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ARSÉNIO CHAVES PUIM faz hoje 86 anos

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Subject:

Re: “Daqui e dali – do que é nosso”

From:

Ângela Loura <[email protected]>

Date:

9/05/2023, 1:29 pm

To:

undisclosed-recipients:;

 

O nosso ARSÉNIO CHAVES PUIM faz hoje 86 anos! PARABÉNS!!🎂
Que nos continue a presenciar com o seu conhecimento sobre Santa Maria, e nos faça companhia por mais anos, com muita saúde e alegria!

A propósito, já compraram o livro dele?
https://www.facebook.com/1444694334/videos/a.10207171445471537/926246701320958

Beijinhos e abraços,

Ângela

Ângela Loura <[email protected]> escreveu no dia quarta, 5/04/2023 à(s) 00:38:

Olá a todos,

 

Segue mais um recorte “daqui e dali“:

Postura 29: Acerca dos vendeiros não darem de comer nem de beber a escravos e a moços de solda, nem assi a jogos de cartas.
– in Posturas Camarárias de Vila do Porto (1780-1800)
Fonte: Instituto Histórico da Ilha Terceira

Beijinhos e abraços,

Ângela Loura

Ângela Loura <[email protected]> escreveu no dia quarta, 1/03/2023 à(s) 15:07:

Olá a todos,

 

Segue mais um recorte “daqui e dali“:

1618 – Carta Regia — reparo e fortificação da Ilha de Santa Maria
– in: Chancelaria de D. Filipe II (1598-1621), Livro 1613-1619.
– Fonte: https://dre.pt/

Beijinhos e abraços,

Ângela Loura

Ângela Loura <[email protected]> escreveu no dia terça, 29/11/2022 à(s) 23:02:

Olá a todos,

 

Segue mais um recorte “daqui e dali“:

1962: Saem 110 contos ao Pepe*!

– in: “Diário de Notícias” (EUA), 1962-06-08.

– Fonte: https://www.lib.umassd.edu/

* Filho de artistas circenses, ele grego, ela italiana, José Elisabeth nasceu a 23-12-1910 em Santiago do Cacém. No final dos anos 30, José Elizabeth (Pepe) deixou a vida do circo e fixou-se em Ponta Delgada, onde passou a exercer a profissão de fotógrafo, registando as gentes e os locais de São Miguel ao longo de 10 anos. Em 1949, fixou-se definitivamente em Santa Maria, atraído pela forte agitação que ali se vivia, com a presença dos militares norte-americanos, registando os aspectos em torno do Aeroporto, e do resto da ilha. Seguiram-lhe os passos o filho Max Brix Elisabeth, e actualmente o neto Pepe Brix.

Beijinhos e abraços,

Ângela Loura

Ângela Loura <[email protected]> escreveu no dia domingo, 23/10/2022 à(s) 00:28:

Olá a todos,

 

Segue mais um recorte “daqui e dali“:

 

Postura 48: Acerca de se não lavarem roupas e mais imundices na ribeira pública, havendo falta de água no chafariz desta Vila

– in Posturas Camarárias de Vila do Porto (1780-1800)

Fonte: Instituto Histórico da Ilha Terceira

 

 

Beijinhos e abraços,

Ângela Loura

Ângela Loura <[email protected]> escreveu no dia domingo, 24/04/2022 à(s) 02:32:

Olá a todos,

Segue em anexo mais um recorte “Daqui & Dali“:

1928: Longa vida e desafogada ao Baluarte.
Recorte do jornal «A Colónia Portuguesa», edição de 24-04-1928.
Fonte: https://www.lib.umassd.edu/


25-01-1928
Nasceu pela mão do professor José de Medeiros Moniz “O Baluarte”, um quinzenário que assumia como compromisso ser «um humilde intérprete do povo, um acérrimo defensor da verdade e da justiça». A 1ª Série (1928-1930) teve como 1º director o seu fundador José de Medeiros Moniz, 2º director António Morais Cordeiro, e 3º director José do Carmo Pacheco.
01-05-1977
Renasceu graças ao seu 4º director Arsénio Chaves Puim e seus associados, com o objectivo da defesa «dos interesses e da promoção da ilha de Santa Maria». Esta 2ª Série (1977-2016) contou também como 5º director José Dinis Resendes e como 6º director João de Sousa Braga.
01-11-1980
Por questões legais, e uma vez que já se encontrava registado no país outro jornal denominado “O Baluarte”, o jornal passou a partir desta data (Nº. 43 da IIª série) a designar-se “O Baluarte de Santa Maria”.
Fevereiro de 2017
Após uma breve pausa, o jornal retomou a sua actividade com o director Domingos Barbosa, contando actualmente com Sandra Reis como sua directora.
O ‘Baluarte’, citando e parafraseando João de Sousa Braga*, não foi nem é apenas fruto do trabalho dos seus directores. Foi e será também fruto do trabalho e da generosidade dos muitos colaboradores, dos jornalistas e funcionários, dos anunciantes, e, claro, dos seus assinantes dentro e fora da ilha.
E continuamos a trilhar caminho…
*«A passagem de testemunho da edição do jornal O Baluarte de Santa Maria», in “O Baluarte de Santa Maria, edição de Março de 2017, pág. 3.

Cumprimentos,

Ângela Loura

Ângela Loura <[email protected]> escreveu no dia domingo, 24/04/2022 à(s) 01:28:

Olá a todos,

Segue em anexo mais um recorte “daqui e dali“:

1967: Porto de abrigo.
Recorte do jornal «Diario de Noticias», New Bedford, edição de 29-03-1967.
Fonte: https://www.lib.umassd.edu/

Beijinhos e abraços,

Ângela Loura

Ângela Loura <[email protected]> escreveu no dia sábado, 12/03/2022 à(s) 10:30:

Olá a todos,

Segue em anexo mais um recorte “daqui e dali“.

1957: “Longe, tão longe”*…

 

– Fonte: FIGUEIREDO, Jaime de, “IMPÉRIOS MARIENSES – Folclore Açoriano”, C. de Oliveira Limitada (Editores), Lisboa, 1957, pág. 13.

*título de canção de Mário Mariante.

—-

Beijinhos e abraços,

Ângela Loura

Ângela Loura <[email protected]> escreveu no dia sábado, 19/02/2022 à(s) 05:07:

Olá a todos,

 

Segue em anexo mais um recorte “daqui e dali”.

 

1493: a procissão da gente de Colombo à capela mais próxima.

– in «Occidente – Revista Illustrada de Portugal e do Estrangeiro», N.º 568, 01-10-1894, pp. 226, 228.

Fonte: Hemeroteca Municipal de Lisboa.

Beijinhos e abraços,

 

Ângela Loura

 

A segunda, 14 de fev de 2022, 23:55, Ângela Loura <[email protected]> escreveu:

Olá a todos,

 

Segue em anexo mais um recorte “daqui e dali“.

 

1946: “escândalo” em dia de São Valentim.

– in «Correspondência recebida», 14-02-1946.
– Fonte: Livro de correspondência recebida da Secção Pedagógica da Delegação Escolar de Vila do Porto, 1940-1950 | https://bit.ly/3BjelPs

 

Beijinhos e abraços,

 

Ângela Loura

Ângela Loura <[email protected]> escreveu no dia sábado, 4/12/2021 à(s) 16:21:

Olá a todos,

 

Segue em anexo mais um recorte “daqui e dali“.

 

1963: Santa Maria Food Drop

 

Beijinhos e abraços,

 

Ângela Loura

1963: Santa Maria Food Drop

«Nome da operação: “Santa Maria Island Food Drop”

Data: 15-03-1963

Operação: Seis semanas de fortes ventos e ondas contínuas durante os meses de fevereiro e março impediram os navios portugueses de transportar alimentos para a Ilha de Santa Maria, nos Açores. Lembrando que os aviões dos EUA já tinham transportado alimentos para os Açores como parte de uma política de ajuda externa “People to People”, as autoridades da ilha pediram ajuda aos EUA.

Em meados de Março, o East Trpt AF desviou um 17º Esquadrão de Transporte Aéreo C – 124 Globemaster para a Base das Lajes nos Açores para um transporte aéreo de emergência. A 15 de Março, o avião lançou quase cinco toneladas de batatas, cebolas, laranjas e outros alimentos para os habitantes de Santa Maria, ajudando-os a sobreviver até à retomada dos transportes marítimos.»

(trad. livre)

Fonte: HAULMAN, Daniel Lee, The United States Air Force and Humanitarian Airlift Operations, 1947-1994, Air Force History and Museums Program, Washington, D.C., 1998, pág. 248.

Dada a falta de fontes locais referentes a este período, recorri a fontes alternativas. A partir do blogue do Sr. Luís Miguel Correia*, e com a ajuda do próprio (a quem desde já deixo o meu agradecimento!), foi possível verificar que o paquete “Ponta Delgada” terá feito escala em Santa Maria no dia 20 de Fevereiro, regressando à mesma apenas no dia 19 de Março.

* Para quem tiver interesse pelo tema, considerem adquirir o livro “Paquetes dos Açores / Azores Passenger Ships“, de Luís Miguel Correia.

Ângela Loura <[email protected]> escreveu no dia domingo, 21/11/2021 à(s) 12:08:

Olá a todos,

Segue em anexo mais um recorte “daqui e dali“.

– 1954: O charuto voador.

Beijinhos e abraços,

Ângela Loura

Ângela Loura <[email protected]> escreveu no dia domingo, 21/11/2021 à(s) 01:57:

Boa noite a todos,

Segue em anexo mais um recorte “daqui e dali“.

– 1853: Bona fide.

Beijinhos e abraços,

Ângela Loura

Ângela Loura <[email protected]> escreveu no dia terça, 16/11/2021 à(s) 00:13:

Boa noite a todos,

Segue em anexo mais um recorte “daqui e dali“.

– 1946: Exorbitâncias na “Pequena América”

Beijinhos e abraços,

Ângela Loura

Ângela Loura <[email protected]> escreveu no dia domingo, 14/11/2021 à(s) 19:40:

Boa noite a todos,

Segue em anexo mais um recorte “daqui e dali“.

– 1910: A biblioteca.

Beijinhos e abraços,

Ângela Loura

Ângela Loura <[email protected]> escreveu no dia sábado, 13/11/2021 à(s) 16:08:

Boa tarde a todos,

Por vezes, ao escrever de cor (pensamos nós), a coisa sai mal.

O irmão deste Alberto (n. 1861, Vila do Porto) a que se refere a rua Sousa Pinto em Lisboa não se chama António, mas sim José Júlio (n. 1856, Angra do Heroísmo). António (n. 1846, Porto) era o irmão mais velho (também artista), que fez vida no Brasil.

.

Sobre o resultado desta demanda do governo francês, ainda não encontrei nada que confirme se sempre terá sido condecorado. Li algures que terá sido condecorado Officier de la Légion d’Honneur, mas na base de dados Leonore só encontrei o seu irmão José Júlio, pelo que aguardo confirmação por parte da chancelaria.

Fica a correcção.

Cumprimentos,

Ângela Loura

Ângela Loura <[email protected]> escreveu no dia sábado, 13/11/2021 à(s) 01:43:

Boa noite a todos,

Segue em anexo mais um recorte “daqui e dali“.

– 1924: Où es-tu, Alberto?.

(acompanhado do seu assento de baptismo)

Conhecem a Rua Sousa Pinto, em Lisboa? É o irmão dele, o António Sousa Pinto.

Beijinhos e abraços,

Ângela Loura

Ângela Loura <[email protected]> escreveu no dia quarta, 10/11/2021 à(s) 01:35:

Boa noite a todos,

Segue em anexo mais um recorte “daqui e dali“.

– 1919: «6 mil e tantas almas desamparadas da sciencia!»

Beijinhos e abraços,

Ângela Loura

Ângela Loura <[email protected]> escreveu no dia domingo, 7/11/2021 à(s) 01:45:

Boa noite a todos,

Seguem em anexo mais alguns recortes “daqui e dali”.

– 1887: A morte de um «patrício nosso»
– 1988: Desafectação de terreno do domínio público aeroportuário e cedência ao Clube Asas do Atlântico.
– 1910: Alexander Hill Gray, o «cultor de rosas».

Beijinhos e abraços,

Ângela Loura

Ângela Loura <[email protected]> escreveu no dia sexta, 5/11/2021 à(s) 01:47:

Boa noite a todos,

Seguem em anexo mais um recorte “daqui e dali”.

– 1910: Catástrofe em São Lourenço.

Beijinhos e abraços,

Ângela Loura

Ângela Loura <[email protected]> escreveu no dia sábado, 30/10/2021 à(s) 02:09:

Boa noite,

Seguem em anexo o próximo recorte “daqui e dali“.

– Sismo ocorrido em 1937, que afectou as freguesias de São Pedro e de Santo Espírito.
– «As chuvas que cairam no meado de Julho, fizeram grande beneficio aos campos d’esta ilha. (…) Em fim se nao houver transtorno é um anno feliz para os marienses.» (1885)

Beijinhos e abraços,

Ângela Loura

Ângela Loura <[email protected]> escreveu no dia quinta, 28/10/2021 à(s) 00:36:

Olá a todos,

Dando continuidade à partilha dos recortes, neste e-mail dou por concluída a partilha de recortes do livro do padre Jacinto Monteiro.

Os mesmos encontram-se já publicados no blog.

Beijinhos e abraços,

Ângela Loura

Em anexo:
– Os ‘saca-rolhas’
– “IES”
– A Boleia
– Dona Virgínia
– Milagre da Ermida de Nossa Senhora da Conceição
– Banho de Feijoada

Ângela Loura <[email protected]> escreveu no dia quarta, 27/10/2021 à(s) 20:19:

Olá a todos, espero que se encontrem bem.

A pedido de algumas pessoas que têm acompanhado as minhas publicações de recortes relacionados com Santa Maria num álbum a que chamei “Daqui e dali – do que é nosso” no Facebook, e que me chamaram a atenção para o facto de alguns interessados por estes recortes não terem acesso ao Facebook, faço então chegar estes mesmos recortes por e-mail. Como já são alguns, vou enviando às “mijas”.

À medida que for enviando por e-mail, vou também publicando num blog que criei propositadamente para arquivar estes recortes.

Espero que os que ainda não conhecem gostem, e, se for caso disso, encaminhem para os vossos amigos.

Beijinhos e abraços,

Ângela Loura

Em anexo:

– O Epitáfio misterioso

– Macabros entaipados

– “O povo de Santa Maria : seu falar e suas vivências” / Arsénio Chaves Puim

Lisboa: o palácio que foi destruído por causa da amante do Rei | VortexMag

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O Palácio dos Duques de Aveiro era um dos mais imponentes de Lisboa mas foi mandado destruir pelo Rei por causa… da sua amante.

Source: Lisboa: o palácio que foi destruído por causa da amante do Rei | VortexMag

Tomás Pereira, o capítulo português da história `proibida` entre China e Rússia

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Na história da relação entre China e Rússia, que hoje assume importância geopolítica global, um jesuíta português desempenhou outrora um papel central, ao liderar as negociações do primeiro acordo fronteiriço entre os dois países vizinhos.

Source: Tomás Pereira, o capítulo português da história `proibida` entre China e Rússia

Encontrado navio japonês com 979 australianos afundado por submarino americano em 1942 – ZAP Notícias

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O navio Montevideo Maru, que naufragou em 1942 após ser atacado por um submarino norte-americano, foi encontrado nas profundezas do mar da China Meridional, encerrando as buscas pelos destroços e restos mortais do pior desastre marítimo da Austrália. O Montevideo Maru, afundado a 1 de julho de 19

Source: Encontrado navio japonês com 979 australianos afundado por submarino americano em 1942 – ZAP Notícias

o massacre (progrom) de 1506

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*** MASSACRE DE LISBOA ***
Damião de Góis foi dos poucos a relatar o Massacre de Lisboa de 1506, contra os cristãos-novos, na sua “Chronica do Felicissimo Rey D. Emanuel da Gloriosa Memória”, escrita entre 1566 e 1567. Um dia marcado na História pelo horror e pela violência.
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Na doce colina… – Proa & Prosa

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Na procissão dos Passos de 2023, as cenas da tradição se sucederam na forma e conteúdo

Source: Na doce colina… – Proa & Prosa

profissões desaparecidas

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O “DEITA-GATOS”
Gatear tudo que fosse loiça partida em cacos, era tarefa do “deita-gatos”, um servidor ambulante, em tempos de privação e, em muitos casos, de verdadeira pobreza, de que apenas os idosos do presente, guardam recordação e para quem a Revolução dos Cravos tem importante e grato significado.
Foram tempos em que, praticamente, tudo era aproveitado, dos frascos e garrafas às latas, caixas e caixotes. Os consertos nas roupas, no calçado, na telefonia (a televisão estava a décadas de aparecer), nos ainda poucos electrodomésticos e no que quer que fosse prolongavam-lhes a vida ao limite da utilização.
Na sociedade de consumismo desenfreado que é a nossa, ninguém se lembra hoje de mandar pôr uma vareta nova numa sombrinha, colocar um pingo de solda numa panela, a que o uso de anos abrira um buraquinho no fundo, ou juntar os cacos de um prato que caiu ao chão.
Nesse prolongar de vida de muitas peças de barro e de faiança, dois tipos de loiça de casa muito frequentes nesses anos, tinha papel importante o deita-gatos também ele, quase sempre o “amola-tesouras” e muitas vezes, “funileiro à porta”.
O nosso homem começava por unir os cacos e, por cada “gato” (um pedaço de arame terminado por duas pequenas garras) a colocar, marcar os dois pontos onde fazer um furo com a ajuda de um broquim primitivo, como os que se mostram na figura. Juntos e colados todos os cacos era a vez de, com a arte que a experiência sempre dá, introduzir as garras dos “gatos” e fixá-los de modo a ficarem bem apertados.
Ainda guardo, mas agora com o significado de antiguidades, pratos e travessas da Real Fábrica de Loiça de Sacavém, mandadas gatear pela minha mãe e pela mãe dela.
(António Galopim de Carvalho)
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Jose Tolentino Chaves

Muito importante, cheguei a ver alguns poucos desses, mais eram amoladores.
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como foi a construção da pista do Corvo

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Localizado ao longo da plataforma sul da ilha , o aeródromo do Corvo foi inaugurado a 28 de Setembro de 1983. Tem 860 metros de comprimento e 20 de largura.
A ideia da sua construção surgiu em 1976 e foi da autoria do então Presidente da Junta Governativa, o general Altino Pinto de Magalhães. Esta ideia terá sido divulgada pela primeira vez, durante uma viagem do general Altino Pinto de Magalhães às ilhas das Flores e do Corvo, acompanhado, entre outras individualidades, pelo Dr. Álvaro Monjardino, pelo senhor João Vasco Paiva e pelo Engenheiro José Carlos de Magalhães Cymbron (militar, hoje reformado como tenente-coronel), que viria a ser o respon sável pela coordenação da obra.
O processo não foi simples por várias razões, nomeadamente a dimensão da ilha e consequentemente da vila, a dificuldade de transportes e a dificuldade de convencer os corvinos a vender os terrenos necessários à construção da pista, pois eram considera dos os melhores da vila. No entanto, pouco a pouco as dificuldades foram sendo ultrapas sadas e a obra viria a ser efectuada, mudando para sempre o modo de vida dos corvinos.
Os trabalhos preliminares iniciaram-se. Tratou-se da logística necessária à aquisição dos terrenos, à construção de um estaleiro, à demolição de algumas habitações e à melhor maneira de fazer chegar ao Corvo as máquinas, explosivos, combustíveis e outros materiais necessários à realização da obra.
O meio escolhido para transportar os materiais acima referidos foi uma «lancha de desembarque grande» da Marinha.
No dia 21 de Junho de 1977, a LDG 202 «Alabarda» acostava ao cais do Porto da Casa, iniciando-se assim o processo de «trabalhos no terreno».
A chegada da «Alabarda» ao Corvo foi seguida por grande parte dos habitantes que se deslocaram propositadamente ao cais para verem as manobras de atracagem da embarcação e do desembarque das viaturas que nela vinham. Nos seus rostos era bem visível uma enorme satisfação, aliada ao espanto e incredibilidade, perfeitamente compreensíveis, dado que era a primeira vez que assistiam a uma operação desta envergadura.
Segundo o próprio José Carlos de Magalhães Cymbron, as maiores dificuldades surgiram com a necessidade de «desmontar, transportar, espalhar e compactar cerca de 80 000 metros cúbicos de rocha. Este trabalho era complementado por uma escavação, carregamento, transporte, espalhamento e compactação de cerca de 30 000 metros cúbicos de bagacina.
Durante a obra da construção do aeródromo, foram dados mais de 10 000 tiros, sem incidentes, com excepção de algumas telhas partidas.
Depois de concluídos estes trabalhos iniciais, houve um inter regno e os militares só regressaram ao Corvo no Outono de 1979, quando houve condições financeiras e técnicas para os prosseguirem.
Lenta, mas firmemente, a obra foi avançado e, em 28 de Setembro de 1983, foi solenemente inaugurado o aeródromo do pelo Presidente da República da altura, o general António dos Santos Ramalho Eanes.
Esta cerimónia contou com a presença das mais altas individualidades nacionais, regionais e locais, e com quase toda a população do Corvo.
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Pedro Massa

Lindas fotos lindas recordações bom dia amigo Fernando
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DO EXTINTO VULCÃO DE LISBOA E O DOS MONTES HERMÍNIOS Por Domingos Vandelli

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DO EXTINTO VULCÃO DE LISBOA
E O DOS MONTES HERMÍNIOS
Por Domingos Vandelli
In Memórias da Academia Real das Ciências de Lisboa, Tomo I, Lisboa 1797
Domingos Vandelli foi um dos célebres professores italianos convidados pelo Marquês de Pombal para vir leccionar na então criada Faculdade de Filosofia da Universidade de Coimbra, em 1772, tendo dirigido os primeiros trabalhos do jardim botânico da Universidade. Foi igualmente o primeiro director do jardim botânico de Ajuda, em Lisboa.
Em 1779, Vandelli publicou uma interessante Nota intitulada “De Vulcano Olisiponensi et Montis Erminii”. Aqui se reproduz o essencial da referida comunicação no que toca à região da Grande Lisboa.
“Os vestígios deste vulcão têm início no extremo norte da cidade, em S. João de Bem Casados e Alcântara, mas são interrompidos por montes calcários e preenchidos por pedra calcária branca litofítica; depois, a escória vulcânica cobre as colinas calcárias até ao Rio Seco, em que estratos de arenito calcário se assemelham aos de Nápoles, S. Puzzuolo; segue-se depois os montes vulcânicos até Paço de Arcos até às margens do Tejo, de onde se situam os montes desde os estratos de mármore até à Penha Longa, para além dos estratos de mármore. Entre estas serras calcárias e vulcânicas ergue-se uma serra, vulgarmente conhecida por Serra de Cintra, cujos estratos em frente a estas serras calcárias e vulcânicas se encontram anteriormente separados por um espaço; são rochas cetaceo-quartzo, cujas camadas superiores são quebradas e dilaceradas por algum terremoto e cuja base é voltada para o oceano; na outra montanha fica Alvidrar, cujos degraus verticais na sua base são de mármore branco cristalino com partículas de mármore, e Mafra, em cujo lugar os mais belos mármores brancos, negros e variegados, e onde o Rei D. João fez construir o Convento.
Já as colinas do vulcão estendem-se desde a margem do Tejo até Queluz e Belas; de modo que a extensão destes montes vulcânicos fica a 2 léguas do litoral do Tejo; e estes gozam de igual latitude entre Cabeça de Monchique e Vialonga: e a sua extensão longitudinal até Torres Vedras é de 7 léguas; em vários lugares, porém, essas colinas planas são interrompidas por colinas calcárias ou arenosas. Nem todas essas colinas vulcânicas são cónicas ou circulares. As colinas que, como as nossas, são constituídas por estratos de mar, de pedra calcária e ao mesmo tempo de abundância vulcânica, são idênticas às que se observa na maior parte dos vulcões extintos submarinos. As colinas vulcânicas de Lisboa, pela sua orientação, apresentando uma inclinação igual à planície, mostram que não foram ejetadas das entranhas da terra pelo fogo vulcânico, como as das ilhas do Cabo Verde, São Miguel e Madeira, mas foram moldadas pela destruição e mutação do local”.

O estranho acidente que impediu que Portugal e Espanha fossem um único país | VortexMag

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