Wiriyamu e a guerra colonial de Portugal | 60 anos da Guerra Colonial | PÚBLICO

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Quantos outros Wiriyamus continuam a esconder-se nos arquivos de operações do Exército colonial? Podemos facilmente descobrir. Tudo o que é necessário é uma comissão de verdade e reconciliação. Já estaremos prontos para que uma comissão desse tipo e

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Burghers: o povo do Sri Lanka que descende de portugueses | VortexMag

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Do outro lado do mundo, no Sri Lanka, há um povo que descende de portugueses. Descubra os Burghers e a sua fantástica história de sobrevivência.

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reabriu o museu da língua portuguesa onde fomos em 2010

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Museu da Língua Portuguesa é reaberto com presença de autoridades nacionais e internacionais. Presidente de Portugal agraciou o Museu com a primeira medalha Camões
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Faleceu Manuel Melo Bento

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Faleceu Manuel Melo Bento. Sentidas condolências a toda a família, particularmente ao seu irmão Carlos Melo Bento, e que descanse em paz.
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Carmen Ventura, Rui Machado de Medeiros and 49 others
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A OUTRA VISÃO DA GUERRA COLONIAL

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Os portugueses parecem ter vergonha de se orgulharem do que conseguiram.
REVELAÇÕES FEITAS POR UM HISTORIADOR ESTRANGEIRO SOBRE UM DOS MOMENTOS MAIS SOMBRIOS DA HISTÓRIA DE PORTUGAL
GUERRA COLONIAL PORTUGUESA 1961 – 1974
Jonathan Llewellyn
Espero que perdoem a um estrangeiro intrometer-se neste assunto, mas é preciso que alguém diga certas verdades.
A insurgência nos territórios ultramarinos portugueses não tinha nada a ver com movimentos nacionalistas. Primeiro, porque não havia (como ainda não há) uma nação angolana, uma nação moçambicana ou uma nação guineense, mas sim diversos povos dentro do mesmo território. E depois, porque os movimentos de guerrilha foram criados e financiados por outros países.
ANGOLA – A UPA, e depois a FNLA, de Holden Roberto foram criadas pelos americanos e financiadas (directamente) pela bem conhecida Fundação Ford e (indirectamente) pela CIA.
O MPLA era um movimento de inspiração soviética, sem implantação tribal, e financiado pela URSS. Agostinho Neto, que começou a ser trabalhado pelos americanos. só depois se virando para a URSS, tinha tais problemas de alcoolismo que já não era de confiança e acabou por morrer num pós-operatório. Foi substituído pelo José Eduardo dos Santos, treinado, financiado e educado pelos soviéticos.
A UNITA começou por ser financiada pela China, mas, como estava mais interessada em lutar contra o MPLA e a FNLA, acabou por ser tolerada e financiada pela África do Sul. Jonas Savimbi era um pragmático que chegou até a um acordo com os portugueses.
MOÇAMBIQUE – A Frelimo foi criada por conta da CIA. O controleiro do Eduardo Mondlane era a própria mulher, Janet, uma americana branca que casou com ele por determinação superior. Mondlane foi assassinado por não dar garantias de fiabilidade, e substituído pelo Samora Machel, que concordou em seguir uma linha marxista semelhante à da vizinha Tanzânia. Quando Portugal abandonou Moçambique, a Frelimo estava em ta estado que só conseguiu aguentar-se com conselheiros do bloco de leste e tropas tanzanianas.
GUINÉ – O PAIGC formou-se à volta do Amílcar Cabral, um engenheiro agrónomo vagamente comunista que teve logo o apoio do bloco soviético. Era um movimento tão artificial que dependia de quadros maioritariamente cabo-verdianos para se aguentar (e em Cabo Verde não houve guerrilha). Expandiu-se sobretudo devido ao apoio da vizinha Guiné-Konakry e do seu ditador Sékou Touré, cujo sonho era eventualmente absorver a Guiné portuguesa.
Em resumo, territórios portugueses foram atacados por forças de guerrilha treinadas, financiadas e armadas por países estrangeiros. Segundo o Direito Internacional, Portugal estava a conduzir uma guerra legítima. E ter combatido em três frentes simultâneas durante 13 anos, estando próximo da vitória em Angola e Moçambique e com a situação controlada na Guiné, é um feito que, militarmente falando, é único na História contemporânea.
Então porque é que os portugueses parecem ter vergonha de se orgulharem do que conseguiram?
Publicado a 01 de Junho 2013 por Jonathan Llewellyn