POEMA DE EDUARDO BETTENCOURT PINTO

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Se abraçares os pinheiros bravos
com as palavras mais inocentes,
encontrarás ainda a criança
e a sombra das suas mãos.
in CÂNTICO SOBRE UMA GOTA de ÁGUA
[Sexta-feira, 16 de Setembro na Livraria Solmar em Ponta Delgada, às 18:30]
Apresentação: Henrique Levy.
ESTEJAM CONNOSCO!
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A MELOA DE SANTA MARIA

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O grande problema é dentro dos Açores
Exportação de meloa de Santa Maria para os EUA está a ser um sucesso
É uma história de sucesso a exportação de meloa de Santa Maria para os EUA, que começou este ano. Por incrível que pareça, o grande problema é a sua distribuição internamente, na nossa Região, devido ao problema crónico dos transportes, que piorou nestes últimos anos devido ao fim da linha amarela da Atlânticoline. O Diário dos Açores foi ouvir o Presidente da Agro- mariensecoop – Cooperativa de Produtores Agro Pecuários da Ilha de Santa Maria, CRL.
Como é que foi a produção de meloa este ano?
A campanha de meloa no presente ano foi influenciada muito negativamente pelas condições climatéricas adversas quer da Primavera, muito chuvosa e fria, o que provocou atraso na preparação dos terrenos e consequentemente na época de plantação, e também pelo mês de Julho anormalmente frio e chuvoso, que teve como consequência uma diminuição da floração, menos fruto e fruto inicialmente de menor calibre que o normal.
Posteriormente, e já no presente mês de Setembro, as chuvas das últimas 2 semanas, em dias consecutivos tiveram também uma influência muito negativa, estragando muita fruta e diminuindo drasticamente a sua qualidade e durabilidade no pós colheita, pelo que se pode dizer que não foi um dos melhores anos da produção, sendo que, mesmo assim, derivado ao nosso controlo de qualidade interno, ainda foi possível comercializar mais de 90 toneladas de meloa e garantir a qualidade mínima, em termos de açúcares e aromas que os consumidores tão bem apreciam.
Este foi o primeiro ano em que exportaram para os EUA. Como é que foi? Que quantidades? Que repercussões tiveram?
A exportação para os EUA tem vindo a ser preparada nos últimos 2 a 3 anos, sendo este um processo difícil do ponto de vista burocrático e em termos de exigência de qualidade que os EUA sempre colocam à entrada de produtos agroalimentares de outros países.
Esta exportação teve carácter experimental, no sentido de se limar todas
as arestas que eventualmente fossem colocadas.
Este processo só foi possível por termos encontrado um parceiro nos EUA que se empenhou e quis muito ter a nossa meloa e que foi quem desbloqueou alguns constrangimentos que se nos colocavam, tendo assegurado todo o processo logístico, nomeadamente dos transportes, e burocrático.
Felizmente o processo teve muito sucesso, tendo a meloa sido toda vendida e uma grande procura, superior às quantidades que foi possível enviar, e que foram de cerca de uma tonelada em duas fases.
A principal repercussão prende-se com a notoriedade que o processo dá à meloa, à sua qualidade, tendo em conta as exigências conhecidas que os EUA sempre colocam a estes processos, e o ficar a porta aberta, para, no próximo ano de aprofundar esta parceria e aumentar as quantidades exportadas para aquele país.
Como se procedeu nos transportes até lá? Foi complicado?
Não foi tão complicado como inicialmente se previa.
Atendendo que Santa Maria possui uma gateway para Lisboa, foi possível colocar a meloa naquele aeroporto através da Azores Airlines e, posteriormente, através de um voo da Delta colocar a mesma em Boston.
O problema é o tempo que isso demora, sendo que desde a saída de Santa Maria até à chegada a Boston levou cerca de 4 dias, o que mesmo assim é muito bom, quando comparado com o tempo de expedição para Lisboa que é superior a isso.
O outro fator que terá de ser limado é o custo do transporte, que é de facto elevado e não há alternativa ao avião.
E sobre os transportes, temos os adequados internamente para expandir a meloa por todas as ilhas e para o exterior?
Esse tem sido o calcanhar de Aquiles de quem, numa ilha como Santa Maria, tenta expedir ou exportar produtos do agroalimentar e, logo, perecíveis.
Não é um problema novo, nem recente, mas nos últimos 3, 4 anos piorou significativamente, devido ao fim da linha amarela da Atlânticoline.
Atendendo ao facto da meloa ser muito perecível, tínhamos um acordo com aquela empresa para colocar a meloa no Grupo Central, o que passou a ser efectuado por avião, com um custo dez vezes superior e limitado à dis- ponibilidade de carga.
Pontualmente era ainda expedida meloa para Ponta Delgada, nos navios da Atlânticoline, para posteriormente ser enviada para Lisboa, o que também deixou de ser possível.
Actualmente a logística dos transportes de mercadorias, para a expedição de meloa, são as mesmas que eram há 20 anos ou mais, sendo que Santa Maria tem vindo a aumentar as suas “exportações” quer de meloa quer de carne.
O facto do navio porta contentores só escalar a ilha de 15 em 15 dias, é incompatível com a produção de meloa.
A empresa Parece Machado, Lda., tem sido um bom parceiro, fazendo o que pode, mas apresenta também limitações pelo tipo de embarcação que dispõe, que leva apenas 1 contentor de frio, estando algumas vezes cheio com outra mercadoria.
Já o temos defendido, um “upgrade” ao tipo de embarcação da empresa Parece Lda., com maior capacidade e mais flexivel, viria resolver muitas destas situações referidas.
Acresce que muitas vezes é extremamente difícil encontrar contentores de frio disponíveis, o que é inadmissível. Todo o processo logístico para escoamento de produtos da ilha, com destino ao mercado continental leva no mínimo entre 6 a 7 dias, o que para produtos perecíveis é um problema e
impede o crescimento das produções. Não obstante, com alguma criatividade temos conseguido chegar aos mercados e aos consumidores.
O que falta para internacionalizar mais a meloa de Santa Maria?
Muita coisa, a principal já foi referida na questão anterior, mas também não há produção suficiente para aumentar as exportações e falta mão-de-obra para trabalhos na agricultura, muito em particular na meloa, que requer algum saber.
Estamos no entanto a trabalhar para aprofundar o mercado dos EUA e, eventualmente, entrar também no Canadá. Mas mais do que a quantidade, preocupa-nos a qualidade e a valorização do produto, sendo certo que, sem perder aqueles, se pretende também aumentar a produção.
O futuro dirá se conseguimos.
Para terminar, dizer apenas que estamos a chegar à meloa um milhão, desde que a mesma foi certificada como IGP, o que por si só não é importante, mas se disser que em termos de receita bruta, de verbas que essa meloa fez entrar na ilha, já ultrapassou o valor do apoio público (Comunitário e Regional) que a construção do Centro Logístico Agro Alimentar da Agro-mariensecoop teve, aquando da sua implementação, é para nós gratificante e estimula a trabalhar mais e melhor pelas nossas produções.
(Diário dos Açores de 25.09.2022)
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  • Maria Teixeira

    Podia ser melhor cá mas quem está a gerir prefere mandar para fora porque se eles se interessarem por cá telefonavam aos clientes cá a dizerem que já tinha produto para venda e mais não digo
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    • 21 m
  • Minanda Rocha

    De Santa Maria pra São Miguel …..
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Destruição dos corpos não salva alemão de vir a ser condenado por homicídio

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Maioria dos casos de crimes sem cadáver resulta em condenação pelos tribunais. Prova científica é fundamental.

Source: Destruição dos corpos não salva alemão de vir a ser condenado por homicídio

OSVALDO CABRAL VERGONHA ALHEIA

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A Ministra da Justiça esteve 4 dias nos Açores e, surpreendentemente, não visitou a principal obra do seu ministério!
Percorreu tribunais, conservatórias e cadeias, mas “esqueceu-se” de ir à Mata das Feiticeiras para constatar como estão a decorrer as famosas obras da construção da nova cadeia de Ponta Delgada.
Obras, como quem diz, porque aquilo continua a ser um monte de bagacina, com o ministério da Justiça a gastar mais de 3 milhões de euros só a retirar um monte de cascalho para outro local, por teimosia escandalosa dos governos de António Costa, com o apoio dos seus camaradas locais, que também devem ter vergonha de ir visitar aquela feiticeirice, preferindo manter-se calados.
Toda a gente sabe como é que aquilo foi adjudicado, numa enorme trapalhada em que a anterior ministra se envolveu – certamente arrependida – por ordem superior de cá e de lá.
Quase todos os partidos mantiveram-se em silêncio perante tão manifesto e estratégico “esquecimento” da senhora ministra.
O único que esteve muito bem foi o Bloco de Esquerda, ao desafiar a ministra a visitar o local, recordando que a bagacina retirada da Mata das Feiticeiras já foi suficiente para preencher uma cratera de uma pedreira e ainda criar uma elevação de algumas dezenas de metros de altura, numa área com quase 10 mil metros quadrados, sendo que a obra ainda decorrerá até final de 2022.
Nota positiva, também, para o Presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, que teve a coragem de dizer nos olhos da ministra o que ela precisava de ouvir acerca da nova cadeia e das faltas do Estado português nesta Região.
O retrato do Estado na região resume-se a isto: um monte de pedregulhos, que não sabe tratar dos seus serviços, que deixa ao abandono as esquadras das polícias, os agentes dos tribunais e trata miseravelmente os reclusos.
Por menos do que isso uma geração inteira de açorianos sublevou-se.
Hoje, muitos curvam-se a Lisboa, à espera das sinecuras dos líderes e dos aparelhos centralistas que os amolecem.
Esta gente não deve dormir descansada.
Um Estado preguiçoso
Outra vergonha do Estado português abordada esta semana é o atraso escandaloso (mais um!) da adjudicação para instalação dos cabos submarinos.
É irritante a passividade do governo central sempre que se tratam de assuntos relativos às Regiões Autónomas.
Tem sido assim em tudo: na cadeia, nos tribunais, na transferência de verbas, nos radares meteorológicos, na Universidade e agora nos cabos submarinos.
Foi preciso uma empresa privada, como a Altice, vir esta semana aos Açores anunciar como se faz investimento bom e rápido numa região estratégica.
É bom que os açorianos vão assistindo ao triste espectáculo que é alguns deputados do PS elogiarem a (in)acção do governo central, para mais tarde julgarem o mandato dos que se curvam a Lisboa.
Se um dia, que ninguém deseja, formos confrontados com o caos nas comunicações devido ao fim de vida do actual cabo submarino, é preciso que fique bem claro quem serão os culpados.
O Estado português continua mandrião e é preciso sacudi-lo com a força telúrica das gentes insulares.
Têm a palavra os senhores deputados, com matéria mais do que suficiente para apresentarem votos de protesto e de repúdio no parlamento, como tanto gostam.
Convém saber quem está do lado dos Açores e quem continua a estender-se ao comprido perante os centralistas e anti-autonomistas.
(Osvaldo Cabral – Diário dos Açores de 25.09.2022)
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