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erros clamorosos: horário de abertura 07.30???, segurança da junta???, a estrada fica metros acima, tem uma escadaria os carros da PSP não podiam estar ali, a imagem da árvore é de há muitos meses…..o texto está em PT Brasil (anônima???)

Junta da Freguesia da Lomba da Maia invadida e tomada por grupo armado local
Açores, Lomba da Maia — 18 de agosto de 2026, 09h45
A pacata freguesia da Lomba da Maia, no concelho da Ribeira Grande, ilha de São Miguel, foi esta manhã palco de uma ação que as autoridades já classificam como “ato terrorista”. Um grupo armado, autodenominado “Frente Autónoma dos Açores”, invadiu e tomou o edifício da Junta de Freguesia por volta das 07h30, mantendo três funcionários e o presidente da autarquia como reféns.
A pacata freguesia da Lomba da Maia, no concelho da Ribeira Grande, ilha de São Miguel, foi esta manhã palco de uma ação que as autoridades já classificam como “ato terrorista”. Um grupo armado, autodenominado “Frente Autónoma dos Açores”, invadiu e tomou o edifício da Junta de Freguesia por volta das 07h30, mantendo três funcionários e o presidente da autarquia como reféns.
Segundo testemunhas no local, cerca de seis indivíduos encapuzados e com armas de caça entraram pela porta principal momentos após a abertura dos serviços, rendendo o segurança privado que se encontrava no átrio. O grupo terá disparado dois tiros para o ar antes de anunciar, através de megafone, a “ocupação simbólica do poder local”.
“Foi um momento de pânico. Ouvimos os tiros e escondemo-nos atrás dos balcões. Eles gritavam palavras de ordem sobre a autonomia e a gestão dos fundos comunitários”, relatou uma funcionária que conseguiu escapar por uma porta lateral.
As exigências do grupo, divulgadas através de uma conta anônima nas redes sociais, incluem a “demissão imediata do executivo da Junta”, a “devolução das taxas cobradas nos últimos cinco anos” e a “criação de um conselho popular de gestão da freguesia”. O comunicado termina com a frase: “O poder local pertence ao povo, não aos burocratas.”
O Comando Regional da PSP dos Açores montou um perímetro de segurança num raio de 300 metros em redor do edifício, tendo sido mobilizada a Unidade Especial de Polícia. As estradas de acesso à Lomba da Maia foram cortadas, e a população foi aconselhada a permanecer em casa.
“Estamos a acompanhar a situação em tempo real. Foi ativado o plano de contingência para incidentes com reféns. A prioridade é a segurança de todos os envolvidos”, afirmou o comandante regional da PSP, subintendente Ricardo Tavares, em conferência de imprensa improvisada junto ao local.
O presidente da Junta de Freguesia, Marco Ponte, encontra-se entre os reféns. Em contacto telefónico com uma estação de rádio local, antes de ter o telemóvel confiscado, Ponte descreveu a situação como “calma, mas tensa”. “Estão a tratar-nos com respeito. Dizem que não querem fazer mal a ninguém, apenas chamar a atenção para o abandono das freguesias rurais”, afirmou.
O Governo Regional dos Açores já reagiu. O presidente dos Açores do executivo, Carlos Bolieiro, condenou “veementemente” a ação, classificando-a como “um ataque inaceitável à democracia e à autonomia”. “Os Açores são uma região de paz. Não toleraremos qualquer tentativa de subverter a ordem constitucional, venha de onde vier”, declarou.
A GNR e a Polícia Judiciária foram chamadas ao local, e a Procuradoria-Geral da República abriu um inquérito por terrorismo, sequestro e detenção de arma proibida. Segundo fontes judiciais, os líderes do grupo poderão ter ligações a movimentos contestatários locais, mas sem histórico de violência conhecido.
Entretanto, nas redes sociais, multiplicam-se mensagens de solidariedade com os reféns e apelos à calma. A Junta de Freguesia da Lomba da Maia é um dos edifícios mais antigos da localidade, tendo sido inaugurado em 1962. A freguesia tem cerca de 1.200 habitantes e vive essencialmente da agricultura e do pequeno comércio.
A situação permanece em desenvolvimento. As autoridades não adiantaram prazos para uma eventual negociação, mas garantem que “todos os cenários estão em cima da mesa”.