A evolução histórica dos limites da Galiza

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Katuro Barbosa

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Por fim o livro do amigo

Katuro Barbosa

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OSVALDO CABRAL O pior da política

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O pior da política
Esta semana assistimos a episódios que são o pior do que há na política e nos políticos.
O caso das verbas do Plano de Recuperação e Resiliência destinadas aos Açores revelam uma mesquinhez vingativa por parte do Governo da República que é inqualificável.
Está já provado, através de documentação facultada por Vasco Cordeiro, que publicamos ontem neste jornal, que o Governo da República se tinha comprometido com o anterior Governo Regional a transferência para os Açores de 649 milhões de euros, correspondendo a 5% do pacote indicativo de Portugal a preços constantes de 2018.
Como a execução do programa ocorre nos próximos cinco anos, o valor é actualizado conforme o momento da elaboração dos programas comunitários, pelo que se chega aos tão falados 720 milhões de euros, nas contas do líder do PS.
O que é que o Governo da República fez?
Depois do compromisso assumido, sem mais nenhuma explicação, publica os valores da proposta preliminar do PRR e para os Açores estão destinados… 580 milhões de euros!
É uma diferença de 140 milhões de euros que se esfumaram num ápice.
E qual é a explicação?
Vasco Cordeiro revela que o seu governo escreveu uma carta a perguntar, mas 40 dias depois ainda espera pela resposta.
Esta semana o deputado Paulo Moniz fez a mesma pergunta ao Ministro do Planeamento, numa audição na Assembleia da República.
Nelson de Souza, à semelhança dos seus colegas ministros trapalhões, meteu os pés pelas mãos, mostrou-se incomodado e não soube explicar, mentindo que os 580 milhões foram sempre a verba acordada.
Este são os factos.
O episódio é revelador do pior que temos na política à portuguesa.
O PS dos Açores e o seu líder estiveram bem ao denunciar a tramóia dos seus colegas da República, mas estiveram mal ao não explicar o processo todo quanto interrogaram o Governo Regional sobre a falta dos 140 milhões, sabendo informações que o comum dos mortais desconhecia.
O PS dos Açores devia denunciar publicamente todo este triste episódio quando ainda era governo e não agora.
E devia ser o primeiro a apresentar um voto de protesto no parlamento açoriano contra a atitude vergonhosa do Governo de António Costa, que já vem sendo costumeiro a anunciar milhões para os Açores e, depois, faltar aos compromissos assumidos.
Tudo isto não augura nada de bom para o que vem aí, sobretudo com o futuro envelope financeiro do novo quadro comunitário de apoio.
(

Osvaldo Cabral

– Diário dos Açores de 28/02/2021)

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  • E depois destas voltas todas voltamos ao princípio…
    O anterior governo estando em gestão obviamente não ia apresentar protesto nenhum…
    O actual governo, demonstrando bem a competência que o caracteriza, nem sequer se apercebeu do assunto ficando ev…

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  • Resumindo, o PS nacional trama o PS regional, que depois empurra para o atual GRA, lavando as suas mãos do problema.
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SINAGA UM DESPERDÍCIO DE $$$$$

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Mais meio milhão de euros para a Sinaga e a promessa de que haverá mais um contrato-programa este ano
A Sinaga, empresa pública regional, vai continuar a beneficiar de um contrato-programa com o Governo Regional em 2021, segundo os secretários regionais das Finanças e da Agricultura, que adiantaram já meio milhão de euros para aquela empresa.
A decisão vem inscrita no Jornal Oficial com um despacho de 26 de Fevereiro de ambos os governantes.
É do seguinte teor o referido despacho:
“Secretaria Regional das Finanças, Planeamento e Administração Pública, Secretaria Regional da Agricultura e do Desenvolvimento Rural
Despacho n.o 410/2021 de 26 de fevereiro de 2021
Considerando que a Resolução do Conselho do Governo n.o 21/2020, aprovada a 23 de janeiro, e publicada no Jornal Oficial, I Série, N.o 18, de 7 de fevereiro de 2020, delegou nos membros do Governo Regional responsáveis pelas finanças e agricultura competências para, em nome da Região Autónoma dos Açores, outorgar um contrato-programa entre a Região e a SINAGA, S.A;
Considerando que, entre a Região Autónoma dos Açores e a SINAGA, S.A., foi celebrado, a 10 de fevereiro de 2020, um contrato-programa destinado a regular a cooperação entre as partes com vista a assegurar o normal funcionamento da SINAGA;
Considerando que, face à transição entre anos económicos, foi necessário proceder a ajustamentos dos valores inicialmente previstos no mencionado contrato-programa, não tendo sido processada a totalidade de verba nele prevista;
Considerando a necessidade de, neste período de transição, assegurar o normal funcionamento da SINAGA, S.A. e que idêntico contrato-programa irá ser celebrado no corrente ano de 2021;
Assim, ao abrigo do disposto na alínea c) do n.o 1 do artigo 29.o do Decreto
Legislativo Regional n.o 1 /2020/A, de 8 de janeiro, o Secretário Regional das Finanças, Planeamento e Administração Pública e o Secretário Regional da Agricultura e do Desenvolvimento Rural determinam o seguinte:
1. Transferir para a SINAGA, S.A. a importância de 500 000,00 € (quinhentos mil euros), a título de adiantamento, a regularizar após a celebração do contrato-programa para o ano económico de 2021.
2. Esta importância será suportada pelas dotações do Capítulo 50, Programa 2, Projeto 02, do Plano de Investimentos afeto ao orçamento do IAMA, aprovado para o ano económico de 2020, em vigor transitoriamente em 2021.
19 de fevereiro de 2021. – O Secretário Regional das Finanças, Planeamento e Administração Pública, Joaquim José Santos de Bastos e Silva. – O Secretário Regional da Agricultura e do Desenvolvimento.”
(Diário dos Açores de 28/02/2021)
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  • Porque aprecio muito a coerência, pergunto-me para quê enterrar mais dinheiro nesta empresa, de todo inviável e que, actualmente deve acumular já um passivo superior a 35 milhões de euros ? Se um dos motivos do governo de então era a manutenção dos postos de trabalho, evitando este prejuízo e distribuindo este montante pelos trabalhadores, teriam recebido chorudas indemnizações !
    Para mais, em 21 de Março de 2019 o PSD/A publicou o comunicado que abaixo transcrevo. Pergunto: o que mudou desde então para além do crescimento dos prejuízos ?
    “Os deputados do PSD/Açores consideram “inconcebível” que a SINAGA “continue a consumir dinheiro aos açorianos”, já que se trata de uma empresa tornada pública, “mas que mesmo assim tem contribuído de forma negativa para o orçamento regional”.
    Os social-democratas lembram que o passivo daquela unidade era, no final de 2017, e na sua maioria avalizado pelo Governo dos Açores, “na ordem dos 28 milhões de euros, a que se acrescentam cerca de 7 milhões de euros de subsídios e reforços de capital transferidos pelo governo regional desde a sua intervenção em 2010, perfazendo um total de 35 milhões de euros de recursos sob a responsabilidade dos açorianos”.

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  • Esperemos que depois disto venha a reestruturação almejada e apregoada. Para já tudo mudou para igual, é o paradoxo da mudança.

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  • Que desperdício de verbas!!! Esta fábrica está falida, não tem condições, é um saco sem fundo que só vai beneficiar algum…
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  • Se for a função publica a pedir ja nao a verba
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  • Não percebo realmente, estar a sustentar uma fábrica para empacotar produto vindo de fora, já nem ajuda nem benefícia os agricultores locais, empregos estão garantidos se querem manter a marca paguem a uma empresa qualquer o pacotamente que sai bem mai…

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Piri Reis Map – How Could a 16th Century Map Show Antarctica Without Ice? | Ancient Origins

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On October 9, 1929, a German theologian named Gustav Adolf Deissmann was cataloguing items in the Topkapi Palace library in Istanbul when he happened across a curious parchment located among some disr

Source: Piri Reis Map – How Could a 16th Century Map Show Antarctica Without Ice? | Ancient Origins

JÁ EM LINHA Tertúlia 24 Maria de Lourdes Crispim, Maria Luísa Timóteo, Rafael Fraga

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JÁ EM LINHA https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/759135418051824

Pode ver todas as tertúlias anteriores e descarregar o vídeo em https://www.lusofonias.net/acorianidade/tert%C3%BAlias-saudade-dos-col%C3%B3quios-2.html

se quiserem ver sem descarregar vão a LUSOFONIAS – TERTÚLIAS SAUDADE DOS COLÓQUIOS

https://www.lusofonias.net/documentos/tert%C3%BAlias-saudade-dos-col%C3%B3quios.html

no Facebook https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/live/

Tertúlia 24 Saudades dos colóquios – Sábado 27 fev 2021 (18h00 AZOST) –19 HORAS LISBOA

Mª de Lourdes Crispim, Mª Luísa Timóteo, Rafael Fraga – modera Chrys C

TRANSMISSÃO EM https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/

 

todas as anteriores em https://www.lusofonias.net/acorianidade/tert%C3%BAlias-saudade-dos-col%C3%B3quios-2.html

santa maria o cemitério dos americanos

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You can read the english version of this article, after the portuguese version.
O CEMITÉRIO DOS AMERICANOS
Já tinha ouvido falar do Cemitério dos Americanos que existiu em Santa Maria, no final da última grande guerra. Andei por aí a investigar e só me conseguiram dizer que era ao pé do Pico Maria Dias, entre o açucareiro e o quartel.
Olhar o terreno à volta do pico geodésico de nada me serviu até porque dali foi extraída uma grande quantidade de pedra para obras no aeroporto, o que desfigurou aquela elevação. Também a vedação do quartel militar que foi construído nas suas imediações descaraterizaram quase por completo toda aquela zona, como se pode observar pelas fotografias. Do lado oposto, da avenida de Santa Maria, as habitações que foram ali construídas também ajudaram a ocultar o pico.
As Forças Armadas dos Estados Unidos estavam num esforço a tentar retirar os seus militares dos teatros de guerra de uma Europa quase totalmente destruída. Era grande o movimento de aviões que escalavam diariamente a Base Americana de Santa Maria, chegando a estar estacionados nas suas pistas, em simultâneo, cerca de 500 aeronaves. Mas há quem diga que chegou a haver cerca de 1500 aterragens num só dia…
Nos anos quarenta as viagens eram extremamente longas. Por esse motivo, e porque na altura ninguém sabia quando a guerra iria terminar, os americanos equiparam a sua Base com tudo o que seria necessário para se viver e cuidar da saúde dos militares. Por isso criou um hospital de campanha onde ficavam internados alguns militares a recuperar um pouco da saúde, antes de regressarem à mãe pátria. Alguns não resistiam. Por isso, criaram também um cemitério onde eram depositados os corpos dos falecidos. Porém, não foram esquecidos. Antes de abandonarem a Base Aérea de Santa Maria, todos os corpos foram trasladados para os Estados Unidos.
Fui consultar fotografias antigas no site do Facebook do “Memórias e Lembranças da Ilha de Santa Maria”. Aí encontrei duas fotos do Cemitério em diferentes ocasiões.
Numa delas há um funeral onde se cumprem todos os ditames a que já nos habituamos a ver nos filmes americanos: há um imenso respeito pelos falecidos e a bandeira americana faz parte intrínseca da cerimónia, cobrindo a urna sendo, depois, e normalmente, dobrada e entregue ao familiar mais próximo. A continência é uma prática comum nestes casos além de uma salva de tiros.
Outra é do funeral de cinco militares. Quatro deles são da tripulação do Douglas C-54D-10-DC Skymaster, um avião militar que se despenhou no Pico Alto no dia 3 de Julho de 1945. Nesse acidente faleceu toda a tripulação: o Capitão David L. Satz e outros três militares.
Nas outras fotografias aparece o Hospital de Campanha onde estavam alojados alguns convalescentes a quem eram prestados cuidados de saúde antes de serem deslocados para a mãe pátria.
Também aparecem algumas fotografias da queda do Douglas C-54D-10-DC Skymaster, no Pico Alto.
Se, por acaso, algum dos leitores tiver mais alguma fotografia ou informação que possa melhorar este artigo, agradeço que mo comunique..
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THE AMERICAN CEMETERY
I had heard of the American Cemetery that existed in Santa Maria, at the end of the last great war. I went around investigating and they only managed to tell me it was at the foot of Pico Maria Dias, between the “açucareiro” (sugar bowl) and the barracks.
Looking at the terrain around the geodesic peak was not enough because from there a large amount of stone was extracted for works at the airport, which disfigured that elevation. Also the fence of the military barracks that was built in its surroundings almost completely removed the area, as can be seen from the photographs. On the opposite side of Santa Maria Avenue, the houses that were built there also hide the peak.
The United States Armed Forces were in an effort to try to pull their military out of the theaters of war in a Europe that was almost completely destroyed. There was a great movement of airplanes that climbed the American Base of Santa Maria daily, arriving to be parked on its runways, simultaneously, about 500 aircraft. But there are reports that talk about 1500 landings in one day …
In the 1940s, travel was extremely time-consuming. For that reason, and because at the time no one knew when the war would end, the Americans equipped their Base with everything that would be necessary to live and care for the health of the military. That is why he created a field hospital where some military personnel were hospitalized to recover their health, before returning to their mother country. Some did not resist. For this reason, they also created a cemetery where the bodies of the deceased were deposited. However, they have not been forgotten. Before leaving Santa Maria Air Force Base, all the bodies were transferred to the United States.
I went to consult old photographs on the Facebook site of “Memórias e Lembranças da Ilha de Santa Maria”. There I found two pictures of the cemetery on different occasions.
In one of them there is a funeral ceremony where all the dictates to which we are accustomed to seeing in American films are fulfilled: there is immense respect for the deceased and the American flag is an intrinsic part, covering the urn and then, normally, folded and delivered to the nearest family member. Continence is a common practice in these cases in addition to a volley of shots.
Another is the funeral of five military people. Four of them are the crew of the Douglas C-54D-10-DC Skymaster, a military aircraft that crashed at Pico Alto on July 3, 1945. In this accident the entire crew died: Captain David L. Satz and three other soldiers .
The other photographs shows the Field Hospital, where some convalescents were housed, who were given health care before being moved to their mother country.
There are also some pictures of the fall of the Douglas C-54D-10-DC Skymaster, in Pico Alto.
If, by any chance, any of the readers has any more photographs or information that can improve this article, I would appreciate it if you let me know.
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Luis Antonio Ricardo Candeias and 4 others
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AÇORES É PRIVADO O HOSPITAL QUE O GOVERNO DEVERIA TER CONSTRUÍDO

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O excelente hospital que os Governos Regionais deveriam ter construído
Um excelente e moderno hospital privado foi construído na cidade da Lagoa, na ilha açoriana de São Miguel. É o primeiro hospital privado nos Açores, está equipado com o que há de melhor na área da Saúde em muitas valências e será inaugurado em breve. Pelo que dizem e tem sido noticiado, ultrapassa em muito em qualidade e diversidade os hospitais públicos existentes no arquipélago.
Esse é o excelente e moderno hospital que os Governos Regionais dos Açores, quer do PSD quer do PS, deveriam ter construído, para o presente e para o futuro, em vez de gastarem milhões em obras megalómanas e de discutível utilidade social. Não tenho nada contra esse hospital privado, mas é preciso dizer que não será para qualquer açoriano…
A senhora presidente da Câmara Municipal da Lagoa – tem desempenhado bem a sua função, sem dúvida! – tem manifestado grande satisfação por esse hospital privado ter sido construído no seu concelho. Espera-se que esse hospital privado tenha uma atenção especial pelos habitantes do concelho da Lagoa, independentemente das suas condições sociais e financeiras…
De qualquer modo, o hospital privado na Lagoa valoriza sobremaneira a Saúde nos Açores e certamente terá acordos com o Serviço Regional de Saúde, para colaborar, em casos de necessidade, com os hospitais públicos regionais.
Além disso, os investidores nesse hospital privado deram uma grande lição aos sucessivos Governos Regionais dos Açores, que nunca atribuíram uma prioridade ao sector da Saúde, como comprovam as permanentes e longas filas de espera para consultas e cirurgias, sem esquecer que muitos doentes são enviados para hospitais públicos em Lisboa, adultos e crianças, porque na Região Autónoma não existem meios nem recursos técnicos e humanos para os tratar. Essa não é, de todo, a Autonomia político-administrativa que os açorianos desejavam e merecem!
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em Portugal morre-se de frio

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A CAUSA DAS COISAS
Portugal é um dos países europeus em que mais pessoas se dizem incapazes de manter as suas habitações suficientemente aquecidas. No conjunto dos países europeus, 7% das pessoas têm tais dificuldades. Em Portugal são 19%, quase 1 em cada 5 pessoas. A percentagem portuguesa é a 4ª mais alta na UE, mas já foi muito superior: em 2004, o ano em que começaram estes registos, 36% dos portugueses não conseguiam manter a casa aquecida.
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humanidade rumo ao colapso

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HUMANIDADE RUMO AO “COLAPSO IRREVERSÍVEL”?
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O NOSSO FUTURO ONTEM
Sob o título em epígrafe, escreve Viriato Soromenho Marques no DN:
«No dia 20 de fevereiro completaram-se vinte anos sobre o falecimento no New Hampshire da professora Donella Meadows (1941-2001). O seu nome está associado a uma obra que mudou a vida de muita gente da minha geração, o famoso relatório sobre os Limites do Crescimento (1972) apresentado ao Clube de Roma por uma equipa de investigadores do Massachusetts Institute of Technology.
O livro foi um extraordinário sucesso. Publicado no mesmo ano em que se realizou a primeira conferência das Nações Unidas sobre Ambiente Humano, em Estocolmo, foi traduzido em 29 idiomas e venderam-se nove milhões de exemplares. Logo em 1973, pela mão das Publicações Dom Quixote, surgiu a edição portuguesa. O sentido de oportunidade para a tradução do livro ficou certamente a dever-se ao pioneirismo de José Correia da Cunha, à altura presidente da Comissão Nacional do Ambiente, a primeira entidade responsável em Portugal pela política pública de ambiente, fundada em junho de 1971.
Ao contrário dos estudos prospetivos da década de 1960, nomeadamente da autoria de personalidades como Herman Kahn, fundados num otimismo tecnológico inabalável, a obra de que Donella Meadows foi uma das responsáveis continha uma visão lúcida sobre os riscos do futuro, incluindo os aspetos sombrios que hoje fazem parte da nossa normalidade. Escrito no final dos “trinta gloriosos anos” de crescimento económico exponencial, um ano antes da crise petrolífera ativada pela Guerra do Yom Kippur (outubro de 1973), Limites do Crescimento procurou traçar cenários para um século (horizonte temporal que mais tarde seria seguido nos estudos no âmbito do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas – IPCC).
Donella foi uma pioneira na inovação científica. O estudo de 1972 utilizava pela primeira vez numa escala planetária, fora do campo estratégico e militar, a moderníssima metodologia prospetiva desenvolvida pelas ciências e tecnologias da informação. Donella e os seus colegas criaram um “modelo mundial” composto pela combinação dinâmica entre cinco fatores fundamentais: população, produção alimentar, utilização de recursos naturais não renováveis, industrialização e poluição. As conclusões eram claras: se a humanidade continuasse a seguir pela via do crescimento exponencial irresponsável, dentro de cem anos (em 2070) a nossa civilização atingiria uma situação de colapso irreparável.
Em 1972, não existia ainda o conceito de “desenvolvimento sustentável” (proposto pela primeira vez pelo IUCN em 1980 e popularizado a partir do Relatório Brundtland, em 1987). O conceito alternativo ao do crescimento exponencial a que Donella recorreu foi o de “equilíbrio global”.
Muitos dos adversários de Donella vão acusá-la de defender um modelo de “crescimento zero”, quando, na verdade, a ideia de um equilíbrio global se aproxima muito mais da proposta de “estado estacionário”, avançada por John Stuart Mill em 1848, que é hoje repercutida nos muitos autores que, em face da catástrofe ambiental e climática em curso, defendem a urgência de concentrar o crescimento nas componentes imateriais e qualitativas da condição humana, de baixa ou nula pegada ecológica.
Donella, com a sua inteligência e bondade, viajou a um futuro inóspito para o podermos evitar. Contudo, como sugeriu o nosso Almada Negreiros, entre as palavras que querem salvar a humanidade e os atos que a podem salvar de facto, vai uma imensa e misteriosa distância.»
VIRIATO SOROMENHO MARQUES
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