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A Base das Lajes registou ontem à tarde um maior movimento de aeronaves militares dos EUA. Ao todo, pela ilha Terceira terão passado 12 caças F16, 11 KC-46 Pegasus e até um cargueiro militar C-17 Globemaster III. O que se passa? Estará Trump a preparar um novo ataque ao Irão?
O economista Carlo Cipolla identificou quatro fenótipos comportamentais baseados no facto de as ações de uma pessoa beneficiarem ou prejudicarem a si mesma e aos outros: inteligente, estúpido, ingénuo e bandido. As pessoas mais perigosas são os “bandidos estúpidos”. Não chamamos estúpidas às pessoas com frequência. Ao contrário dos seus conceitos irmãos, a “parvoíce” e a “idiotice”, a estupidez não é propriamente um traço de personalidade. Claro que podemos achar alguém estúpido, mas quando usamos a palavra, tendemos a limitá-la a momentos de estupidez. Dizemos: “Bem, isso foi uma estupidez” ou “Estás a ser estúpido”. A estupidez é um lapso.
Trabalhei na Rádio Renascença no icónico Página Um de José Manuel Nunes e Adelino Gomes, e no Zip Rádio na década de 60 e inicio dos anos 70, depois em Macau, entre 1997 e 1992 tive uma experiência multifacetada na ERM, Rádio Macau, TDM que jamais esquecerei e aqui ilustro
Tudo começou em 1967. Iniciei a minha longa carreira de jornalista da forma mais casual possível ao fazer uma reportagem (a brincar, para treinar-me) do Circuito Internacional de Vila Real e da Fórmula 3. Vendi um exclusivo à Rádio Renascença e graças a isso, haveria de trabalhar para eles até sair de Portugal em 1973. A história começa de forma bem mais prosaica. Estava convidado em Vila Real pelo meu tio Nóbrega Pizarro, à data Diretor Clínico do Hospital e responsável médico pela prova. Calmamente assistíamos na bancada principal quando se deu um grande acidente com um corredor chamado Tim Cash, segundo a reminiscência que guardo do incidente. Como falava bem inglês, fui com ele para servir de intérprete. Acabei a entrevistar o acidentado, gravando tudo no gravador portátil que já me acompanhava sempre para toda a parte. Quando saí do hospital era lógico que queriam saber o que se passava (o homem salvou-se sem grandes mazelas) e ofereci a venda da entrevista em pela fita (naqueles tempos ainda não havia cassetes).
Foi a RR (Rádio Renascença) que me deu 500$00 (2,5€) pelo feito. Mais tarde, escrevi-lhes, numa clara demonstração de saber aproveitar as oportunidades, e ofereci-me para colaborar em futuras provas. A RR achou que o jovem empreendedor tinha pinta e aceitaram-me como colaborador de automobilismo para a Zona Norte. Fui trabalhar com o célebre programa Página 1 de José Manuel Nunes, com colaboradores como Joaquim Amaral Marques, Adelino Gomes, Pedro Castelo. Era o programa de rádio mais ouvido e logo à primeira tentativa, tinha entrado. Viriam a ser notáveis as coberturas que fizemos dos eventos a norte do país.
Curiosamente, uma das notícias mais importantes que transmiti foi, por mero acaso, a da morte de Otis Redding, num desastre de aviação (10 de dezembro de 1967). Isto porque não se usavam frequentemente telexes (quem se lembra deles hoje?) e eu passava a vida a ouvir estações piratas como a Rádio Caroline, Rádio Luxemburg, onde tinham acabado de dar a notícia.
Nessa altura as notícias do mundo demoravam dias a chegar às redações dos jornais e das rádios. Não só nessa época, em plena década de 1990, enviava os despachos para a Lusa, para a Rádio Macau (TDM, RTP) e, mais tarde, para o jornal Público através de telex. Tinha de os enviar da baixa de Sydney. Chegava a Lisboa e ao jornal, provavelmente, com mais de um dia e meio de atraso. O sistema de reportagem fui-o desenvolvendo e melhorando ao longo dos tempos, sem lições de ninguém porque nunca fora feito antes. Inicialmente não me pagavam, depois começaram a pagar as despesas, gasolina, telefones e alimentação. Por fim, já tinha uma avença e pagava aos colaboradores em cada prova. Era um dos dois maiores sonhos da juventude: advogado – carreira diplomática, ou ser jornalista. Antes, aos nove anos, sonhava ser condutor de táxi para andar de carro todos os dias. Desde os 12 ou 13 anos que sonhava com essas profissões. Esta já cá cantava, da outra desistiria. Viria a não diplomaticamente acabar por dar voltas ao mundo sem ser advogado nem diplomata.
Numa primeira fase fazia a cobertura de eventos motorizados com o meu melhor amigo e piloto de competição em ralis, o Taka e ocasionalmente um primo ou um amigo juntava-se a nós. Íamos ver as classificativas cronometradas mais importantes e seguíamos em busca dum telefone para dar os tempos desse troço cronometrado. A seguir começamos a ter mais de um carro para fazer a cobertura e podíamos ter várias equipas a transmitir os dados à medida que os concorrentes iam percorrendo os vários troços. Era a verdadeira cobertura em direto e ao vivo. Já nessa época se vivia com muita intensidade a febre dos Ralis em Portugal.
Havia gente em todos os montes e serras, fosse a que hora fosse. Por mais ermo e deserto que fosse o local havia lá gente. Nos primeiros anos o que nos identificava perante os polícias era uma cartolina grossa, retangular, prensada (feita por nós) com a palavra PRESS a branco sobre fundo vermelho. Depois mandamos imprimir autocolantes com a identificação da emissora e programa. Havia um gravador portátil de cassetes e um par de auscultadores de estúdio para as entrevistas, à partida e à chegada, com uns fios esquisitos e uma ventosa que serviam para transmitir o som através do telefone. Reportagem na hora com meios improvisados e inventados por jovens como eu. Uma vida excitante para um adolescente que permitia contactar com os pilotos, organizadores, equipas de assistência, e as jovens atraídas para estes eventos. Que mais podia desejar? e ainda me pagavam para ter a voz na rádio. Foram, anos e anos sempre a correr, vividos intensamente entre ralis e treinos num velho Opel Kapitän 1958 ou num Volvo “Marreca” PV 544 de 1959, percorrendo tudo o que era estrada municipal ou caminho de cabras.
Opel Kapitän P II p Volvo “Marreca” PV544 Escort Lotus velho Estádio do Académico do Porto, numa das primeiras provas do nacional de iniciados 1971 creio que organizado pelo Vigorosa
Uma vez numa florestal, perto de Gondarém (à saída de Viana), saíra uma manada de vacas e quase que embatíamos num pelourinho. Raramente saímos da estrada. Exceção feita ao primeiro rali de iniciados que fizemos. Depois de partirmos de Santa Luzia (Viana do Castelo, de novo) embatemos fortemente contra um penedo. O motor ficou no lugar do pendura e a roda sobressalente veio para o meu lugar. O carro ficou com a frente desfeita. Eu tive leves equimoses e hematomas nas costas, devidamente tratados no hospital de Viana sem serem do conhecimento de ninguém. Tão abalado fiquei com o acidente que imaginei vir em sentido contrário, saí do carro a correr a cantarolar, sem razão aparente, “Corre Nina” do Paulo de Carvalho, para, logo a seguir, voltar ao carro e desligar o corta-corrente com medo de que deflagrasse um incêndio.
Voltando à Rádio Renascença e ao automobilismo, eu e os amigos íamos acompanhando ralis e outras provas de velocidade. As últimas, em cuja cobertura estive, foram os Circuitos de Vila Real e de Vila do Conde 1972, onde, com o Pedro Roriz, ajudara o já falecido José Fialho Gouveia na reportagem para a RTP. Ali tivéramos o, também já falecido, Adriano Cerqueira a ajudar a contar as voltas ao circuito. Sim, porque naquele tempo não se usavam computadores para contar as voltas. Havia cronómetros para calcular os tempos pois a organização não dispunha de meios para facultar tais dados durante a prova. O Adriano havia acabado de regressar de Angola onde fizera o serviço militar e estava desejoso de se meter no automobilismo. Mais tarde seria, durante décadas, a face do automobilismo na RTP e tive a oportunidade de voltar a trabalhar com ele no Circuito de Macau em 1981 e 1982.
Cenas a registar deste período de automobilismo para além das provas em que entrei com o amigo “Takatakata” (Ludgero Carvalho de Abreu) no seu BMC Mini 1000, num Cooper S 1300, ou no Ford Escort Cosworth Lotus 1600, existem muitas das quais irei deixar aqui estas: no Minho, na Serra da Cabreira tentei pedir a alguém que me deixasse utilizar o telefone fixo (não havia telemóveis naqueles dias), a resposta foi a de ser recebido com uma carga de tiros de caçadeira que mal nos deu tempo de correr para o carro em fuga apressada. Isso viria a dar-me a luminosa ideia de passarmos a ter telefones de campanha (telefones da tropa) instalados nas provas cronometradas (no início e fim dos troços) o que foi feito, pela primeira vez, nos ralis e provas de velocidade.
Passamos a ter um ascendente enorme sobre os restantes repórteres com o envio em tempo real dos resultados dos troços cronometrados. Foi a primeira vez, no mundo, que se procedeu assim. Ainda neste período (em 1970 ou 1971) no velho Estádio das Antas pusemos, pela primeira vez, um microfone sem fios dentro de um carro, enquanto o então campeão nacional (Francisco “Xico” Santos) dava as suas voltas à oval do estádio. Foi também a primeira vez no mundo que se utilizou um meio de transmissão radiofónica dum carro em prova, hoje banal com as câmaras de vídeo e imagem a serem colocadas em todos os pontos das pistas e nos carros. Talvez tenha sido a coisa mais inovadora que fiz em toda a vida.
Como penso já ter dito, comecei na rádio nos anos 60 e entrei em 1977 para a Rádio (ERM – Emissora de Radiodifusão de Macau) e isso ocupava-me mais algum do pouco tempo livre. Durante os primeiros meses escrevia, lia os noticiários e traduzia telexes (alguém se lembra do que eram?), muitas vezes em direto para poder transmitir as notícias mais recentes.
Também apresentava programas musicais após as horas de labuta na CEM. Depois, quando a RTP tomou conta da ERM e se passou a chamar Rádio 7 ou Rádio Macau (ao que hoje é apenas a TDM), os diretores acharam ser um perigo ter um francoatirador nas notícias e meteram-me a fazer programas musicais na área de produção e projetos especiais. Mal sonhavam que revolucionaria a forma como se fazia rádio. Os programas começaram a ser feitos para a faixa etária até então esquecida, dos 15 aos 25 anos, importando discos de Lisboa e da Austrália.
Depois, organizei concertos ao vivo e tardes de dança no hall de entrada da rádio, tendo conseguido que Rão Kyao estivesse lá a atuar uns meses. O sucesso era tanto que havia gritos histéricos ao passar pelo Liceu, como me recordaria (aquando do nosso reencontro no 15º colóquio em 2011) o meu jovem ajudante Ricardo Pinto que em 2011 era diretor do jornal Ponto Final e dono da Livraria Portuguesa de Macau. Os programas envolviam, pela primeira vez, a participação dos jovens ouvintes e satisfaziam os seus desejos musicais (até então totalmente arredados da estação local que transmitia música pirosa, a música pimba não fora inventada, própria de anciãos de uma qualquer aldeia, do Portugal profundo).
Antes do programa Pão com Manteiga que Carlos Cruz celebrizaria no continente português, inventei o meu programa, altamente controverso, “O Whisky e a Cola” com uma introdução de Bette Midler no filme “The Rose” e o separador musical do louco Alice Cooper “We are all crazy”. Era um programa de rock, reggae e de sátira. Pela primeira vez o reggae chegava ao Oriente. Um dia descobrimos que uma estação de Hong Kong nos gravava a música que passava pela idêntica ordem, pelo que nunca mais deixamos terminar nenhuma composição sem que a adulterássemos com falas a fim de evitar o plágio de reprodução. A sátira dirigia-se a assuntos de governação e de corrupção, sendo dados cognomes a personagens do governo e fazendo – sobre eles e elas – histórias interessantes. Os mais velhos e mais críticos da governação ouviam o programa às escondidas e enviavam mensagens (não havia SMS nem telemóveis) para que ninguém soubesse que ouviam.
Muitas foram as “charges” e piadas sobre a governação contornando a difícil área da sobrevivência. Para notícias mais importantes havia outro subterfúgio. Com efeito, desde que chegara, fizera amizade com os jornalistas Nick Griffin da HK TVB e do Ian Whiteley da ATV e usava-os sempre que precisava de mandar notícias sensíveis para fora de Macau. Ainda hoje guardo religiosamente uma declaração de trabalho como correspondente da Hong Kong TVB nesse período.
Um certo dia, fui a Hong Kong. Ao regressar nessa noite ao programa, improvisei sobre o nacionalismo das gentes de Macau que encontrei a fazer compras na vizinha colónia, falei dos passeios largos, de calçadas à portuguesa, e de outras coisas, quando o então Secretário do Governador (Gonçalo César de Sá, mais tarde, seria meu chefe e diretor da Lusa no Pacífico com sede no Japão) me telefona aflito por suspeitar que eu descobrira uma das maroscas das Obras Públicas.
Ele entendera, na minha sátira que eu tinha descoberto que os projetos aprovados pelas Obras Públicas aceitavam os prédios com uma determinada cércea, mas depois os donos das obras e os fiscais ganhavam milhões quando prolongavam a cércea, a partir do primeiro andar até ao limite exterior do passeio…ora bem, isto em prédios de 15 andares ou mais, ao preço do metro cúbico em Macau, era uma verdadeira mina de ouro que iriam cobrar a mais aos potenciais compradores.
Esta a história inventada que – afinal – era real…
Todos suspeitavam e insinuavam que eu estava por detrás das notícias, mas ninguém o podia provar, era óbvio que depois de aqueles dois estarem em Macau surgiam logo reportagens escaldantes, e como ficavam em minha casa, dois e dois facilmente somados eram quatro. Claro que sempre sustentei que ambos eram meus amigos e jornalistas e, que ficavam em minha casa, mas tinham as suas fontes locais até porque o Nick era fluente em cantonense pois vivia em Hong Kong desde bastante jovem. Assim se transmitiram muitas notícias que a censura local e o poder discricionário do governador de Macau tentavam silenciar. Tempos loucos de pouco dormir e muito trabalhar e folgar (Nota do Autor: folgar não significa fazer folgas, mas sim comprazer-se, divertir-se, tomar parte em folguedos).
e quando começou era assim na RÁDIO MACAU RTP TDM (eu estou na cabeceira da mesa mas não era eu a pagar e sim o Afonso Rato. Presen tes entre outros o falecido Adriano Cerqueira
O Indivíduo na sociedade e a sociedade no indivíduo: Ninguém se pensa sozinho
Não existe um “eu” puro fora do “nós”, nem um “nós” abstrato que dispense a interioridade pessoal.
Para tornar visível esta tensão e a sua fecundidade, recorro a duas figuras paradigmáticas do século XX e uma do século XIV: Rainer Maria Rilke, poeta da interioridade e do devir existencial, Dietrich Bonhoeffer, teólogo da responsabilidade comunitária e da ação histórica e Nuno Álvares Pereira, estratega militar português (1) que pode figurar como configuração exemplar e integradora dos dois.
Rilke e a primazia da interioridade vivida
Rilke escreve: “Não procures agora as respostas que não te podem ser dadas, porque não as podes viver. Trata-se de viver tudo. Vive agora as perguntas. Talvez então, sem te aperceberes, um dia vivas gradualmente a resposta.” E ainda: “Nunca se deve desesperar quando se perde algo, uma pessoa, uma alegria, uma felicidade; tudo volta ainda mais maravilhoso.”
Estas palavras condensam o núcleo do pensamento rilkeano expresso na vida como processo de maturação interior, em que o sentido não é imposto de fora, mas emerge da experiência vivida…
Rilke insere-se na tradição existencialista e na filosofia da vida, onde a autenticidade da experiência interior se torna critério supremo. “Viver as perguntas” significa aceitar que o sentido não se revela de modo abstrato ou imediato, mas se encarna lentamente na biografia…
A sociedade que habita o indivíduo limita a interioridade isolada
Uma crítica legítima ao pensamento de Rilke é a sua radical subjetividade. O foco quase exclusivo na interioridade corre o risco de obscurecer uma dimensão fundamental da existência: a sociedade vive no indivíduo e ao mesmo tempo o indivíduo vive na sociedade.
As nossas perguntas não nascem num vazio… A pergunta decisiva que Rilke não formula é: quem pode, de facto, “viver as perguntas”?…
Há sofrimentos que não se resolvem apenas por trabalho interior, porque não são apenas interiores.
Sem instituições, sem memória coletiva e sem tradição, o ser humano não se torna mais livre: regressa a um estado de imediatismo instintivo, vivendo num presente sem profundidade temporal. Rilke rejeitou dogmas e instituições, com razão em certos contextos, mas sem alguma forma de institucionalização simbólica, não há cultura, nem futuro, nem responsabilidade histórica.
Bonhoeffer: da interioridade à responsabilidade histórica
É aqui que o pensamento de Dietrich Bonhoeffer se torna decisivo. Ele escreve: «A glória final não é que o mundo seja julgado e condenado, mas que Cristo, através da sua cruz, que é também a cruz da comunidade, perdoe o mundo e faça a paz.»
À primeira vista, esta afirmação pode parecer resignada. Mas essa leitura dissolve-se quando se considera o contexto existencial de Bonhoeffer…
Ele não escreveu a partir de uma torre de marfim espiritual, nem a partir do espírito do tempo, mas do interior da resistência ativa ao regime nazi…
A “cruz da comunidade” não é símbolo de passividade, mas de solidariedade ativa…
Paz como acção criadora, não como capitulação
Para Bonhoeffer, “promover a paz” é uma tarefa profundamente activa. Não significa evitar conflitos, mas romper o ciclo da violência, da vingança e da humilhação moral. O pacificador não é neutro: ele paga o preço da reconciliação…
Uma espiritualidade que se refugia no interior ou se limita a julgamentos piedosos é uma traição ao real e à própria filosofia e mística cristã…
A aparente renúncia ao juízo condenatório não é fraqueza política, mas uma estratégia ética radical em que o objetivo não é destruir o adversário, mas restaurar a comunidade, o “shalom”, mesmo quando isso exige decisões duras…
Rilke e Bonhoeffer são duas faces de um mesmo processo humano
Rilke e Bonhoeffer não se opõem; complementam-se… Rilke trabalha o tempo interior da maturação e Bonhoeffer assume o tempo histórico da decisão.
Ambos rejeitam respostas fáceis e confiam em processos transformadores. Mas em Bonhoeffer esses processos são explicitamente orientados para a mudança social, para a justiça encarnada, para a paz construída, algo que contrasta fortemente com a política contemporânea, dominada pela lógica da polarização, da humilhação do adversário e da vitória simbólica…
Rilke à luz de Nuno Álvares Pereira como interioridade encarnada
Para que o pensamento de Rilke não permaneça suspenso numa interioridade sem corpo histórico, é fecundo colocá-lo em diálogo com uma espiritualidade que soube viver as perguntas no meio do conflito real. Aqui, a figura de São Nuno de Santa Maria (Nuno Álvares Pereira) revela-se exemplar…
A sua vida mostra que a verdadeira tensão formadora não é apenas entre o eu e a sociedade, mas entre o eu e o próprio ego.
Se Rilke nos convida a “viver as perguntas”, Nuno Álvares Pereira mostra como fazê-lo quando a vida não permite retirada, quando a decisão é urgente e o sofrimento coletivo é real.Ele não fugiu do mundo para se tornar santo; tornou-se santo atravessando o mundo, transfigurando por dentro aquilo que por fora parecia apenas violência, ambição ou identidade nacional…
Neste sentido, o “Santo Condestável” realiza aquilo que em Rilke permanece sobretudo como potencial: a integração entre trabalho interior e responsabilidade histórica… O egoísmo, a indiferença e a autossuficiência, inimigos silenciosos mais perigosos do que qualquer exército, são combatidos diariamente, até que neles floresça uma humanidade mais ampla e reconciliada. Isto é o que não se encontra nos políticos hodiernos e por isso a falta de humanismo, de coerência e de lógica política…
A sua passagem da espada ao hábito carmelita não foi uma fuga tardia, mas a consumação lógica de um caminho interior já vivido em plena ação. Ele prova que a santidade não é incompatível com a política, nem a fé com a lucidez histórica, desde que o centro da luta seja deslocado do inimigo exterior para a conversão do coração…
São Nuno é, assim, a resposta viva à crítica sociológica feita a Rilke: ele mostra que é possível viver as perguntas sem ignorar o sofrimento coletivo, e crescer interiormente sem abandonar a responsabilidade pelo destino comum.
Com Nuo Álvares Pereira compreende-se que a tensão entre o eu e o nós, entre o privado e o público, entre o sagrado e o profano, não é um problema a eliminar, mas é o lugar onde o Homem se forma, porque a identidade nasce da tensão, não da fuga…
O desafio contemporâneo não é escolher entre interioridade ou ação, mas integrá-las (Nuno torna-se exemplo de identidade, tensão e encarnação) … (Em pegadas do tempo encontra-se uma nota explicativa adequada a este resumo)
A FERIDA SOCIAL DA SOLIDÃO E O IMPERATIVO DE CRIAR LAÇOS
Há um paradoxo original na condição humana: nascemos sozinhos e morremos sozinhos, mas o greta da existência só ganha cor, calor e significado no cadinho do outro… A sua afirmação no mundo não é um monólogo, mas um diálogo permanente que espera uma resposta, um eco, um reconhecimento…
Sentir-se sozinho é, de facto, uma das experiências mais cruéis. Não é sinónimo de estar fisicamente só, porque muitas vezes habita os corredores apinhados de um escritório ou o lado vazio de uma cama partilhada…. Os dados, como o preocupante estudo alemão que aponta que seis em cada dez pessoas se sentem sós, são mais do que estatísticas; são o retrato de uma epidemia subjetiva numa sociedade carente…
Vivemos tempos em que o nosso chão se torna cada vez mais movediço. A globalização, com as suas luzes e sombras, retirou-nos muitas vezes o chão das comunidades estáveis, das praças onde todos se conheciam. As notícias de conflitos globais ecoam como um ruído de fundo ansioso. Muitos sentem-se como peças intercambiáveis numa engrenagem vasta e impessoal, onde a eficácia substitui a afetividade…
As comunidades, sejam religiosas, culturais ou de simples proximidade, são os antídotos naturais ao isolamento. É por isso que a ação do Estado e das instituições não pode limitar-se ao económico e ao funcional; deve investir ativamente na criação de espaços de encontro, de cultura viva e partilhada, de celebração do vínculo, durante todo o ano. Uma sociedade que não cultiva o seu espírito comunitário é uma sociedade que adoece coletivamente, tornando-se mais depressiva e fragmentada.
Contudo, a ponte para o outro não se constrói apenas de cima para baixo. Ela nasce dos gestos mínimos, da micropolítica da gentileza quotidiana. Fiquei profundamente comovido com um episódio simples: durante um passeio, ao executar discretamente um exercício de equilíbrio, um desconhecido de semblante alegre que passava perguntou-me: “Está tudo bem?”. Não era mais do que uma frase, uma nesga de atenção, mas continha um universo de reconhecimento. Naquele instante, deixei de ser uma figura anónima numa paisagem para me tornar um alguém. Admiro, com um certo sentimento de humildade, a etiqueta infalível dos cães que, ao cruzarem-se, se cheiram e se saúdam. Recordam-nos um protocolo básico de existência: a presença do outro merece um registo, um reconhecimento…
A biologia confirma a tragédia: o isolamento social crónico eleva os níveis de cortisol, a hormona do stress, abrindo caminho a doenças cardiovasculares e a um declínio geral do sistema imunitário…
Combate-se com a participação ativa, como, dançar, pertencer a um coro, fazer parte de um grupo de voluntários, cultivar uma amizade com a paciência com que se cultiva uma árvore. Sei bem como isto é difícil de praticar porque também eu não consigo praticar sempre muito do que aqui digo embora reconheça a sua importância…
Chegou a hora de um investimento coletivo na arte do encontro. De perguntar ao vizinho como está. De criar, com pequenos gestos, uma rede de luz que afaste a escuridão da solidão. Porque no fim, salvamo-nos uns aos outros, ou perecemos juntos, na mais dolorosa das separações, que é a que acontece estando lado a lado. Ninguém se realiza sozinho.
Quase todos sabem da minha inequívoca falta de jeito no campo das previsões, sejam Elias eleitorais ou futebolísticas, mas ao fim da primeira quinzena aterradora deste ano creio acertar quando disser que, a qualquer momento Trump vai deitar a mão à Gronelândia (não se sabe bem é como). E a UE que mandou meia dúzia de militares (37 no total: 1 RU, Países Baixos, 2 Noruega, 2 Finlândia, 3 Suécia, 13 Alemanha, 15 França) não vai fazer nada, a NATO precisava que os EUA dessem dinheiro para a NATO impedir a tomada da Gronelândia pelos EUA! A Dinamarca nada pode fazer e os habitantes locais ainda menos.
Podem acontecer três desfechos que inviabilizem esta previsão:
Os EUA entram em colapso (tipo guerra civil)
A 3ª Guerra Mundial formalmente toma conta do mundo
Trump desaparece da cena. Sei que as estatísticas dizem que os presidentes mais à esquerda são normalmente, as vítimas de tentativas de assassinato, mas neste caso justificava-se uma exceção.
A verdade tornou-se traição neste império de mentiras que são os EUA. Já não é época de desastres bíblicos, tipo as dez pragas do Egito ou os mais prosaicos castigos divinos sobre esse mentiroso compulsivo narcisista que se diz cristão (protestante).Há muitos que dizem que a Rússia tem um ficheiro comprometedor sobre ele e que o manipulam livremente. Em 12 de agosto de 2025, Alnur Mussayev, ex-chefe do Comité de Segurança Nacional do Cazaquistão, alegou que o presidente russo Vladimir Putin (há muitos anos) possui um arquivo abrangente sobre Donald J. Trump. Ele não sugeriu isso. Ele afirmou que inclui registos financeiros que mostram transações ilícitas relacionadas com contas pertencentes a Trump ou claramente associadas ao seu nome além de gravações: documentação em áudio e vídeo de crimes sexuais contra menores e atos de violência contra mulheres. O objetivo, segundo Mussayev, é estratégico: garantir que Trump permaneça alinhado com os interesses geopolíticos russos. Isso inclui minar a OTAN, desestabilizar a União Europeia e pressionar a Ucrânia a se render.
Piers Morgan (cuja carreira na TV se deve ao “Aprendiz”, programa de TV de Donald Trump), surgiu crítico “A Grã-Bretanha deveria recomprar os Estados Unidos. Afinal, eles já foram nossos, e isso aumentaria a nossa segurança no Atlântico Norte. Se não nos vender, presidente Trump, vamos impor tarifas aos EUA e a qualquer país que o apoiar na resistência a este excelente acordo. Justo?”
A história dos dois lobos é frequentemente atribuída ao folclore nativo americano. No entanto, parece ter na verdade origem num ministro cristão. Independentemente da fonte, geralmente é assim:
Um velho chefe Cherokee estava a ensinar o seu neto sobre a vida. Ele disse ao menino:
«Há uma luta a decorrer dentro de mim. É uma luta terrível, entre dois lobos. Um é sombrio — ele é raiva, inveja, tristeza, arrependimento, ganância, arrogância, autopiedade, culpa, ressentimento, inferioridade, mentiras, falso orgulho, superioridade e ego.»
Ele continuou: “O outro é claro — ele é alegria, paz, amor, esperança, serenidade, humildade, bondade, benevolência, empatia, generosidade, verdade, compaixão e fé. A mesma luta está acontecendo dentro de ti — e dentro de todas as outras pessoas também”.
O neto pensou por um minuto e então perguntou ao avô: “Qual lobo vai vencer?”
O velho Cherokee respondeu: “Aquele que eu alimentar”.
O Lobo Negro
O «lobo negro» representa as qualidades negativas que às vezes podem dominar a vida das pessoas. O chefe mencionou coisas como ganância, arrogância e ressentimento, entre outras. Mas o lobo negro pode representar qualquer traço ou característica (por exemplo, vingança, teimosia, ingratidão) que possa obscurecer o seu julgamento, prejudicar a sua saúde mental e afastá-lo de uma vida plena.
O Lobo da Luz
O «lobo da luz» representa o oposto — as qualidades positivas que as pessoas podem ter. Embora o chefe tenha mencionado algumas, como bondade, generosidade e humildade, temos muitos outros traços e características positivas (por exemplo, paciência, diligência, coragem) que podem não ser óbvios quando enfrentamos os desafios da vida. Este lobo pode parecer o mais fraco dos dois quando enfrenta situações difíceis, mas pode ser cultivado e fortalecido ao longo do tempo.
O poder da escolha
«Alimentar os lobos» tem a ver com as escolhas que faz. Cada pensamento, ação e reação alimenta o lobo negro ou o lobo claro. Por outras palavras, as escolhas diárias ajudam-no a negligenciar ou a cultivar características pessoais em si mesmo.
Todos têm uma mistura única de características pessoais. Alguns traços de personalidade podem parecer naturalmente mais dominantes ou naturais para si. Outras qualidades podem parecer mais fracas — embora o chefe Cherokee sugira que elas não são tão fracas, mas sim adormecidas, à espera que as desenvolva. É fácil cair em rotinas nas quais certos traços parecem controlar-nos, enquanto ignoramos outros que poderiam ser mais úteis. Mas, assim como na história dos Dois Lobos, você tem o poder de cultivar as qualidades que o aproximam dos seus valores e objetivos.
Escolher exatamente quais características cultivar nem sempre é fácil — especialmente quando se enfrenta stress ou emoções difíceis. No entanto, você pode moldar quem você é seguindo um processo de duas etapas: primeiro, decidir quais objetivos e valores na vida são mais importantes para você. Depois, uma vez que tenha decidido, pode fazer escolhas mais intencionais que se alinhem com esses valores — por exemplo, bondade, integridade, paciência ou coragem. Isso não significa rejeitar todas as suas características de «lobo negro», mas compreender quais características pessoais apoiarão a vida que deseja e quais podem estar a impedi-lo de avançar.
Como cultivar as qualidades que deseja
Uma maneira de fazer mudanças duradouras é concentrar-se nas características que se alinham com a sua visão de quem deseja se tornar. Vejamos um exemplo: imagine que deseja tornar-se um pai mais paciente porque valoriza a criação de um ambiente calmo e solidário para os seus filhos. Nesse caso, pode decidir concentrar-se em lidar com momentos frustrantes com compaixão, em vez de raiva em relação ao seu filho. Cada vez que escolhe a paciência em vez da irritação, está a cultivar ativamente essa qualidade. Com o tempo, ela se torna parte de quem é e vai perceber que está a viver de acordo com o seu objetivo de ser um pai ou mãe solidário.
Da mesma forma, se está a trabalhar para se tornar mais corajoso, pode se esforçar para falar mais no trabalho ou aceitar novos desafios, mesmo que eles o assustem. Ao sair da sua zona de conforto com esses pequenos passos, estará alimentando o «lobo da luz» da coragem, o que pode, em última análise, ajudá-lo a se sentir mais realizado e alinhado com os seus objetivos.
Fazer escolhas guiadas por qualidades positivas como paciência, perdão ou empatia, mesmo em interações menores, é uma forma de nutrir o seu «lobo da luz». Alimentar o lobo da luz é como fortalecer um músculo. Com o tempo, a sua capacidade de compaixão, paciência e compreensão cresce.
O lobo escuro torna-se mais fácil de controlar — não porque desaparece, mas porque o lobo claro ficou mais forte. Com o tempo, as decisões aparentemente pequenas que toma todos os dias não se tornam apenas hábitos — podem solidificar-se como parte da sua personalidade.
Quando investe em qualidades como gratidão, bondade e coragem, está a desenvolver a sua própria capacidade de lidar com o stress e os desafios de forma mais eficaz. Não se trata de forçar a positividade. Trata-se de criar hábitos que melhoram a sua resiliência mental ao longo do tempo.
Autorreflexão e conhecimento mais profundo
Muitas vezes, pode nem perceber qual lobo está a alimentar — o lobo negro ou o lobo branco. É aqui que a autorreflexão e a atenção plena entram em ação. Ao desacelerar e reservar um tempo para se perguntar: «O que cada lobo quer de mim agora?» e «Qual lobo quero alimentar agora?», pode se tornar mais consciente das suas escolhas e do impacto delas no seu bem-estar.
Essa prática de atenção plena ajuda-te a tomar decisões conscientes e intencionais sobre como responder às tuas emoções e pensamentos. Ao decidir deliberadamente qual lobo alimentar, podes capacitar-te para levar uma vida mais equilibrada e saudável.
The Story of the Two Wolves
The story of the Two Wolves is often attributed to Native American folklore. However, it seems to have actually originated from a Christian minister. Regardless of the source, it usually goes like this:
An old Cherokee chief was teaching his grandson about life. He told the boy:
“A fight is going on inside me. It is a terrible fight, and it is between two wolves. One is dark—he is anger, envy, sorrow, regret, greed, arrogance, self-pity, guilt, resentment, inferiority, lies, false pride, superiority, and ego.”
He continued, “The other is light—he is joy, peace, love, hope, serenity, humility, kindness, benevolence, empathy, generosity, truth, compassion, and faith. The same fight is going on inside you—and inside every other person, too.”
The grandson thought about it for a minute and then asked his grandfather: “Which wolf will win?”
The old Cherokee replied: “The one I feed.”
The Dark Wolf
The “dark wolf” represents the negative qualities that can sometimes dominate people’s lives. The chief mentioned things like greed, arrogance, and resentment, among others. But the dark wolf can represent any trait or characteristic (e.g., vindictiveness, stubbornness, ingratitude) that can cloud your judgment, harm your mental health, and lead you away from living a fulfilling life.
The Light Wolf
The “light wolf” represents the opposite – the positive qualities that people can have. Though the chief mentioned a few, such as kindness, generosity, and humility, we have many other positive traits and characteristics (e.g., patience, diligence, courage) that may not be obvious when we’re going through life’s challenges. This wolf might seem like the weaker of the two when you’re faced with difficult situations, but it can be nurtured and strengthened over time.
The Power of Choice
“Feeding the wolves” is about the choices you make. Every thought, action, and reaction feeds either the dark wolf or the light wolf. In other words, everyday choices help you either neglect or cultivate personal characteristics in yourself.
Everyone has a unique blend of personal characteristics. Some personality traits may naturally feel more dominant or natural for you. Other qualities may seem weaker — though the Cherokee chief would suggest that they aren’t weaker so much as lying dormant, waiting for you to develop them. It’s easy to fall into routines in which certain traits seem to control you while you ignore others that might serve you better. But, just like in the story of the Two Wolves, you have the power to nurture the qualities that bring you closer to your values and goals.
Choosing exactly which characteristics to cultivate isn’t always easy — especially when facing stress or difficult emotions. However, you can shape who you are by following a two-step process: first, deciding which goals and values in life matter the most to you. Then, once you’ve decided, you can more intentionally make choices that align with those values — for example, kindness, integrity, patience, or courage. This doesn’t mean rejecting all of your “dark wolf” traits but understanding which personal characteristics will support the life you want and which ones may be holding you back.
How To Cultivate the Qualities You Want
One way to make lasting changes is to focus on characteristics that align with your vision for who you want to become. Let’s look at an example: imagine you want to become a more patient parent because you value creating a calm, supportive environment for your children. In that case, you might decide to focus on handling frustrating moments with compassion rather than anger towards your child. Each time you choose patience over irritation, you’re actively cultivating that quality. Over time, it becomes part of who you are, and you’ll find yourself living in alignment with your goal of being a supportive parent.
Similarly, if you’re working toward becoming more courageous, you might push yourself to speak up more at work or take on new challenges even when they scare you. By stepping out of your comfort zone in these small ways, you’re feeding the “light wolf” of courage, which can ultimately help you feel more fulfilled and aligned with your goals.
Making choices guided by positive qualities like patience, forgiveness, or empathy, even in minor interactions, is a way of nurturing your “light wolf.” Feeding the light wolf is like strengthening a muscle. Over time, your capacity for compassion, patience, and understanding grows. The dark wolf becomes easier to manage—not because it disappears, but because the light wolf has grown stronger. Over time, the seemingly small everyday decisions you make don’t just become habits — they can be solidified as part of your personality.
The Link Between Mental Health and Positive Traits
When you invest in qualities like gratitude, kindness, and courage, you’re building up your own ability to handle stress and challenges more effectively. This isn’t about forcing positivity. It’s about creating habits that improve your mental resilience over time.
Self-Reflection and Deeper Knowing
Often, you may not even realize which wolf you’re feeding — the dark wolf or the light wolf. This is where self-reflection and mindfulness come into play. By slowing down and taking the time to ask yourself, “What does each wolf want from me right now?” and “Which wolf do I want to feed right now?” you can become more aware of your choices and their impact on your well-being.
This practice of mindfulness helps you make conscious, intentional decisions about how to respond to your emotions and thoughts. By deliberately deciding which wolf to feed, you can empower yourself to lead a more balanced and healthier life.
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