D. Martinho, o rei de Portugal de que provavelmente nunca ouviu falar (e que ia ser padre)

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Baptizado como Martinho, D. Sancho I foi obrigado a mudar de nome após uma morte trágica ter alterado a linha de sucessão de D. Afonso Henriques. Quando alguém lhe pede que diga nomes de reis portugueses, é provável que os primeiros a lhe vir à cabeça sejam João, Afonso ou Pedro — no final de contas, houve seis reis chamados Afonso e João e outros cinco Pedros. Mas e se lhe dissermos que houve um monarca português chamado Martinho? É provável que não se lembre de ouvir esse nome nas aulas de história, e na realidade, nem era suposto este

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a vela dos bordéis

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Recommended post 4d
Brothel Candles
Brothel candles, also known as match candles, serve as a fascinating artifact from the history of human social customs and the shadowy world of the sex trade in earlier times. This antique box of match candles provides a tangible connection to a bygone era, where they played a crucial role in the operations of brothels. Their primary function was not just to provide light but to measure time in an environment where time was directly equated with money.
Historical Context of Brothel Candles
In the dimly lit corridors of brothels, particularly during the 18th and 19th centuries, brothel candles were a common tool. Women working in these establishments used these candles to time the sessions with their clients. A man would pay for a session, and in return, a candle would be lit. The burning of the candle marked the duration of the client’s stay; once the candle extinguished, the session was over. Each candle was crafted to last approximately 7 minutes, a predefined duration that was understood by both parties.
This method of timekeeping was not only practical but also necessary. In an age before the widespread availability of mechanical clocks and other timekeeping devices, brothel candles offered a simple and effective way to manage time discreetly. They enabled brothel workers to maintain a schedule and ensure fairness both to themselves and their clients, by preventing disputes over the length of a session.
Societal Implications
The use of brothel candles also reflects the societal attitudes of the times. Brothels were both marginalized and integral parts of society, providing not only sexual services but also a space where men could engage in activities seen as inappropriate or unacceptable in other parts of society. The very existence of such candles is a testament to the regulated and business-like nature of brothels, which operated with their own sets of rules and norms within the broader societal framework.
Moreover, these candles highlight the precarious position of women in brothels. While they provided a means to ensure fairness, they also underscored the transactional nature of the interactions within brothels. Women’s time and services were commodified, measured by the minute, emphasizing the economic dynamics that underpinned their interactions with clients.
The Artifact Itself
An antique box of brothel candles is a collector’s item today, valued not just for its age but for the story it tells about human history. Typically, these candles were small, allowing them to burn down quickly. The box itself would likely be plain or discreetly decorated, reflecting the functional and clandestine nature of its contents. Collecting such items offers a glimpse into the less-discussed aspects of social and economic history, revealing how deeply commercial and personal relationships were intertwined in such environments.
Brothel Candles in Modern Times
Today, brothel candles are often found in museums or private collections. They serve as educational tools, helping to illuminate the daily lives of those who lived in eras far removed from our own. For historians and enthusiasts of antiques, these candles provide a direct link to the past, serving as a physical representation of historical practices and social conditions.
The study and display of such artifacts also encourage discussions about the evolution of societal norms and the history of sex work. In modern times, where the dialogue around sex work involves themes of legality, morality, and human rights, understanding the historical context of such practices can inform current debates and policies.
Conclusion
Brothel candles, as mundane as they may seem at first glance, are steeped in history and rich with stories from the past. They remind us of the complexity of human relationships and the ways in which societies manage, regulate, and commodify human interactions. As artifacts, they challenge us to think about the past not just in terms of major events and figures, but also in terms of everyday objects and the ordinary lives of people.
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ENTRE A ILUSÃO E A REALIDADE

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ENTRE A ILUSÃO E A REALIDADE BRILHA A VERDADEIRA VIDA

Era uma vez uma mulher chamada Maria que passava grande parte da sua vida entre o adormecer e o acordar. Nos seus sonhos, Maria encontrava mundos emaranhados, mas detalhados, onde cada sensação e emoção era vívida e palpável. Quando acordava, os sonhos continuavam a envolvê-la, como se fossem uma extensão natural do seu estado desperto. Para Maria, o que vivia nos sonhos era tão real quanto o que experimentava acordada, criando uma confusão entre a fantasia e a realidade.

Maria tinha um parceiro, Emanuel, um homem amoroso e confiante, que acreditava profundamente na interconexão das relações e das experiências humanas. Ele desejava integrar Maria completamente na sua vida, compreendendo a complexidade da sua existência à imagem da fórmula da Trindade teológica. No entanto, a convivência com Maria suscitava-lhe dúvidas sobre a natureza da realidade. Emanuel começava a questionar se era possível existir uma mulher real, com sentimentos e pensamentos, mas sem um corpo tangível que ancorasse a sua existência.

Num certo dia, enquanto Maria despertava lentamente de um sonho particularmente intenso, Emanuel observava-a com ternura e curiosidade. Decidiu falar sobre as suas incertezas e a sensação crescente de que tudo à sua volta era uma ilusão.

— Maria, — disse ele, com a voz suave — às vezes sinto que a nossa realidade é feita de ilusões, de palavras e sentimentos que nos escapam como a luz numa vela. Será que o que vivemos é verdadeiramente real?

Maria, ainda envolta na névoa do sonho, olhou para Emanuel com olhos brilhantes, carregados de significados profundos.

— Emanuel, — respondeu ela — os sonhos e a realidade são faces da mesma moeda. Quando estou nos meus sonhos, tudo parece tão tangível e verdadeiro como este momento agora. Talvez a verdadeira ilusão seja tentar separar uma coisa da outra.

Emanuel ponderou as palavras de Maria, sentindo a profundidade do dilema. A realidade que partilhavam parecia um espaço intermediário, um entremeio onde os sentimentos e a linguagem criavam uma identidade flutuante, sem lugar nem tempo fixo.

— Mas, Maria, — continuou Emanuel — se vivemos num mundo irreal, onde está a verdade? E como podemos encontrar a nossa verdadeira identidade nesse caos de sensações?

Maria sorriu, tocando gentilmente a mão de Emanuel.

— A verdade, meu querido, talvez resida na experiência suprema do amor, onde perdemos a definição de nós mesmos e nos fundimos no outro. No êxtase do amor, transcendemos o ser, e é nessa ausência de definição que encontramos a essência da nossa existência.

Emanuel sentiu uma onda de compreensão, como se as palavras de Maria fossem um reflexo de sua mente a iluminar o dia. No entanto, a dúvida persistia, aninhada no fundo do seu coração.

Os dias passavam, e Emanuel observava Maria com uma mistura de fascínio e perplexidade. A sua presença era como a luz de um cometa no horizonte, uma existência efémera, mas intensa, deixando um rastro de luz na sua alma. A fricção entre a ilusão e a realidade tornava-se uma constante, uma batalha interna entre o desejo de encontrar uma verdade absoluta e a aceitação da natureza ilusória da vida.

Num desses momentos de introspecção, Emanuel compreendeu que a existência definida pelo conflito, pelo se afirmar contra os outros, era uma ilusão. A verdadeira luz, como o relâmpago que faz nascer o ser, realiza-se na fusão do Eu com o Tu, que, no acto de superação dos egos, faz surgir o trovão do orgasmo, verdadeiro milagre já fora do espaço e do tempo. Na união do Eu com o Tu, surge a nova realidade do Nós, o novo Ser que se exprime no grito de amor, o eco dos Dois, do qual emerge o Terceiro da Aliança. A partir desta dimensão, formamos então a comunidade que nos guia, cada um de nós percorrendo o seu próprio caminho guiado pelo Nós.

Maria e Emanuel continuaram a viver nessa dança entre sonhos e realidade, aprendendo a apreciar a beleza efémera da vida e a encontrar significado na interconexão dos seus sentimentos. Na tragédia e na alegria, no amor e na dúvida, experimentam que a vida é um grito de existência, um brilho passageiro que, mesmo na sua brevidade, tem a capacidade de iluminar a alma e dar origem a novas formas de ser.

E assim, na incerteza da realidade e na profundidade do amor, Maria e Emanuel encontraram a verdadeira essência do ser, um estado de constante transformação e descoberta, onde a ilusão e a realidade se fundiam numa dança eterna de luz e sombra.

António da Cunha Duarte Justo

“Flashes de vida”

Em Pegadas do Tempo: https://antonio-justo.eu/?p=9262

Também em poemas de António Justo http://poesiajusto.blogspot.com/

EM DEFESA DA FAMÍLIA E DA CIVILIZAÇÃO

 

Ensino sobre Actividade sexual apenas a partir do 9°. Ano

 

Na sequência das investigações o governo britânico estabeleceu limites de idade para o ensino de temas delicados e não adequados à idade da criança. A teoria da identidade de género não será ensinada nem qualquer discussão explícita sobre a actividade sexual antes do 9º ano…

As crianças devem ser deixadas em paz! O que elas precisam é de carinho, respeito e compreensão. Uma criança formatada por objectivos sociais baseados apenas na razão e em princípios pragmáticos aprende a não ser aceite e a assumir um caracter meramente funcional na sociedade…

A família revela-se como o melhor meio para se conseguir um desenvolvimento eficaz e equilibrado porque para o processo da evolução são determinantes centrais a cooperação e a coesão dos elementos. Isto é confirmado não só pelo senso comum, mas também pelos dados científicos e pelos factos da história do desenvolvimento humano. (O facto de se valorizar a família não significa que se desprezem os homossexuais; em toda a natureza não há regra sem excepção e a excepção confirma a regra sem que seja diminuída, sim, até porque na realidade, uma e outra são obra da natureza e da Criação)…

O que se torna mais trágico de observar na Europa é o facto de, por um lado, ela ser intimidada pela concorrência geopolítica de novos imperialismos baseados em valores herméticos contra os nossos, e por outro lado, a Europa, em nome de valores universais, contra si serve os rivais, na medida em que, em atenção a eles, destrói a base dos próprios valores que dariam consistência ao próprio povo quando os polos rivais se afirmam em valores próprios e não universais. Necessita-se uma reflexão sobre um ajuste à nova situação geoestratégica de maneira a ser-se legítimo afirmar dentro da própria civilização os valores que ela gerou e lhe deu rosto no mundo. Doutro modo a utopia de um humanismo global arruína a nossa civilização devido ao estádio em que ainda nos encontramos nas civilizações e na correspondentes inter-relações. Aposta-se num humanismo global e ao mesmo tempo implantam-se cavalos troianos do adversário no próprio terreno…

 

António da Cunha Duarte Justo

Texto completo em: Pegadas do Tempo https://antonio-justo.eu/?p=9271

 

Portugal faz hoje anos e não é feriado????

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*** MANIFESTIS PROBATUM ***
A 23 de Maio de 1179 (845 anos), o Papa Alexandre III emitia a bula “MANIFESTIS PROBATUM”, a qual declara independente o Condado Portucalense e D. Afonso Henriques o seu Soberano.
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Aureliano Vasconcelos

O trabalho e artimanhas que Afonso Henriques teve de engendrar para consegui-la.

Direto RTP Açores – RTP Play – RTP

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Emissão em direto RTP Açores com o melhor da informação, reportagem, desporto, debate, cultura, educação e entretenimento. Disponível em múltiplas plataformas.

Source: Direto RTP Açores – RTP Play – RTP

a relevância de parar

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In the south of Japan, in Yamaguchi prefecture, there is a train station in the middle of nowhere , with no entrance or exit, in a completely isolated and remote land : the station we are talking about is called Seiryu Miharashi Eki
There is no ticket office, there are no shops, there is no bar. The train stops in the middle of absolute nowhere . You get off, but you can’t go anywhere and, to leave, you have to wait for the next train. It is said that this station has only one function: to remind men of the importance of stopping, both physically and mentally, and admiring the landscape!🤩
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A.J. López

No seats neither, so you have to wait standing. No, thanks.
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A história do desaparecimento misterioso de Louis Le Prince, o verdadeiro inventor do cinema – ZAP Notícias

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O inventor francês Louis Le Prince desenvolveu uma câmara capaz de capturar imagens em movimento muito antes de os irmãos Lumière terem patenteado o cinematógrafo. Infelizmente, desapareceu sem rasto — antes de poder recolher os louros pela invenção do cinema. Na primeira metade da década de 1990, uma fotografia antiga apareceu nos arquivos da Préfecture de Police de Paris. Mostrava o corpo de uma pessoa afogada não identificada, o que rapidamente suscitou especulações: seria este infeliz o inventor francês Louis Le Prince, que desapareceu sem deixar rasto em 1889? Este poderia não ter sido mais do que um típico caso

Source: A história do desaparecimento misterioso de Louis Le Prince, o verdadeiro inventor do cinema – ZAP Notícias

D PEDRO COLONIZADOR OU POVOADOR?

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Ancestralidades

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São tantos os filhos bastardos de Dom Pedro que citar o nome de todos seria uma tarefa longa e quase infindável.
Praticamente todos os frutos dos seus romances são conhecidos, uns mais , outros menos. De uma maneira geral a unanimidade dos historiadores afirmam que o imperador não lhes negou a paternidade e legou-lhes algo na sua herança , até mesmo uma menina tida com uma escrava, Andreza dos Santos, pasteleira do Convento da Ajuda , no Rio deJaneiro. A criança nasceu em 1831.
Não se sabe ao certo o número exacto de filhos de Dom Pedro entre legítimos e bastardos. O mercenário austríaco Carl Schlichthorst escreveu um livro de memórias durante os anos que viveu no Brasil onde dizia serem 43 os filhos do imperador.
Contudo, a maioria dos estudos concordam que tenham sido trinta.
Houve, todavia, casos de ” meninas de boas famílias” cujas famílias não permitiram concordar ou aceitar o reconhecimento do fruto proibido para evitar o escândalo. Um exemplo é uma menina nascida em 1827, baptizada como Ignácia Carolina Soares de Gouvêa. Sua mãe, Florisbela Umbelina Rodrigues Horta teria tido um romance passageiro com Dom Pedro e descobriu que ficara grávida.
A família tinha dinheiro e prestígio. Conseguiram arranjar apressadamente um casamento e marido aceitou a condição da noiva e a reputação da mesma e de sua família permaneceu incólume.
” No dia 30 de Dezembro de 1828, um casal francês de sobrenome Saisset , formado por comerciantes estabelecidos na Rua do Ouvidor, no Rio de Janeiro,, embarcava apressadamente para a Europa com seus dois filhos pequeninos. A modista Clemence tinha-se
envolvido com D. Pedro I , enquanto o marido aparentemente fazia vista grossa. Até que, por fim, ela engravidou do imperador.
Prometendo, por escrito e com testemunho do seu bibliotecário particular, Germano Lassete, uma pensão vitalícia a Clemence, ao marido e à criança que esperava , D. Pedro conseguiu despachá-los para longe do Brasil. Tanto Resende como Barbacena, na Europa, e o Chalaça , no Brasil e depois em Portugal teriam que trabalhar arduamente para manter os Saisset sob controlo. Por conta do atraso nos pagamentos, os dois ameaçavam a todo momento fazer um escândalo, chegando mesmo a insinuar que tinham, consigo , correspondências comprometedoras entre D. Pedro e Clemence. “
( Dom Pedro IV, a história não contada. Por Paulo Rezzutti )
Contudo, a promessa da mesada generosa não foi integrada cumprida. A partir de 7 de abril de 1831, a situação da francesa e do menino começa a ser afetada pela abdicação de D. Pedro ao trono brasileiro. Um pouco depois, ele se muda para a Europa, onde inicia longa batalha contra o irmão, D. Miguel, três anos mais novo, para garantir o trono de Portugal à filha Maria da Glória, nascida no Rio de Janeiro em 1819. A menina, neta de D. João VI, passou a ter direito ao trono aos sete anos de idade. Com a morte do avô, o pai foi coroado Pedro IV de Portugal e estabeleceu um entendimento com o irmão, pelo qual Maria da Glória seria a rainha. Mas D. Miguel ignorou o acordo firmado e tomou o trono para si.
A morte de D. Pedro I, em setembro de 1834, foi um baque para Clémence de Saisset. O principal temor, expressado em carta a Francisco Gomes da Silva, datada de dezembro, era de que o filho não mais recebesse a ajuda financeira prometida pelo pai biológico. “Avalie o meu desespero ao saber de uma morte tão repentina. Meu pobre filho privado de um pai e de um protetor! Diga-me, senhor, que S.M. não se esqueceu dele em seu testamento. Conto com a sua amizade de sempre para informar-me, logo que este assunto chegar ao seu conhecimento. Preciso tranquilizar-me sobre o futuro de Pedro e necessito conhecer os arranjos de S. M. no que diz respeito a ele.
A francesa não levou o filho para as cerimônias fúnebres, mas o fez guardar luto. “Certa vez, porém, vestiram-me todo de preto, dizendo-me que meu Amigo estava morto. Eu não sabia quem era aquele que eu havia acabado de perder”, relembrará Pedro de Saisset, em carta ao meio-irmão D. Pedro II, três décadas depois. Enquanto viveu em Paris, o primeiro imperador do Brasil recebia visitas do filho, mas jamais revelou que era seu pai. O pequeno Pedro tinha cinco anos quando perdeu o misterioso Amigo, que o colocava nos joelhos e dava-lhe doces.
O imperador o reconheceu como seu filho em seu testamento e lhe deu uma parte de sua herança.Ele trabalhou em diversos empreendimentos de negócios nos Estados Unidos, onde serviu como agente consular da França por mais de três décadas.
Saisset tinha muito afeto e mantinha contacto com sua meia-irmã, a Princesa Dona Januária, Condessa d’Áquila. Ele mesmo guardou luto de cinco meses pela morte da Condessa em 1901.
Pedro Saisset casou-se com Maria de Jesus Palomares de Suñol (Jesusita), com quem teve quatro filhos:
Henriette de Saisset (1860[9] – 1947),Ernest de Saisset (1862 – 1899) Pierre de Saisset (1870 – 1933) e
Isabel de Saisset (1876- 1950).
Pedro de Saisset foi um grande empreendedor e partiu ainda jovem para a Califórnia onde trabalhou com navegação, propriedades e seguros.
Faleceu em San José, CA, em 1902.
Dos seus quatro filhos apenas a mais nova, Isabel, se casou mas nem mesmo ela deixou descendência.
A última neta de D. Pedro IV nos EUA faleceu em 1950.
Na foto: Pedro de Saisset .
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hoje mais do que nunca Efeito Dunning Kruger.

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Efeito Dunning Kruger. Em tempos de comemorações, é oportuno celebrar no próximo novembro os 25 anos do Efeito Dunning Kruger. Em novembro de 1999, os psicólogos norte-americanos Justin Kruger e David Dunning escreveram um artigo, que se tornou famoso, intitulado “Unskilled and Unaware of It: How Difficulties in Recognizing One’s Own Incompetence Lead to Inflated Self-Assessments”. No essencial, concluíam que “quanto mais se é incompetente mais se acredita que se é competente”. Quem se interessa pelo tema pode ler, para além do original, que recebeu posteriormente muitos melhoramentos, este artigo da revista da Sociedade Britânica de Psicologia, The Psychologist https://thepsychologist.bps.org.uk/…/persistent-irony… #dunningkruger
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André Gonçalo Dias Pereira

Fantástico! E oportuno a estas semanas que estamos a viver!!!
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higiene medieval, saved by the bell

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Garça News

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Na Idade Média, não havia escovas de dente, perfumes, desodorantes e muito menos papel higiênico. Excremento humano era jogado das janelas do palácio.
Num dia de festa, a cozinha do palácio podia preparar um banquete para 1500 pessoas, sem a mínima higiene.
Nos filmes de hoje, vemos pessoas daquela época se sacudindo ou se abanando.
A explicação não está no calor, mas no mau cheiro que exalavam sob as saias (feitas de propósito para conter o cheiro das partes íntimas, já que não havia higiene). Também não era costume tomar banho devido ao frio e à quase inexistência de água corrente.
Só os nobres tinham lacaios para abaná-los, dissipar o mau cheiro que o corpo e a boca exalavam, além de afugentar os insetos.
Quem esteve em Versalhes admirou os imensos e belos jardins que, naquela época, não eram apenas contemplados, mas serviam de banheiro nas famosas baladas promovidas pela monarquia, por não haver banheiros.
Na Idade Média, a maioria dos casamentos acontecia em junho (para eles, o início do verão). O motivo é simples: o primeiro banho do ano era tomado em maio; então, em junho, o cheiro das pessoas ainda era tolerável. Porém, como alguns cheiros já começavam a incomodar, as noivas carregavam buquês de flores perto do corpo para disfarçar o fedor. Daí a explicação da origem do buquê de noiva.
Os banhos eram feitos em uma única banheira enorme cheia de água quente. O chefe da família tinha o privilégio do primeiro banho em água limpa. Então, sem trocar a água, os demais chegaram à casa, por ordem de idade, mulheres, também por idade e, por fim, filhos. Os bebês eram os últimos a se banhar.
As vigas de madeira, que sustentavam os telhados das casa, eram o melhor lugar para os animais, cachorros, gatos, ratos e besouros, se aquecerem. Quando chovia, as goteiras obrigavam os animais a pularem no chão.
Quem tinha dinheiro tinha chapas de lata. Certos tipos de alimentos oxidam o material, fazendo com que muitas pessoas morram de envenenamento. Os hábitos de higiene da época eram terríveis. Os tomates, por serem ácidos, foram considerados venenosos por muito tempo, as xícaras de lata eram usadas para beber cerveja ou uísque; essa combinação às vezes deixava o indivíduo “no chão” (numa espécie de narcolepsia induzida pela mistura de bebida alcoólica com óxido de estanho).
Alguém andando na rua pensaria que ele estava morto, então eles recolhiam o corpo e se preparavam para o funeral. Em seguida, o corpo era colocado na mesa da cozinha por alguns dias e a família observava, comia, bebia e esperava para ver se o morto acordava ou não.
A Inglaterra é um país pequeno, onde nem sempre havia um lugar para enterrar todos os mortos. Os caixões foram então abertos, os ossos removidos, colocados em ossários e a tumba foi usada para outro cadáver. Às vezes, ao abrir os caixões, percebia-se que havia arranhões nas tampas internas, indicando que o morto havia, de fato, sido enterrado vivo.
Assim, ao fechar o caixão, surgiu a ideia de amarrar uma alça do pulso do falecido, passando-a por um orifício feito no caixão e amarrando-a a uma campainha. Após o enterro, alguém foi deixado de plantão ao lado do túmulo por alguns dias. Se o indivíduo acordasse, o movimento de seu braço faria soar a campainha. E seria “salvo pelo gongo”, que é uma expressão popular que usamos até hoje.
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A história do estranho traje que escondia as mulheres dos Açores | Fotogaleria | PÚBLICO

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O capote e o capelo, parte do traje tradicional açoriano, cobriam integralmente a figura feminina. O escritor Raul Brandão comparou-o, em 1926, a um “fantasma negro e disforme”.

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NADA MUDOU, SÓ PIORA

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texto de 2009 bem atual… 66. CRÓNICA 66 O ROMANO SÉRGIO GALBA E OS PORTUGUESES: MUITOS SÃO OS CULPADOS POUCOS VÃO PRESOS. 28 junho 09
Há dias ouvi um comediante português dizer algo muito acertado: muitos são os cul-pados, mas nem todos vão presos. Com efeito e na sequência do que a Bíblia nos diz “Por-que muitos são chamados, mas poucos escolhidos” [Mt 22: 14], a lei portuguesa não dis-crimina quem vai preso, mas o pragmatismo da sociedade portuguesa assim o obriga.
Vejamos, se todos os culpados fossem presos, Portugal ficava sem políticos, sem deputados, sem presidentes da câmara, sem vereadores, sem ministros, sem secretá-rios de estado, sem diretores gerais, sem inspetores, e por aí diante. Isto para não fa-larmos de prender os indiciados em crimes ou meramente arguidos… Ora convenha-mos que a Assembleia da República, o atual Parlamento português, pode funcionar poucos dias, mas vai dando ocupação a 230 deputados e seus assessores. Não se imagina aquele órgão de soberania vazio, por estarem todos arguidos, detidos preven-tivamente ou a cumprirem pena pelos inúmeros crimes de que obviamente deveriam ser acusados.
O país pararia se a justiça fosse cega como deveria ser e prendesse todos os cul-pados. Aliás, crê-se que seria difícil isso acontecer, pois Portugal teria de pedir ajuda aos países vizinhos para poder encontrar celas disponíveis para tanta gente. À medida que fossem presos os representantes do povo iriam, na boa tradição inquisitorial por-tuguesa, incriminar os seus constituintes que os corromperam, e teríamos um efeito bo-la de neve. Assim, à medida que iam presos, os representantes da nação, também iria com eles a turbamulta dos que neles votaram. O país depois de parar ficaria deserto. Estamos crentes de que finalmente seria então possível governar este jardim à beira-mar plantado. Isto enquanto não nasce um líder capaz. Não precisa ser sobrenatural-mente dotado, basta ser alguém que ponha o interesse nacional à frente do interesse próprio ou partidário.

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os velhos por Galopim de Carvalho

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“No Oriente, nomeadamente na China e no Japão, os velhos são considerados fontes de experiência e de saber e, como tal, escutados com atenção e respeito e tratados com a deferência que lhes é devida. Via de regra, numa qualquer reunião familiar ou de amigos, a presença de um velho é salientada com palavras e gestos de simpatia. Fruto de uma cultura e de uma educação milenares, essas sociedades, referenciam, glorificam e cuidam bem dos seus velhos. Os japoneses têm, por tradição, ouvir os seus velhos antes de tomarem decisões suficientemente importantes, à semelhança do que acontece em muitas sociedades indígenas, em África e nas Américas.”
E entre nós??
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TODOS ENVELHECEMOS
Velho, sem mais rodeios, é, na realidade, o que eu sou. Eufemisticamente, tratam-nos, a mim e aos que vivemos esta última etapa da vida, por idosos ou seja, aqueles que têm muita idade ou muitos anos vividos. Sem apelo nem agravo, todos envelhecemos. Como em tudo no Universo que conhecemos, das estrelas aos planetas, das rochas aos seres vivos, o tempo faz os seus estragos. Quando olho para o espelho vejo um rosto que não conheço, que não condiz com o que vejo quando olho para dentro de mim.
Se é certo que o futuro dos velhos é minguado e a encurtar, veloz, a cada dia que passa, o seu passado é extenso e repleto de experiências e aprendizagens vividas e presenciadas. Os velhos, a quem o cérebro vai resistindo à erosão do tempo, nos quais me julgo incluído, são valiosos arquivos de conhecimentos que se perdem com o seu desaparecimento. E quando falo de conhecimento, falo de toda a espécie de sabedoria, seja ela qual for, da mais simples e rudimentar à mais complexa e erudita.
No Oriente, nomeadamente na China e no Japão, os velhos são considerados fontes de experiência e de saber e, como tal, escutados com atenção e respeito e tratados com a deferência que lhes é devida. Via de regra, numa qualquer reunião familiar ou de amigos, a presença de um velho é salientada com palavras e gestos de simpatia. Fruto de uma cultura e de uma educação milenares, essas sociedades, referenciam, glorificam e cuidam bem dos seus velhos. Os japoneses têm, por tradição, ouvir os seus velhos antes de tomarem decisões suficientemente importantes, à semelhança do que acontece em muitas sociedades indígenas, em África e nas Américas.
No que concerne a minha experiência pessoal, constato que em Portugal não se aproveita a sabedoria e a experiência dos velhos que, em muitos casos, é considerável e teria imensa utilidade se fosse inteligentemente aproveitada.
Jubilei-me aos 70 anos, cheio de energia e experiência. Consegui, após requerimentos dirigidos ao Primeiro-ministro de então, permanecer, por mais dois anos, na Direcção do Museu Nacional de História Natural, da Universidade de Lisboa, findos os quais, sem apelo nem agravo, fui “posto na prateleira”, como gosto de dizer. Na realidade, o Estado dá-nos uma pensão (e, neste aspecto, considero-me um privilegiado, relativamente à grande maioria dos meus concidadãos) e concede a cada um de nós o direito de fazermos o que melhor entendermos nas 24 horas dos dias de vida que nos restam. Dias de vida que o Serviço Nacional de Saúde, honra lhe seja feita, tem vindo a prolongar, num país cheio de dificuldades, mas em que a esperança média de vida dos portugueses, ultimamente estimada, era de cerca de 80 anos para os homens e 83 para as mulheres.
Via de regra, na Universidade ou onde quer que seja, um qualquer dirigente, chame-se-lhe director, presidente ou outro nome qualquer, que se aposente, é arrumado numa prateleira como um objecto de estimação. Nunca mais ninguém o chama para ajudar a resolver um problema, dar um parecer, um aconselhamento, uma colaboração. ´como que da parte dos que os substituíram nos que foram os seus locais de trabalho, haja um “isto agora é nosso”, “nós é que sabemos”, “nós, agora, é que mandamos”. Diga-se que vivemos uma cultura moderna que endeusa tudo o que é novo (ou aparenta sê-lo) e fomenta a necessidade de renovação.
Esta é uma advertência que aqui deixo aos actuais dirigentes, lembrando que, também como nós, os velhos, irão ser esquecidos e postos de lado pelos que ajudaram a crescer.
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Maria Antónia Fraga

Extraordinário depoimento do ilustre Sr. Professor Galopim de Carvalho.
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