham Abel Olímpio como chefe. Este cabo marinheiro tinha a alcunha de Dente de Ouro. Estas pessoas assassinaram o primeiro-ministro António Granjo, mataram o Machado Santos (antigo herói da Rotunda), abateram Carlos da Maia (o ex-ministro da Marinha e ex-presidente da Câmara de Lisboa), além de terem matado outras figuras destacadas da época.

A Noite Sangrenta foi um evento que não ficou completamente esclarecido para os historiadores. Este acontecimento pode ter sido motivado pela demissão de Liberato Pinto, da chefia do Governo e do comando da GNR. No entanto, também foi referida a hipótese de conspiração monárquica.

Explorou-se a possibilidade de se ter tratado de uma movimentação orquestrada por setores do Partido Democrático. Tratava-se de um partido que tinha tido uma posição dominante ao longo dos 16 anos da Primeira República. Seria uma forma de vingança sobre inimigos políticos.

O posicionamento ideológico de cada um pode fazer com que se incida sobre uma determinada hipótese. Chegou a ser criada uma peça de teatro e uma série de TV que trouxeram novos dados sobre esta tragédia. No entanto, as explicações acabam sempre por ser orientadas pelos seus autores.

 

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Portugal é um país de brandos costumes
A revolta de 3 de fevereiro de 1927 – Mentiras da História de Portugal: Portugal é um país de brandos costumes

Anos 20 foram verdadeiramente ‘Loucos’

Várias tentativas de revolução frustradas resultaram em vários mortos e feridos. Em 1926, foi instaurada uma ditadura que teve a duração de quase meio século. Foram 48 anos. No entanto, o triunfo da extrema-direita não foi pacífico, uma vez que as fações militares se confrontaram ao longo dos meses de maio e de junho, com confrontos materializados com tiroteios.

Os “velhos republicanos” pretendiam inverter a situação nos primeiros anos da ditadura. As tentativas foram frustradas e houve mais vítimas, especialmente nos combates que se realizaram em fevereiro de 1927. Os confrontos estenderam-se do Porto a Lisboa.

No final dos combates, constatou-se a realidade indesejada. Além das tropas da ditadura terem vencido, os mortos multiplicaram-se. As contagens indicaram 70 mortos na cidade Invicta e 50 mortos na capital. A esses números há que adicionar os milhares de feridos nas duas cidades.

Após quatro anos terem passado, a ditadura já se encontrava instalada de forma consolidada. No entanto, houve um estertor do chamado “Reviralho” que ocorreu na Madeira e nos Açores.

Salazar encontrava-se sentado no poder em 1936. Nesse ano, os marinheiros de dois navios de guerra revoltaram-se no Tejo. O canhoneio do forte de Almada acabou por fazer 10 vítimas mortais. A maioria dos marujos revoltosos serviram como modelos para “inaugurar” o campo de concentração do Tarrafal, em Cabo Verde, involuntariamente, claro.

O Tarrafal era conhecido por ser um inferno tropical. Este espaço singular foi criado por um regime que utilizava um tom paternalista para impor a sua “verdade”, que tinha de ser indiscutível.

A polícia política (chamada de PVDE, PIDE e DGS) operava com toda a facilidade e fazia-o em nome dos “brandos costumes”. Por isso, prendia pessoas. Se necessário, torturava e até podia fazer desaparecer os oposicionistas do regime.

Etiquetas: história de portugalMentiras da História de Portugalportugal
Márcio Magalhães

Márcio Magalhães

Um Mestrado em Ensino não fazia prever o percurso consolidado e bem sucedido no marketing digital e na produção de conteúdos, com publicação regular de artigos em diversas plataformas. (exclusivamente responsável pelo conteúdo textual)

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Publicado a 28/10/202228/10/2022Categorias Historia religião teologia filosofia WAR genocidio ONU direitos humanos liberdade expressão autonomia, independência, jornalismo media imprensa TV Fake news Tradições LENDAS folclore

os amores de dom pedro

Views: 6

António Couto

33 m ·
*** ANA AUGUSTA PEREGRINO FALEIRO TOSTE ***
Prometi que voltava ao tema sobre os amores de D. Pedro de Bragança, e desta vez como ele se perdeu de amores por uma freira em Angra.
Ana Augusta Peregrino Faleiro Toste, nasceu na vila de São Sebastião, em 1809, e faleceu em Angra a 29 de Maio de 1896, com 87 anos. A freira era clarissa do Convento da Esperança em Angra, de 23 anos de idade, e formosíssima.
D. Pedro conheceu-a, indo de visita ao Convento, em Março de 1832, na ocasião em que ela estava na sineira. Perderam-se de amores, e daí nasceu um bastardo de nome Pedro que morreu em criança de 4 a 5 anos e foi enterrado no Sítio, nas traseiras da Sé.
D. Pedro permaneceu nos Açores desde 3 de Março, dia que desembarcou em Angra, até 27 de Junho, dia que saiu de Ponta Delgada na expedição para o Mindelo.
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Publicado a 27/10/2022Categorias Historia religião teologia filosofia WAR genocidio ONU direitos humanos liberdade expressão autonomia, independência, jornalismo media imprensa TV Fake news Tradições LENDAS folclore

DR FURTADO LIMA 1998

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Roberto Medeiros is with Conceição Mendonça and

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.

·

INÉDITO: A HISTÓRIA E ENTREVISTA AO DR. FURTADO LIMA
No Programa: “Aqui Fala-se Português”, rúbrica: “Linha Aberta” em Massachusetts, USA
Por: Manuel Bonifácio
Em 27 de abril de 1998
13:23 / 50:23
8Roberto Medeiros and 7 others
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Publicado a 27/10/2022Categorias Historia religião teologia filosofia WAR genocidio ONU direitos humanos liberdade expressão autonomia, independência, jornalismo media imprensa TV Fake news Tradições LENDAS folclore

A espada desaparecida de D.Dinis foi desenterrada do seu túmulo

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O túmulo de D.Dinis, no mosteiro de Odivelas, continua a revelar segredos. Durante os trabalhos de restauro do túmulo, que foi aberto em maio de 2019, foi descoberta a espada do rei que ficou conhecido como O Lavrador. E a mítica espada, há longo tempo desaparecida, foi agora desenterrada. A es

Source: A espada desaparecida de D.Dinis foi desenterrada do seu túmulo

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Publicado a 25/10/2022Categorias Historia religião teologia filosofia WAR genocidio ONU direitos humanos liberdade expressão autonomia, independência, jornalismo media imprensa TV Fake news Tradições LENDAS folclore

os 500 anos de frutuoso

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Carlos Arrimar

17 m ·
Jorge Arrimar
·
Pelos 500 Anos do Nascimento de Gaspar Frutuoso
Este ano comemora-se em S. Miguel, nos Açores, os 500 anos do nascimento de Gaspar Frutuoso (Ponta Delgada, c. 1522 — Ribeira Grande, 1591). Não posso deixar passar as comemorações desta efeméride sem o meu contributo, por pequeno que seja. Gaspar Frutuoso é um importante cronista quinhentista, figura notável da ilha de S. Miguel, ilha que foi minha casa durante uma década. E por ali ter vivido e dado aulas de História, cedo me chamou a atenção o lugar que Gaspar Frutuoso ocupava no panorama historiográfico dos Açores. Para além disso, como fui professor na Escola Secundária da Ribeira Grande, isso fez de mim um quase diário visitante do largo onde a estátua de Gaspar Frutuoso, de autoria do escultor açoriano Numídico Bessone, se encontrava. Também por isso, pela presença constante, um dia resolvi dedicar uma parte do meu tempo a conhecer melhor o homem por detrás da estátua e estudar a sua obra. Tal levou a que viesse a contribuir para a sua divulgação, ainda que de forma muito modesta, com o livro “Cinco Cronistas dos Açores : Subsídios para a Historiografia Açoriana”, editado pelo Instituto Histórico da Ilha Terceira, em 1983. A marca distintiva deste estudo é o facto de se encontrarem reunidos, num mesmo texto, os cinco grandes cronistas dos Açores (Gaspar Frutuoso, séc. XVI; Diogo das Chagas, séc. XVI-XVII; Monte Alverne, Manuel Maldonado e António Cordeiro, séc. XVII-XVIII), no qual se aborda, de forma sintetizada e comparativa, as suas obras de maior vulto. Importa realçar que a narrativa histórica açoriana é excepcionalmente rica, mesmo quando se faz a exclusão da numerosa colecção de obras menores, manuscritas ou impressas. O número e, sobretudo, a qualidade dos estudos que foram feitos entre o século XVI e finais de XVII, nos Açores, não tem paralelo em qualquer província de Portugal. E Gaspar Frutuoso, o primeiro dos cronistas em termos cronológicos, é, também, o primeiro quanto à metodologia, fina percepção dos factos e objectivos a atingir. Pela minúcia das suas descrições, pela coordenação metódica dos diversos assuntos que trata e pela vastidão de conhecimentos que mostra possuir, é, sem dúvida, o maior dos cronistas do Açores, senão mesmo do espaço português ao tempo. Era Bacharel em Artes e Teologia pela Universidade de Salamanca e doutor em Teologia, tendo escrito “Saudades da Terra”, a obra que o imortalizaria. O manuscrito original é um códice de 571 folhas, numeradas no retro e reunidas em cadernos de diferentes marcas e dimensões. Está dividido em seis livros, cujos títulos, exceptuando o do Livro VI, foram escritos pela mão do autor, como se deduz da forma e do talho da letra. Esta obra é, no seu conjunto, uma detalhada descrição histórica e geográfica dos Açores, Madeira e Canárias, para além de múltiplas referências a Cabo Verde e a outras regiões atlânticas. Tal vastidão faz de Gaspar Frutuoso um autor que ultrapassa as fronteiras do seu arquipélago natal, cuja obra interessa à maioria dos investigadores das ilhas atlânticas que formam a Macaronésia.
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    Carlos Arrimar

    Foi com enorme satisfação e interesse que li o teu texto, Jorge. Mais um notável e oportuno artigo sobre os 500 anos do nascimento de Gaspar Frutuoso, que não podia deixar de partilhar. A este propósito, lembrei-me da apresentação do teu livro, editado…

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Publicado a 17/10/2022Categorias Historia religião teologia filosofia WAR genocidio ONU direitos humanos liberdade expressão autonomia, independência, jornalismo media imprensa TV Fake news Tradições LENDAS folclore

PETER FRANCISCO

Views: 1

António Couto

·
*** LUSO ***
A propósito do artigo de hoje no Diário Insular sobre a série “LUSO”, que retrata a história de Peter Francisco, se têm curiosidade em saber quem foi este terceirense, convido-vos a lerem a seguinte publicação. Clicar na imagem.
Peter Francisco (1760-1831)
PHILANGRA.BLOGSPOT.COM
Peter Francisco (1760-1831)
Peter Francisco (Pedro Francisco Machado) Nasceu no Porto Judeu, Concelho de Angra do Heroísmo, ilha Terceira, a 9 de Julho d…
May be an image of 1 person, standing and text that says "|12l REGIÃO 13.0UT.2022 DIÁRIO INSULAR ESTEJA MERCADO 2025 Série "Luso" retrata história de Peter Francisco "Luso" relata história Peter Francisco em nove episódios, aproximadamente com quinze minutos. Primei- imagens mostradas ao público ontem. produto feito Peter Francisco importante desnorte falta eTpe- e"pode ransformar presidente grande para caso presidente Secretaria Regional"
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    António Couto

    Aqui está o artigo publicado no Diário Insular de hoje.

     

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Publicado a 14/10/202214/10/2022Categorias Historia religião teologia filosofia WAR genocidio ONU direitos humanos liberdade expressão autonomia, independência, jornalismo media imprensa TV Fake news Tradições LENDAS folclore

Gaspar Frutuoso. O Homem e a Obra. 500 anos

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Letras Lavadas

Favourites · ·
Ontem foi lançado o livro “Gaspar Frutuoso. O Homem e a Obra. Nos 500 anos do nascimento do Doutor Gaspar Frutuoso” da autoria de Avelino de Freitas de Meneses e com chancela da Letras Lavadas.
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Museu Carlos Machado
·
| C O N G R E S S O COMEMORATIVO DOS 500 ANOS DO NASCIMENTO DE GASPAR FRUTUOSO
__ Hoje, o Museu acolheu atividades inseridas no congresso Comemorativo dos 500 anos do nascimento de Gaspar Frutuoso, sob o título “Gaspar Frutuoso: diferentes olhares; novos debates” onde foram proferidos um conjunto de comunicações que visam (re)lembrar a vida, a obra e o tempo do ilustre cronista micaelense. Os participantes tiveram a oportunidade de visitar a exposição temporária “Gaspar Frutuoso, naturalista” e participar no lançamento do livro “Gaspar Frutuoso. O Homem e a Obra. Nos 500 anos do nascimento do Doutor Gaspar Frutuoso” da autoria de Avelino de Freitas de Meneses e com chancela da Letras Lavadas.
4Ana Cláudia Oliveira and 3 others
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Publicado a 08/10/2022Categorias Historia religião teologia filosofia WAR genocidio ONU direitos humanos liberdade expressão autonomia, independência, jornalismo media imprensa TV Fake news Tradições LENDAS folclore

CAPELINHOS. O Farol «oscilava de uma forma assustadora» | Faial Global

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Diário do Vulcão

Source: CAPELINHOS. O Farol «oscilava de uma forma assustadora» | Faial Global

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Publicado a 28/09/2022Categorias Historia religião teologia filosofia WAR genocidio ONU direitos humanos liberdade expressão autonomia, independência, jornalismo media imprensa TV Fake news Tradições LENDAS folclore

que beleza a Idade >Média..

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Universo Fantástico

·
Na Idade Média, não havia escovas de dente, perfumes, desodorantes e muito menos papel higiênico. Excremento humano era jogado das janelas do palácio.
Num dia de festa, a cozinha do palácio podia preparar um banquete para 1500 pessoas, sem a mínima higiene.
Nos filmes de hoje, vemos pessoas daquela época se sacudindo ou se abanando.
A explicação não está no calor, mas no mau cheiro que exalavam sob as saias (feitas de propósito para conter o cheiro das partes íntimas, já que não havia higiene). Também não era costume tomar banho devido ao frio e à quase inexistência de água corrente.
Só os nobres tinham lacaios para abaná-los, dissipar o mau cheiro que o corpo e a boca exalavam, além de afugentar os insetos.
Quem esteve em Versalhes admirou os imensos e belos jardins que, naquela época, não eram apenas contemplados, mas serviam de banheiro nas famosas baladas promovidas pela monarquia, por não haver banheiros.
Na Idade Média, a maioria dos casamentos acontecia em junho (para eles, o início do verão). O motivo é simples: o primeiro banho do ano era tomado em maio; então, em junho, o cheiro das pessoas ainda era tolerável. Porém, como alguns cheiros já começavam a incomodar, as noivas carregavam buquês de flores perto do corpo para disfarçar o fedor. Daí a explicação da origem do buquê de noiva.
Os banhos eram feitos em uma única banheira enorme cheia de água quente. O chefe da família tinha o privilégio do primeiro banho em água limpa. Então, sem trocar a água, os demais chegaram à casa, por ordem de idade, mulheres, também por idade e, por fim, filhos. Os bebês eram os últimos a se banhar.
As vigas de madeira, que sustentavam os telhados das casa, eram o melhor lugar para os animais, cachorros, gatos, ratos e besouros, se aquecerem. Quando chovia, as goteiras obrigavam os animais a pularem no chão.
Quem tinha dinheiro tinha chapas de lata. Certos tipos de alimentos oxidam o material, fazendo com que muitas pessoas morram de envenenamento. Os hábitos de higiene da época eram terríveis. Os tomates, por serem ácidos, foram considerados venenosos por muito tempo, as xícaras de lata eram usadas para beber cerveja ou uísque; essa combinação às vezes deixava o indivíduo “no chão” (numa espécie de narcolepsia induzida pela mistura de bebida alcoólica com óxido de estanho).
Alguém andando na rua pensaria que ele estava morto, então eles recolhiam o corpo e se preparavam para o funeral. Em seguida, o corpo era colocado na mesa da cozinha por alguns dias e a família observava, comia, bebia e esperava para ver se o morto acordava ou não.
A Inglaterra é um país pequeno, onde nem sempre havia um lugar para enterrar todos os mortos. Os caixões foram então abertos, os ossos removidos, colocados em ossários e a tumba foi usada para outro cadáver. Às vezes, ao abrir os caixões, percebia-se que havia arranhões nas tampas internas, indicando que o morto havia, de fato, sido enterrado vivo.
Assim, ao fechar o caixão, surgiu a ideia de amarrar uma alça do pulso do falecido, passando-a por um orifício feito no caixão e amarrando-a a uma campainha. Após o enterro, alguém foi deixado de plantão ao lado do túmulo por alguns dias. Se o indivíduo acordasse, o movimento de seu braço faria soar a campainha. E seria “salvo pelo gongo”, que é uma expressão popular que usamos até hoje.
Douglas Brizzante
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