celebrar 100 anos de pedro da silveira

Views: 0

A Fundação Manuel de Sousa d’Oliveira torna público que se associa à celebração do Centenário do Nascimento de Pedro da Silveira, que nesta data se celebra, com a
publicação de parte da correspondência por este enviada ao seu Fundador.
Por isso, se torna público que foi deliberado elaborar um opúsculo com esses preciosos documentos, introduzido por um valioso prefácio do saudoso Dr. Manuel da Silva
Pracana Martins, diplomata amigo de Sousa d’Oliveira, em edição da sua Fundação, coordenada pelo nosso Administrador Dr. António da Silva Pracana Martins e impresso na conceituada Empresa Coingra Lda.
May be an image of text that says "CARTAS E BILHETES POSTAIS DE PEDRO DA SILVEIRA MANUEL SOUSA DE OLIVEIRA PONTA DELGADA 2022"

a rentrée da crise por osvaldo cabral

Views: 0

https://blog.lusofonias.net/wp-content/uploads/2022/09/a-rentree-da-crise-osvaldo-cabral.pdf

odrtponeSsh8uaf4c6u11cm0u6256l0645065u6mmhm001554009a816hli1

‘é’
Temos um problema crónico que nenhum governo vai resolver nos próximos tempos: os Açores são fortemente dependentes do exterior e a tendência é para agravarmos cada vez mais este hábito histórico se continuarmos a produzir pouco e mal.
Nos produtos alimentares e bebidas, os mais transaccionados, importamos no último trimestre 64% e exportamos 49%, sendo que tudo o que entrou nas nossas ilhas já veio mais caro, a juntar-se aos preços incomportáveis dos produtos locais.
Não admira, por isso, que o cabaz de bens e serviços, analisado pelo IPC do Serviço de Estatística dos Açores, está mais caro cerca de 6,27% no final do último trimestre do que em junho de 2021.
O cenário actual já dá sinais de alguma crise nas empresas e famílias e se nada for feito, nos próximos tempos, para atenuar o choque que aí vem, vamos ter uma região mais pobre e com graves problemas para enfrentar.
As famílias já estão a endividar-se cada vez mais e as empresas a retrairem-se nos investimentos.
Os empréstimos concedidos pela banca açoriana a particulares subiram no segundo trimestre de 3.122,5 milhões de euros para 3.246 milhões (mais 123,5 milhões num ano), sendo que para o consumo e outros fins o aumento é de 827 para 903 milhões de euros.
Ao contrário, o valor dos empréstimos às empresas foi de 1.713,9 milhões de euros, um valor inferior em 4,8% ao observado no trimestre homólogo (menos 85,5 milhões de euros), a provar que as empresas estão a investir menos.
O sector do turismo, por agora, está a salvar muita gente de dias difíceis, mas quando regressarmos à tradicional sazonalidade de Outono-Inverno, vai haver muita gente a pedir ajuda.
O sector laboral queixa-se de falta de mão de obra, o desemprego está a níveis muito baixos, mas estamos a criar um outro problema, que é o aumento da precariedade.
Analisando ainda o segundo trimestre deste ano, verifica-se que o número de trabalhadores por conta de outrem (101,2 milhares) regista um aumento de 7,9% em termos homólogos e de 6,4% relativamente ao trimestre anterior, o que é uma boa notícia.
O número de trabalhadores com contrato sem termo (83,9 milhares) aumentou neste trimestre 8,1% em termos homólogos e 5,5% relativamente ao trimestre anterior, mas os trabalhadores com contrato com termo (14,4 milhares), os tais precários, registam um aumento significativo de 13,4% e de 11,6% face ao 2º trimestre de 2021 e ao 1º trimestre de 2022, respectivamente.
No meio destes sinais vamos ter uma outra tempestade a que nenhum governo prestou atenção, até agora: a tempestade demográfica.
Temos ilhas a caminhar para a desertificação e não se vêem medidas para combater este problema, que dá sinais de agravamento galopante.
No período compreendido entre janeiro e maio deste ano, verificou-se uma variação homóloga negativa de 6,8% no total de nados-vivos, e uma variação homóloga positiva de 23,8% no total de óbitos, que dá para pensar sobre o que se está a passar (efeitos da pandemia?).
O saldo natural nos primeiros cinco meses de 2022 foi mais negativo (-465) do que nos mesmos meses de 2021 (-172), uma anormalidade que faz soar as campainhas demográficas.
Os políticos vão regressar recarregados de energia, prontos para nos fazer crer que tudo está bem e vai melhorar mais, mas é bom que acordemos para a realidade, porque ela é que nos consome e não a ilusão dos políticos.
Gerir prioridades e expectativas será, cada vez mais, uma missão diária dos nossos governantes, que não podem continuar a fazer de conta que os problemas não existem.
Um governo que se consome, permanentemente, em trapalhadas internas, não vai ter muito futuro.
Basta ouvir, por estas ilhas fora, as gentes de todas as classes e diversidades, para perceber que há muito descontentamento e desilusão.
Era bom que os nossos políticos tivessem constatado isso nas suas férias, em vez de se preocuparem com o seu conforto pessoal e institucional.
Nenhuma população pode compreender que seja mais fácil ao poder regional aumentar os gastos de um parlamento em vários milhões, para acomodar assessores e consultores, e não haja dinheiro para comprar um ar condicionado para a aerogare do Pico ou enviar mais médicos e melhores equipamentos para as ilhas mais carenciadas.
A nível nacional, assistimos segunda-feira a mais um triste espectáculo deste grande artista político que é António Costa, a anunciar uma montanha a parir um rato.
O pacote de 2,4 mil milhões de euros de apoio às famílias é, na verdade, um logro, cheio de alçapões, que pouco ajuda os cidadãos contribuintes, carregados de impostos para os governos glutões.
Um governo que arrecada mais de uma dezena de milhar de milhões de euros em receita fiscal extraordinária e devolve apenas 2,4 mil milhões, só pode estar a gozar com o povo.
Os governos da República e da Região estão a agir em câmara lenta e de forma bastante distorcida no combate a esta crise.
Com esta ‘rentrée’ o governo da coligação entra numa recta descendente para a segunda metade da governação.
Era bom que corrigisse o rumo muito irregular até aqui, com algumas coisas boas mas muita coisa escusada, e a oposição se tornasse mais alternativa e menos alternadeira na crítica.
Bem-vindo de novo, caro leitor, à realidade!
Fátima Silva, Manuel Moniz and 9 others
Like

 

Comment
Share

0 comments

Newest activity

 

 

ATUALIDADE | Sismo sentido na ilha de São Jorge – Rádio Ilhéu

Views: 0

O Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores (CIVISA) informa que às 09:00 (hora local = hora UTC), do dia 7 de setembro foi registado um

Source: ATUALIDADE | Sismo sentido na ilha de São Jorge – Rádio Ilhéu

Glaciar do “Juízo Final”, que pode fazer aumentar muito o nível do mar, está preso por um fio, dizem os cientistas – CNN Portugal

Views: 0

CNN Portugal. O canal de informação, com uma cultura multiplataforma, que acompanha, em tempo real e em diversos meios, os acontecimentos que marcam o país e o mundo.

Source: Glaciar do “Juízo Final”, que pode fazer aumentar muito o nível do mar, está preso por um fio, dizem os cientistas – CNN Portugal

PARABÉNS MESTRE ADRIANO MOREIRA

Views: 1

ADRIANO MOREIRA CELEBRA CEM ANOS

BRAGANÇA 2008 NO 10º COLÓQUIO QUANDO ME CHAMOU “POETA”

11º COLÓQUIO LAGOA 2009

20º COLÓQUIO BELMONTE 2018

DEPOIS DE O LEVARMOS AO 10º COLÓQUIO, BRAGANÇA 2008 ACABARIA POR DOAR O SEU ESPOLIO A BRAGANÇA ONDE FICOU NA BIBLIOTECA ADRIANO MOREIRA, FACTO DE QUE EU E OS COLÓQUIOS MUITO NOS ORGULHAMOS

 

LAGOA PATRIMÓNIO EM PERIGO

Views: 1

A mais antiga fábrica de cerâmica dos Açores ainda preservada parece ter os dias contados se nada for feito.
May be an image of outdoors
A HistóriaSábias – Associação Cultural vem expressar a sua profunda preocupação com a notícia de que a antiga fábrica de cerâmica do Porto dos Carneiros, na Lagoa, se encontra à venda “para apartamentos ou empreendimento turístico”, sendo admitida “construção até 4 pisos” – segundo se lê no cartaz afixado pela agência imobiliária. Configura-se, assim, a completa destruição da mais antiga fábrica de cerâmica dos Açores ainda existente, fundada em 1862 por Bernardino da Silva. Importa salientar que, nesta fábrica, subsiste também o mais antigo forno de faiança preservado no país. Trata-se, ainda, da única instalação fabril desactivada do ramo cerâmico em Portugal que se encontra como uma verdadeira cápsula do tempo, podendo aqui ser recriado, de modo completo, todo o ciclo de produção da faiança e da olaria, tal como se fazia no século XIX. A antiga fábrica apresenta, pois, as condições ideais para musealização.
A HistóriaSábias deixa aqui o alerta, em jeito de consciencialização, esperando que o proprietário do imóvel, a câmara municipal e o governo regional possam encontrar conjuntamente uma solução de bom senso que evite a anunciada perda patrimonial, perda essa que seria grave, quer para os Açores, quer para o país.
Bibliografia sobre a fábrica ameaçada:
* MOSCATEL, Cristina / QUEIROZ, Francisco – A influência de Gaia na cerâmica de produção açoriana; in “Património de Gaia no Mundo”, Gaia, Câmara Municipal de Gaia / Amigos do Solar Condes de Resende – Confraria Queirosiana, 2022, p. 138-143.
* PEREIRA, Ana Cristina Moscatel / QUEIROZ, José Francisco Ferreira – Presença de artistas e agentes comerciais em Ponta Delgada na década de 1860: os casos de Luís Nunes da Cunha e de António Basílio Monteiro; Actas do Colóquio “Viagens, produtos e consumos artísticos – o Espaço Ultramarino Português, 1450-1900”; Lisboa, CHAM, 2018, p. 118-133 (http://www.franciscoqueiroz.com/coloquio_das_velas.pdf)
* Fontes batismais: a arte na faiança eclesiástica (catálogo da exposição); Ribeira Grande, Câmara Municipal da Ribeira Grande, 2018.
* MARTINS, Rui de Sousa – A Cerâmica da Lagoa; Lagoa, Câmara Municipal da Lagoa, 2000.
* MOURA, Mário Fernando Oliveira – A casa de João Vieira Jordão, capitalista, proprietário e brasileiro: azulejos oitocentistas micaelenses da Cerâmica Leite Pereira?; in “Islenha”, n.º 24, Funchal, 1999, p. 120-143.
* QUEIROZ, José Francisco Ferreira – Azulejaria de fachada na Ilha de S. Miguel: os primeiros exemplos na cidade de Ponta Delgada; Actas da “International Conference, Glazed Ceramics in Architectural Heritage – GlazeArch 2015”; Lisboa, LNEC, 2015 (http://www.franciscoqueiroz.com/Azulejaria_de_fachada_na…).
* VILA, Romero – A Extensão da Olaria Gaiense. “Museu”, 2ª Série, n.º 14. Porto, 1971, p. 17-26.
4
2
Like

Comment
Share
2 comments
View 1 more comment
All comments

  • Cesar Pimentel

    Governo após governo, história após história , está tudo a desaparecer sem dó nem piedade: fábrica atum, baleia, álcool, tabaco, açúcar, etc, etc. uma desgovernação vergonhosa (se colocassem um casino, ou um hotel no lugar desse património único, despe…

    See more