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CANTIGAS DE DOM DINIZ

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Conheciam isto?
O PERGAMINHO SHARRER é um pergaminho medieval fragmentário que contém partes de sete cantigas de amor de D. Dinis, em língua galaico-portuguesa, com notação musical.
O pergaminho foi descoberto em 2 de Julho 1990, nos arquivos da Torre do Tombo, em Lisboa, pelo musicólogo Harvey L. Sharrer, da Universidade da Califórnia.
Sharrer consultou um livro dos registos notariais municipais do século XVI. Cosidos ao forro da capa, encontrou dois fragmentos de pergaminho do século XIV, repletos de notações musicais e textos vernaculares. Havia inscrições a três colunas na frente e verso de cada documento.
Sharrer não demorou a identificar sete cantigas de amor do cancioneiro galaico-português. Comparando as cantigas que encontrou com as poesias atribuídas a Dom Dinis, no Cancioneiro da Biblioteca Nacional e o Cancioneiro da Vaticana, ficou estarrecido: acabara de encontrar cantigas escritas por um rei, com as respectivas pautas musicais! “Vieram-me lágrimas aos olhos quando considerei o significado da descoberta”, escreveu Sharrer mais tarde.
As composições estão em estado fragmentário devido à deterioração do pergaminho :
-Pois que vos Deus, amigo, quer guisar
-A tal estado me adusse, senhor
-O que vos nunca cuidei a dizer
-Que mui grão prazer que eu hei, senhor
-Senhor fremosa, no posso eu osmar
-Não sei como me salva a minha senhor
-Quis bem amigos, e quero e querrei
Pode ser uma imagem de mapa

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Nadia Tadlaoui

Maravilhoso !!

mistérios e incongruências

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No photo description available.

🦖🦕🦕 Dinosaurs in Ancient Paintings 🦕🦖
In the Kunsthistorisches Museum in Vienna, we find another depiction of dinosaurs even before their discovery, at least as far as official history is concerned. The name of this painting is the Suicide of Saul is an oil-on-panel by the Netherlandish Renaissance artist Pieter Bruegel the Elder, painted in 1562. It is in the collection of the Kunsthistorisches Museum in Vienna.
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HISTÓRIA DA IGREJA

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Em 325, no Concílio de Nicéia, Constantino, o Grande, criou a Igreja Católica após um genocídio de 45.000 cristãos, onde os torturou para renunciar à reencarnação. Ao mesmo tempo, os livros religiosos de todas as aldeias do império são coletados e, assim, criam A BÍBLIA.
Em 327, Constantino, conhecido como imperador de Roma, ordenou que Jerônimo traduzisse a versão da Vulgata para o latim, mudando os nomes próprios hebraicos e adulterando as escrituras.
Em 431, o culto à VIRGEM foi inventado.
Em 594, PURGATÓRIO foi inventado.
Em 610, foi inventado o título do Papa.
Em 788, é imposta a adoração de divindades pagãs.
Em 995, o significado de kadosh (posto de lado) foi alterado para santo.
Em 1079, o celibato dos padres é imposto >> uma palavra totalmente católica.
Em 1090, o Rosário foi imposto.
Em 1184, a Inquisição foi perpetrada.
Em 1190, as indulgências são vendidas.
Em 1215, a confissão foi imposta aos padres.
Em 1216, o conto do Papa Inocêncio III sobre o terror do pão (um deus na mitologia grega), que se transforma em carne humana, foi inventado.
Em 1311, o batesimo prevaleceu.
Em 1439, o inexistente PURGATÓRIO foi dogmatizado.
Em 1854, a Imaculada Conceição foi inventada.
Em 1870, foi imposto o absurdo de um papa infalível, no qual se inventou o conceito de contratação…
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VILA BOA DE QUIRES

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lembro ir lá com o meu tio arquiteto Luís Almeida D’Eça provavelmente em 1962 e recordo para sempre este local, uma das muitas visitas históricas com ele que ficou graVADA NA MENTE

Detalhes…. Pelas terras de Marco de Canaveses… as «Obras do Fidalgo» …
“É preciso passar sobre ruínas, Como quem vai pisando um chão de flores!” – Antero de Quental
Um verdadeiro monumento, fantástico e invulgar, mesmo não tendo sido concluída a sua construção. Esta construção tem várias designações, como Casa Inacabada de Vila Boa de Quires, Obras do Fidalgo, Casa dos Porto Carreira ou mesmo como Casa das obras
Apesar de nunca ter sido terminada, e de estar em ruínas, a imponente fachada da casa de Vila Boa de Quires é suficiente para determinar a imponência e monumentalidade do projecto, iniciado por António de Vasconcelos Carvalho e Meneses. Não é certa a data do início da construção, que deverá ser balizada entre 1740 e 1760, muito embora a arquitetura decorativa do alçado principal, já rocaille, se inscreva na segunda metade da centúria.
No contexto da arquitectura civil portuguesa do século XVIII, a Casa de Vila Boa de Quires mantém-se fiel a uma tradição, que se pauta pela linearidade e organização em comprimento, ou seja, a denominada casa comprida, pois apresenta cerca de sessenta metros de comprimento. Assim, todo o esforço decorativo do imóvel é concentrado na fachada, que encerra “uma verdadeira lição sobre a arquitetura do estilo barroco – ciclo Rococó, cuja filiação poderá radicar na obra de Nicolau Nasoni, arquiteto que desenhou vários solares do Porto e por todo o Minho.
A fachada indica-nos o objectivo, nunca cumprido, de erigir um solar grandioso, com Granito de excelente qualidade que permitiu aos canteiros um trabalho notável baseado em volutas, folhas de acanto estilizadas, vieiras e outros elementos decorativos.
Se tal desejo se concretizasse as Obras do Fidalgo seriam o maior edifício civil de estilo barroco da Península Ibérica. As dimensões atestam a ideia de grandeza desejada pelo fidalgo António de Vasconcelos Carvalho e Meneses.
A interrupção das obras está envolta em mistério, segundo alguns deveu-se a morte do arquiteto que teria nacionalidade espanhola, ou o mais provável a falta de verbas para tão arrojado empreendimento.
(41°12’40.28″N 08°11’25.60″W) Pombal – Vila Boa de Quires – Marco de Canaveses – Porto – Região Norte – Portugal

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Joana Mota, Eunice Brito and 1.9K others

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A VOZ DA IGREJA

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Com este facão/machete decapitavam-se pessoas por ordem da Igreja (Museu do Castelo Sant’ Angelo)
— in Rome, Italy.

1957 ponta delgada

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Em que estou a pensar?
Nas saudades que tenho dos barcos e no quanto são incómodas e impessoais as viagens de avião, ali todos sentados como sardinhas numa lata apertada, levando cotoveladas de quem passa nos corredores estreitos e pancadas dos carrinhos que nos trazem a eufemisticamente chamada “refeição ligeira”.
Isto para não falar dos quilómetros que é preciso calcorrear desde o avião até encontrarmos as nossas malas, que nos esperam andando à roda, sempre à roda.
Cada vez gosto menos dos autocarros aéreos – por muito depressa que cheguem ao seu destino.
(Porto de Ponta Delgada em 1957. Na foto pode ver-se o paquete francês “Jean Mermoz”,atracado na extremidade da doca de Ponta Delgada, e os navios “Arnel” e “Lima”. Do blogue Ships and the Sea).
Nenhuma descrição de foto disponível.

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AFONSO HENRIQUES FALAVA MIRANDÊS

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Trazido do Quora:
P.: O Primeiro Rei de Portugal, D. Afonso Henriques falava português?
R.: Não.
Como qualquer mirandês, orgulhoso da sua língua prontamente lhe dirá, Afonso Henriques falava mirandês.
Sim, este será o facto mais desconhecido do rei mais famoso de Portugal.
O mirandês de hoje vem da evolução que teve a língua do Reino de Leão, na terra de Miranda, ao longo de centenas de anos, sofrendo a influência do português, do castelhano e de outras línguas, mas mantendo a sua matriz original: língua filha do latim e pertencente à família das línguas asturo-leonesas.
Quando o reino de Portugal se constituiu, separando-se do Reino de Leão, já na terra de Miranda se falava leonês e assim também seria na maior parte do atual distrito de Bragança.
Como é sabido, o primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques era filho de uma princesa filha do rei D. Afonso VI de Leão e essa falaria leonês, como toda a corte leonesa desse tempo, a começar pelo rei. À volta de D. Teresa estavam as suas aias, também damas leonesas, falando a principal língua do reino. Assim sendo, não pode haver dúvidas de que o filho de D. Teresa, D. Afonso Henriques, terá aprendido a falar o leonês e seria essa a língua que falava com sua mãe, as aias que a circundavam e os seus familiares leoneses.
Todos sabemos, também, que D. Afonso Henriques foi educado por D. Egas Moniz na região de Lamego, onde se falava o galaico-português, e também terá aprendido esta língua, o que não quer dizer que tivesse esquecido a outra.
Podemos dizer que quando foi armado cavaleiro na catedral de Zamora, rodeado pelos seus familiares, D. Afonso Henriques falaria leonês com eles. O mesmo se terá passado mais tarde quando assinou o tratado de Zamora, feito na mesma cidade. Ao longo da vida vários contactos teve com seu primo, rei de Leão, e com ele falaria leonês. Ainda que nada disto esteja escrito em nenhum documento, penso que dúvidas não haverá de que assim foi: D. Afonso Henriques falava leonês, quer dizer, falava uma língua a que agora damos o nome de mirandês.
Tal como muitos portugueses, que não o são menos que os outros, D. Afonso Henriques não poderia dizer “A minha pátria é a Língua Portuguesa”. Por um lado, porque a pátria teve que se construir com luta; e por outro, porque o reino que tornou independente falava duas línguas: o galaico-português e o asturo-leonês. E, esta última, seria também a língua principal do seu cunhado, D. Fernando Mendes II de Bragança, casado com D. Sancha Henriques, irmã do nosso primeiro rei; mas sobretudo porque o mito da língua ainda não havia sido construído.
Portugal no século XII Terra de Miranda em mirandês
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Jorge Ávila da Silva

Acresce dizer que o Português apenas se torna língua oficial a mando de D. Dinis, uns aninhos depois…
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Origens: José Silva, ou Joe Silvey, inspirou livros e um documentário televisivo. Terá hoje 500 a mil descendentes vivos.

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Source: Origens: José Silva, ou Joe Silvey, inspirou livros e um documentário televisivo. Terá hoje 500 a mil descendentes vivos.

Ideias peregrinas

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Não há peregrinos em Lisboa. O que as “jornadas mundiais da juventude” trouxeram ao país foi turismo religioso sob a forma de arraiais, romarias e festivais. E, por conseguinte, romeiros e festivaleiros. Confundir quem veio passear de avião e smartphone a Portugal para ver o Papa, dançar com o Papa, cantar com o Papa, com um peregrino que percorre longas distâncias com sacrifício e em devoção é como confundir turista com viajante.

Source: Ideias peregrinas

António Cunha Duarte Justo · DE LISBOA O SORRISO DA JUVENTUDE BRILHOU PARA O MUNDO Portugal está de parabéns

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DE LISBOA O SORRISO DA JUVENTUDE BRILHOU PARA O MUNDO
Portugal está de

parabéns

e agradecido ao Papa Francisco e à juventude mundial (JMJ) por evento tão significativo e marcante

No domingo (06.08.2023) participaram na liturgia da despedida da JMJ 1,5 milhão de pessoas e concelebraram com o Pontífice 700 bispos e 10.000 sacerdotes. Nunca houve em Portugal um evento com tanta gente (1).
Como mostrou a JMJ (Jornada Mundial da Juventude) a Igreja Católica entusiasma a juventude. E o Santo Padre apelou à juventude presente dizendo “não tenham medo”, porque os sonhos e desejos de um futuro melhor, elevam o mundo com sociedades cheias de problemas que precisam da ajuda da juventude. “Quero dizer-vos: continuai assim, continuai a cavalgar as” ondas da caridade”, sede ‘surfistas do amor'”…
O Presidente Marcelo congratulou-se dizendo: um “grande sucesso para Portugal cá dentro e lá fora”
O cardeal-Patriarca de Lisboa agradeceu também a “generosidade” dos 25 mil voluntários (dois terços do sexo feminino e vindos de mais de 150 países) que fizeram com “que tudo acontecesse da melhor forma” e com os “melhores resultados”.
O Santo Padre despediu-se: “No meu regresso a Roma, no final da minha viagem apostólica, quero, uma vez mais, expressar a minha profunda gratidão a sua excelência [Presidente da República] e ao povo de Portugal, pela receção calorosa e hospitalidade que recebi durante a minha visita” e invocou cordialmente “sobre a nação as bênçãos de Deus, da fraternidade, da alegria e da paz”. “Peço que rezem por mim”.
O primeiro ministro, António Costa constata: “Acho que temos boas razões para estarmos todos satisfeitos e orgulhosos porque, mais numa vez, o país mostrou que, polémicas à parte, somos capazes… as polémicas, mais uma vez, foram absurdas… Como foram absurdas há 25 anos as polémicas sobre a Expo, como foram absurdas as polémicas sobre o Euro2004… como se viu, o país tem capacidade para organizar e organizar bem, e colher os frutos daqui que semeia, e esses frutos muitas vezes não são frutos imediatos, são frutos que vêm mais tarde”.
É digno de registo que S. Tomé e Príncipe teve um grande número de participantes na JMJ. Na TV, uma Jovem disse que para nós a despesa foi enorme pois cerca de 2000 € para a viagem e estadia em Lisboa significa um grande esforço. Quando soube que ia ser em Portugal, animei-me e comecei a poupar dinheiro e os meus parentes e amigos! Assim juntei o necessário!
O Papa anunciou que a próxima JMJ 2027 será em Seul e o Jubileu dos Jovens 2025 em Roma.
Na Coreia do Sul (onde apenas 10% são católicos) a despesa será muito maior. A esperança dá forças para começar já a poupar até lá! A Coreia é o 10° país donde vêm mais peregrinos a Fátima! A missionação desse país foi feita inicialmente pelos Portugueses….
António CD Justo
Texto completo e nota em Pegadas do Tempo: https://antonio-justo.eu/?p=8709
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por que o Chile é uma estreita faixa de terra?

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Este era o Chile antes de 1881 !!!

Ano em que os brilhantes políticos chilenos da época doaram todo este território à Argentina por temerem uma guerra tripla contra o Peru, a Bolívia e a Argentina ao mesmo tempo.

O Chile travou uma guerra por território contra o Peru e a Bolívia (vitória do Chile), mas não conseguiu lidar com os argentinos aliados os outros dois países, o então governo chileno decidiu que esses territórios (Patagônia) eram inúteis e os entregou à Argentinos como um “prêmio” por se manter fora da aliança contra o Chile. A partir de então, os Andes foram usados ​​como um limite natural.

Também é importante dizer que naqueles anos o Chile era o país latino-americano mais rico e próspero (o Chile vendia salitre, pólvora, para todo o mundo, e todos os navios europeus que vinham para a costa do Pacífico tinham que usar os portos chilenos). porque não havia Canal do Panamá); Os britânicos tinham muitos fundos econômicos e empresas no Chile para lhe dar uma idéia de por que os países vizinhos estavam tentando disputar as fortunas do Chile. Cinquenta mil imigrantes ingleses se estabeleceram no Chile de 1810 a 1914.

Imagem de alguns imigrantes Ingleses no Chile

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Magia nos Himalaias. Como um pico de 8 mil metros desapareceu no Nepal

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Cientistas estão a descobrir provas de um pico perdido nos Himalaias. Os peritos não sabem ao certo o que é poderá ter causado isto.

Source: Magia nos Himalaias. Como um pico de 8 mil metros desapareceu no Nepal

Viquingues e animais

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VIKINGS PARTILHAVAM
SEUS TÚMULOS COM CAVALOS E OUTROS ANIMAIS
Seu animal de estimação faz parte da família? Isso não é novidade. Existem evidências arqueológicas que sugerem que os vikings mantinham seus próprios animais em alta – até íntima – consideração, levando-os com eles em viagens. No início deste ano, evidências científicas descobriram pela primeira vez que – já no século IX – os vikings trouxeram cavalos, cães e outros animais com eles através do Mar do Norte.
A suposição predominante era que os exércitos vikings empreendedores simplesmente se apropriaram de cavalos (junto com outros itens de pilhagem) em seus ataques às Ilhas Britânicas.
Mas essas descobertas sugerem que a profundidade dos relacionamentos que as pessoas da idade viking tinham com os animais foi dramaticamente sub-representada.
Mas por que? Afinal, a grande maioria das pessoas – escandinavas ou não – vivendo na era viking dependia da agricultura para sobreviver. Por que demorou tanto para os pesquisadores perceberem que esses humanos e animais mantinham relacionamentos profundos, complexos, emocionais e mutuamente enriquecedores?
As sociedades do passado se preocupavam com humanos, animais e coisas de maneira diferente. Alguns humanos podem ser possuídos, até mesmo vistos como objetos e valorizados muito menos do que alguns animais. Em nossa pesquisa, usamos arqueologia e textos para mostrar que alguns cavalos em comunidades como as da Escandinávia e da Islândia da era viking podem ser vistos como “pessoas”, capazes de agir e dignos de tratamento cuidadoso e deliberado.
Cavalos em sepulturas humanas
Os cavalos na era viking eram vistos como criaturas liminares, o que significa que eram capazes de cruzar fronteiras físicas e conceituais, viajar por diferentes terrenos e até mesmo entre mundos. Eles também tinham significado cosmológico.
A poesia nórdica retrata o deus Odin cavalgando para a terra dos mortos em seu cavalo de oito patas Sleipnir. Um bracteado recém-descoberto – ou pingente – com uma inscrição rúnica da Dinamarca também pode sugerir uma associação entre Odin (ou pelo menos alguém que se identifica como “homem de Odin”) e um companheiro de cavalo já no início do século V dC.
Historicamente, os corpos dos cavalos nos enterros da era viking foram interpretados como símbolos da jornada para a vida após a morte, parte das posses do falecido na vida após a morte ou como símbolos de status. Mas essas interpretações perdem algo vital – o vínculo entre cavalo e cavaleiro.
Os cavalos têm relações especiais com seus cavaleiros, pois ambos precisam aprender a trabalhar um com o outro. Na poesia nórdica (algumas das quais ligadas à era viking), os cavalos eram uma parte vital das identidades guerreiras. Poemas lendários sobre os heróis Helgi e Sigurd retratam heróis que são quase inseparáveis ​​​​de seus companheiros de cavalo. Grani, o cavalo de Sigurd, o matador de dragões, por exemplo, é retratado em luto por Sigurd após sua morte.
Evidências de parcerias entre humanos e cavalos foram encontradas em enterros de todo o norte da Europa, desde os grandes enterros de navios de Ladby e Gokstad, até os enterros equestres da Dinamarca do século X, até os enterros mais modestos de cavalos e humanos na Islândia da era viking. . Mas os cavalos não foram enterrados apenas com os homens.
No Trekroner-Grydehøj em Sjælland, Dinamarca, uma mulher foi enterrada com um cavalo ao lado dela, uma perna parcialmente sobreposta ao corpo humano (acima). Algo sobre este humano e este cavalo significava que um acordo tão íntimo era apropriado.
Acredita-se que a mulher tenha sido uma especialista em rituais, possivelmente uma feiticeira, enterrada com uma haste de cobre com ponta de ferro e uma série de outros objetos, incluindo algumas facas, um balde e uma pequena caixa de madeira. Uma grande pedra chata, um cachorro cortado ao meio e alguns ossos de ovelha, bem como alguns pinos de ferro (possivelmente para prender a bagagem a uma sela) e uma corrente de cachorro completavam o enterro.
Em Love in Vestfold, Noruega, um enterro do século X também tem um cavalo ao lado de uma mulher. Como a mulher em Trekroner-Grydehøj, eles são considerados especialistas em rituais. Mas a mulher não foi a única enterrada com as ferramentas de seu ofício. Um anel de ferro (um anel de metal com anéis menores presos a ele) foi colocado no peito do cavalo enterrado ao lado dela. Quando presos a arreios ou freios de carroças, os anéis de metal tilintavam. Pensa-se que pode ter desempenhado um papel nos rituais da era viking.
Essas mulheres foram enterradas com esses cavalos porque tinham relacionamentos especiais? Ou porque eram feiticeiras? Ou ser uma feiticeira envolvia relações estreitas com esses animais? Acreditamos que, entre outros rituais, os cavalos parecem ter sido participantes vitais nos processos e práticas funerárias.
Bom para morrer, bom para viver
A pesquisa mostra que as relações com os cavalos trazem uma série de benefícios, especialmente para os jovens. É interessante, então, que haja uma insistência repetida na poesia nórdica e nas sagas medievais de que os jovens devem praticar a preparação e o treinamento de cavalos. Os cavalos são considerados parceiros na agricultura e muitas vezes até membros de famílias nesses textos.
A saga do século 13 Bjarnar Saga Hítdœlakappa até retrata uma mulher que parece se beneficiar de uma forma medieval de terapia assistida por cavalos, encontrando alívio para sua doença sentando-se em seu cavalo enquanto é conduzido por um campo:
O maior alívio foi oferecido a ela sentando-se a cavalo, enquanto Þórðr conduzia seu cavalo para frente e para trás, e ele o fazia, embora fosse uma grande dor para ele, pois queria tentar confortá-la.
Nossa entrevista no YouTube sobre o assunto com o professor Howard Williams, do canal Archaeodeath.
Em tempos de turbulência ecológica, olhar para o passado para entender as relações que os humanos tiveram com os animais pode inspirar diferentes abordagens para o presente e o futuro. Dada uma vitória recente de ativistas Māori concedendo personalidade jurídica e direitos a um rio, procurar analogias históricas, como os vikings e seus cavalos, pode nos encorajar a continuar a pressionar por relações mais responsáveis ​​com o mundo não humano.
Pode ser um desenho

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Carlos Esperança

Um excelente texto cuja dimensão o desaconselha no Facebook. Obrigado.

Reino do Pineal queria ficar com a Ilha do Pico – ZAP Notícias

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Antigos membros do Reino do Pineal que abandonaram a seita descrevem o culto a um líder “megalómano e manipulador”. Os planos de Agua Akbal Pinheiro passavam por “ficar com a ilha do Pico”, nos Açores. Segundo uma neerlandesa que viveu durante alguns meses no chamado Reino do Pineal, em Oliveira do Hospital, o líder da seita, Agua Pinheiro, pretendia “ficar com a ilha do Pico“, no arquipélago dos Açores. “Ele chegou a dizer que queria ficar com a ilha do Pico. Queria ter 15 mil pessoas para ir para a ilha do Pico e ter mais do que a população

Source: Reino do Pineal queria ficar com a Ilha do Pico – ZAP Notícias