José Gabriel Ávila · Farol da Manhenha

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Farol da Manhenha
Desde muito novo, habituei-me à luz intermitente do Farol da Ponta da Ilha iluminando a escuridão, quando os benefícios da energia elétrica ainda não haviam chegado à costa leste da ilha do Pico.
O edifício foi construído em pedra, em 1946 em forma de U. Tem uma torre quadrangular branca, com 19 m de altura, dispõe de lanterna vermelha. É considerado pela Direção-Geral do Património Cultural um “Farol costeiro, de 3ª ordem, possuindo uma característica de grupos de 3 relâmpagos brancos com um período de 15 segundos, com alcance luminoso de 24 milhas, situando-se o plano focal a 29 m de altitude.“1
No conjunto do edifício existem habitações para três faroleiros da guarnição e instalações e oficinas de apoio.
O imóvel, segundo a mesma fonte, foi implantado numa propriedade de mil metros quadrados de um prédio rústico sito ao Calvino, freguesia da Piedade, adquirida em 1942 a Maria Adelaide Gomes e marido e Paulina Gomes Ávila e marido, pelo preço de 200$00. (Foto anexa)
Em 1946 entrou em funcionamento, com “um aparelho óptico de 5ª ordem (187.5mm de distância focal), sendo a fonte luminosa a incandescência pelo vapor de petróleo e como reserva possuía um candeeiro de nível constante; o seu alcance luminosos era de 26 milhas.”
Em Agosto de 1958, procedeu-se à electrificação, passando a luz a ser fornecida por uma lâmpada de incandescência de 3000 W, que lhe proporcionava um alcance luminoso de 35 milhas. Em 1960, o aparelho óptico foi substituído por outro igual, devido ao mau estado do existente. Em 1987, nova substituição do equipamento por um mais moderno, de ópticas seladas montadas num pedestal rotativo, com reservas de alimentação e fonte luminosa incorporadas.” 2
O Farol da Manhenha foi, durante largos anos, uma referência para a população da Ponta da Ilha. Em anos de seca, quando as cisternas privadas já não respondiam às necessidades básicas dos veraneantes, a população recorria ao tanque de água a céu aberto anexo ao edifício central. Serviço preponderante prestava também o telefone do Farol, estabelecendo comunicações com o exterior.
Essa função ia ao ponto de o chefe do farol, Sr. Medeiros, mandar deslocar um faroleiro para avisar alguém de uma chamada urgente, fosse oficial ou não. Quantas vezes isso aconteceu a meu pai que tinha de deslocar-se 3 ou 4 Kms a pé e aguardar pelo telefonema?!…
Outros tempos, sem paralelo com a facilidade de comunicações de hoje.
O Farol da Manhenha, também teve uma importância relevante na escassa oferta de emprego.
Muitos jovens picoenses da Ponta e da Ilha em geral seguiram a profissão de faroleiros, “seduzidos”,certamente, pelas competências formativas recebidas para o desempenho da função, e pelo valor do salário e das condições de habitabilidade. Este contributo deve ser reconhecido como homenagem ao Farol da Ponta do Calvino e aos faroleiros que nele trabalharam.
Nunca é demais reconhecer a relevante integração da instituição no meio e o seu contributo e apoio às atividades sócio-económicas. Tão importante como o papel desempenhado pelo Posto Agrícola Matos Souto na formação agrícola e na fixação e emprego da população juvenil.
Estas são razões que merecem ser conhecidas pelos mais novos e divulgadas às centenas de visitantes do Farol da Manhenha que desempenha um papel essencial na rota dos navios que circulam pela costa leste da ilha do Pico.
Faróis dos Açores
Em Portugal, o primeiro farol foi construído em 1520 no Cabo de São Vicente.
Nos Açores, só passados três séculos, em 1870, é que os responsáveis do reino entenderam que as ilhas tinham de possuir essas estruturas de apoio à navegação marítima.
O primeiro farol a ser construído foi em 1876, na Ponta do Arnel, no Nordeste.
Presentemente, segundo dado da Autoridade Marítima Nacional, existem 16 faróis no arquipélago. Em Santa Maria: Gonçalo Velho (na Ponta do Castelo); São Miguel: Arnel, Ponta Garça, Santa Clara, Ferraria (na foto) e Ponta do Cintrão; na Terceira: Contendas e Serreta; em São Jorge: Ponta do Topo e Rosais; Graciosa: Carapacho e Ponta da Barca, com 23 metros de altura; Pico: Ponta da Ilha; Faial: Ribeirinha; Flores: Ponta das Lajes e Ponta do Abarnaz.
Todos eles se destacam na paisagem insular, como sucedeu no Mediterrâneo com o primeiro Farol construído na ilha de Faros, Alexandria, no ano de 280 antes de Cristo e destruído por um sismo em 1326. Segundo estimativas, julga-se a torre que tivesse uma altura entre 120 e 137 metros. Era uma das sete maravilhas do mundo antigo, sendo que por muitos séculos foi uma das estruturas mais altas, tal o movimento marítimo registado naquela área.3
As comunicações inter-ilhas tiveram nas últimas décadas um desenvolvimento apreciável. Mas há sete e oito dezenas de anos, entre o norte do Pico e o sul de São Jorge, era frequente as famílias comunicarem-se através de fogueiras para anunciar fatos importantes.
O mesmo faziam os vigias da baleia que, na falta do meio rádio, usavam panos brancos para indicar a movimentação e direção dos cetáceos. A exemplo dos povos primitivos.
Felizmente, as comunicações tiveram um avanço incomparável e, ao falarmos desses equipamentos, consideramo-los sobretudo como património histórico que importa preservar.
É o caso do Farol da Ribeirinha, Faial, construído em 1919, fortemente afetado pelo sismo de 1998.
Foi prometida a sua recuperação, mas, como diz o ditado: “verba volant…”- palavras leva-as o vento…
Engrade, Pico, 30 de agosto de 2023
Nenhuma descrição de foto disponível.

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Jose Manuel R Barroso

Mt interessante! Obgd Zé Gabriel!
Abr
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o pobre gigante de Manjacaze

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Quando eu era novo.
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O GIGANTE DE MOÇAMBIQUE

Gabriel Estevão Monjane, o gigante de Manjacaze, media 2,45 metros de altura e era considerado o homem mais alto do mundo, fazendo parte do Livro de Recordes do Guinness.

O gigante de Moçambique, como era conhecido, veio pela primeira vez a Portugal em 1969, causando grande alvoroço e curiosidade: em circos, feiras ou eventos privados, Gabriel era exibido pelo país como coisa rara e insólita, tendo viajado por todo o mundo.

Regressou a Moçambique após a independência. Por lá, as coisas não lhe correram de feição e rareavam os espectáculos. Casou-se e teve três filhos, vivendo do que lhe dava o restaurante que criara com o dinheiro (pouco) ganho com as exibições.

Voltou uma segunda vez a Portugal, em 1979, mas o infortúnio perseguia-o: no Coliseu de Lisboa deu uma queda ao tentar subir as escadas, o que lhe provocou danos graves numa perna e a necessidade de um implante que foi fazer na África do Sul.

Regressou pela última vez a Lisboa em Setembro de 1989, alvo da mesma curiosidade de sempre e vítima dos mesmos interesses que o faziam deslocar-se penosamente pelo mundo.

Uma nova queda, em Janeiro de 1990, no quintal da sua casa em Mandlakazi, a sua terra natal, foi-lhe fatal: fez um grave traumatismo craniano, do qual não recuperou, e morreu no Hospital de Maputo com apenas 45 anos.

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  • Zinha Lopes

    Eu tive o prazer de o conhecer na feira dos Santos em Chaves

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    Roberto Cordeiro Braga replied
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  • Helena Areias

    Tive o prazer de o conhecer pessoalmente na feira popular em Lisboa.

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  • Natalia Filipe

    Também tive o prazer de cumprimentar este senhor na feira popular em Lisboa 😊
  • Maria Celeste Mestre Jacinto

    Eu também o conheci na feira de Santiago em Setúbal
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    Roberto Cordeiro Braga replied
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  • Fernanda Teixeira

    Lembro – me muito bem dele ! Nesse tempo esteve na Feira de Março em Aveiro , e este um sapato dele em exposição numa montra , uma loja conceituada desta cidade .🙏.
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SÓ COM MUITA FÉ

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Ethiopa’s ‘Abuna Yemata Guh’ is arguably the most inaccessible place of worship on earth and has to be climbed on foot to reach!
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Vivek K Bhise

Amazing 👌
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Origens: A primeira colónia de Flamengos fixou – se no séc. XV na freguesia da Caveira ilha das Flores Açores

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Source: Origens: A primeira colónia de Flamengos fixou – se no séc. XV na freguesia da Caveira ilha das Flores Açores

Carolina Michaëlis de Vasconcelos

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. ( )
Falo-vos de uma mulher excecional. Na rua da Cedofeita, na cidade do Porto, a casa dos Vasconcelos era um centro onde se reuniam os mais influentes intelectuais do seu tempo, empenhados na vida cívica e no lançamento das bases de um progresso baseado na cultura e na liberdade. A primeira mulher catedrática na Universidade portuguesa nasceu alemã. Veio para Portugal por casamento com um dos grandes intelectuais do século XIX, Joaquim de Vasconcelos, estudioso sobre musicologia, biografia, pintura portuguesa nos séculos XV e XVI, sobre os contactos portugueses com os grandes artistas europeus como Albrecht Dürer, Rafael e Van Eyck, sobre história da ourivesaria, joalharia e cerâmica portuguesas, além da bibliografia crítica da história da literatura portuguesa, sobre Francisco de Holanda, Damião de Góis, Nicolau Clenardo e Duarte Ribeiro de Macedo. No final da década de setenta, Joaquim de Vasconcelos empenhou-se na feitura da Reforma geral do Ensino das Belas-Artes em Portugal (1877-1880). Foi um dos organizadores do Museu Industrial e Comercial do Porto. Enquanto Carolina estudava a evolução da língua, Joaquim de Vasconcelos debruçava-se sobre as raízes flamengas da pintura portuguesa no século de ouro. Tudo estava em saber sobre o melhor modo de interpretar e de chegar à identidade do ser português. Joaquim de Vasconcelos foi dos primeiros a pronunciar-se sobre os painéis ditos de S. Vicente, atribuídos a Nuno Gonçalves, em artigos publicados no “Comércio do Porto” (junho de 1895). A representação do Infante D. Henrique na “Crónica dos Feitos da Guiné” de Zurara pertencente à Biblioteca Nacional de Paris permitiu-lhe fazer as primeiras identificações relativamente aos painéis, a começar pela presumível data da sua feitura.
O conhecimento da realidade portuguesa por Carolina Michaëlis enche de espanto os seus leitores. Sendo mulher afirma, com grande sensibilidade, sobriedade, o espírito científico e a exigência a importância da educação e do conhecimento. Torna-se em 1877 sócia do Instituto de Línguas Vivas de Berlim. E é impressionante a lista dos trabalhos que publica – primeiro em matéria linguística, depois no âmbito da história e da crítica literárias. Lembremos os estudos sobre o “Cancioneiro da Ajuda” e o glossário imprescindível que preparou, com enorme cuidado. A literatura portuguesa é um inesgotável campo para a sua investigação no tocante às origens da poesia peninsular. A Universidade de Friburgo reconhece o labor científico de primeira qualidade de Carolina Michaëlis de Vasconcelos e concede-lhe o grau de Doutor honoris causa. O que a jovem não conseguira em Berlim conseguia-o agora, por via honorífica, mas com indiscutível sentido de justiça. O reconhecimento nacional e internacional de Joaquim de Vasconcelos também é notável: é sócio efetivo da Gesellschaft für Musikforschung de Berlim, da Real Associação dos Arquitetos Civis e Arqueólogos Portugueses (Lisboa), sócio correspondente do Instituto Imperial Germânico de Arqueologia, sócio honorário da Academia Real de Música de Florença, sócio honorário da Sociedade Martins Sarmento (Guimarães) e sócio benemérito da Associação Industrial Portuguesa.
Em 1901, D. Carlos concede a Carolina Michaëlis o grau de oficial da Ordem de Santiago da Espada, como preito de homenagem ao labor científico, que todos continuavam a considerar como de qualidade e interesse excecionais. Em 1911, logo após a implantação da República, Carolina é nomeada professora da nova Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, em reconhecimento dos enormes serviços prestados à cultura portuguesa, lugar que não aceitará por motivos da vida familiar. No entanto, aceita o encargo pedagógico e científico, exercendo-o na Universidade de Coimbra. Aí, recebe, em 1916, o grau de doutora honoris causa, em ato solene de homenagem à sua obra, tão rica e relevante. Em 1923 é-lhe outorgada idêntica honra na Universidade de Hamburgo.
Mulher e investigadora, cultora da sensibilidade e do rigor – a sua vida demonstra a importância da íntima ligação entre a opção pessoal e a vocação científica. Considera que a Saudade é um “traço distintivo da melancólica psique portuguesa e das suas manifestações musicais e líricas, muito mais do que a Sehnsucht é característica da alma germânica. Refletida, filosófica, acatadora do imperativo categórico da Razão pura, ou hoje, do imperativo energético da atividade ponderada”, a palavra alemã “tem muito maior força de resistência contra sentimentalismos deletérios”. “A saudade e o morrer de amor (outra face do mesmo prisma de terna afetividade e da mesma resignação apaixonada)” são realmente, para a estudiosa, “as sensações que vibram nas melhores obras da literatura portuguesa, naquelas que lhe dão nome e renome. Elas perfumam o meigo livro de Bernardim Ribeiro e os livros que estilisticamente derivam dele, como a ‘Consolação de Israel’ de Samuel Usque, e as’ Saudades da Terra’ de Gaspar Frutuoso. Perfumam as Rimas de Camões e os Episódios e as Prosopopeias dos Lusíadas. —Perfumam as Cartas da Religiosa Portuguesa; e as criações mais humanas de Almeida Garrett, a Joaninha dos olhos verdes e as figuras todas de Frei Luís de Sousa. Não faltam no Cancioneiro do povo; nem já faltavam, na sua fase arcaica, nos reflexos cultos da musa popular que possuímos, isto é, nos cantares de amor e de amigo dos trovadores galego-portugueses, no período que se prolongou até os dias de Pedro e Inês. Logo no alvorecer da poesia, ainda antes de 1200, surgem naturalmente lindos lamentos de amor e de ausência. Encontro-os naquela singela composição, em que o rei D. Sancho o Velho desdobra o sentimento da saudade nas suas duas componentes principais: cuidado e desejo.
Se lermos a obra de Carolina Michaëlis e de Joaquim de Vasconcelos, muito rica, diversificada e inovadora, facilmente encontramos uma procura incansável da identidade portuguesa, pelo espírito singular da nossa cultura – demonstrando que essa cultura sempre se enriqueceu quando se abriu ao exterior e a outras culturas e sempre se empobreceu quando se fechou ou se deixou ficar pela inércia conservadora. Cultivaram, assim, ambos um espírito desperto e liberal, aberto e sensível, em busca do que ia para além do superficial e do imediato. Vendo a mestra com olhos de hoje, não passa despercebida uma intenção claramente emancipadora, de quem nunca deixou de assumir a sua qualidade de mulher e de quem considerou sempre, como naturalíssimo, que liberdade e igualdade fossem faces do mesmo espelho, como a igualdade e a diferença, e nunca realidades antagónicas. Mas para que tal acontecesse é preciso enaltecer a atitude de Joaquim de Vasconcelos, grande admirador de sua mulher, que com ela formou um par de características excecionais, pela sua complementaridade e pelo exemplo. Carolina Michaelis fez até morrer aquilo de que gostava e que era a sua vocação – o estudo incansável sobre a cultura portuguesa, as suas raízes e especificidades, sem esquecer que era um exemplo singular, que sempre desejou que deixasse de ser excecional. Como disse Gerhard Moldenhauer na oração fúnebre: “Quem, para mais conscientemente se orgulhar de ser português, alguma vez se interessou pela nossa herança espiritual, encontrou sempre no excecional espírito de Carolina Michaëlis o mais amável dos mestres e o mais seguro dos guias”.
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Chrys Chrystello

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o lugar, o valor do lugar

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icardo Branco Cepeda replied to a comment on a post from 21 August 2021.
Uma garrafa de água no supermercado custa 25 cêntimos.
No bar, a mesma garrafa custa 1 euro.
Se a pagarmos no restaurante ou num hotel pode custar até 3 euros.
Se estivermos num aeroporto ou no avião, pode custar até 5 euros.
A garrafa é a mesma, a marca também, a única coisa que muda é o lugar.
Cada lugar dá um valor diferente para ao mesmo produto.
Quando sentires que não vales nada e quando tudo o que tens por perto tende a diminuir, muda de lugar.
Não pares onde estás.
Tem a coragem de mudar e ir para um lugar onde sejas considerado como realmente és. Cerca-te de pessoas que reconhecem exatamente o que vales.
Não te conformes.
(autor desconhecido)
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Helena Avila

Sábio!!!
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BB EM LISBOA 1960

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Pedro Moutinho, Brigitte Bardot e António Vilar, Lisboa 1960. Aquando da estreia do filme “A mulher e o fantoche”.
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Tiago Cardiff

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VÍDEO: CASTELO DE BRAGANÇA É PALCO DE RECRIAÇÃO HISTÓRICA QUE ATRAIU MILHARES DE VISITANTES | Canal N

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Source: VÍDEO: CASTELO DE BRAGANÇA É PALCO DE RECRIAÇÃO HISTÓRICA QUE ATRAIU MILHARES DE VISITANTES | Canal N

Sem tendas para descansar e mal pagos. Jovens denunciam trabalho abusivo na JMJ

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Os trabalhadores queixam-se de a organização não ter cumprido as suas promessas. Há quem não tenha ganho dinheiro

Source: Sem tendas para descansar e mal pagos. Jovens denunciam trabalho abusivo na JMJ

dezembro de 1755, o «The Whitehall Evening Post, Or London Intelligencer» publica uma singela descrição dos Açores.

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Em 30 de Dezembro de 1755, o «The Whitehall Evening Post, Or London Intelligencer» publica uma singela descrição dos Açores. Pontos interessantes:
– Os Açores são sete ilhas, às quais se acrescentam as Flores e o Corvo, como um arquipélago à parte.
– Já se refere a cerâmica / telhas que Santa Maria fornece às restantes ilhas.
– Na Terceira, refere «an extraordinary Root, which grows here as big as a Man’s two Fists, cover’d with long and small Fibres, of a Gold Colour, not unlike Silk in Softness and Fineness, and which they only use to stuff their Beds». Não sei o que será, por isso aceitam-se palpites.
– Referências ao cedro-do-mato em todas as ilhas, particularmente Terceira e São Jorge.
– No Pico menciona-se, ainda, o famoso teixo, praticamente desaparecido.
– Nada de relevante sobre as Flores e o Corvo, aparentemente. Se bem que por esta altura se estariam a transformar num importante local de refresco para os navios baleeiros.
«A description of the Azores, or Western Islands.
These Islands, which are seven in Number, besides the two finall ones of Flores and Corvo, lie in a kind of Cluster, on the Western or Atlantic Ocean, between 37 and 40 Degrees of Latitude, and 21 and 26 of Longitude, West from London. They are are all allowed to be very fertile in Corn, Wine, Variety of Fruits, and to breed great Quantities of Cattle.
1. St. Michael’s Island hath several good Towns and Villages, well filled with Inhabitants who drive a considerable Commerce, but hath neither Harbours nor Rivers, nor any good Shelter for Ships. The chief Town of this Island is called Punta del Gado, and is considerable for its Trade.
2. St. Mary’s Iland, is well supplied with all Kinds of Necessaries, well cultivated and inhabited. The chief Manufactury here is a kind of Earthen-Ware, in which they traffick with the other Islands.
3.Tercera Iland hath in it no Port or Haven, where Ships can safely come in, but that of Angra, which is the Capital of the Island, and hath a convenient Harbour. The Island is very fertile, pleasant, and healthy; the very Rocks, which elsewhere are generally dry and barren, produce here a good sort of Wine, though not comparable to that of Madeira or the Canaries. The Land yields plenty of good Wheat and other Corn; Oranges, Lemons, and other Sorts of Fruits; and their Pasture Grounds such Numbers of
large Ox, Sheep, and other Cattle, that here is no Want of any Necessaries of Life, except Oil and Salt. They have an extraordinary Root, which grows here as big as a Man’s two Fists, cover’d with long and small Fibres, of a Gold Colour, not unlike Silk in Softness and Fineness, and which they only use to stuff their Beds; but by an ingenious Hand, ‘tis thought, it might be woven into good Stuffs. The Country produces some excellent timber, particularly Cedar, which is here in such Plenty, that they make their Carts and Wagons of it. The Number of Inhabitants in the whole Island is computed to be twenty thousand Souls.
Angra, the Metropolis of the Azores, is well built and peopled. It is the only Station for Ships in all the seven lands: So that it is chiefly for the Sake of this Port that the Portugueze have been so careful of these Islands, and are so shy of letting Strangers approach it; its Situation being so exceeding convenient to refresh the Ships that sail to and from Brazil, and other long Voyages. In this City are kept the Royal Magazines for Anchors, Sails, Cables, and other Naval Stores in general for the Men of War. The Maritime Affairs are under the Inspection of a proper Judge, call’d Desembargador, who hath other Officers under him, and entertains a Number of Pilots, some to conduct the Ships in to the Harbour, and others to direct them to Springs of fresh Water. The English, Dutch, and French Nations have likewise a Consul residing in this City, though their Commerce with this, or any other of the lslands, be but inconfiderable. The chief Trade
of the Inhabitants is that of Wood , which grows in great Plenty in most of these Islands, and Corn, and other Refreshments, which Merchant-Ships come to take in at this Port.
Praya is a pretty considerable Town, and though it deserves not the Name of a Sea-Port, is yet a kind of Road for Ships, and the only one in the land, next to Angra, where they can come to anchor. It is besides a Place of Trade, and well peopled.
4. Graciosa, though not above five or fix Leagues in Circuit, is stor’d with all Sorts of Grain, Fruits, Pasture, Cattle, &c. with which it supplies the Island of Tercera. It is well peopled, but hath no Town of any Note or Bigness.
5. St. George’s Island, is chiefly fam’d for its stately Cedars, which grow in great Plenty in it.
6.Pico, breeds a great Quantity of Cattle. Its Wine is the best of all the Azores; and, besides Cedars and other Timber, they have a kind of Wood, which they call Teixo, which is reckon’d as hard as Iron, and, when polished, is veined like a Tabby, and as red as Scarlet; and with this additional Quality, that it grows finer by Age: Upon all these Accounts it is so highly esteem’d, that no one is allowed to fell it, unless for the King, or with particular Leave from his Ministers.
7. Foyal Island produces great Plenty of Wood, and is frequented by the English on that Account. It also breeds great Numbers of large Cattle, and abounds with Variety of good Fish.
Flores and Corvo have nothing worth Notice.»
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Ron De Silva

Poor “Flores and Corvo have nothing eorth notice”
Interesting to read about the amount of wood there used to be on the islands and the teixo (yew?) tree.
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Taxus baccata in the Azores: a relict form at risk of imminent extinction - Biodiversity and Conservation
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Taxus baccata in the Azores: a relict form at risk of imminent extinction – Biodiversity and Conservation

Taxus baccata in the Azores: a relict form at risk of imminent extinction – Biodiversity and Conservation

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National Geographic dedicou 33 páginas aos Açores, num artigo de Harriet Chalmers Adams, «European Outpost: The Azores»,

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No seu n.º 1 do volume LXVII, de Janeiro de 1935, a National Geographic dedicou 33 páginas aos Açores, num artigo de Harriet Chalmers Adams, «European Outpost: The Azores», que inclui 25 fotografias a preto e branco, bem como um conjunto de 13 fotografias a cores (autocromo) de Wilhelm Tobien intitulado «Communications Hub of the Atlantic».
Texto de:
– Harriet Chalmers Adams (1875 – 1937): «American explorer, writer and photographer. She traveled extensively in South America, Asia and the South Pacific in the early 20th century, and published accounts of her journeys in National Geographic magazine. She lectured frequently on her travels and illustrated her talks with color slides and movies.» (Ver https://en.wikipedia.org/wiki/Harriet_Chalmers_Adams)
Fotografias de:
– Franklin Adams: talvez Franklin Pierce Adams, marido de Harriet Chalmers Adams.
– Wilhelm Tobien: fotógrafo alemão sobre quem não consegui muita informação. (Ver https://www.nationalgeographic.co.uk/photo…/wilhelm-tobien, https://www.annenbergphotospace.org/person/wilhelm-tobien/)
– Arminius Titus Haeberle (1874 – 1943): foi consul dos EUA em Ponta Delgada entre 1914 e 1915, pelo que a sua fotografia data provavelmente dessa altura. (Ver https://politicalstrangenames.blogspot.com/…/arminius…)
– Toste: provavelmente Jácome Pacheco Toste (1885 – 1960), fotógrafo açoriano proprietário da Fotografia Artística. (Ver http://www.culturacores.azores.gov.pt/…/historia.aspx, https://bit.ly/3YrP6Ge)
– J. Leite: talvez João Leite, filho de António José Leite (1872 – 1943), portuense radicado na Terceira, talvez o próprio António José Leite. (Ver http://www.culturacores.azores.gov.pt/…/historia.aspx)
– Norberto de Faria Amaral: foi Presidente da Comissão Executiva da Junta Geral do Distrito Autónomo da Horta. (Ver https://files.dre.pt/gratuitos/3s/1951/09/1951d226s000.pdf)
– Victor Cruz: não consegui informação
– Harriet Chalmers Adams (1875 – 1937): descrição acima. (Ver https://www.nationalgeographic.co.uk/…/harriet-chalmers…)
– Maynard Owen Williams (1888 – 1963): «became the first National Geographic foreign correspondent in 1919. Over the course of his career, he explored Asia and witnessed the Russian Revolution. He died in Antalya, Turkey, and was buried in the Feriköy Protestant Cemetery located in Istanbul.» (Ver https://en.wikipedia.org/wiki/Maynard_Owen_Williams, https://www.nationalgeographic.co.uk/…/maynard-owen…)
– Manuel Joaquim de Matos (1883-1944): «fotógrafo, coreógrafo e professor de dança. Foi proprietário do Salão Photograpico High-Life, em Ponta Delgada, fundado em 1908 e com atividade conhecida até finais dos anos 1930, que funcionou primeiro na Rua Nova da Matriz (atual Rua António José de Almeida), n.º 27, tendo inicialmente como sócio Jacinto Leite do Canto Pacheco, e depois na Rua Açoriano Oriental (antiga Rua da Cadeia), n.º 27.» (Ver http://www.icpd.pt/arquivo/ver.php?id=2636)
Sobre as Flores:
«Flores is the most beautiful of all the islands. Water is so plentiful that streams cascade into the sea. The hedges of blue hydrangeas, the floral wonder of the Azores, are at their best from July to September on nearly all the islands, growing to a height of 10 to 20 feet. In Flores trails are actually cut through tunnels of these sky-blue blossoms. Masses of golden broom drape the cliffs. The island is without roads, but one is soon to be constructed. Both Flores and Corvo are connected by radio with the other islands.»
Da introdução:
«Little more than 1,000 statute A miles from the European mainland and about 1,300 miles from Newfoundland, in latitude a little north of Lisbon, a little south of New York, lies the most westerly of the nine Azorian islands.
Fast steamers from New York reach Ponta Delgada, metropolis of the Azores, in five and a half days. Seaplanes have flown across from Newfoundland between dawn and dusk. Three hospitable harbors in this friendly archipelago await the coming of commercial seaplanes, which will form another link between the New World and the Old (see page 54).
Closely allied as they are with Portugal, of which they form an integral part politically, these fertile green islands, with their lush pastures and mist-wreathed mountains, long ago turned their faces toward the West, sending their frugal, industrious sons to the United States, where, before 1929, there was probably one Azorian to every two left at home. Most of them are found in Massachusetts, Rhode Island, and California. More than once on the streets of Azorian towns I was approached by a stranger who doffed his hat and politely inquired:
“You are an American?”
When I assented, my new acquaintance informed me he voted in New England or California, but was born in the Azores; was “back home to see the old folks,” or “here until times are better in the States.”
From a rounded hilltop back of a rainbow-tinted town, I looked past oblong fields bordered by high stone walls of dark-gray lava to tile-roofed, many-windowed buildings stretching between gardens and parks along the curving coast. It was springtime and all about was the trilling, piping, and fluting of birds. In the fields barefoot men sang as they toiled. Far out at sea, blue as the sky on this calm May day, a sailing ship winged toward the shore. So from the east came the first adventurous sail to these then uninhabited isles; but whether it was Carthaginian, Moorish-Arab, or Iberian, we are not sure. In the 15th century the valiant ocean- mapping Portuguese colonized these islands and, save for 60 years of Spanish rule, have governed them ever since.
The islands, of volcanic origin, stretch for about 375 miles from northwest to southeast, in three severed groups with clear channels between. Corvo, smallest and by far the most primitive, lies farthest north; Flores, beautiful and well watered, farthest west (see map, page 36).
To the southeast, across a tempestuous stretch of winter sea, is the central group: Fayal, seat of the oceanic cable station; Pico, with its majestic conical mountain; São Jorge, with its rich pastures, exporting excellent cheese; Graciosa, with “more wine than water;” Terceira, most interesting historically, preserver of old customs.
Another wide channel and we reach São Miguel, which the British and Americans call St. Michael’s, largest and most important of the group, with Ponta Delgada, chief city of the archipelago (see Color Plate I); and, again to the south, Santa Maria, first to be discovered and colonized. “Islands Adjacent” is Portugal’s official designation of Madeira and the Azores, the last named, as one wit has remarked, being adjacent only to one another. In Portuguese the name is Açores, which signifies “hawks.”»
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Ana Monteiro, Fábio Mendes and 33 others

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Ron De Silva

The Golden Age of periodicals
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de Boston a Santa maria

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Between May and June 1951, Piero Ghiglione (1883 – 1960), a renowned Italian mountaineer, visited the Azores, from which the article «Una semtima alle Azzorre», with 13 photographs of him, apparently published in the magazine «Le Vie del Mondo» (pp. 1319-1330) in 1952
Extract:
«Volcanic debris removed from the soil, repaid the troubles of the land removal by the exceptional fertility, raised cattle and sheep, trades and industries developed, the Azores, for a long time undisturbed by wars and cataclysmes, are a peaceful and happy people. On the island of Santa Maria you can find a very modern airport, obligatory stopover for all transatlantic lines; in San Michele there is an American military airport. In Fayal, the great building of the Transocean cable company has emerged, excellent and luxurious hotels have emerged in Santa Maria and San Michele. In addition to the transatlantic ships that stop at Ponta Delgada, an excellent fortnightly service joins Lisbon with all the islands; in addition, for some time, a local air service joins Santa Maria, San Michele and Terceira. However, foreign visitors are not very frequent, for obvious reasons of distance; neither was the purpose of my stay in the Azores to visit the archipelago, but the ascent of the Peak. It was the exquisite, very cordial hospitality of the Azores, officials and private citizens, that made it possible for me to visit the beautiful islands of the Ocean, a visit to which, now that I have done it, I would have been extremely sorry to give up.
And here I got off the plane from Boston to Santa Maria, where, at the top of a hundred and forty steps, the sanctuary of Our Lady of Fatima rises, and where I could visit the superb garden of the President of the «Municipal Chamber», rich with very rare exotic and indigenous plants. Santa Maria is the only one in the Azores to have a wide gliding section, which determined the choice of location for the airport, not far from which an elegant hotel arises where flowers and sun abound, but also the impetuous winds of the Atlantic, under which the large ones jingle bells lower to the ground while the shameless, velvety petals close in full swing. A kilometer from the hotel, here is the capital, Vila do Porto; another kilometer further, here is the real port, an inlet surrounded by high rocks peaked on the sea that force pirates to anchor out, in the open sea. Along the coast, the unique geological structure of the island stands out: above a base of dark basalt, with crystal spots of olivine, lays a light sandy gray layer, covered by a limestone amalgam. Inside, the lonely aggressive beauty of the northern part contrasts with the rocky slopes of the western part, with the mountains of the eastern slope. Farming, livestock, vineyards, fishing, ceramic factories, whale oil refineries constitute Santa Maria’s economic resources. »

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