a crise que aí vem

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CRISE – O QUE AÍ VEM – UMA VISÃO SOMBRIA/ OPINIÃO
O que aí vem: a tempestade perfeita
01 Novembro 2021 — DN
Jorge Fonseca de Almeida
Opinião
Sopram ventos gélidos de vários quadrantes. Da Europa Central levanta-se uma quinta vaga pandémica que avança para ocidente, nos Estados Unidos a inflação cresce alastrando pelo mundo, no setor da energia os preços disparam, e o mercado de futuros sinaliza que o preço do gás, com o qual se produz eletricidade, só voltará aos níveis pré-pandemia em 2025, a mão-de-obra escasseia nos países centrais, o clima continua a aquecer e não resta muito tempo para agir. Se esta não é a tempestade perfeita que grão de poeira lhe falta para o ser?
A subida da inflação já está a levar os Bancos Centrais a subir as taxas de juro. Quando este movimento chegar ao Euro Portugal asfixia. Com uma taxa de endividamento público e privado dos mais altos do mundo a subida de taxas de juro, anuncia um longo período de austeridade, de crédito malparado e resgate do sistema financeiro, declínio da produção, fuga dos mais ousados e competentes, aumento da pobreza, o passo que ainda falta para a cauda da Europa.
A crise política desencadeada por António Costa ao não negociar com os parceiros à esquerda visa evitar o erro de Sócrates que procurou impor a austeridade com o apoio das esquerdas. Assim António Costa, na sequência da vitória das eleições autárquicas, decide arriscar uma fuga para a frente na busca da maioria absoluta desencadeando uma crise no momento em que a direita está completamente desarticulada e em plena guerra civil.
No CDS o hara-kiri é fulminante, a velha elite popular prefere destruir o partido a entrega-lo aos jovens lobos. No PSD o caminho fratricida parece ser o mesmo, com a fação Passos/Rangel a prosseguir uma guerra de terra queimada. O bom senso e o equilibro só parece vir de Rui Rio.
Que armas tem o país para resistir a esta tempestade económica que se aproxima e cujos primeiros embates já se fazem sentir? Que armas adicionais estão ao seu alcance?
O investimento de fundos públicos europeus poderiam ser uma arma se não estivessem já alocados e contratados com Bruxelas, a uma variedade de obras, muitas delas inúteis e de limitado impacto na economia. Recordemos que o plano foi feito em cima do joelho por uma única pessoa, sem consultar a sociedade portuguesa. Os erros pagam-se.
Uma alteração dos limites do deficit orçamental poderia ajudar o Governo a proteger a sociedade portuguesa das mais nefastas consequências da tempestade que se avizinha. Mas a ortodoxia do centro político português quer regressar ao deficit de 2% o mais depressa possível. Uma moeda própria também ajudaria a evitar aumentos de impostos sobre as classes médias e a manter a competitividade externa.
Com poucas armas Portugal fica refém das políticas europeias de combate à crise, políticas que como se sabe são desenhadas para proteger os países centrais e não os periféricos como Portugal.
Que caminho seguir? As eleições o ditarão.
May be an image of cloud and nature
Artur Arêde, Eunice Brito and 57 others
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Most relevant

  • Maria Duarte

    Boa análise e perceptível. Mas esperemos que não seja assim tão mau!
    👏👏👏

governo nao cumpre código

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Conceição Lino – Essencial
Grande trabalho, serviço público, da Conceição Lino, numa estação de televisão privada, a SIC.
Vários membros do governo circulam na autoestrada a mais de 200km/h, inclusive o primeiro-ministro António Costa (em ação de campanha do PS).
Isto é a República das Bananas ou dos Bananas?
O governo já prevê no orçamento de estado o aumento de euros recolhidos com as multas e por isso fez o grande investimento de mais de 5 milhões de euros em radares!
Isto é a República das Bananas ou dos Bananas?
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Desestabilização presidencial – Jornal Tornado

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por Paulo Casaca, Bruxelas – Bélgica

Source: Desestabilização presidencial – Jornal Tornado

It Was America’s First English Colony. Then It Was Gone. | National Geographic

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Two decades before Jamestown, settlers arrived in what is now North Carolina. What happened to them is a mystery, but there are some clues.

Source: It Was America’s First English Colony. Then It Was Gone. | National Geographic

Aventuras na História · Durante anos, australianos consumiram peixe que não era conhecido pela Ciência

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O caso, que repercutiu em 2019 com publicação de estudo, surpreendeu pessoas ao redor do mundo

Source: Aventuras na História · Durante anos, australianos consumiram peixe que não era conhecido pela Ciência

viva a vida com prazer

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News Feed posts

PENSAMENTOS CIRCULANTES!
REFLEXÕES SOBRE A LONGEVIDADE
01. O inventor da esteira morreu aos 54 anos.
02. O inventor da ginástica morreu aos 57 anos.
03. O campeão mundial de fisiculturismo morreu aos 41 anos.
04. Maradona, grande jogador de futebol, faleceu aos 60 anos.
05. Mark Hugues, fundador da Herbalife, morreu aos 44 anos.
JÁ:
06. O criador do frango frito KFC, nada saudável, morreu aos 94 anos.
07. O criador da Nutella morreu aos 88.
08. Imagine, o dono dos cigarros Winston morreu aos 102 anos.
09. Quem industrializou o ópio morreu aos 116 anos, num terramoto.
10. O fundador dos conhaques Hennessy morreu aos 98 anos.
11. Hugh Hefner, criador da Playboy, morreu aos 91, rodeado de garotas
70 anos mais novas!
Assim sendo, como é que os médicos concluíram que o exercício prolonga a
vida? Se o coelho está sempre pulando, mas vive apenas 2 anos, e a tartaruga,
que não faz exercício algum, vive 100 anos, então vá devagar, descanse um
pouco, relaxe, mantenha a calma, ame muito, coma bem, tome o seu vinho
ou cerveja. Beba um whisky ou uma caninha de vez em quando e aproveite
a vida com prazer!

PÉROLAS DOS ALUNOS

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As pérolas das inocentes e ingénuas iluminações em ponto pequeno. 😅
Bom feriado!
1) A Bíblia dos Muçulmanos chama-se Kodak.
2) O Papa vive no Vácuo.
3) Antigamente, em França, os criminosos eram executados com a Gelatina.
4) Em Portugal, os homens e as mulheres podem casar. A isto chama-se monotonia.
5) Em nossa casa cada um tem o seu quarto. Só o papá é que tem de dormir sempre com a mamã.
6) Um seguro de vida é o dinheiro que se recebe depois de se ter sobrevivido a um acidente grave.
7) Os meus pais só compram papel higiénico cinzento, porque já foi utilizado e é bom para o ambiente.
😎 Adoptar uma criança é melhor! Assim os pais podem escolher os filhos e não têm de ficar com os que lhes saem.
9) Adão e Eva viviam em Paris.
10) O hemisfério Norte gira no sentido contrário do hemisfério Sul.
11) As vacas não podem correr para não verterem o leite.
12) Um pêssego é como uma maçã só que com um tapete por cima.
13) Os douradinhos já estão mortos há muito tempo. Já não conseguem nadar!
14) Eu não sou baptizado, mas estou vacinado.
15) A Primavera é a primeira estação do ano. É na Primavera que as galinhas põem os ovos e os agricultores põem as batatas.
16) O meu tio levou o porco para a casota e lá foi morto juntamente com o meu avô.
17) Quando o nosso cão ladrou de noite a minha mãe foi lá fora amamentá-lo. Se não os vizinhos ficavam chateados.
18) A minha tia tem tantas dores nos braços que mal consegue erguê-los por cima da cabeça e com as pernas é a mesma coisa.
19) Um círculo é um quadrado redondo.
20) A terra gira 365 dias todos os anos, mas a cada 4 anos precisa de mais um dia e é sempre em Fevereiro. Não sei porquê. Talvez por estar muito frio.
21) A minha irmã está muito doente. Todos os dias toma uma pílula, mas às escondidas, para os meus pais não ficarem preocupados.
Fonte desconhecida.
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SANTA MARIA E OS INTERESSES

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May be an image of tree and outdoors
Texto de análise publicado nesta página em 2012. “Tudo como dantes, quartel general em Abrantes”…
“Os interesses de Santa Maria ou a inércia consolidada …
Sem dúvida alguma, existem interesses velados (por parte de quem, já todos sabemos) na destruição lenta e gradual das valências, das capacidades, de algumas instituições e da capacidade de resposta que Santa Maria já teve e de que necessita para que a sua economia não sucumba.
Já todos sabemos que existem interesses dissimulados por detrás das repetidas desculpas, evocando a crise e a falta de verbas, para que não se mantenham infraestruturas que são essenciais em Santa Maria. Os serviços, que até há pouco eram o motor de grande parte da economia mariense, estão aos poucos a ser eliminados, ou a serem transferidos para S. Miguel. Não se criam novos serviços, novas empresas, não há respostas às necessidades da população da ilha. Cada vez mais quem necessita de algo tem que o procurar fora da ilha.
Desde que foi criado o chamado “Grupo de Coesão” que esse desgaste se vem fazendo a coberto de “novos “ processos de gestão do arquipélago, de “inovações do desenvolvimento e da tecnologia” e da economia açoriana, com desculpas de mau pagador, vai-se atirando areia para os olhos daqueles que estão a sofrer na pele e assistem ao estertor da vida mariense, em prol do desenvolvimento de duas ilhas que são as principais desse Grupo de Coesão: S.Miguel e Terceira.
Os interesses políticos são óbvios: Estas duas ilhas têm 2/3 da população total do Arquipélago, ou seja 75% do total dos votos dos Açorianos. Os restantes 25% encontram-se distribuídos por todas as outras ilhas.
Há que não esquecer que em Outubro próximo terão lugar eleições para o novo Governo Regional. Santa Maria, que está na ponta esquecida do Arquipélago, será em breve, se a esta política não houver quem tenha a coragem de fazer frente, um satélite de S. Miguel.
Não tarda que Santa Maria venha a ter o papel que a ilha do Porto Santo desempenha no arquipélago da Madeira, o de uma estância turística, ou a praia dos madeirenses ricos.
Santa Maria será a estação de veraneio dos micaelenses.
Será, para eles, muito fácil apanhar o barco e em poucas horas estar a gozar do descanso das areias douradas das praias marienses.
Não irão de avião, porque estes serão escassos os que aterrarão em breve em Santa Maria. Sei que nos dias de hoje, já muitas das escalas técnicas estão a ser feitas em Ponta Delgada. Já nem para isso o grande e bem estruturado aeroporto de Santa Maria serve. Já serviu, mas nunca deixou de haver a “pedra no sapato” por parte dos diversos governos regionais por Santa Maria estar equipada com valências aeroportuárias que não existiam em S. Miguel.
Chegaram os tempos da “vendetta” política. Tira-se Santa Maria do mapa. Os marienses, se quiserem algum serviço, compram um bilhete e vão a S. Miguel… é na economia da ilha vizinha que vão deixar o seu dinheiro.
Santa Maria vai sucumbindo… os seus naturais, resignados e contagiados por um mal que é proveniente da inércia a que há muito se habituaram, limitam-se a constatar o seu morrer lento e a imaginar o que será no século XXI voltar ao ritmo lento que já existiu no início do século passado, naquela pequena ilha que um dia já foi tão grande.
O isolamento de Santa Maria só é quebrado nos meses de verão, com o chamado turismo da saudade. A geração de emigrantes que vive no outro lado do Atlântico ainda tem laços e memórias que os fazem querer voltar ciclicamente, ano após ano, no mês de Agosto a Santa Maria. Matam saudades das gentes, de amigos e familiares que ainda por lá vivem, dos seus caminhos e da sua gastronomia.
É o tempo do reencontro…por enquanto.
Daqui a uns anos, poucos já serão os que a irão procurar, pois esta geração já não existirá e a geração seguinte, já não será chamada para voltar às suas raízes, pois os seus interesses são desviados para outros horizontes mais chamativos.
Para que Santa Maria não morra, para que se trave este assassinato da nossa terra, é necessário que aqueles que a amam, que se encontram a viver lá e os que estão fora, se dispam de interesses partidários e individuais e se unam em prol do interesse principal que é o interesse económico, a seiva da ilha. Há que unir esforços, dar as mãos e lutar contra os interesses políticos de meia dúzia de dissimulados que com palmadinhas nas costas e sorrisos seráficos vão sugando o que podem, ditando a sentença de morte da nossa querida ilha.
Talvez não fosse má ideia uma reflexão profunda, que as pessoas se juntem, se esqueçam das quezílias políticas e falem umas com as outras, que unam esforços e as suas capacidades e de uma única voz a façam ouvir e saibam como defender os interesses de Santa Maria que não são mais do que uma aposta real e futura nas pessoas e nas suas famílias.
A ilha de Santa Maria é pequena, mas os marienses são muitos.
Há que salvar a nossa ilha!”
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