Estrela da pop soviética critica invasão russa

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Estrela da pop soviética critica invasão russa
Ao fim de mais de 50 anos de carreira, Alla Pugacheva é uma das artistas mais conhecidas na Rússia e tornou-se agora uma das vozes mais proeminentes a desafiar Putin.
Estrela da pop soviética critica invasão russa
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Estrela da pop soviética critica invasão russa
Ao fim de mais de 50 anos de carreira, Alla Pugacheva é uma das artistas mais conhecidas na Rússia e tornou-se agora uma das vozes mais proeminentes a desafiar Putin.
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Scientists create matter from nothing in groundbreaking experiment – blog.sci-nature.com

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We’ve probably all heard the phrase you can’t make something from nothing. But in reality, the physics of our universe isn’t that cut and dry. In fact

Source: Scientists create matter from nothing in groundbreaking experiment – blog.sci-nature.com

NEVE POLITICAMENTE CORRETA

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Vi partilhado e partilho também (a má escrita não é minha):
“Nevou a noite toda.
8:00 Eu fiz um boneco de neve.
8:10 Uma feminista passou e me perguntou por que eu não fiz uma mulher de neve.
8:15 Eu fiz uma mulher de neve.
8:17 Minha vizinha feminista reclamou do perfil voluptuoso da mulher de neve dizendo que ela ofende as mulheres da neve em todos os lugares.
8:20 O casal gay que mora nas proximidades teve um ataque de raiva e protestou, porque eles poderiam ter sido dois homens de neve.
8:22 O transgênero me perguntou por que não fazia um boneco com partes removíveis.
8:25 Os veganos no final da rua se queixaram do nariz de cenoura, já que os vegetais são comida e não para decorar os bonecos da neve.
8:31 O muçulmano do outro lado da rua exige que a mulher de neve use uma burca.
8:40 A polícia chega dizendo que há uma denúncia anônima contra mim, de alguém que foi ofendido pelo meu racismo e discriminação, porque os bonecos são brancos.
8:42 A feminista vizinha reclamou novamente que a vassoura da mulher de neve deveria ser removida porque ela representa as mulheres em um papel doméstico.
8:45 A equipe de notícias da TV apareceu. Eles me perguntam se eu sei a diferença entre bonecos de neve e mulheres de neve. Eu respondo: as “bolas de neve” e agora elas me chamam de sexista.
9:02 Estou no noticiário como um terrorista suspeito, racista, delinquente com tendências homofóbicas, determinado a causar problemas durante o mau tempo. Quem me mandou fazer a p** dos bonecos de neve!!!
9:10 Estão me perguntando se eu tenho um cúmplice ou alguma organização me incentivou a fazer os bonecos nas redes sociais.
9:25 As feministas me xingam e pintam minha casa com a palavra “machista”.
9:45 Os católicos me acusam de querer imitar a Deus, tendo criado um homem e uma mulher de neve, e querem que a Inquisição me queime por heresia. Eles dizem que eu realizei um ritual pagão.
9:55 Organizações ambientais me acusam de poluir a neve.
Moral da história:
Não há moral nesta história. É apenas o retrato do mundo em que vivemos hoje. Tudo aqui narrado pode acontecer e algumas coisas já estão acontecendo.
E ninguém parou pra contemplar a neve que caía pela primeira vez…”

ÁFRICA CORRUPTA

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ÁFRICA
DO DESCONTENTAMENTO
Quando o erário público é sistematicamente pilhado.
Pelos mesmos governantes que se eternizam.
E que a comunidade internacional é cúmplice…..
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May be an image of 3 people and outdoors
Os 5 principais países africanos com as piores estradas.
1. Camarões 🇨🇲 Pontuação 2,6
2. Nigéria 🇳🇬 Pontuação 2,5
3. Moçambique 🇲🇿 Pontuação 2,5
4. Guiné Conacri 🇬🇳 Pontuação 2,2
5. RD Congo 🇨🇩 Pontuação 2.1
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RACISMO EM FERNANDO PESSOA

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  • José Mário Costa

    RICHARD ZENITH
    investigador e biógrafo de Fernando Pessoa
    Há três ou quatro anos, propunha-se o nome de Pessoa para um programa de intercâmbio académico de tipo Erasmus, mas que envolveria apenas alunos e universidades pertencentes à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. Alguns angolanos manifestaram-se contra esta intenção, alegando que Fernando Pessoa era racista. Recorreram às seguintes palavras do poeta, publicadas postumamente: «A escravatura é lógica e legítima; um zulu ou um landim não representa coisa alguma de útil neste mundo. Civilizá-lo, quer religiosamente, quer de outra forma qualquer, é querer lhe dar aquilo que ele não pode ter. O legítimo é obrigá-lo, visto que não é gente, a servir os fins da civilização.»
    O Diário de Notícias pediu a opinião de alguns pessoanos. Quase todos responderam que havia um equívoco, que Pessoa não era racista. Explicaram que as frases citadas pertenciam, provavelmente, a uma personagem de Pessoa e que as suas personagens se contradiziam. Ou que as frases faziam parte de um argumento meramente teórico, sem que o polemista acreditasse realmente naquilo que escrevera. Ou que o poeta bebera demais e que, quando bebia, escrevia parvoíces, coisas que não devemos levar a sério. E que Pessoa, como todos sabemos, gostava de provocar.
    É verdade que Pessoa apoiava, na teoria, certas ideias cuja realização prática rejeitaria. O teórico pôde sustentar que a escravatura fora uma vantagem para algumas civilizações imperialistas; jamais apoiaria a reintrodução dessa instituição no século XX. No entanto, as frases acima citadas («um zulu ou um landim […] não é gente») são clara e inequivocamente racistas.
    A escrita de Pessoa contém uma meia dúzia de outros comentários racistas. São poucos, considerando a vasta extensão da sua obra, ao longo da qual o autor foi dizendo tudo que lhe vinha à cabeça, sem se autocensurar. Pessoa não era um racista militante e não nutria nenhuma antipatia em relação aos negros africanos. Mas era, pelo menos, passivamente racista. Achava que os negros, de alguma forma, eram inferiores.
    Negar o racismo de Pessoa é desrespeitar não apenas as vítimas do racismo — é desrespeitar o próprio. É negar-lhe a sua humanidade, com tudo o que esta tem de bom e de menos bom. Pessoa não era só teorias, raciocínio e literatura; era um homem do seu tempo. Educado na colónia inglesa de Natal, onde a minoria branca justificava a opressão dos negros e indianos com base na sua pretensa superioridade, Pessoa estava praticamente predestinado a ser racista.
    Entre os muitos outros assuntos que preenchem as páginas de Pessoa: Uma Biografia, trato do racismo, desde os seus primeiros indícios, ainda na adolescência do biografado, quando vivia em Durban. É um assunto que, embora desagradável, enriquece o retrato que fiz de Fernando, o rapaz, e de Pessoa, o homem. Todos nós somos pessoas complexas e o género biografia tem a grande virtude de permitir — e até de exigir — um exame honesto e completo do indivíduo em apreço.
    Em 2020, a estátua do padre António Vieira, erigida no Largo da Misericórdia, em Lisboa, foi vandalizada. Nunca tinha dado por ela e fiquei boquiaberto quando soube que a decisão de mandar erguer semelhante estátua não remontava aos velhos tempos do Estado Novo, mas antes ao ano de 2017. Não subscrevo o vandalismo, mas compreendo a indignação daqueles que desfiguraram a estátua, inscrevendo nela a palavra «descoloniza» a vermelho.
    António Vieira foi um homem extraordinário, por variadíssimos motivos, entre os quais a sua luta contra a escravização de indígenas pela população branca no Brasil. Ação louvável, sem dúvida. Porém, Vieira, tal como os seus colegas jesuítas, empregou todos os seus esforços na conversão dos indígenas por forma a alterar o seu modo de vida, a sua cultura originária, o que também constituiu, em si, uma violência, uma forma de exploração. Quanto aos negros africanos do Brasil, o pregador, apesar de os reconhecer como seres humanos essencialmente iguais ao homem branco, aconselhou-lhes a via da aceitação da sua condição de escravos, a qual deveria existir por alguma razão divina imperscrutável.
    A referida estátua mostra-nos o clérigo jesuíta rodeado de crianças indígenas — curiosa companhia. Será que se deve ao facto de todos os indígenas terem sido vistos como crianças bisonhas da proteção de um benévolo sacerdote — um padre que foi também uma espécie de pai? Seja como for, é difícil imaginar uma representação mais paternalista do que esta e, em última análise, insultuosa, até para a memória de António Vieira.
    O problema com as estátuas é que estas não conseguem mostrar as figuras esculpidas em toda a sua complexidade e no contexto em que viveram. Há uma tradição milenar de mandar erigir estátuas e, sucessivamente, de as deitar abaixo. Não é de admirar, portanto, esta recente leva de estátuas derrubadas. Faríamos bem, creio eu, se erigíssemos menos estátuas. Padre António Vieira merece ser lembrado e celebrado, mas de outra maneira. Numa biografia, por exemplo.
    Richard Zenith
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