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Arquivo mensal: Fevereiro 2023
nem houve sismo e caiu
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Infelizmente, nem precisamos de sismos para aferir a excelente qualidade das nossas construções…
Foto: Tomás Cunha
Cantina da Universidade de Coimbra

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há mais de cem anos que as flores são um tormento
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“Visitada mensalmente pelo vapor da carreira insulana, que, em muitas occasiões, apenas consegue lançar em terra as malas sem poder descarregar os generos de primeira necessidade que conduz, com grave prejuizo dos habitantes, e por alguns navios que fazem commercio entre os Açôres e os Estados Unidos, sem comtudo encontrarem um porto seguro de descarga; esta ilha [das Flores] pode bem dizer-se abandonada aos seus proprios recursos e julgada insusceptivel d’outra exploração que não seja a da emigração para a America, que ameaça despovoal-a roubando aos trabalhos do campo seus melhores braços.”
“Glórias e Primores de Portugal” , 10 Junho de 1891.
Guilherme Read Cabral, Commendador da ordem de Christo e Cavalleiro da Torre e Espada, para a sua Alteza Real o Senhor D. Carlos.
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ChatGPT
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« (…) O ChatGPT não é nem inteligente, nem artificial, é concentração de trabalho vivo em trabalho morto num mundo de zombies. Ou seja, ele é o que os seres humanos põem lá, se os seres humanos que lá põem alguma coisa são cada vez menos, o ChatGPT vai-nos oferecer o que já temos hoje mas numa escala maior: todos os canais de TV são iguais, os jornais têm textos idênticos, os prédios são iguais, a roupa é igual, as casas são decoradas da mesma forma, a música é igual.
Por isso a grande questão revolucionária é e sempre foi a mesma — como construir uma sociedade onde o trabalho é emancipado e não padronizado. (…)»
Estou tranquila com o ChatGPT. Já explicarei porquê, no fim. Primeiro o horror e o pavor. O ChatGPT é a divisão sócio-técnica do trabalho que caracteriza o capitalismo (parcelar em tarefas simples o trabalho, para aumentar a quantidade produzida) a chegar às letras e à criação artística, que deixará de ser letras e arte, passará a ser standartizada. Em vez de mais gente a saber escrever vamos ter menos gente a saber escrever e a maioria dos textos e desenhos vão ser todos iguais. Professores, jornalistas, escritores, guionistas, tradutores, designers, arquitectos, todos a serem substituídos por máquinas.
No século XIX um sapateiro tinha uma oficina com centenas (sim, podia ser mais de uma centena) de instrumentos para fazer sapatos, era um artista. Cada sapato era uma obra, de alta qualidade, feita para aquele pé. Foi substituído por um designer que faz sapatos e milhões de operários que operam: colocam solas, cosem, colam, cortam, cada um faz a sua tarefa, estupidificante, de forma repetitiva. São de má qualidade e duram pouco mas são triliões de sapatos. Porque as máquinas que os fazem nunca conseguiram fazer melhor do que uma obra de um artista/sapateiro. A maioria dos operários de sapatos hoje não faz a mais pequena ideia de como se faz um sapato. Em breve assim será com os designers, não saberão desenhar. Porque agora este rumo chegou aos textos.
Mas não foi de agora: escrever e ler, que são a mesma actividade, exige uma educação intelectual exigente, que desenvolve o nosso cérebro e uma autodisciplina muito difícil de adquirir – tem sido substituída nas ultimas 3 décadas pelo empobrecimento dos currículos na escola, substituição da leitura pelo ecrã, substituição do ensino lento e complexo da leitura pelo ensino repetitivo de pequenos textos; substituição do jornalismo por corta e cola; temos hoje teses de mestrado que antigamente eram trabalhos de disciplina; quilos de livros vazios; séries cujos guiões se repetem ad nauseum; professores que se limitam a repetir o que está no manual, cada vez mais fácil e repetitivo; agora com os telemóveis basta mandar um emoticon. É por isso que quando lemos os textos do ChatGPT aquilo nem parece mau – aquilo repete o mau que estava a ser feito há décadas. O ChatGPT vai fazer milhões de textos iguais, como os móveis da Ikea, e a roupa made in China.
Porque não tenho grande angustia? Digamos que eu tenho com o capitalismo uma relação pacífica – é um sistema paranóico, irracional, de criar infelizes, que gera o seu antagonista, a classe trabalhadora, nós, gente com uma capacidade única de mudar o rumo da história. Ciclicamente os operários mais estupidificados, padronizados, ignorantes, se rebelam com uma grandeza tal, e a sua força, concentrada é tal, que mudam o mundo e param a marcha da desordem. Cada um destes operários – das fábricas, professores, designers – individualmente pode ser tão desinteressante como o trabalho alienado e vazio que faz, mas em conjunto a lutar fazem o que o mais brilhante dos intelectuais não é capaz de fazer. As melhores artes, direitos, vanguardas científicas nasceram das revoluções. Por isso não percebo o medo de greves e os apelos à estabilidade, quando o que a sociedade precisa é de uma rotundo Não, um divórcio urgente, uma ruptura completa com um modus operandi sociopata.
E caótico. Sim – a estabilidade é o caos. É um casamento de violência que se mantém porque se acha que o divórcio é uma desordem. Ora o divórcio é a libertação do caos.
O ChatGTP é o caminho para a completa proletarização dos sectores médios, mas também os coloca na situação objectiva de serem obrigados a fazerem parte da luta contra essa proletarização. Compreenderem finalmente que a única coisa boa em fazer parte da classe trabalhadora é a capacidade de lutar para sair da classe trabalhadora.
As revoluções nunca foram defendidas pelos revolucionários para gerar o caos e levar a classe trabalhadora ao poder, mas para acabar com as classes sociais, e com o poder, e começar a criar uma sociedade de trabalho livre, criativo, humanizado, sem classes. Marx aliás tinha esta bela ideia – a emancipação da classe trabalhadora vai emancipar a classe burguesa, que vive enredada em desejo paranóico de poder, lutas de heranças, raiva e medo, a competição torna-os cínicos, e desumanos. Libertava o oprimido e o opressor.
O ChatGPT não é nem inteligente, nem artificial, é concentração de trabalho vivo em trabalho morto num mundo de zombies. Ou seja, ele é o que os seres humanos põem lá, se os seres humanos que lá põem alguma coisa são cada vez menos, o ChatGPT vai-nos oferecer o que já temos hoje mas numa escala maior: todos os canais de TV são iguais, os jornais têm textos idênticos, os prédios são iguais, a roupa é igual, as casas são decoradas da mesma forma, a música é igual.
Por isso a grande questão revolucionária é e sempre foi a mesma – como construir uma sociedade onde o trabalho é emancipado e não padronizado? Essa é a ideia socialista (nada a ver com o PS ou com a URSS). A ideia socialista é a projecção de futuro de que o bem comum (comunismo é o comum) assegurado, em cooperação, nos liberta para o trabalho criativo. E o trabalho criativo é o único reino da liberdade e do desenvolvimento pleno do indivíduo. Nunca como hoje foi uma questão tão importante e actual.
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Terei de reler 3, 4, ou mesmo 5 vezes para,definitivamente, optar por um claro apoio a um texto inteligentemente crítico ou um texto inteligentemente a roçar o populismo!
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- 3 d
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?? Como comentou Carlos Matos Gomes na sua página, o que Raquel Varela aponta no texto sobre o ChatGPT aplica-se “como uma luva” à padronização do pensamento único veiculado precisamente pelos movimentos populistas… e não só (caso flangrantíssimo sobre o que vigora nos “media” sobre o conflto na Ucrânia “vs. Palestina, Iraque, Iémen, etc.). Como ela refere, o que já era o traço característico do capitalismo — a divisão do trabalho no processo produtivo (a mesma atividade, sempre igual e rotineira, visando aumentar a quantidade produzida) —, está a chegar às, digamos, ativividades intelectuais (das letras e da criação artística). Exatamente com o mesmo rolo compressor da padronização generalizada, como já vemos nos canais de TV e nos jornais todos formatados na mesma agenda político-ideológica, ou com a moda toda igual. Resta saber é se este novos “proletários”, na expressão dela, se revoltam como os originais ou… amocham, de todo…
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- 3 d
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José Mário Costa Este texto da Raquel Varela é magnífico, mas um professor e um designer não são proprimente “operários”, nem ela o é certamente, com o que aufere. Pertence à elite privilegiada, embora a vitupere…
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morreu david harris
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David Harris died last night.
As he was approaching the precipice of his time here, perhaps already out of hearing range, I reminded him softly that our short and tumultuous marriage of so many years past had been a success, because of the son we’d created, and because after the dust had settled we became and remained the closest of friends.
I already miss his being on this earth.

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35 Ancient Inventions That Science Still Can’t Explain
prémio não era esse o meu trabalho
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mestre novas oportunidades
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la vie est belle
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I Congresso dos Jornalistas dos Açores
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çõ .
Durante o mês de fevereiro, a inscrição no Congresso tem o custo de 20€ para sócios do Sindicato de Jornalistas e 25€ para não sócios.
A inscrição deve ser feita aqui
Depois do formulário preenchido, o valor deve ser transferido para o IBAN PT50 0018 00032295999302057 e, finalmente, o comprovativo deve ser enviado para cjacores@gmail.com e sj@sinjor.pt, sendo este o último passo para que a inscrição seja validada.
Vamos a isso? 


I Congresso dos Jornalistas dos Açores
Journalist
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Herberto Gomes and 7 others
risco de ataque a infraestruturas
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A NATO está preocupada e os Açores também deveriam estar. Há muito que defendo a reactivação da Estação de Satélites da ex Marconi, nos arredores de Ponta Delgada, numa configuração mínima, adequada a comunicações de emergência, em alternativa à rede de cabos submarinos CAM.

OBSERVADOR.PT
Marinhas da NATO preocupadas com risco de ataques a infraestruturas subaquáticas
“Há preocupações com as infraestruturas, porque já houve um
Justiça espanhola dá razão a homem que diz ter o direito a andar nu na rua
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A nudez pública é legal em Espanha desde 1988, logo um tribunal decidiu a favor de Alejandro Colomar, que anda despido nas ruas de Aldaia desde 2020.
Source: Justiça espanhola dá razão a homem que diz ter o direito a andar nu na rua
pérolas da sabedoria popular
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aproveite o espaço 2
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ler planos antes de construir
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