Sobre CHRYS CHRYSTELLO

Chrys Chrystello jornalista, tradutor e presidente da direção da AICL

Ex-deputado do Chega suspeito de furtar malas no aeroporto acusado de 21 crimes. Mulher usou roupa e também foi acusada

Views: 4

https://www.cmjornal.pt/portugal/detalhe/ex-deputado-do-chega-suspeito-de-furtar-malas-no-aeroporto-acusado-de-21-crimes-mulher-usou-roupa-e-tambem-foi-acusada?utm_campaign=c-m-boa-tarde&utm_medium=email&utm_edition=202601080500&utm_source=newsletter

Miguel Arruda

 

https://www.cmjornal.pt/portugal/detalhe/ex-deputado-do-chega-suspeito-de-furtar-malas-no-aeroporto-acusado-de-21-crimes-mulher-usou-roupa-e-tambem-foi-acusada?utm_campaign=c-m-boa-tarde&utm_medium=email&utm_edition=202601080500&utm_source=newsletter

Vale do Ave Transportes já está em São Miguel para assinar contrato de concessão do serviço público rodoviário I Antena 1 Açores

Views: 7

Uma mudança histórica no transporte rodoviário em São Miguel. As três empresas que até agora operavam na ilha, perderam o concurso público e são substituídas pela Vale do Ave Transportes. Os responsáveis desta empresa já estão em São Miguel para assinar o contrato de concessão. Esperam arrancar com o serviço público no último trimestre deste […]

Source: Vale do Ave Transportes já está em São Miguel para assinar contrato de concessão do serviço público rodoviário I Antena 1 Açores

isto já não é incompetência é o programa do governo

Views: 11

Isto já não é incompetência. Isto é o programa do governo. Isto é a nova “normalidade”.
Quando o diretor do INEM vem dizer, com ar sério, que “há ambulâncias suficientes, elas é que não estavam disponíveis”, isto é fazer de nós todos parvos.
Há casas suficientes — não estão é disponíveis; há médicos suficientes — não estão é disponíveis; há creches suficientes — não estão é disponíveis; há dinheiro — não está é disponível para ti.
É o país do “há, mas não há para tí”
Tudo feito com agências de comunicação, cujo único trabalho é tapar a completa falência do governo, enquanto o país se afunda cada vez mais, cada vez pior, cada vez pior, cada vez pior.
Já repararam?
O governo desapareceu…ninguém sabe do governo. Jornalistas a correr atrás de ministros, microfone na mão, a perguntar quando se demitem? Isso era só no tempo de António Costa.
👉 Em cerca de 24 horas, há três mortos à espera de ajuda.
👉 O Expresso revelou que o Governo NÃO reativou o reforço de ambulâncias para este inverno, ao contrário do que foi feito noutros anos.
👉 A Liga dos Bombeiros Portugueses avisou várias vezes a ministra da Saúde.
👉 A resposta foi zero.
Não foi azar.
Foi uma decisão política, porque a ministra está a CUMPRIR O PROGRAMA DE NEGÓCIOS deste governo.
As vidas das pessoas são secundárias.
Tal como os aviões que ficaram em terra quando todos sabiam que iam haver incêndios, as ambulâncias ficaram nas garagens, mesmo com todos os alertas.
Desculpem, mas isto é gozar com os portugueses…só falta irem buscar o Ronaldo para tirar selfies dentro de uma ambulância.
E não se enganem, quem acha que isto é só incompetência está a ser ingénuo.
ISTO É O PROGRAMA DO GOVERNO.
Destruir o SNS para depois o oferecer aos privados. Destruir o INEM para depois contratualizar o socorro a empresas privadas.
Isto não é um governo, isto é uma banca de negócios de um lado e uma empresa de demolição do outro.
Enquanto isso, distraem-vos, com burcas, com imigrantes, com “insegurança” fabricada, com candidatos à presidência de direita avaliados por comentadores de direita, outdoors e grupinhos no Facebook.
Sabem o que temos “melhor” na saúde?
👉 Lucros dos privados da saúde.
👉 Hospitais de luxo com vista para o Tejo.
👉 Médicos e enfermeiros sugados do SNS para clínicas que atendem os mais ricos.
👉 Políticos avençados e campanhas financiadas pelos mesmos grupos de saúde.
Esta nova direita é isto, propaganda, desvio de culpas e destruição organizada do que ainda funcionava.
O que estava mal ficou catastrófico.
O que estava ainda a funcionar — como o INEM — está agora rebentado, exausto, em colapso.
E depois dizem: “isto é técnico”, “isto é normal”, “Isto não é novo.”
Não, não é novo. Mas nunca teve esta escala…e pior, nunca tivemos tão anestesiados a aceitar mortes como algo normal.
A lavagem cerebral foi assim tão grande? O ódio causou uma cegueira assim tão grande?
Uma coisa é alguém já ter levado um murro no passado. Outra é votarem num pugilista profissional para lhe dar um enxerto de pancada.
Imaginem um terço dos escândalos, mortes e falhas desta ministra no governo anterior. Imaginem isto durante uma pandemia. Imaginem isto num governo que vacinou o país, manteve serviços e empresas a funcionar e salvou milhares de vidas.
Até quando vamos fingir que isto é só incompetência e não um plano de negócios em execução?
Acham mesmo que é coincidência estarem a preparar o fim das ambulâncias no INEM?
Ainda não conhecem o guião?
destruir o público → criar caos → matar → apontar o dedo → privatizar.
E vocês — vocês que votaram nisto com medo de sharias, burcas, ciganos e indianos — foram apenas eleitores úteis.
Depois de votarem, depois de servirem o vosso propósito eleitoral, eles tratam da vossa “saúde” …
Esta é a nova sociedade hierárquica.
Os de cima cada vez mais ricos.
Os de baixo entretidos a culpar fantasmas.
Quando se vota sem perceber as causas dos problemas, acaba-se a votar no próprio problema.
Alguém com dois neurónios achava que políticas de direita iam melhorar serviços públicos?
Quantos TikToks pagos, quantos vídeos de ódio, quantas mentiras tiveram de consumir
para votarem com medo contra vocês próprios?
O que estava bem ficou mal e o que estava mal ficou catastrófico…e tudo continua anestesiado.
Eduardo Maltez Silva

May be an image of one or more people and text

Trilhos pedestres: Pagamento de salvamento e resgate poderá ser implementado nos Açores | RTP Açores

Views: 3

…Parlamentar de Política Geral.

Source: Trilhos pedestres: Pagamento de salvamento e resgate poderá ser implementado nos Açores | RTP Açores

SUÉCIA – 35 ºc NÃO É NORMAL

Views: 12

https://www.facebook.com/reel/25470105235965845

 

 

 

Marcel-Alina Zaharia

In Levi, finish Lappland we had yesterday also -40 d.g.celsius and our guide told us that this is totally normal for Lappland. 2 years ago we where in Finnland and Norway and it was up to -40 d.g.c. as well. So I do think this is normal there.
May be an image of ski slope

CASTELO DE PENAS RÓIAS um dos meus favoritos

Views: 4

CASTELO DE PENAS RÓIAS
Imagem: Vista do Castelo de Penas Róias, Portugal. Gravura, Duarte de Armas, “Livro das Fortalezas”, c. 1509, prancha 60.
O “Castelo de Penas Róias” localiza-se na povoação e freguesia de Penas Róias, concelho de Mogadouro, distrito de Bragança, em Portugal.
Antigo castelo da Ordem do Templo na região de Trás os Montes e Alto Douro, integrava, à época da constituição da nacionalidade portuguesa, juntamente com os de Algoso, Bragança, Miranda do Douro, Mogadouro, Outeiro de Miranda e Vimioso, o chamado núcleo duro do nordeste transmontano. Hoje compreendido na Área Turístico-Promocional de Montanhas, de seu sítio contempla-se a Igreja Matriz de Santa Maria de Azinhoso e, ao longe, Mogadouro.
O topónimo deriva de penha (penedo ou rochedo), sendo possível que Róia tenha derivado de “roja” (vermelha).
História
Antecedentes
Pouco se sabe acerca da primitiva ocupação humana desta área. Os testemunhos arqueológicos apontam uma ocupação proto-histórica do local, que poderá estar relacionada a um castro. À época da Invasão romana da Península Ibérica, encontrava-se abandonado.
O castelo medieval
À época da Reconquista cristã da península, a região foi inicialmente conquistada pelo reino de Leão.
Com a afirmação do reino de Portugal, diante do estabelecimento da capital em Coimbra, tornou-se imperativa a sua defesa ativa. Para esse fim, Afonso I de Portugal (1143-1185) delegou aos cavaleiros da Ordem do Templo o encargo de fortalecer os acessos a sul e a leste do rio Mondego, doando-lhes, a partir de 1145, diversos domínios como os de Mogadouro e outros, na região de Trás-os-Montes.
Os domínios de Penas Róias foram doados à Ordem logo em 1145 por Fernão Mendes de Bragança, “tenens” da Terra de Bragança, circunscrição na qual a localidade estava inserida. Essa época coincide com testemunhos arqueológicos da sua ocupação no século XII, ou um pouco antes, já ao final do XI, o que sugere, para alguns autores, a prévia existência de um reduto defensivo no local, fato que poderia ser atestado pelos vestígios de torreões de planta circular (típicos de estruturas leonesas na margem direita do rio Côa, nesse período) que subsistem nos vértices do castelo.
Em posse da Ordem, o castelo sofreu significativas alterações, entre as quais se destaca a construção de uma torre de menagem de planta em losango. Embora tradicionalmente se afirme a data de 1166 como a de início da construção do castelo, sob a direção do 4.º Grão-Mestre da Ordem, D. Gualdim Pais, a inscrição epigráfica na torre de menagem encontra-se bastante deteriorada. É possível, entretanto, ler-se a data como “Era 1210” (da Era Hispânica, correspondente ao ano de 1172 da Era Cristã) ou ainda “Era 1219” (correspondente a 1181). Francisco Manuel Alves (1940) e Cordeiro de Sousa (1948), pretenderam ler nela o nome de Gualdim Pais, o que não é plenamente verificável. De qualquer modo, os trabalhos contaram com o seu patrocínio direto, uma vez que a torre (e o castelo) inscreve-se no movimento maior de construção de castelos templários no país, todos assinalados por inscrições epigráficas e empreendidos por Gualdim Pais, como os de Almourol, Longroiva, Tomar e outros.
Sob o reinado de Sancho I de Portugal (1185-1211), empreendeu-se novo esforço de repovoamento da vila, que passou a sede de concelho, tendo recebido carta de foral em maio ou junho de 1187. Nesta fase, a Ordem deslocava a sua atuação mais para o sul, para a Beira Baixa, tendo recebido em agradecimento pelos seus serviços, os domínios de Idanha-a-Velha e de Monsanto em 1165 (os da primeira confirmados em 1197), e uma parcela, junto à Vila Velha de Ródão, em 1199. Em troca de Idanha-a-Velha, o soberano recebeu os castelos de Penas Róias e de Mogadouro (1197). Dois anos depois (1199), em troca da herdade de Azafa, o soberano recebeu da Ordem as igrejas de Mogadouro e de Penas Róias.
Posteriormente, sob o reinado de Afonso III de Portugal (1248-1279), nas Inquirições de 1258, faz-se alusão a Penas Róias e ao “tenens” de Bragança, D. Fernando Mendes de Bragança, que ocupou a tenência de Penas Róias entre 1128 e 1145, quando a doou aos Templários. A vila recebeu carta de foral, juntamente com Mogadouro, em 1272, foral esse confirmado a Penas Róias no ano seguinte (1273).
Diante da extinção da Ordem do Templo, Dinis I de Portugal (1279-1325) transferiu os domínios de Penas Róias para a Ordem de Cristo (1319), acreditando-se que tenham tido lugar trabalhos de recuperação e reforço das defesas à época, que estará na origem da configuração registada por Duarte de Armas no início do século XVI.
O domínio da povoação e seu castelo foram adquiridos por Álvaro Pires de Távora (1457), que também detinha a alcaidaria dos castelos de Mogadouro e de Miranda do Douro.
Sob o reinado de Manuel I de Portugal (1495-1521) o castelo e a povoação encontram-se figurados por Duarte de Armas no seu “Livro das Fortalezas” (c. 1509). O soberano outorgou o Foral Novo a Penas Róias em 1512.
Do século XVIII aos nossos dias
As “Memórias Paroquiais” (1758) referem que o castelo, a norte da vila, encontrava-se arruinado, com muros “de pedra de seixo bruto”, estando a torre, “de quatro esquinas”, ainda “bem segura e fabricada do mesmo seixo bruto” com paredes altas e porta “levantada mais de trinta palmos” com um letreiro ilegível.
No ano seguinte (1759), na sequência do processo dos Távora, a povoação passou para a Coroa.
Em 1836 registou-se a extinção do concelho e consequente declínio da povoação. Neste período, a população reaproveitou os materiais de construção do antigo castelo.
No início do século XX ainda eram visíveis alguns dos cubelos que integravam o castelo e a antiga cerca da vila, bem como de uma porta que ligava o castelo à povoação.
Com a cerca da vila de há muito desaparecida, o castelo encontra-se classificado como Monumento Nacional por Decreto n.º 34.452, publicado no Diário do Governo, I Série, n.º 59, de 20 de março de 1945.
Em 1977, quando se lavrava um terreno próximo, vieram à luz restos de colunas. A intervenção do poder público fez-se sentir entre 1977 e 1978, quando foram procedidos trabalhos de consolidação e reparos nas muralhas e na torre de menagem, a cargo da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN).
Em 1992 o imóvel foi afeto ao Instituto Português do Património Arquitetónico (IPPAR), pelo Decreto-lei nº 106F/92, publicado no Diário da República, I Série A, nº 126, em 1 de junho de 1992.
Em 2007-2008, no âmbito de uma candidatura apresentada pelo IPPAR ao programa comunitário InterregIIIA, foi desenvolvido um projeto de valorização que incluiu intervenções de conservação e restauro da torre de menagem e dos restos das muralhas do castelo.
Atualmente são visíveis apenas uma torre (fechada ao público) e os vestígios de antigas muralhas e cubelos medievais.
Características
Castelo roqueiro, na cota de 719 metros acima do nível do mar, foi erguido em estilo românico, tendo as suas muralhas sido reforçadas por quatro cubelos (dois facetados e dois cilíndricos). O material em que foi construído assemelha-se ao do Castelo de Algoso.
Ao centro da praça de armas ergue-se a torre de menagem, de planta em losango com lados de dimensões variáveis – entre 7 e 8 metros de largura -, de muros espessos, em aparelho simples de xisto quartzítico, argamassado. Internamente era dividida em três pavimentos. Nos alçados leste e sul, rasgam-se janelas em cantaria. A oeste rasga-se a única porta, retangular, a cerca de três metros de altura, também em cantaria. Era primitivamente acedida por uma escada de madeira, amovível. No lintel, inscreve-se a cruz pátea templária e uma inscrição epigráfica, muito erodida, onde de lê: “INCIPIUNT FUNDAMENTO CASTELO DE PENA ROIAS […] MENSE[(?)] ERA MªCCªXª[…] [ano de 1172] TEMPORE REGE [ALFONSO] […]”. (BARROCA, Mário Jorge. “Epigrafia Medieval Portuguesa (862-1422), vol. II”. Porto: Fundação Calouste Gulbenkian, 2000. pp. 376-379)
Próximo a esta torre encontram-se os restos de um dos cubelos cilíndricos que integravam o castelejo. Subsistem ainda alguns troços da sua muralha, a leste.
Finalmente, um recinto murado de maiores dimensões correspondia a uma zona de habitação, atividades artesanais e currais de gado.
in:fortalezas.org
chryschrystello escreveu em chronicaçores
Lembrava-me dos fraguedos de Penas Roias (onde fora pela primeira vez em 1962), e da famosa arca do cura dessa aldeia esquecida, aonde só regressaria no conforto do alcatrão em 2003 ou 4.

No velho caminho medieval que vai para Penas Roias, logo à saída do Azinhoso, ainda existe um local chamado “Pelames”, onde os peleiros do Azinhoso curtiam as peles.
No velho caminho medieval que vai para Penas Roias, logo à saída do Azinhoso, ainda existe um local chamado “Pelames”, onde os peleiros do Azinhoso curtiam as peles.
O castelo de Penas Roias é roqueiro, anterior à nacionalidade, no tempo de D. Afonso Henriques era Fernão Mendes, o Braganção tenens da Terra de Bragança, em 1145, e o doou aos Templários . No lintel a cruz pátea templária: “Gualdim Pais, mestre geral dos Templários, mandou fazer o castelo de Pena Roia.”. A torre de menagem é de 1172. É possível ler-se a data “Era 1210” Era Hispânica, 1172 Era Cristã ou Era 1219 (1181)”. Já existiria um reduto defensivo, pois não se justificaria a doação aos Templários. Têm relevância os torreões de planta circular, nos vértices do castelo, incomuns na arquitetura militar medieval (que optou por torres de planta quadrangular) mais ligados à realidade leonesa. Com D. Sancho I (1185-1211), empreendeu-se o repovoamento e passou a sede de Concelho. Posteriormente, D. Afonso III (1248-1279), a vila encontra-se referida nas Inquirições de 1258, tendo recebido Carta de Foral, com Mogadouro, em 1272, renovado em 1273. Com a extinção da Ordem, D. Dinis transferiu-o para a Ordem de Cristo (1319). D. Manuel I (1495-1521) concedeu-lhe Foral Novo (1512). Posteriormente foi dada aos Távoras. Teve muralha, por Duarte d’Armas no início do séc. XVI. Em 1758 estava em avançado estado de ruína, hoje uma torre alcantilada, de planta quadrangular, de aparelho simples à base de xisto quartzítico com argamassa. A estrutura frágil da torre não permite o acesso. Perto, uma pequena torre circular..
No início de 1960 ainda não havia estrada, apenas um caminho de burros pelo meio do fraguedo, serra acima e nem se pensava sequer na mais recente barragem de Bastelos que está aos seus pés. Por isso entramos no jipe do meu primo médico, Zeca, e com o primo Carlos Alberto e o meu pai, um pouco temerosos, que eles não eram para grandes aventuras motorizadas, lá fomos atravessando a Ribeira de Bastelos, e por entre montes e rochas despidas de vegetação se subiu o fraguedo que se erguia a pique nos socalcos do velho castelo.
Passava-se pela velha ponte romana ou templária entre Azinhoso e Penas Roias, monumento completamente ao abandono até se chegar à “fonte da Vila” interessante de grande antiguidade com figuras antropomórficas, que hoje também demonstra enorme desprezo. As silvas e arbustos que lhe crescem na cobertura estão lá para o provar. A certa altura o jipe aberto voltou-se (capotou) e tivemos de saltar para não ficarmos debaixo. Lá o endireitamos e voltamos a subir ao castelo onde o senhor padre, numa habitação ao lado do mesmo, nos ofereceu da sua bem recheada arca em madeira, uns ricos chouriços com pão de centeio e bom vinho da região. Jamais esqueci esta aventura que me marcou para eu fazer viagens semelhantes para o resto da vida. O salpicão era mesmo bom e o chouriço… Em 2008 tive a oportunidade de contar esta mítica viagem histórica a um filho desse primo Zeca (que não conhecia pois não o via desde miúdo e aqui esteve colocado na PSP no Nordeste).

 

CASTELO DE PENAS RÓIAS
Imagem: Vista do Castelo de Penas Róias, Portugal. Gravura, Duarte de Armas, “Livro das Fortalezas”, c. 1509, prancha 60.
O “Castelo de Penas Róias” localiza-se na povoação e freguesia de Penas Róias, concelho de Mogadouro, distrito de Bragança, em Portugal.
Antigo castelo da Ordem do Templo na região de Trás os Montes e Alto Douro, integrava, à época da constituição da nacionalidade portuguesa, juntamente com os de Algoso, Bragança, Miranda do Douro, Mogadouro, Outeiro de Miranda e Vimioso, o chamado núcleo duro do nordeste transmontano. Hoje compreendido na Área Turístico-Promocional de Montanhas, de seu sítio contempla-se a Igreja Matriz de Santa Maria de Azinhoso e, ao longe, Mogadouro.
O topónimo deriva de penha (penedo ou rochedo), sendo possível que Róia tenha derivado de “roja” (vermelha).
História
Antecedentes
Pouco se sabe acerca da primitiva ocupação humana desta área. Os testemunhos arqueológicos apontam uma ocupação proto-histórica do local, que poderá estar relacionada a um castro. À época da Invasão romana da Península Ibérica, encontrava-se abandonado.
O castelo medieval
À época da Reconquista cristã da península, a região foi inicialmente conquistada pelo reino de Leão.
Com a afirmação do reino de Portugal, diante do estabelecimento da capital em Coimbra, tornou-se imperativa a sua defesa ativa. Para esse fim, Afonso I de Portugal (1143-1185) delegou aos cavaleiros da Ordem do Templo o encargo de fortalecer os acessos a sul e a leste do rio Mondego, doando-lhes, a partir de 1145, diversos domínios como os de Mogadouro e outros, na região de Trás-os-Montes.
Os domínios de Penas Róias foram doados à Ordem logo em 1145 por Fernão Mendes de Bragança, “tenens” da Terra de Bragança, circunscrição na qual a localidade estava inserida. Essa época coincide com testemunhos arqueológicos da sua ocupação no século XII, ou um pouco antes, já ao final do XI, o que sugere, para alguns autores, a prévia existência de um reduto defensivo no local, fato que poderia ser atestado pelos vestígios de torreões de planta circular (típicos de estruturas leonesas na margem direita do rio Côa, nesse período) que subsistem nos vértices do castelo.
Em posse da Ordem, o castelo sofreu significativas alterações, entre as quais se destaca a construção de uma torre de menagem de planta em losango. Embora tradicionalmente se afirme a data de 1166 como a de início da construção do castelo, sob a direção do 4.º Grão-Mestre da Ordem, D. Gualdim Pais, a inscrição epigráfica na torre de menagem encontra-se bastante deteriorada. É possível, entretanto, ler-se a data como “Era 1210” (da Era Hispânica, correspondente ao ano de 1172 da Era Cristã) ou ainda “Era 1219” (correspondente a 1181). Francisco Manuel Alves (1940) e Cordeiro de Sousa (1948), pretenderam ler nela o nome de Gualdim Pais, o que não é plenamente verificável. De qualquer modo, os trabalhos contaram com o seu patrocínio direto, uma vez que a torre (e o castelo) inscreve-se no movimento maior de construção de castelos templários no país, todos assinalados por inscrições epigráficas e empreendidos por Gualdim Pais, como os de Almourol, Longroiva, Tomar e outros.
Sob o reinado de Sancho I de Portugal (1185-1211), empreendeu-se novo esforço de repovoamento da vila, que passou a sede de concelho, tendo recebido carta de foral em maio ou junho de 1187. Nesta fase, a Ordem deslocava a sua atuação mais para o sul, para a Beira Baixa, tendo recebido em agradecimento pelos seus serviços, os domínios de Idanha-a-Velha e de Monsanto em 1165 (os da primeira confirmados em 1197), e uma parcela, junto à Vila Velha de Ródão, em 1199. Em troca de Idanha-a-Velha, o soberano recebeu os castelos de Penas Róias e de Mogadouro (1197). Dois anos depois (1199), em troca da herdade de Azafa, o soberano recebeu da Ordem as igrejas de Mogadouro e de Penas Róias.
Posteriormente, sob o reinado de Afonso III de Portugal (1248-1279), nas Inquirições de 1258, faz-se alusão a Penas Róias e ao “tenens” de Bragança, D. Fernando Mendes de Bragança, que ocupou a tenência de Penas Róias entre 1128 e 1145, quando a doou aos Templários. A vila recebeu carta de foral, juntamente com Mogadouro, em 1272, foral esse confirmado a Penas Róias no ano seguinte (1273).
Diante da extinção da Ordem do Templo, Dinis I de Portugal (1279-1325) transferiu os domínios de Penas Róias para a Ordem de Cristo (1319), acreditando-se que tenham tido lugar trabalhos de recuperação e reforço das defesas à época, que estará na origem da configuração registada por Duarte de Armas no início do século XVI.
O domínio da povoação e seu castelo foram adquiridos por Álvaro Pires de Távora (1457), que também detinha a alcaidaria dos castelos de Mogadouro e de Miranda do Douro.
Sob o reinado de Manuel I de Portugal (1495-1521) o castelo e a povoação encontram-se figurados por Duarte de Armas no seu “Livro das Fortalezas” (c. 1509). O soberano outorgou o Foral Novo a Penas Róias em 1512.
Do século XVIII aos nossos dias
As “Memórias Paroquiais” (1758) referem que o castelo, a norte da vila, encontrava-se arruinado, com muros “de pedra de seixo bruto”, estando a torre, “de quatro esquinas”, ainda “bem segura e fabricada do mesmo seixo bruto” com paredes altas e porta “levantada mais de trinta palmos” com um letreiro ilegível.
No ano seguinte (1759), na sequência do processo dos Távora, a povoação passou para a Coroa.
Em 1836 registou-se a extinção do concelho e consequente declínio da povoação. Neste período, a população reaproveitou os materiais de construção do antigo castelo.
No início do século XX ainda eram visíveis alguns dos cubelos que integravam o castelo e a antiga cerca da vila, bem como de uma porta que ligava o castelo à povoação.
Com a cerca da vila de há muito desaparecida, o castelo encontra-se classificado como Monumento Nacional por Decreto n.º 34.452, publicado no Diário do Governo, I Série, n.º 59, de 20 de março de 1945.
Em 1977, quando se lavrava um terreno próximo, vieram à luz restos de colunas. A intervenção do poder público fez-se sentir entre 1977 e 1978, quando foram procedidos trabalhos de consolidação e reparos nas muralhas e na torre de menagem, a cargo da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN).
Em 1992 o imóvel foi afeto ao Instituto Português do Património Arquitetónico (IPPAR), pelo Decreto-lei nº 106F/92, publicado no Diário da República, I Série A, nº 126, em 1 de junho de 1992.
Em 2007-2008, no âmbito de uma candidatura apresentada pelo IPPAR ao programa comunitário Interreg IIIA, foi desenvolvido um projeto de valorização que incluiu intervenções de conservação e restauro da torre de menagem e dos restos das muralhas do castelo.
Atualmente são visíveis apenas uma torre (fechada ao público) e os vestígios de antigas muralhas e cubelos medievais.
Características
Castelo roqueiro, na cota de 719 metros acima do nível do mar, foi erguido em estilo românico, tendo as suas muralhas sido reforçadas por quatro cubelos (dois facetados e dois cilíndricos). O material em que foi construído assemelha-se ao do Castelo de Algoso.
Ao centro da praça de armas ergue-se a torre de menagem, de planta em losango com lados de dimensões variáveis – entre 7 e 8 metros de largura -, de muros espessos, em aparelho simples de xisto quartzítico, argamassado. Internamente era dividida em três pavimentos. Nos alçados leste e sul, rasgam-se janelas em cantaria. A oeste rasga-se a única porta, retangular, a cerca de três metros de altura, também em cantaria. Era primitivamente acedida por uma escada de madeira, amovível. No lintel, inscreve-se a cruz pátea templária e uma inscrição epigráfica, muito erodida, onde de lê: “INCIPIUNT FUNDAMENTO CASTELO DE PENA ROIAS […] MENSE[(?)] ERA Mª CCª Xª[…] [ano de 1172] TEMPORE REGE [ALFONSO] […]”. (BARROCA, Mário Jorge. “Epigrafia Medieval Portuguesa (862-1422), vol. II”. Porto: Fundação Calouste Gulbenkian, 2000. pp. 376-379)
Próximo a esta torre encontram-se os restos de um dos cubelos cilíndricos que integravam o castelejo. Subsistem ainda alguns troços da sua muralha, a leste.
Finalmente, um recinto murado de maiores dimensões correspondia a uma zona de habitação, atividades artesanais e currais de gado.
in:fortalezas.org