HORTA SEM BAGAGEM E SEM AUMENTO DE PISTA

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Horta

Pensamento do dia “Tapar o Sol com uma Peneira”
Nos últimos dias muito se tem falado do problema das malas que não chegam á Horta nos voos diretos provenientes de Lisboa, este problema não é novo, já vem de há muitos anos e além dos grandes transtornos que tem provocado a todos os passageiros afectados, também prejudica gravemente a reputação do destino Faial e por consequência do destino Açores.
O que é novo agora é algumas pessoas tentarem passar a ideia de que tal se deve a um problema no Aeroporto de Lisboa, mas tal não é verdade, a exemplo disso, foi o facto recente de um comandante de um voo Lisboa-Horta, no Aeroporto de Lisboa e já com todos os passageiros a bordo, ter dado instruções que era necessário que 9 passageiros saíssem do avião para reduzir o peso da aeronave, e caso não existissem os 9 passageiros voluntários a sair do avião, o voo seria então cancelado, como é fácil depreender, esta situação não tem nada a ver com problemas de malas no aeroporto de Lisboa.
O principal problema está no Aeroporto da Horta, e mais concretamente, nas reduzidas dimensões da sua actual Pista, que estão próximo dos “limites” para a operação normal do A320.
A AZORES Airlines tem excelentes pilotos que põem sempre a segurança em primeiro lugar e quando as condições meteorológicas são adversas, é necessário reduzir a carga transportada para compensar as penalizações existentes devido ao reduzido comprimento da Pista da Horta.
Esta situação tanto se verifica á aterragem como á descolagem.
Após a Ampliação da Pista da Horta para os 2050 metros estes problemas deixarão de existir.
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Descoberto no Côa novo fragmento de rocha gravada com mais de 16 mil anos

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A descoberta do novo fragmento foi efetuada no sítio do Fariseu, no Parque Arqueológico do Vale do Côa, e está a intrigar os investigadores. “Este é mais um exemplo de que há muito para descobrir”, diz diretor científico da Fundação Côa Parque.

Source: Descoberto no Côa novo fragmento de rocha gravada com mais de 16 mil anos

HÁ 150 ANOS ANA DE CASTRO OSÓRIO

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HÁ 150 ANOS NASCIA ANA DE CASTRO OSÓRIO (18/06/1872 – 23/03/1935) ||
Mangualdense de raiz, sem estudos formais, o envolvimento familiar, sobretudo o prolongado convívio com o pai, com quem manteve comprovada cumplicidade intelectual, e o acesso à vasta e atualizada biblioteca, incluindo assinaturas de revistas e jornais estrangeiros, deram a Ana de Castro Osório uma formação abrangente, muito contribuindo para a decisão de se tornar escritora.
Com quinze anos, ainda em Mangualde, prendeu-se de amores por António de Meneses e também foi nesta terra beirã que travou amizade com Camilo Pessanha (1867-1926), amigo pessoal do irmão Alberto, visita da casa e que, por sua vez, teve uma paixão, não correspondida, por si.
Com a partida para Setúbal, lugar onde já estaria a viver em 1893, quando acompanhou o pai que ali fora colocado como juiz, o seu sonho começou a concretizar-se: aí residiu dezoito anos, até 1911, publicou os primeiros escritos conhecidos (1895-1897) e conheceu Francisco Gomes Paulino de Oliveira, com quem casou a 10 de março de 1898. Na cidade sadina nasceram os dois filhos: João Osório de Castro e Oliveira (1899-10/11/1970) e José Osório de Castro e Oliveira (1900-03/12/1964).
O matrimónio com Paulino de Oliveira, poeta, propagandista republicano e fundador de jornais, contribuiu para acentuar a dedicação à escrita e despoletar o empenhamento cívico e político: fomentou saraus literários; estabeleceu laços com republicanos e vultos da cultura; envolveu-se na fundação da Escola Liberal; erigiu a Casa Editora Para as Crianças; e assegurou os negócios do marido quando, na sequência da conspiração republicana de janeiro de 1908, se refugiou no Brasil, de onde só regressaria depois de derrubada a Monarquia; recebeu, a partir de setembro de 1908, as adesões à Liga Republicana das Mulheres Portuguesas e interveio, em 1909, no Congresso do Partido Republicano.
Em Setúbal se lançou no empreendimento que a tornou nacionalmente conhecida e pô-la em contacto com crianças, jovens, educadores, homens de letras, jornalistas e políticos: a Coleção Para as Crianças, a primeira tentativa sistemática de criar uma Biblioteca Infantil Ilustrada de inspiração portuguesa destinada aos mais novos, mediante a publicação regular, às suas custas, de fascículos de histórias assentes, essencialmente, em contos tradicionais, histórias maravilhosas e fábulas, muitas das vezes adaptados, recriados ou traduzidos pela sua pena.
Também em Setúbal, evidenciou a consciência do atraso em que as mulheres viviam no início do século XX, sem direitos políticos, menorizadas pelo Código Civil, sujeitas à tutela dos pais e maridos, confinadas ao papel de esposas, mães, irmãs ou filhas e engrossando a taxa de analfabetismo, encaminhou a escritora para a reivindicação de direitos para o sexo feminino, tornando-a feminista: a feminista mais emblemática das duas primeiras décadas do século XX.
A bandeira feminista ganhou raízes nos saraus literários de Setúbal e assumiu vários cambiantes, consoante o associativismo em que militava, já que por Ana de Castro Osório perpassaram vários feminismos, todos de natureza moderada, quer quanto às formas de luta, quer quanto à valorização dos papéis de mãe e de esposa nas tradicionais responsabilidades no lar e educação dos filhos.
Em 1905, publicou Às Mulheres Portuguesas, considerado por Regina Tavares da Silva “o manifesto do movimento feminista português”; em 1907, fundou o Grupo Português de Estudos Feministas com a finalidade de difundir o feminismo e doutrinar as portuguesas através de uma biblioteca; nesse mesmo ano, iniciou-se na Maçonaria, na Loja Humanidade, adotando o nome simbólico de Leonor da Fonseca Pimentel (1752-1799); em 1908, impulsionou a Liga Republicana das Mulheres Portuguesas, com o objetivo prioritário de engrossar a propaganda republicana, combater a Monarquia, pugnar pela República e defender o regime nascido em 1910, sem descurar a formulação de exigências específicas para as mulheres.
Acusada de ser mais feminista do que republicana, lutou por uma República ao serviço das mulheres, e não o contrário: no entanto, foi o invólucro republicano da Liga que proporcionou a Ana de Castro Osório outra visibilidade ao intervir no debate sobre a natureza do regime, tendo sido transformada em símbolo das mulheres republicanas.
A implantação da República evidenciou uma Ana de Castro Osório em transição do feminismo republicano para o sufragista, centrado no voto restrito para as mulheres, o qual ganhou espaço através da Associação de Propaganda Feminista, fundada com Carolina Beatriz Ângelo em maio de 1911 e que clamava pela outorga do voto feminino tendo por base a situação económica e cultural das mulheres. Conciliou a propagação do feminismo e a ação organizativa com a formulação pública das reivindicações feministas através de representações endossadas aos poderes políticos.
O desencadear da Guerra fez emergir a sua última fase feminista, a de feminista nacionalista, cuja prioridade era a defesa da intervenção do país ao lado dos Aliados e o apoio aos soldados mobilizados, o que será feito através da APF, da criação, em finais de 1914, da Comissão Feminina Pela Pátria e, a partir de março de 1916, da Cruzada das Mulheres Portuguesas, criada com Elzira Dantas Machado e que teve implantação nacional. Embora se tratasse de uma iniciativa da esposa do Presidente da República e Presidente da APF, coube à escritora o papel fulcral e nela permaneceu até 1933, não mais voltando a destacar-se enquanto líder feminista.
De certa forma, a Cruzada representou a concretização do sonho de Ana de Castro Osório de liderar uma organização patriótica de implantação nacional, sendo que se este feminismo nacionalista serviu para valorizar a importância social e económica das mulheres em tempos de guerra, também contribuiu para menorizar o papel das feministas como grupo de pressão, esvaziando-as num contexto de unidade nacional em que a “Pátria” se sobrepunha a todas as reivindicações.
A nomeação, em 1911, de Paulino de Oliveira para Cônsul em S. Paulo proporcionou-lhe uma experiência inolvidável, apesar da doença que vitimou, em 13 de março de 1914, o marido: partiu para o Brasil em finais de maio e os três anos que lá permaneceu reforçaram a convicção na possibilidade de constituir a Grande Aliança, cultural e económica, entre as duas nações, sonho retomado quando voltou, em 1922, para proferir uma série de conferências.
Longe do país, cultivou proximidades e conservou a mesma capacidade de intervir e polemizar quando a República era denegrida pelos círculos da emigração monárquica, sem perder os contatos com a sua gente, amigos e correligionários.
Viúva aos 42 anos, assentou em Lisboa, no prédio da Rua do Arco do Limoeiro, onde viviam os pais e se passou a realizar as reuniões da APF e a funcionar a Casa Editora Para as Crianças, a Comissão Feminina Pela Pátria e a Redação e Administração de A Semeadora (1915-1918). Na capital, reatou, em 1915-16, o convívio com Camilo Pessanha.
Com a desilusão com o novo regime, por não se ver reconhecida pela República e pelo rumo que tomava, virou-lhe definitivamente as costas no final dos anos 10, a rutura consumou-se no início da década de 20 e passou, então, a dedicar-se quase exclusivamente à escrita, centrada na defesa dos valores da Pátria, da Raça e das mulheres enquanto geradoras de filhos e educadoras, à Cruzada e à Liga dos Combatentes da Grande Guerra, recusando ser condecorada pelo regime que ajudara a fundar e aceitou sê-lo pela Ditadura Militar saída do 28 de Maio de 1926.
Durante quase quatro décadas, entre 1897 e 1935, Ana de Castro Osório revelou-se figura ímpar enquanto escritora, autora de livros escolares, editora, periodista, pedagoga, publicista, conferencista, republicana e líder de organizações femininas e feministas do início do século XX, sendo ainda uma cidadã interveniente e atenta, reconhecida pelos seus contemporâneos, com quem estabeleceu alargada rede de sociabilidades e manteve prolixa e continuada correspondência com centenas de figuras públicas de quadrantes políticos e ideológicos antagónicos, antes e depois da República.
Pertenceu à geração dos republicanos que lutaram contra a monarquia, fizeram a revolução e governaram, nos escassos anos que durou, a 1ª República, e conviveu e conspirou com os principais vultos femininos que pugnaram por direitos para as mulheres e influenciaram a longa caminhada da emancipação feminina.
Não passou desapercebida sob a Monarquia, a República, a Ditadura Militar ou o Estado Novo, mas foi sempre a escrita que norteou a sua vida, repartindo-se pela literatura infantil, contos, novelas, romances, peças de teatro, traduções, seletas, escritos doutrinários, conferências, discursos e colaboração em muitas dezenas de periódicos – femininos, feministas, republicanos, literários, locais, regionais ou nacionais, de educação e instrução –, tribuna privilegiada onde assegurou seções, assinou editoriais, redigiu centenas de escritos e aspirou ser remunerada profissionalmente.
Depois da notoriedade de décadas, patente na adesão de uma plêiade invulgar de personalidades – republicanos, monárquicos, autoridades da ditadura, governantes salazaristas, advogados, diplomatas, engenheiros, ex-combatentes da Guerra de 1914-18, jornalistas, professores, médicos, sumidades das artes, das letras e da ciência, além de companheiras de percurso – e de pessoas de todas as classes sociais às suas cerimónias fúnebres, ocorridas entre 23 e 25 de março de 1935, Ana de Castro Osório caiu num duradouro silenciamento que tem vindo a ser quebrado pela historiografia contemporânea e pela memória das lutas pelos direitos das mulheres, recolocando-a no devido lugar que teve na sua época.
Pela força, justiça e perenidade de algumas das ideias por que se bateu, Ana de Castro Osório ficará sempre associada aos movimentos a favor da emancipação das mulheres – defendendo a sua educação e instrução, a independência económica, a igualdade de direitos, o ingresso em profissões, o sufrágio feminino restrito, a lei do divórcio, salário igual para emprego igual – e ao triunfo da República, estando perpetuada na aguarela, de 1911, de Alfredo Roque Gameiro: a mulher, apenas uma, em primeiro plano, entre 161 dirigentes republicanos.
Ana de Castro Osório acreditou no seu valor intelectual e impôs-se por si própria no espaço público predominantemente masculino. Triunfou pela fortíssima personalidade, perseverança e vontade de deixar obra que marcasse o seu tempo, rompendo a esfera do privado a que os homens tanto gostavam de acantonar o sexo feminino.
O legado pioneiro merece readquirir visibilidade e novas reinterpretações, bem como a sua vida, uma vida tão intensa e invulgarmente vivida no Portugal conservador da transição do século XIX para o XX.
[https://mulheresescritoras.pt/index.php // O projeto Escritoras de língua portuguesa no tempo da Ditadura Militar e do Estado Novo em Portugal, África, Ásia e países de emigração resulta de uma parceria internacional, envolvendo o IELT, o CICS.NOVA/Faces de Eva, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, e o CRILUS/UR Études Romanes, da Universidade Paris Nanterre.]
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Ana de Castro Osório, escritora, revolucionário, feminista. Trisavó das minhas filhas Inês

LAGOA DO FOGO O CAOS CONTIN UA

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A estupidez de alguem sentado atrás de uma secretária, tirando da sua cartola, após varios anos de estudos pagos pelo papá, soluções irracionais, torna se flagrante e evidente, com a reladidade da consequência.
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morreu Bobby Chamberlain

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Dr. Chamberlain was an accomplished and inspiring teacher, and he did so much to help me become a professional translator of Portuguese. He also fostered my research into my family’s concealed Portuguese heritage in the Azores. I am heartbroken by the news of his illness and death.
Sincerely, Katharine F. Baker.

Bobby John Chamberlain, PhD, 75, passed away August 7, 2022 of dementia compounded by a catastrophic brain injury. Born in Huntington Park, CA, a suburb of Los Angeles, on October 30, 1946, the first child of Robert Parker Chamberlain and Dorothy (Jones) Chamberlain.

Bob received all of his college degrees at UCLA, culminating in receiving the California Governor’s award in his field with his doctorate in Brazilian and Spanish Literature and Linguistics. He was a two time Fulbright Scholar researching in Brazil.

Bob was Professor Emeritus in the Department of Hispanic Languages and Literatures at the University of Pittsburgh. His research focused on Portuguese language and Brazilian literature, with a concentration on the prose fiction of Brazilian modernism and post modernism and on contemporary literary theory. He published widely in U.S. and Brazilian journals on postmodernism, antropofagia, canon formation, periodization and the role of U.S. Brazilianists. He taught at the University of Pittsburgh for 33 years before retiring in 2018. He previously taught at the University of Southern California and Michigan State University. In addition, he was a guest professor at universities in both Brazil and Portugal. He also published two dictionaries in (Brazilian) Portuguese. He considered teaching the greatest privilege because he was able to share his knowledge with students and received knowledge back from them.

He was known for his sarcastic humor and always ready with a quick smile and a helping hand. He was an avid genealogist decades before it became popular. However, his greatest joy in life was his family. He is survived by wife of 50 years and life co-warrior of 53 years, Katherine/Kay Giercyk Chamberlain, daughter Katherine Perrotti (Matt), grandchildren, Scotlynne and Logan Fennell, Griffin, Brighton and Greenleigh Perrotti, son Robert Parker Chamberlain (Katrina Buches), sister Judith Lynn Baggs (Larry), nephew John Baggs (Veronica), brother Gerald Parker Chamberlain. He is predeceased by grandson Mitchell Perrotti.

In lieu of flowers, the family is requesting donations to the Osteogenesis Imperfecta Foundation.

Services will be held at a later date. Arrangements handled privately by David J. Henney Funeral Home, Library, PA. www.davidhenneyfuneralhome.com

“A descoberta de uma vida”. Investigadores descobrem pegadas fantasmagóricas no Utah – ZAP Notícias

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O Great Salt Lake era o maior lago de água salgada do Hemisfério Ocidental, mas secou lentamente devido a mudanças no clima da Terra desencadeadas pelo fim da última era glacial. Uma equipa de arqueólogos tropeçou recentemente num conjunto de misteriosas “pegadas fantasmas” nas salinas de um dese

Source: “A descoberta de uma vida”. Investigadores descobrem pegadas fantasmagóricas no Utah – ZAP Notícias