Entre filamentos brancos algo se agitava – assim concluiu Joaquim Amaral, então diretor da Escola Comercial e Industrial de Évora quando, em 2 de novembro de 1959, recolheu do solo uma porção de filamentos brancos que caíra sobre o centro da cidade e nele detetou algo microscópico e aparentemente vivo.
Era o começo de uma epopeia entre exaltações, negações e contradições no acanhado meio científico português em pleno regime censório do Estado Novo, com receios e prevenções veladas e que só mais tarde, em 1978, se viria a revelar no seu conteúdo original, que o citado docente teve a coragem de produzir mas nunca pôde publicar conforma planeava..por sugestão da hierarquia da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.
Hoje, justiça póstuma lhe seja feita, microbiólogos e investigadores da bioesfera prosseguem estudos pertinantes sobre a hipótese de existência de vida microscópica nas altas camadas da atmosfera terrestre.