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da escravidão perpétua CRÓNICA 198, 18.6.2018

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17.1. DA ESCRAVIDÃO PERPÉTUA, CRÓNICA 198, 18.6.2018

Por vezes acontecem ideias a meio da noite ou em sonhos de despertares súbitos. Foi o que sucedeu quando totalmente exsudado despertei e entendi a máquina que move os humanos. Lembrei-me de todas as civilizações existentes na História Moderna desde a Grécia a Roma e mais recentes civilizações. Entendi agora pontos mais obscuros da teoria dos multiversos, ou universos paralelos e tudo que há de comum em toda a História da Humanidade.

Locke é considerado pelos seus críticos como sendo “o último grande filósofo que procura justificar a escravidão absoluta e perpétua”. Ao mesmo tempo que dizia que todos os homens são iguais, Locke defendia a escravidão a exemplo de Aristóteles, que foi o primeiro a fazer um tratado político defendendo a escravidão. Na época, era uma prática comum, e isso classificaria Locke como um homem da época – o que não diminuiria a importância das suas ideias, revolucionárias em relação ao seu tempo.

A escravidão não é coisa do passado e de países pobres, e nunca foi tão lucrativa. O alerta vem do advogado, autor e ativista Siddharth Kara, um dos principais especialistas do mundo em tráfico de pessoas e escravidão, temas que estuda e leciona na Universidade de Harvard. “Nenhum país é imune e somos todos cúmplices. A escravidão permeia a economia global mais do que em qualquer momento do passado”, diz ele.

A estimativa é que a indústria da escravidão gere lucros de 150 bilIões de dólares por ano. Há 21 milhões de escravos no mundo, segundo a Organização Internacional do Trabalho. Nos últimos 17 anos, Kara entrevistou mais de 5 mil pessoas que estão ou estiveram nestas condições em mais de 50 países. Mas afinal de que escravidão falamos, pois existem tantas formas e variadas manifestações? Há uma forma generalizada e comum a quase todos: “Nunca ninguém foi verdadeiramente livre” por mais aparência de liberdade que existisse, como foi o caso das gerações que viveram entre 1960 e 2000, considerado, por alguns, o período em que mais liberdadezinhas tiveram os humanos no mundo ocidental.

Desde sempre sujeita a normas e convenções, com mais ou menos liberdade de opções, a humanidade esteve sempre sujeita aos desígnios da pequena minoria mandante que dita os moldes da escravidão de cada era, desde a fixação do trabalho, à remuneração, recompensas por bom comportamento dos súbditos, à existência ou não de tempos de lazer, desde que a engrenagem produtiva não seja afetada. Ninguém escapa, nem mesmo os que, pretensamente, vivem off-the-grid (fora da rede), pois continuam a necessitar de bens produzidos pelo sistema e o sistema de “barter”, troca direta, nem sempre é possível para aquisição do que precisam para viverem fora da rede. Isto é verdade em todas as ocupações e profissões e os desprovidos são os desempregados, sem-abrigo e outros que fugiram ao ciclo produtivo, com toda a liberdade de fazerem o que quiserem desde que seja gratuito, o que os limita a viverem à sombra da bananeira, nalguma ilha deserta e tropical, rica em produtos para a alimentação, vestuário e outras necessidades primárias. E todos sabemos que isto só é possível em literatura ou em casos, muito isolados. Os senhores do mundo, usam os instrumentos ao seu dispor desde a escravatura materialista das sociedades contemporâneas à religião, à contrainformação, aos espetáculos circenses que reproduzem a velha máxima romana de “política do pão e circo (panem et circenses) ” que vai dos mundiais de futebol, a desportos de massas, anestesiando as massas e dando fuga a sentimentos reprimidos.

Aborígenes australianos em cativeiro séc. XIX-XX.

Basta averiguar o mito das férias. Se estiver numa ocupação produtiva remunerada, provavelmente recebe um montante extra para gastar, caso contrário se viver, como eu, na Lomba da Maia, sem dinheiro extra nem carro, terá de ir a pé 4 km até à Praia da Viola e chamará a isso férias, ou aproveitará esse tempo livre para cuidar da casa, pintá-la, renová-la com o seu trabalho gratuito e chama a isso de férias. Se entrou num esquema de crédito ao consumo, nunca mais se libertará do ciclo vicioso de trabalhar para pagar ao banco o que pediu emprestado e os juros exorbitantes da invenção a que chamam dinheiro.

Em qualquer outra esfera da vida será o mesmo. Endividou-se para estudar, então trabalhe, explorado para reembolsar a banca, a mesma que não vai à falência e sobrevive explorando-o a si e aos dinheiros dos demais. Seria uma vida mais livre e menos escrava antes de se ter inventado o dinheiro? Não temos relatos fidedignos … Se depois desta curta resenha ainda pensa que não é um escravo, pense nos antepassados e imagine como será o futuro dos seus descendentes e verá como é apto o título desta crónica. E se pensa que os mandantes e donos disto tudo são livres desengane-se, sem os escravos perpétuos eles nada são e têm de se certificar constantemente de que há escravos suficientes para manterem o sistema a funcionar. Por mais oleado que o esquema esteja terão sempre de inventar novas normas e retribuições, fake news, para que a roda dentada da engrenagem continue a funcionar. E os poetas, sonhadores, escritores, enganam-se pensando que ao escreverem isto são livres, mas é só na realidade virtual da escrita que atingem esse modicum enganoso de liberdade.

QUEREM MATAR O HUMOR

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Escrevi há 11 anos: (CRÓNICA 49, PICO, 13 janeiro 2008)

“Ter humor é possuir a capacidade de perceber a discrepância entre duas realidades: entre os factos (brutos) e o sonho, entre as limitações do sistema e o poder da fantasia criadora. No humor ocorre um sentimento de alívio face às limitações da existência e até das próprias tragédias. O humor é sinal da transcendência do ser humano que sempre pode estar para além de qualquer situação. O humor é libertador. Por isso sorrir e ter humor sobre o que nos rodeia, sobre a violência com a qual a sociedade e as suas regras limitadoras nos pretendem submeter, é uma forma de nos opormos a ela. Somente aquele que é capaz de relativizar as coisas mais sérias, embora as assuma, pode ter bom humor. O maior inimigo do humor é o fundamentalista e o dogmático. Ninguém viu um terrorista sorrir ou um severo conservador cristão esboçar um sorriso. Geralmente são tão tristes como se fossem ao seu próprio enterro. Basta ver os seus rostos crispados. Como afirmava Nietzsche, “festejar é poder dizer: sejam bem-vindas todas as coisas”. Pela festa o ser humano rompe o ritmo monótono do quotidiano. Façamos uma festa…!

da próxima virão por si, virão buscá-lo

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Para se pensar !

Quando vieram ….
Quando vieram contra os negros,
eu não era negro e não fiz nada.
Quando vieram contra os favelados,
eu não era favelado, não fiz nada.
Quando vieram contra os homossexuais,
eu não era homossexual e não fiz nada.
Quando vieram contra as mulheres,
eu não era mulher e não fiz nada.
Quando vieram contra os analfabetos,
eu não era analfabeto, não fiz nada.
Quando vieram contra os pobres,
eu não era pobre e não fiz nada.
Quando vieram contra os aleijados,
eu não era aleijado e não fiz nada.
Quando vieram contra os outros,
o assunto não me dizia respeito e
não fiz nada.
Quando vieram contra mim,
ninguém me defendeu.
Quem não é vitima de discriminação e abuso
sempre pensará que o sofrimento do outro não é
grande coisa, que é exagero.
Alguns acham que discriminação
nem existe, que não existe discriminação contra
negros, contra mulheres, contra homossexuais,
aleijados, favelados, pobres…
Assim seguimos e fazemos todos os dias,
desprezamos ou diminuímos
o sofrimento alheio.
Não dando atenção à dor do outro nos
condenamos a sofrermos em silêncio, a
sofrermos sozinhos a nossa própria dor.
O preconceito só existe porque o silêncio
favorece os opressores.
Quem, acovardado, se omite,
concorda com o abuso.
Quem concorda com o abuso,
será abusado ouvindo o silêncio cúmplice dos
outros.
E tudo parece muito normal,
tão normal quanto sofrido e solitário.
Aquelas frases acima poderiam ser
reescritas assim?
Quando vieram contra os negros,
eu não era negro e não fiz nada e,
calado, também eu era contra os negros.
Quando vieram contra os homossexuais,
eu não era homossexual e não fiz nada e, calado,
também eu era contra os homossexuais.
Quando vieram contra as mulheres,
eu não era mulher e não fiz nada e,
calado, também eu era contra as mulheres.
Quando vieram contra os analfabetos, eu não era
analfabeto, não fiz nada e, calado, também eu era
contra os analfabetos.
Quando vieram contra os favelados, eu não era
favelado, não fiz nada e, calado, também eu era contra
os favelados.
Quando vieram contra os pobres, eu não era pobre
e não fiz nada e, calado, também eu era contra os
pobres.
Quando vieram contra os aleijados,
eu não era aleijado e não fiz nada e,
calado, também eu era contra os aleijados.
Quando vieram contra mim, ninguém me
defendeu, usaram o silêncio e a indiferença
para apoiar meus inimigos.
Uma lição a ser aprendida:
o que nos faz iguais é que somos, todos,
diferentes uns dos outros.
De onde vem o medo de ser diferente?
Do silêncio?

(Inspirado no documentário: “Olhos azuis” de Jane Elliott)

Porquê? Pense nisso.

 

in chronicaçores

10.12. DO ENSINO AO JORNALISMO, CRIAMOS UMA MASSA CINZENTA DE CARNEIROS AMESTRADOS crónica 47 novembro 2007

A IGNORÂNCIA MATA MAIS QUE A PESTE

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https://blog.lusofonias.net/wp-content/uploads/2020/06/CRÓNICA-342.-A-IGNORÂNCIA-MATA-MAIS-QUE-A-PESTE.pdf

CRÓNICA 342. A IGNORÂNCIA MATA MAIS QUE A PESTE 12.6.20

 

esta e anteriores crónicas em https://www.lusofonias.net/mais/as-ana-chronicas-acorianas.html

ABATER ESTÁTUAS DE ESCLAVAGISTAS E OUTROS É TAREFA FÁCIL, ELAS ESTÃO MUDAS E QUEDAS E NEM ESBOÇAM SEQUER OPOSIÇÃO.- mais difícil é apagar os atos de todos os esclavagistas ao longo dos séculos. Além de que, normalmente, os apeadores de estátuas são pessoas de elevado grau de ignorância, mandatados por um qualquer populista. Começam por estátuas, depois queimam livros, e exorcizam ideias, e quando menos se dá conta já um fascismo nazi se instalou.

É bem mais fácil apear estátuas que ideias. Ao destruir ou deitar abaixo uma estátua podemos estar a destruir um símbolo, mas os atos e consequências mantêm-se inalterados. Como estes vândalos são mais ignorantes que um primata, devem começar pelo século XX e destruir as estátuas de todos os grandes esclavagistas do povo HITLER, ESTALINE, LENINE, MAO, e mais umas dezenas deles por todo o mundo. Depois devem passar ao século XIX e fazer o mesmo, por aí atrás a todos os Impérios, pois nenhum império sobrevive sem escravos e são os escravos que fazem grandes s impérios. Os impérios africanos antes dos ocidentais terem lá chegado, eram mercados de venda de escravos, que encontraram um fértil mercado quando os ocidentais lá pareceram. Os corsários berberes aprisionavam cativos nas ilhas dos Acores para os venderem como escravos, devemos assim obliterar todos os berberes? Retrocedendo chegaremos ao Antigo Egito, depois da destruição de Constantinopla, da Biblioteca de Alexandria (que tem de ser destruída uma segunda vez), vamos destruindo ao Corão, a Bíblia, todos os livros sagrados de todas as religiões, todos os vestígios de escravatura até aos Sumérios e babilónios, aos Denisovan, Neandertal e seus antepassados. Aí sim, estará a obra completa e podemos voltar a ser símios, pois tanto quanto se sabe os símios nunca praticaram a escravatura. Completado o círculo recomecem a civilização de novo como símios, que a vossa capacidade intelectual é bem inferior à deles. A História serve para nos ensinar, não está aí para ser condenada. Condenar a História não irá resolver nada. Não se apaga o passado, e ao tentar apagar o passado não se corrige o presente, cada ato aconteceu numa determinada época fruto da mentalidade e das normas sociais de cada época. Tudo o que fazemos hoje, e é considerado aceitável e normal, implicava uma ida à fogueira da Inquisição ou ao cadafalso da Maria Antonieta. Ou à pira da Joana D’Arc, ou ao canibalismo das tribos ancestrais.

Esta ignorância que ora nos rodeia com estátuas apeadas vai matar muito mais que o Covid, a peste, ou qualquer outra praga bíblica e com esta fórmula de politicamente correto que tentam implantar não vai sobrar ninguém.

Chrys Chrystello, Jornalista, Membro Honorário Vitalício 297713 [Australian Journalists’ Association MEAA]

Diário dos Açores (desde 2018) Diário de Trás-os-Montes (desde 2005) e Tribuna das Ilhas (desde 2019)

viva o 6 de junho

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AÇORES E INDEPENDÊNCIA, CRÓNICA 186 – 22 OUT.º 2017

Imaginemos por um instante que os membros e simpatizantes da FLA – ACA eram um movimento generalizado, de largas camadas da sociedade, abarcando gente de todas as idades, em todas as ilhas, como em tempos idos da História recente já o foram.

Imaginemos que se fartaram da exploração colonial que os poderes de Lisboa e seus representantes na colónia há séculos exercem sobre os locais.

Imaginemos que o atual modelo de autonomia controlada, centralizada em Lisboa, constantemente torpedeada, ultrapassada e ignorada pelos “superiores interesses da Nação” estava – de facto – esgotado.

Imaginemos que tínhamos uma população culta e letrada, em vez da pequena elite dominante agarrada a pequenas mordomias como é o caso, com a vasta maioria mais interessada em manter privilégios de subsídios, em vez de trabalho, vítima da conspiração consumista que a manieta.

Imaginemos que a deriva europeia e a rápida islamização europeia estavam mais adiantadas e que a solidariedade para com o arquipélago se mantinha ao nível da esmola, enquanto o povo português (também ignorante e iletrado, mesmo com canudos e sendo doutores) continuava a pensar que devíamos largar os Açores e os açorianos, uns chulos que só sugam as riquezas de Portugal.

Imaginado este cenário se tivéssemos um líder – mais ou menos populista – capaz de catapultar a turbamulta (a malta como o outro lhe chamava) e fazia um referendo, vocês acreditam por um só instante que não éramos calados pela força bruta da repressão militar? Imaginado isto, voltemos à realidade.

Temos uma população apática e abúlica, uns tantos saudosistas e outros mais novos, sonhadores, mas a menos que haja uma revolução de mentes cataclísmica, seremos uma pequena elite libertária, sem representação nem força popular, uma franja da sociedade que nem chega a ser incómoda para o poder instituído. O povo açoriano não reúne as condições de se emancipar enquanto continuar pobre, iletrado, subsidiodependente, conformado, desapegado de uma consciência cívica (a consciência nacional açoriana), a quem o fogacho independentista de alguns intelectuais, escritores e outros, pouco e nada diz. Infelizmente é isto que temos e não mudará nos meus dias, embora se a Terra ainda existir, eu acredite piamente que, em futuro afastado e longínquo, nos sublevaremos e libertaremos do jugo colonial de Lisboa (quando o Belenenses tornar a ser campeão de futebol, por exemplo). Até lá continuemos a fazer o que não temos feito, educar as pessoas, alertá-las para esta escravatura silenciosa que as amolece e adormece, repetindo ciclos ancestrais de feudalismo encapotado, anestesiada pelas riquezas que o turismo vai trazendo sem se lembrar que basta a Ryanair ir à falência e o turismo morre….

25 abril 2012 já eu me queixava

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14.12. VIVA O 24 DE abril que este sim deveria ser feriado, não é? CRÓNICA 114 -24 abril 2012

Viva o 24 de abril que este sim deveria ser feriado, ainda não se lê nos jornais todos, mas ouve-se nas esquinas das ruas e nas mesas do café. Depois da censura económica, da autocensura e de todas as formas dissimuladas de censura, vão-se fazendo inquéritos, elege-se Salazar como a personalidade do século passado, mandam-se emigrar os jovens, promove-se o cinzentismo salazarista e tentam calar-se as vozes diferentes. Mais ano menos ano acaba-se com o feriado de 25 de abril que nada tem a ver já com o clima que se vive.

A revolução continua por fazer, a liberdade de expressão corre sérios riscos, agora que as outras liberdades se foram por causa da crise, o respeito pela diferença esbateu-se mais ainda, vamos tornar as massas ainda mais acinzentadas, uniformes e carneirenta por entre saudosismos (dantes era o sebastianismo, agora será o salazarismo salazarento.

Por entre uma telenovela, Fátima e futebol o povo nem dá conta de como o levam para novo redil. Há 38 anos deram a liberdade a Portugal e hoje no-la tiram.

Eu continuarei (quase sozinho) um homem do 25 de abril até que me calem, mas somos já muito poucos e menos ainda podem usar a voz. Hoje ainda me deixam escrever isto, mas por quanto tempo mais? Há seis anos publiquei no ChrónicAçores umas linhas em que prevenia e previa este status quo (ler crónica 87) Incrível é que após mais de cem anos dessa lição, ainda nos encontremos tão desamparados, inermes e submetidos aos caprichos da ruína moral dos poderes governantes, que vampirizam o erário, aniquilam as instituições, e deixam aos cidadãos os ossos roídos e o direito ao silêncio: porque a palavra, há muito se tornou inútil!

Agora, o politicamente correto ameaça o humor. A crise fará o resto e aí – sim – estarei definitivamente calado se não morrer antes. Só tivemos 38 anos de liberdade comparados com 48 de ditadura obscurantista, mas pouco temos a celebrar neste ano de 2012 em que nos querem fazer recuar aos anos 50 ou 60 do século passado, a História em marcha à ré. Este ano vou gritar que o 25 de abril devolveu um direito fundamental: o direito à livre expressão e esse é o último que ainda posso celebrar nesta data.

um-25-de-abril-amordaçado-nesta-prisao-sem-grades25 abril 2020 crónica 333

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acorianas.htmlhttps://blog.lusofonias.net/wp-content/uploads/2020/04/cronica-333-um-25-de-abril-amordaçado-nesta-prisao-sem-grades.pdf

 

 

COMENTÁRIO:

É neste abril de confinamento, de prisão sem grades… A Revolução dos Cravos no dia 25 de abril de 1974 continua viva, reverberando no tempo e no espaço… LIBERDADE! E foi a partir de um abraço dum oficial anticolonialista (Chrys Chrystello), que as coisas começariam a mudar… ao invés de utilizar armas, repressão, ódio e corrupção, Chrys se apropria da escrita poética reflexiva, com liberdade, arte e criatividade, para DESPERTAR mentes e corações.
Parabéns, Chrys!
Grande abraço, amigo.
Sérgio. sergioprosdocimo@gmail.com

esta e anteriores em https://www.lusofonias.net/mais/as-ana-chronicas-

esqueçam a economia e pensem na saúde..vai ficar mais caro se formos infetados

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Crónica 321…é a economia, estúpido, mas a saúde vem primeiro

esqueçam a economia e pensem na saúde..vai ficar mais caro se formos infetados

não devíamos permitir a acostagem dos navios de cruzeiros previstos este mês em Ponta Delgada a menos que tenham estado de quarentena 14 dias e depois de serem testados…penso eu que seria lógico fazer isto para prevenir..ou vamos permitir que um eventual infetado venha infetar toda a ilha???? os cruzeiros têm elevado risco….

copiemos Macau que vive do turismo e dos casinos e teve a coragem de fechar tudo por mais de duas semanas e evitar mais casos…. e para aqueles que protestam pois vivem do turismo lembro o que se passa na turística Itália com esta imagem

Todos dirão que não poderíamos viver sem o turismo, mas teremos de viver sem ele, logo que comecem os casos infeciosos nos Açores. Mais vale prevenir agora, redobrar os cuidados, a triagem, intensificar as campanhas de lavagem de mãos e demais medidas antes que alastre. A Itália com uma população envelhecida (a dos Açores também o é) está em 2º lugar no número de mortes, e tem mais recursos hospitalares do que nós nos Açores.

Aumentem a triagem nos aeroportos e barcos, e, se assim o entenderem, fechem os Açores como Macau se fechou por um tempo…era doloroso ver casinos e ruas vazios mas agora estão sem nenhum caso e só tiveram dez casos infetados.

Alarmismo? Exagero? Talvez, mas continuo a pensar que há momentos em que é preciso coragem e mais vale prevenir agora do que tentar remediar depois….Dizem os médicos de Itália que a maior parte dos casos necessita de aparelhos de ventilação assistida e não os temos cá, nem sei se haverá suficientes nos hospitais portugueses.

Deixem de pensar no dinheiro e no turismo, pois sem saúde nem dinheiro, nem turismo.

Chrys Chrystello, Jornalista, Membro Honorário Vitalício 297713 [Australian Journalists’ Association MEAA]

Diário dos Açores (desde 2018) Diário de Trás-os-Montes (desde 2005) e Tribuna das Ilhas (desde 2019)

 

 

será isto exagero em Macau, talvez, mas não tiveram mais nenhum caso….

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