novo livro de Moisés L Martins

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Acabo de coeditar este livro, sobre Culturas e Turismo: Reflexões sobre o Património, as Artes e a Comunicação Intercultural. Partilhei a edição com Rosânia da Silva, Professora da Universidade Politécnica de Moçambique.
O livro remete para um Congresso, que organizámos ambos em Maputo, em 2018.
De um modo geral, os autores são investigadores portugueses, moçambicanos e brasileiros.
Eu próprio redigi um capítulo, além de ser o co-autor da nota introdutória.
May be an image of text that says "Culturas Turismo Reflexões Sobre 0 Património, as Artes e a Comunicação Intercultural Û CECS centrodeestud decomunicação esociedade"
📚 Nova publicação: Culturas e Turismo: Reflexões Sobre o Património, as Artes e a Comunicação Intercultural, de Moises Lemos Martins e Rosânia da Silva.

Austria pronostica un apagón eléctrico generalizado en Europa que podría durar varios días

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El apagón en Europa supondría que ordenadores, cajeros automáticos, teléfonos, internet y muchos otros servicios dejaran de funcionar.

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MANUEL CARRASCALÃO

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MANUEL VIEGAS CARRASCALÃO
Em 24 de Outubro de 1901, há 118 anos, nascia Manuel Viegas Carrascalão, filho de Manuel Viegas Carrascalão e Maria Faustina Cavaco (da Freg. de Alosno, Huelva, Andalucía, Espanha), no sitio dos Machados, São Brás de Alportel, Algarve, Portugal.
Operário tipógrafo, começou como aprendiz nos Ecos do Sul , em 1913 e rapidamente começa a participar no trabalho sindical. Adere à corrente anarco-sindicalista, é preso várias vezes, é eleito secretário geral da Federação das Juventudes Sindicalistas e cria a Caixa da Solidariedade da mesma federação.
Em Junho de 1925 é preso por bombismo e acusado de pertencer à Legião Vermelha, na sequência das represálias do poder ao atentado de assassinato a Ferreira do Amaral, comandante da Polícia Cívica de Lisboa, a 15 de Maio.
Em Setembro de 1926 é condenado a 6 anos de degredo pelo Tribunal Militar por ser da Legião Vermelha.
Em Dezembro de 1926, o Supremo Tribunal confirma a pena de degredo de 6 anos a Carrascalão, por responsabilidade na criação e actividade da Legião Vermelha.
A 23 de Fevereiro de 1927, Carrascalão escreve do Forte de Monsanto, onde acusa a polícia das mortes de Gavroche e também de Diamantino de Anunciação e Domingos Pereira. Afirma que certos polícias vêm à prisão à procura de certos jovens para os levar com o objectivo de os assasinar. O que aconteceria a Filipe José da Costa e Hilário Gonçalves.
Em Abril de 1927, Manuel Viegas Carrascalão, gráfico, José Gordinho corticeiro, João Maria Major, manipulador de pão, José Filipe, da construção civil, Joaquim da Silva, metalúrgico, e outros, num total de 64, são deportados no navio Pêro de Alenquer para Timor. A viagem demorará 5 meses e passa por Cabo Verde e Guiné. O Pêro de Alenquer só chegará a Timor em Setembro, ao porto Aipelo. Manuel Viegas Carrascalão fica preso em condições sub-humanas na prisão Aipelo.
Em 1928, MVC é liberto por bom comportamento e imediatamente desterrado para Venilale.
Em Venilale para sobreviver dá aulas de português, faz de carpinteiro e de pedreiro.
No mercado de Venilale conhece a jovem timorense Marcelina Guterres, filha de Loi Sibe e Joana Guterres.
A partir daqui a vida de Manuel Viegas Carrascalão fica intimamente ligada a Timor. Ainda será preso em 1933 na ilha prisão de Atauro e em 1942, pelas tropas japonesas. Regressará a Portugal a 15 de Fevereiro de 1946 e nesse mesmo ano regressa reabilitado a Timor, já como dono da Granja Eduardo Marques, antiga propriedade estatal, onde sob a condição de deportado tinha sido feitor. Não esquecendo as suas origens, muda o nome da granja para Fazenda Algarve (quando no ano anterior, em 1945, tinha regressado a Portugal chegou a ir ao Algarve com o seu filho mais velho, Manuel. Nessa altura ainda Manuel Viegas Carrascalão não pensava voltar para Timor. Tinha trazido toda a sua família e as suas economias. Provavelmente a ida ao Algarve tem dois objectivos: encontrar-se com a família, que já não via há quase vinte anos e procurar um futuro).
Graças à Fazenda Algarve acaba por se envolver na criação da Associação Comercial, Agrícola e Industrial de Timor (ACAIT).
Em 1972, a convite das autoridades de NTT, o governador Fernando Alves Aldeia autorizou a deslocação a Kupang de uma caravana desportiva de Díli para participar nas come- morações do 27.o aniversário da independência da Indonésia. Presidida pelo presidente da câmara municipal de Díli, Manuel Viegas Carrascalão, a comitiva contava com cerca de 200 pessoas. Durante a sua estadia, entre os dias 8 e 18 de Agosto, em Kupang, Manuel Viegas Carrascalão foi recebido pelo major-general Ali Murtopo, assessor especial do presidente Suharto para assuntos políticos e comandante da OPSUS, o serviço de Operações Especiais das ABRI, responsável pela compilação de informações e pela orientação de missões diplomáticas delicadas no estrangeiro.
Em 1975 Manuel Viegas Carrascalão vem a Portugal para tratamento médico.
A 7 de Dezembro de 1975, a Indonésia invade Timor Leste. Manuel Viegas, doente dum cancro pulmonar, passa dificuldades, pois os indonésios retêm-lhe os bens.
1977
Morre Manuel Viegas Carrascalão, em 24 de Outubro, em Portugal.
O casal Marcelina Guterres e Manuel Viegas Carrascalão tiveram 13 filhos: Dora, Maria, Manuel, Maria Ermelinda, Mário, Artur, Maria Alice, José, João, Francisco, Maria Gabriela, Maria ângela, Natália.
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Alberto Borges, Shusan Liurai and 8 others
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EDUÍNO DE JESUS, APRESENTAÇÃO PÚBLICA

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Caros amigos. Após várias marcações e cancelamentos, finalmente irá ser apresentado o livro de Poemas (Como Tenuíssima Espuma de Luz), do Eduíno de Jesus, com desenhos de Artur Bual. A sessão de apresentação, pelo Dr. Vamberto Freitas, terá lugar na Biblioteca Pública, no próximo dia 30 de outubro (sábado), pelas 19.00 H. Teríamos muito gosto em contar convosco. Agradecia que me confirmassem a vossa presença até ao dia 29, sexta-feira, por causa da lotação da sala. Obrigada. Um abraço. Maria João Ruivo

 

Como Tenuíssima Espuma de Luz