o Brasil que Portugal comprou

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COMO PORTUGAL COMPROU O NORDESTE BRASILEIRO…
Há exatos 361 anos, mais precisamente em 6 de Agosto de 1661, ocorria a assinatura do Tratado de Haia por Portugal e pela República dos Países Baixos, também conhecido como a Paz de Haia. Com isso, os territórios que haviam sido conquistados pela Holanda no Nordeste do Brasil, na época renomeados como “Nova Holanda”, foram formalmente devolvidos a Portugal em troca de uma indenização de oito milhões de florins, o equivalente a 63 toneladas de ouro. Além disso, Portugal cedeu o Ceilão (atual Sri Lanka) e, em troca, a República Holandesa reconheceu a soberania portuguesa sobre o Brasil e a Angola.
OBS: Mapa da Nova Holanda na América do Sul
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MORREU ANA LUISA AMARAL

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Morreu. Ainda há dias, começando a brincar mas acabando meio a sério, com a minha mulher pusemos a hipótese de na passagem deste mês para setembro dar uma saltada à Feira do Livro no Porto, que neste ano terá A.L.A. como autora central, para a ouvir e para comprar algum seu livro autografado. Foi-se a presença, fica a sua poesia simples.
Não sei se não tem mensagem, como ela própria aqui admite, se as suas mensagens são elas próprias simples, e impactantes.
Nesta época de militantismos em todos os sentidos, mas em particular nos das causas de minorias várias que são definidas exclusivamente por microminorias intelectualóides que se pretendem donas de tais causas, é também um alívio para o espírito ler este manifesto, se bem o interpreto, no sentido de uma conceção formalista da arte*.
*As teorias essencialistas sustentam que há uma propriedade possível às essências de cada objeto, que torna aqueles que a verificam em obras de arte. As teorias não essencialistas sustentam antes que um objeto é tornado obra de arte se e quando assim for considerado, p. ex. pelos autoproclamados e mutuamente reconhecidos “especialistas”. Entre as teorias essencialistas, a teoria formalista sustenta que o que torna um objeto como obra de arte é uma certa combinação entre os seus traços formais, como cores, brilhos, texturas, sonoridade… e não o facto de representarem objetos como deuses, batalhas e paisagens, ou expressarem emoções do artista que o espetador interpretará.
"A poesia não tem de ter mensagem nenhuma", diz Ana Luísa Amaral
OBSERVADOR.PT
“A poesia não tem de ter mensagem nenhuma”, diz Ana Luísa Amaral
Em entrevista no dia de lançamento do seu novo livro “Mundo”, Ana Luísa Amaral defende que a “poesia não tem de ter mensagem nenhuma”, e que um tradutor deve “ter uma imensa paixão pela sua língua.”
You, Duarte Melo, Nuno Costa Santos and 4 others
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A antiga cidade portuguesa em Marrocos (El Jadida)

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Mazagão é hoje El Jadida, a antiga cidade portuguesa em Marrocos, fundada pelos portugueses nos inícios do século XVI.

Source: A antiga cidade portuguesa em Marrocos (El Jadida)

VALE A PENA APOIAR A UCRÂNIA?

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VALE A PENA APOIAR A UCRÂNIA?
“Face à inflação galopante, ao custo astronómico da gasolina e do gasóleo, da energia, da subida dos preços dos produtos alimentares e em particular a ameaça de redução drástica do gás, são cada vez mais numerosas as vozes que se elevam contra a solidariedade face à Ucrânia, cujo preço muita gente não consegue suportar e outros simplesmente a rejeitam por motivos ideológicos ou por puro comodismo. Apesar de a União Europeia ter conseguido até agora falar a uma só voz relativamente ao apoio à Ucrânia na sua resistência à barbárie do Kremlin, não é certo que essa solidariedade continue a espelhar o sentimento maioritário das populações.
Não nego de forma nenhuma as dificuldades que, de forma diferente, já sentimos e acabaremos por sentir muito mais, nomeadamente aqueles que têm menos capacidade de resistência económica e social. Mas, a propósito, veio-me à memória um episódio relatado por Simone Veil, na sua auto-biografia Une Vie (Uma Vida).
Publicada em 2007, Simone Jacob, de seu nome de solteira, conta a sua vida e em particular como aos 17 anos foi deportada com a mãe e a irmã para Auschwitz-Birkenau em 1944. Descreve também o inferno que aí viveu, a perda da mãe no campo de Bergen-Belsen, do pai e do irmão, estes dois últimos deportados para Kaunas na Lituânia de onde nunca regressaram.
No seu regresso a França após o final da guerra, Simone escreve que, em conversa com uma vizinha, tentou contar o horror que tinha vivido. Digo tentou, porque foi rapidamente interrompida pela sua interlocutora que lhe retorquiu o quanto também sofrera com o racionamento, a falta de comida, roupas e outras coisas essenciais…
Escrevo isto não para desvalorizar o sofrimento das pessoas que viveram a guerra nas suas casas, seja em França ou noutros países ocupados na época, ou as dificuldades hoje sentidas nos diferentes países europeus em consequência da guerra desencadeada por Putin. E não desvalorizo, porque o sofrimento é sempre vivido de forma individual e por isso digno de respeito.
Mas, da mesma forma que não podemos equiparar as dores reais das populações europeias na época com o sofrimento das vítimas da Shoá, judias ou não, também sabemos que as dificuldades que grande parte dos países da UE sente, e sentirá cada vez mais, não são comparáveis à tragédia que vemos diariamente acontecer à população ucraniana, nomeadamente aquela que permanece sob uma guerra impiedosa que mata indiscriminadamente crianças e velhos, viola e tortura mulheres e homens, arrasa escolas, hospitais, habitações e património cultural. Uma guerra bárbara que tem como objectivo o apagamento da história de uma nação independente.
Devemos fechar os olhos ao que vemos diariamente, escudando-nos atrás de um muro de indiferença ou invocando uma “paz” que hoje apenas soa a uma rendição por parte do país invadido? Analisando o impacto negativo que uma vitória militar da Rússia de Putin teria, não apenas a nível europeu, mas também global, o apoio à Ucrânia especialmente em armamento, mas também em dinheiro para a reconstrução do país ou em bens essenciais é decisivo no desfecho desta “operação “especial” na realidade uma guerra entre democracia e totalitarismo selvagem.
A barbárie de Putin e a resistência de Zelensky confrontam-nos diariamente com algo a que por vezes não damos o devido valor: a liberdade, que apenas um regime democrático mesmo com todas as suas imperfeições pode proporcionar. Queixamo-nos constantemente dessas imperfeições, das desigualdades sociais e económicas, da corrupção, da má gestão e de mil outras coisas e temos razão. Mas o mais importante é que podemos fazê-lo livremente, abertamente, sem medo de sermos presos, “suicidados” ou “desaparecidos”. A ditadura e o despotismo de Putin e das suas várias versões por esse mundo fora são hoje o mais poderoso aviso à necessidade de manter, aperfeiçoar e acima de tudo defender esse bem precioso, infelizmente ainda minoritário no nosso planeta e, mesmo entre nós, contestado por insignificantes demagogos populistas sedentos de poder.
Em síntese, e em resposta à pergunta inicial, vale a pena, sim, apoiar a Ucrânia e os ucranianos na sua resistência assim como os opositores russos de Putin, não só por uma questão de justiça, mas porque o que está em jogo é também a nossa própria liberdade.”
Esther Mucznik, Jornal Público, 5/08/2022
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Artur Arêde and 4 others
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embargo das obras do mercado da Graça

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O que está acontecer no embargo das obras do mercado da Graça, não é novidade nas obras públicas de outras autarquias e até das dos Governo. A diferença é que este processo foi tão escrutinado e acompanhado pelos responsáveis da autarquia cessante e atual – assim foi sempre referido – e este é mais um remendo, pelo que é incrível acreditar neste embargo.. A contínua diferença é que não há diferença na reação típica dos partidos políticos e no silêncio do presidente da CM, não submetendo-se à opinião pública e optando por uma gravação, sem direito ao contraditório, tornando-nos espectadores inativos da nossa cidade. Lamentavelmente alguns destes políticos( a esmagadora maioria) só visitam o mercado em época de eleições, mas instrumentalizam o mercado para a intervenção política. Os feirantes precisam de apoio(vendas) todas as semanas. Tive conhecimento desta situação por um feirante sábado passado. O seu desalento era visível… Se fosse obra de um privado, eram meses a aguardar os pareceres das diferentes entidades e antes nada de iniciar obras… abstenção? Por que será? Mas está tudo bem , amanhã é a festa branca. Vamos entreter o povo, para esmagar a critica.
You, Natália Susana Silva, Jonas Carreiro and 15 others
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em portugal lava-se a história como na coreia do norte

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A lavagem da História.
À entrada do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, encontramos uma placa da qual foram apagados os nomes das pessoas que o inauguraram, em 1953.
Excelente para a época, esta unidade já não consegue servir adequadamente os utentes nos tempos que correm.
O panorama das urgências, por exemplo, é verdadeiramente confrangedor, com algumas pessoas a aguardarem mais de cinco horas até serem vistas pelos médicos e fazerem exames.
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