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SECOU O MAR DE ARAL

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“Os barcos que costumavam transportar toneladas de peixes todos os anos estão agora parados e a enferrujar perto do antigo porto de Muynoq, no Uzbequistão, desde que o mar de Aral secou na década de 1980.” NG
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A ONDA DE SÃO MATEUS

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Incrível a estupidez humana! Primeiro constroem uma bairro social encostado ao mar onde sabiam que era normal a agitação marítima, depois soterraram uma muralha histórica deixando uma pontinha a vista, que nem da perceber que ali se encontra, para proteger as casas que ali nunca deviam ter sido feitas, com prejuízo para a orla marítima, ambiente e património histórico. Uma muralha histórica que aguentou centenas de anos até ceder! Em que raramente ou nunca o mar saltava na zona do café. Fizeram um quebra mar estilo “rampa de lançamento” para o mar não saltar… O que esperavam? E agora a solução é aumentar a rampa… O que pensam que vai acontecer com a subida da água do mar, uma maré bem cheia e um mar bem revolto? “A onda vai existir sempre” diz o presidente da junta… E esta certo! Ondas existem sempre e em qualquer lado da costa… Agora ondas com qualidade e segurança para a prática de surf são raras especialmente nos Açores, especialmente na terceira… Estes políticos devem pensar que os surfistas só chateiam por chatear… Se nós que conhecemos os locais de surf, que estamos atentos ao universo do surf e já vimos várias ondas desaparecer no mundo e nos Açores, que temos muito mais conhecimento da dinâmica de uma onda estamos preocupados é porque temos motivos para isso… Além disso porque tem necessidade de nos enganar? De dizer que estão atentos e sensíveis a salvaguarda da onda e depois ignorar as nossas preocupações? Só pode ser porque não querem saber, não se importam e só querem é enganar. Não olham a meios para atingir os fins. Triste… Mas o mar vai tratar de abrir os olhos aos ignorantes quando vier com a sua força reclamar o que é dele. Nessa altura espero que se lembrem de como era antes, quando tudo estiver destruído ou apenas sobrar betão…. “Açores natureza viva” tal treta…
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Jornal de Leiria – IPA, o primeiro carro português de produção, proibidO pelo governo de Salazar,vai regressar a Porto de Mós

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IPA300: o coupé made in Porto de Mós, cuja produção em série foi proibida pelo governo de Salazar, vai ficar em exposição no edifício da antiga central termoeléctrica.

Source: Jornal de Leiria – IPA, o primeiro carro português de produção, vai regressar a Porto de Mós

AÇORES CONTRATAM ASTRONAUTA

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Americano, antigo astronauta e engenheiro da NASA ..
John Daniel Olivas é o novo consultor do Governo para definir a estratégia regional para o espaço
(Antena 1 – Açores)
Por 35 mil euros , o Governo açoriano acaba de contratar , o antigo astronauta e engenheiro da NASA , JOHN DANIEL OLIVAS para consultor da estratégia regional para o espaço
O contrato foi firmado este mês. O antigo astronauta vai trabalhar com a região até ao final de Outubro, data em que a estrutura de missão prevê apresentar as orientações para o projeto espacial dos Açores
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Luciano Melo and 10 others
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as ilegalidades do SANTA CLARA

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Aumento de capital na SAD do SANTA CLARA

Os sócios do Clube não foram ouvidos,.
É ilegal , diz Dionísio Leite , antigo Presidente do Clube
( Antena 1 – Açores )
Para concretizar a operação financeira, antigo Presidente do Santa Clara, Dionísio Leite diz que a lei obriga a ouvir os sócios do clube , o que não aconteceu , explica “( a operação) tem de ter a anuência dos sócios porque os aumentos de capital só podem ser decididos de forma unilateral quando um acionista tem mais de 67% do capital social. Na SAD do Santa Clara isso não acontece. Há 40% de ações do clube , 40 e tal de Glen Lau e o restante de pequenos acionistas. Nenhum tem mais de 67% do capital social “
O aumento de Capital Social está na recta final. A operação financeira termina na próxima Sexta Feira , 30 de Julho .
O Conselho de Administração da SAD propõe um aumento de capital de 3 milhões de euros
Para manter a sua participação na estrutura acionista da SAD , o clube tem de subscrever ações no valor de 1 milhão e 200 mil euros
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Roberto Y. Carreiro and 2 others
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  • Roberto Y. Carreiro

    Claro que um clube ou uma sociedade comercial para subscrever capital numa outra (SAD) tem que ter autorização dos respectivos sócios, através duma Assembleia Geral convocado nos termos legais. Elementar, meu caro Watson….
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José Ramos-Horta talks Timorese independence and Nobel Prize win, 25 years on

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Following Indonesia’s invasion of Timor-Leste, José Ramos-Horta navigated Cold War allegiances as he travelled the world lobbying for support

Source: José Ramos-Horta talks Timorese independence and Nobel Prize win, 25 years on

um diretor da cultura que nos envergonha e uma diretora da BPARD que nos orgulhamos de ter

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Estive, atentamente, a ouvir as entrevistas realizadas pelo júri liderado pelo Diretor Regional da Cultura, mas vou, apenas, referir-me à entrevista da Dra. Madalena San-Bento, e, por uma questão de consideração não falarei na da Dra. Iva Matos, mais conhecida pelo DRC por Dra. Isabel Garcia.
Começo por dizer, que muito admiro a Dra. Madalena San-Bento, pela sua personalidade, cultura, inteligência, honestidade inteletual, justiça, responsabilidade, iniciativa… Aliás, acrescento, que a mesma admiração tenho pelas duas irmãs, a ocuparem altos cargos profissionais no continente.
1- O DRC estava muito irrequieto na cadeira. Incomodou-o muito, certamente, todas as respostas da Dra. Madalena. Excelentes.
2- Os outros dois membros do júri foram tal como são. Excelentes.
3- O DRC deu a atender que aprendeu muito com as respostas da Dra. Madalena. Excelentes.
4- O DRC não fosse a segurança da Dra. Madalena, em tudo a que se propõe, tinha-lhe ido até ao “tutano”. Péssimo.
5- DRC fez perguntas q pouco tinham a ver para o cargo. Péssimo.
6- O DRC precisa ser substituído em breve. Não tem “cabedal” para aquele cargo. Demonstrou-o bem. Os srs. governantes se o ouvirem aqui, deduzirão o mesmo. Péssimo.
7- Pelo público há uma vencedora. Excelente.
8- Pela política, também há. Péssimo.

A ambas as maiores

felicidades

pessoais e profissionais.

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You, Pedro Paulo Camara, Maria Das Neves Baptista and 23 others
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  • Carlos Cordeiro

    Parabens sra doutora madalena sempre em frente vamos la viva

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    • 19 h
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    Tomás Quental

    “O DRC precisa ser substituído em breve. Não tem “cabedal” para aquele cargo”. Sem dúvida!

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    • 19 h

     

    Paula Leite replied
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    Fátima Silva replied
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  • Mariana Matos

    Mas já está escolhido?

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    • 18 h

     

    Mariana Matos replied
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    DIZEM-ME MAIS UMA VEZ QUE É PRECISO MUDAR O DIRETOR DA CULTURA
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    DIZEM-ME MAIS UMA VEZ QUE É PRECISO MUDAR O DIRETOR DA CULTURA

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    • 18 h
  • Isilda Medeiros

    Ele devia voltar ao local obde estava. Falta lhe humildade p3 cabedal… é urgente ser substituído

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    • 18 h
  • Elisabete Amaral

    coragem política é muito necessária nestas alturas, vamos ver a estratégia do presidente…encaro este governo como um jogo de crânios em Xadrez…sublimes ações!!

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    • 15 h
  • Alexandre Baptista

    Minha querida Fátima, concordo com a tua análise e sou cada vez mais admirador da tua isenção.
    Esta telenovela repete-se com outros autores,,,, E em vários concursos.
    E é esta gente que criticava os anteriores e que supostamente iriam fazer melhor?
    Acho que isto está pior do que nunca (a vários níveis).
    Nivelam os graus académicos de forma a que o seu candidato não fique prejudicado. Só dão ênfase à formação que der jeito (Licenciatura, pós graduação, mestrado ou doutoramento,,, tudo igual).
    Quanto ao curriculum profissional, idem, aspas, aspas, idem e depois dão a maior % da classificação à entrevista,,,
    Que nunca Fiquemos em paz sujeitos.
    Bjnhs 😘💕

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    • 14 h
    • Fátima Silva

      Primo, nunca. Serei sempre pela máxima justiça, doa a quem doer. Se incomodo, ignorem-me. Bjs

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      • 14 h
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    • Alexandre Baptista

      Fátima Silva Pois, eu também sou assim. E assim serei sempre, mesmo sabendo que as minhas opiniões prejudicam os meus familiares. 😘💕

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      • 14 h
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  • Luisa Câmara

    Isto o que é?
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    • 14 h

     

    Luisa Câmara replied
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    3 h
  • Ana Rodrigues

    Sinto me envergonhada por ter um DRC a representar-me, deste modo, na cultura dos Açores

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    • 13 h
  • Ana Paula Marques

    Sempre admirei a tua coragem!

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    • 12 h

     

    Ana Paula Marques replied
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    11 h
  • Maria Amaral Costa Vieira

    Muitos

    parabéns

    Dra. Madalena já era de esperar pois já era do domínio público a sua alta competência e criatividade. Não se pode comparar com o outro concorrente. Quanto ao DRC nunca havia ter sido colocado naquele lugar e uma vez que foi, já devia ter sido substítuido.

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    • 55 m
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    Paula Cabral

    A Madalena é admirável! Acrescento a vitude da paciência ao seu currículo depois de ver esta entrevista! Porque a tentação diabólica rondou bem de perto…
    Não sei como é que a Fátima consegue estas pérolas! 😅

    Muitas

    felicidades

    para a Madalena, quer fique ou não! O trabalho que ela deixa já fala por si.

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    • 4 m

Insólitos da semana. Um navio abandonado e encalhado numa praia na Rússia – SIC Notícias

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Do invulgar ao surreal, veja as imagens que marcaram o lado mais insólito do ser humano esta semana.

Source: Insólitos da semana. Um navio abandonado e encalhado numa praia na Rússia – SIC Notícias

hoje é o dia fora do tempo

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O DIA FORA DO TEMPO
O dia 25 de Julho do Calendário Gregoriano é chamado O DIA FORA DO TEMPO.
Neste dia, de acordo a tradição Maia, comemora-se uma pausa entre dois ciclos de 13 luas de 28 dias.
No dia 26 de Julho recomeça um novo ciclo com Sírius (a estrela mais brilhante do céu), a elevar-se no horizonte juntamente com o Sol, trazendo uma energia de limpeza e de purificação interior.
O DIA FORA DO TEMPO é o dia da consciência criativa da Vida, o dia da GRATIDÃO, o dia de não ser nada e ser tudo.
É o dia de celebrar a Vida e agradecer todas as bênçãos recebidas.
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Susana Rodrigues and 19 others
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os céus abriram-se sobre Phoenix EUA

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No photo description available.
Airborne view of the pulse storm in Phoenix, Arizona yesterday. Really impressive burst of rain by Bruce Haffner. OMG, this is amazing!
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Alberto João Jardim e o Presidente da República

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Alberto João Jardim e o Presidente da República
O velho sátrapa madeirense, um salazarista que nunca se converteu à democracia, e que procurou limitá-la no espaço onde ficou à solta na excessiva autonomia, continua, após a saída de cena, a ser um boçal sem freio.
Querendo o PR honrá-lo, a pretexto de um prémio atribuído ao ex-autarca, manifestou a intenção de ser ele próprio a entregar-lho na deslocação para assinalar o 45.º aniversário da Assembleia Regional.
Surpreendentemente, já com o PR na Madeira, AJJ alegou estar de férias, e a cerimónia teve de ser adiada. Nunca um PR foi humilhado no espaço nacional de forma tão soez, nem uma afronta de tal dimensão mereceu tanto silêncio.
As televisões não convocaram os comentadores do costume, os psicólogos não foram chamados a diagnosticar os sintomas do primata, e os média, habituados a condenar o ofendido e a ignorar a ofensa, pouparam o PR e optaram por desvalorizar o incidente.
Ao dar um coice a Marcelo, o execrável cidadão não o ofendeu, quem se avilta é o agressor e não a vítima, mas injuriou o órgão de soberania e todos os portugueses.
Em campanha eleitoral autárquica numa das freguesias do Funchal, em desafio ao poder nacional, ainda ampliou a afronta: “Nunca tivemos, na história da autonomia, uma dupla tão ferreamente antiautonomia como este primeiro-ministro e este presidente da República.” [sic]
Depois de Cavaco ter abandonado a cerimónia de posse do segundo mandato deste PR, sem o cumprimentar, pensava-se que a rudeza de maneiras não teria sucessor. Tínhamos esquecido do que era capaz o abrutalhado cacique insular.
Os portugueses invejam-lhe o fígado que destilou hectolitros de poncha, mas deploram o chantagista que incita a Região contra os órgãos de soberania nacionais.
Lúcia Duarte, Eduardo Jorge Pereira and 2 others
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  • Alexandre Baptista

    Pois eu prefiro um Alberto João Jardim, cheio de defeitos mas que ama a sua terra e que chama os bois pelos cornos,,,
    Haverá quem aprecie mais um “copinho de leite” , que deixa Venturas, Rios, Representante e Presidente da República achincalhar a nos…

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    • 10 h
  • Maria Luisa Colaço

    A besta deu o coice como fez em toda a sua vida.De espantar? Absolutamente nada. Mas já não manda. São apenas is resquícios da virilidade perdida.
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    • 16 m

salazar

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SALAZAR
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SALAZAR E O APEGO AO PODER
Salazar (1889 − 1970) é, queiramos ou não, uma referência incontornável na História do país. Com ironia, Agostinho da Silva definiu-o, como «um mal necessário na época. Portugal partiu uma perna. Ele foi o gesso. Fez comichão, irritou, deformou. Quando a fratura ficou curada, o emplastro caiu e o País recomeçou a andar.»
Também o ensaísta Eduardo Lourenço, um dos intelectuais mais influentes na vida cultural portuguesa, afirmou a propósito: «Houve um processo de escamoteamento, de recalcamento da sua figura, o que nos impediu de fazer o luto por ele. Quando desapareceu ficámos aliviados mas vazios. (…) Não podemos, porém, viver como se ele não tivesse existido, ou como se fosse um acidente da História. Ele foi a História. Precisamos de ter lucidez para compreender isso, pois o passado condiciona sempre o presente, e este, o futuro.»
Distinguindo-se da imagem militarista, agressiva e viril dos regimes alemão, italiano e soviético, não podendo por isso comparar-se a Hitler, Mussolini, Stalin, ou à sua medida Franco, a verdade é que com Salazar, a realidade ultrapassou a ficção. Ele era um homem de hábitos rígidos, ritualizados, tal como o próprio corporativismo que se tornou num «regime austero, pudico, ritualista, cinzento, de chapéus e discursos, granitos e maçãs, vinho tinto e água benta, sempre pesado, sempre previsível.»
No seu gabinete de trabalho, onde se respirava a paz silenciosa de um claustro, sobre a secretária, encontravam-se sempre jarras com flores exóticas que lhe eram enviadas por uma admiradora da ilha da Madeira e, espalhadas pela sala, molduras com as imagens do Papa Pio XII, do rei Jorge VI e da Rainha-Mãe, de Isabel II e do príncipe Filipe, do general Franco e do Presidente Carmona, para além de uma pequena estatueta da Senhora de Fátima. No armário guardava os seus “Diários” de capa vermelha.
Contudo, era no sofá preto de pele, com uma manta pelos joelhos e uma escalfeta a aquecer-lhe os pés, que gostava de receber, refletir ou preparar os discursos para apresentar publicamente.
Tímido, avesso a contactos públicos, sentia pavor a falar para multidões pelo que nunca se dirigia à nação de improviso.
Apesar de adorar cinema não se permitia esse género de distrações, como rejeitaria outros prazeres que o desviassem da exclusividade do exercício da governação que encarava com sentido de abnegação, responsabilidade de serviço público e espírito de missão. Dizendo ser o poder um fardo do destino que exercia como instrumento providencial, agarrou-se porém às suas rédeas exercendo-o de forma centralizada, solitária, obstinada, quase absoluta.
O apego ao poder, a falta de confiança nos seus colaboradores ou um ego inflamado que o levou a querer assinar pelo seu próprio punho todas as medidas importantes, fizeram com que nunca tivesse preparado a sua sucessão e levaram-no a acumular com o cargo de Presidente do Conselho, o de ministro das Finanças, de ministro de Guerra ou de ministro dos Negócios Estrangeiros, numa acumulação sem precedentes.
Sedentário por natureza (uma pequena deficiência num pé obrigava-o a usar calçado corretor, o que não lhe permitia grandes caminhadas) as suas saídas diárias resumiam-se a pequenos passeios dados de preferência a meio da tarde, depois da sesta, nos jardins do Palácio de São Bento onde gostava de sentir a presença de crianças a tagarelar à distância. É nesse contexto que duas meninas das relações familiares da governanta Maria de Jesus, as “pupilas de Salazar”, de quem chegou a alimentar-se boatos de que seriam suas filhas, foram acolhidas no Palácio, onde serão criadas até à idade adulta.
Durante esse período possuía uma “família de aluguer”, amenizando perante os portugueses o perfil severo e frio de dirigente coimbrão, a sua postura tímida e algo reservada.
Vivia uma existência de quase reclusão em São Bento, ou durante o período estival, no forte de Santo António do Estoril. A jornalista francesa Christine Garnier, no seu livro Férias com Salazar, escreveu: «O próprio ar do oceano só o pode respirar do alto de uma muralha, como um prisioneiro.»
Perito num jogo de ausências e de presenças, alternava períodos de silêncio e de reserva com períodos de maior exposição pública, preservando assim a sua imagem e dando-lhe uma áurea de mistério. A maior parte dos portugueses que governava nunca o viu…
O francês Robert Bréchon, um dos mais conhecidos especialistas da obra de Fernando Pessoa, escreveu: «Salazar não é um chefe que se ame, mas um técnico do poder, que se admira e em quem se tem confiança. Aliás, não é admirado por aquilo que faz: o seu prestígio vem daquilo que a priori se acreditou que era capaz de fazer.»
Fernando Dacosta refere: «Íntimos diziam-no sensível, piedoso, íntegro, genial; adversários revelam-no cínico, despótico, pervertido, manhoso. Amigos garantiam-no misógino, casto e sublimado de sexualidades; inimigos asseveram-no secreto de aventuras, amancebado com a governanta Maria e pai de duas “afilhadas”.»
Possuía uma personalidade complexa, cheia de contradições em si mesma. Sensível e inteligente, frio e prudente, autoritário pretendendo dar uma imagem de político decidido e forte, atravessou, não raras vezes, períodos depressivos de grande indecisão e insegurança. O Cardeal Cerejeira referiu: «Nunca vi tantos contrastes na mesma pessoa. Aprecia a companhia das mulheres e a sua beleza e, no entanto, levou uma vida de frade. Nele, chocam-se a todo o instante o ceticismo e o entusiasmo, o orgulho e a modéstia, a desconfiança e a confiança, a bondade mais tocante e por vezes a dureza mais inesperada.»
O que é certo é que, inacreditavelmente, se aguentou quase meio século à frente dos destinos da nação, deixando-nos uma pesadíssima herança. Uma herança da qual, ainda hoje, não nos libertámos…
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o regime perdeu a vergonha

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Perderam o resto da vergonha… que já não tinham.
E não era preciso ler – mas leiam, leiam – o que o filho do pai diz (professor universitário, meu Deus!) para perceber a estirpe do sujeito – bastava a aceitação, mas ele não sabia da escolha do pai, coitadinho.
Só ainda não vislumbro é o porquê da descarada redundância das nomeações, mas devemos presumir qiue seja bonito de se saber.
E que dizer da inocência da FCT? Não sabia da redundância, coitadinha. De facto a D. Carlos fioca a 2000 km (mesmo por telefone) dec S. Bento!
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  • Adelino Ferreira Carvalho

    Guilherme, o BSS é um grande especialista em mamar dinheiros públicos. Consta que a ”carreira” começou na Ásia.