Donald Trump deixou a Casa Branca a três horas do fim do seu mandato – Jornal Açores 9

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Antes de entrar no helicóptero presidencial ‘Marine One’, numa curta declaração à imprensa afirmou ter sido uma “grande honra” ter desempenhado cargo de Presidente dos Estados Unidos. “Foi uma grande honra, a honra de uma vida. O melhor povo do mundo, a maior casa do mundo”, disse Trump aos jornalistas antes de seguir para o […]

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respiração exercícios

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Ana Paula

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Viseu

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Talvez queiram ouvir! 😰
Fiquem bem.
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PORTAS DA CIDADE SEM CARROS

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Ao que parece no corrente ano a Praça Gonçalo Velho vai sofrer uma remodelação urbanística. A ideia é adequar a praça ás necessidades do presente sem por em causa a sua traça original.
Atenção, o projecto apresentado pode não corresponder ao projecto final.
Afonso Quental, Paulo Brilhante and 44 others
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O FRIO EM CASA DOS PORTUGUESES

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ATÉ QUANDO, SENHORES?
PORTUGUESES COM FRIO EM CASA NO INVERNO
por Hugo Tavares da Silva – Expresso
“Se eu tivesse de dizer um número, há entre duas a três milhões de pessoas em pobreza energética no país”, diz ao Expresso João Pedro Gouveia, investigador na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa integrado no grupo de investigação Center for Environmental and Sustainability Research. “Sou capaz de dizer que 80% das pessoas em Portugal estão desconfortáveis em casa”
O despertador toca, o sol ainda não abriu os olhos, lava-se o rosto, enfia-se um gorro na cabeça para o pequeno-almoço ser aviado com algum conforto. Ou, já depois disso e de estômago saciado, seguem-se reuniões através de plataformas online com o cachecol a abraçar o pescoço com afinco para ajudar a aquecer a alma. Esta é a realidade de muitos portugueses. Numa altura em que uma vaga de frio (explicada AQUI) pintou de branco o Alentejo, fez disparar a compra de aquecedores e nos fez a todos falar mais do que nunca sobre o tempo, o Expresso foi saber por que razão a população portuguesa sofre tanto com o clima em casa. Chama-se pobreza energética.
“Se eu tivesse de dizer um número, há entre duas a três milhões de pessoas em pobreza energética no país”, diz ao Expresso João Pedro Gouveia, investigador na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa integrado no grupo de investigação CENSE (Center for Environmental and Sustainability Research). “Sou capaz de dizer que 80% das pessoas em Portugal estão desconfortáveis em casa. Ou não têm conforto térmico. É uma combinação de fatores culturais e adaptação: as pessoas acham a energia cara, os rendimentos não são altos, o país foi-se habituando a consumir pouca energia, mas isso origina problemas de saúde. Agora, em casa, pode haver até problemas de produtividade. Eu tenho reuniões e vejo pessoas de cachecol. É inadmissível. Em países desenvolvidos há 30 anos que ninguém se permite ter frio em casa…”
De acordo com um relatório do CENSE, publicado este mês, os países do Sul da Europa, como Portugal, Itália e Grécia, Malta e Chipre, apesar de terem invernos menos rigorosos quando comparados a países do Centro e Norte da Europa, “têm taxas de excesso de mortalidade no inverno consideravelmente superiores a países nórdicos como a Finlândia e a Suécia”. Embora 20% das habitações do país terem direito a uma tarifa social para ajuda ao pagamento das contas de eletricidade e gás natural, o acesso é limitado e escasso. O tema é sensível e preocupante.
Voltemos ao início: o que é pobreza energética e como é que o CENSE o define? “É a incapacidade que as pessoas têm de satisfazer as suas necessidades energéticas básicas, com particular foco no aquecer e arrefecer as habitações”, continua este investigador que é doutorado em Alterações Climáticas e Políticas de Desenvolvimento Sustentável – Sistemas Sustentáveis de Energia. O índice criado por este gabinete da Nova analisa a combinação entre problemas de eficiência energética das habitações e dos equipamentos usados, baixos rendimentos e preços de energia elevados – em 2018, as contas da eletricidade e gás em Portugal foram respetivamente 12% e 28% superiores à média europeia. Gouveia chama-lhe um “triângulo de vulnerabilidade”.
Este tema começou a ser tratado há cerca de 30 anos no Reino Unido, com os olhos na energia e na crise do petróleo. Depois chegou à Irlanda e, há qualquer coisa como cinco anos, começou a ser um problema explorado na Europa, nomeadamente com projetos no Norte e Centro do continente. O CENSE tem liderado este trabalho em Portugal desde 2016, sendo que nos últimos anos deu um salto importante de qualidade no que se refere a dados e conclusões, e projetos, culminando agora na coordenação, juntamente com outras quatro entidades europeias, do Observatório Para a Pobreza Energética, o apoio direto à Comissão Europeia nesta temática. “Em termos europeus, o problema já foi reconhecido, o que obriga os Estados europeus a fazer estratégias, criar indicadores e métricas de monitorização. Vamos apoiar diretamente municípios com projetos para tentar caracterizar, mapear, resolver e criar políticas ou medidas.” Estão previstos 80 projetos para os próximos quatro anos. “É a coisa mais importante a nível de pobreza energética a nível europeu”, explica.
Como funciona, então, o índice do CENSE? Atualmente a análise do tal triângulo de vulnerabilidade acontece em todas as freguesias do país, no continente e nas ilhas. Este índice permite detalhar a realidade de uma determinada freguesia do país ou até comparar freguesias ou concelhos. Esta informação está tratada tanto para o inverno como para o verão, pois os desafios e características do país (clima) e das habitações são diferentes. Embora o inverno seja o freguês habitual das conversas sobre pobreza energética, este investigador considera que o verão “é bastante importante” porque existe o “impacto das alterações climáticas” que vai agravando o panorama. “Portugal tem dupla vulnerabilidade.”
Segundo João Pedro Gouveia, “um dos factores principais de pobreza energética é a falta de qualidade dos edifícios em Portugal”. E vai mais longe: 70 a 75% dos edifícios certificados no país estão abaixo do regulamento que está identificado como eficiente no regulamento térmico dos edifícios. “Só temos um terço dos edifícios certificados, portanto a realidade é muito pior certamente. São muito mais do que 70% dos edifícios com má qualidade.”
O índice do CENSE, apontando aos edifícios, permite perceber como é o isolamento das habitações nas diferentes regiões, o tipo de paredes e telhados, de janelas, que equipamentos de climatização são usados, se são lareiras ou aquecedores a óleo ou elétricos. Estas informações resultam de meio milhão de certificados energéticos que têm à disposição, que funcionam no fundo como uma amostra. A esta informação junta-se a questão socioeconómica. Recorre-se à taxa de desemprego nas diferentes regiões, ao nível de escolaridade. Analisa-se consumos de energia. Tudo junto e tratado chega-se à vulnerabilidade energética de cada região. Os rendimentos permitem perceber a capacidade adaptativa àquelas condições de uma determinada população. “Posso ter uma casa muito má mas, se for muito rico, posso resolver o problema. Gasto energia, ou tenho a capacidade de pôr isolamento ou de mudar de janelas.” Este nível de detalhe, que permite diagnosticar problemas e falhas por região e freguesia até, é inédito na Europa, garante.
O investigador fala num “índice vivo”, em constante evolução e com integração de mais informação, que permite caracterizar em vez de monitorizar. Faltam dados. “O que o nosso índice traz e que é super útil é esta identificação das zonas mais vulneráveis. As zonas de prioridade de ação. Se sei que determinadas freguesias ou municípios são piores e mais vulneráveis à pobreza energética, a nossa ferramenta permite-nos identificar soluções. Ou seja, perceber o impacto que tem se se melhorar isolamento, se se melhorar janelas. Se o Governo tiver 600 milhões de euros, onde vai investir? Vai para Bragança? Madeira? Onde vai investir primeiro?”, questiona.
E responde a seguir: “Em termos nacionais, no geral, temos a Madeira como bastante vulnerável. As freguesias da Madeira estão no topo”. Segundo os dados do centro, nove das 10 freguesias do país mais vulneráveis à pobreza energética no inverno pertencem àquela ilha. Curral das Freiras e Jardim da Serra, no concelho de Câmara de Lobos, e a freguesia da Ilha, do município de Santana, ocupam o pódio. Longomel, em Ponte de Sor, no Alto Alentejo, é a única freguesia continental que se intromete neste ranking top-10; nos 25 primeiros lugares só quatro freguesias não estão na Madeira. Quanto ao verão, as freguesias mais vulneráveis e que revelam maiores problemas para o arrefecimento das habitações estão nos concelhos de Pampilhosa da Serra, Gouveia, Celorico da Beira, Celorico de Basto, Idanha-a-Nova, Montalegre, Cinfães, Baião e Vinhais. É importante referir que a distância e o nível de vulnerabilidade não é assim tão diferente entre as primeiras 100 freguesias. “É praticamente a mesma.” A possibilidade de analisar freguesias permite escapar ao pouco rigor que era catalogar ou caracterizar concelhos como Cascais ou Évora, por exemplo, que têm pequenas localidades em condições muito diferentes.
“O objetivo quando começámos com isto era que fosse um problema reconhecido”, vai embrulhando o tema, “para que seja de entendimento público que não é normal as pessoas, em Portugal, passarem frio em casa. Temos a perspetiva que duas camisolas resolvem o problema”.
E avisa: “Toda esta vulnerabilidade está a ser agora agravada com a covid-19, com as pessoas em casa e com o confinamento. Não é só um problema energético, é um problema energético, social, económico e ambiental. Há uma combinação de fatores que faz com que Portugal seja bastante vulnerável. Este é um problema que não é o Ministério do Ambiente que vai resolver, não é, há ligações à Saúde, à Segurança Social e à Economia”.
No relatório já mencionado do CENSE, é referido que se estima que entre 50 e 125 milhões de europeus se encontrem atualmente em situação de pobreza energética. “A Comissão Europeia reconhece que este é um problema em crescimento nos Estados-membros, e realça a necessidade de o abordar e proceder à sua resolução”, pode ler-se no documento.
Não serão programas isolados e desgarrados que resolverão o problema, avisa o investigador. “Isto não vai funcionar com centenas de milhões de euros, isto é um problema transversal à sociedade portuguesa. É um problema grande, com 70 ou 80% dos edifícios de má qualidade, com consequências grandes para as pessoas. É preciso um programa a sério, ligado a objetivos que temos de neutralidade carbónica, de melhoria de eficiência energética. É preciso atuar.”
Image may contain: people sleeping, text that says "MAIS DE 70% DOS PORTUGUESES SENTE FRIO EM CASA FRIO É CAUSA DE MORTE EM PORTUGAL"
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  • Mas de chorar a rir (ou o contrário) são as páginas da

    Direção-Geral da Saúde

    a dar conselhos para a saúde: agasalhe-se, aqueça a casa… É preciso, de facto, ser estúpido. Põem uns putos a recibos verdes a fazer social media e é o que se vê…

SANTANA CASTILHO, A CULPA ERA DO POSTIGO

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Afinal era o postigo!
1. Sobre o vírus e a doença que provoca, cientistas invocam estudos, modelos matemáticos e dados estatísticos para contraditarem outros que, socorrendo-se de recursos idênticos, deles divergem. De uns nunca tinha ouvido falar, de outros conheço currículos sólidos e longos. De uns procurei produção científica sujeita a avaliação por pares e não encontrei, de outros li o que está publicado, sob esse requisito de validação.
É este exercício racional que me tem ajudado a construir opinião própria e a blindar contra a cruzada do medo que as televisões continuam a alimentar. Porque mesmo nos piores momentos é possível viver de pé e pensar, procurando não nos precipitarmos a aderir e só aderir ao que se entende por via da dúvida construtiva.
2. Não me agrada ver os que censuravam a TINA doutros tempos quererem convencer-me que não há alternativa ao confinamento, aos testes a eito, aos desinfectantes a jorros e à suspensão das liberdades individuais básicas.
Não aceito que António Costa me culpe pelo fracasso da sua governação, cavalgando o medo, porque o medo é o instrumento que mais nos faz desaprender. Sim, o medo tornou-se uma espécie de religião e muitos bispos profanos usam-no como estratégia de poder. Por isso têm medo que o medo acabe.
Rejeito a banalização do estado de emergência (vamos no 9º com o 10º anunciado) e o atropelo a liberdades e garantias dos cidadãos, constitucionalmente protegidas, como forma de gerir a saúde pública. E não me sirvo de teorias da conspiração para destacar o que é evidente: com este expediente cerceiam-se greves e protestos por parte dos que são proibidos de trabalhar, enquanto avança a substituição de postos de trabalho por soluções digitais (professores e médicos incluídos). A pandemia é uma desgraça para a maioria e uma rica oportunidade para alguns. Qualquer ser pensante não paralisado pelo medo tem obrigação ética de procurar perceber porque crescem exponencialmente as fortunas dos mais ricos do mundo, num cenário de devastação económica e de destruição massiva de milhões de pequenos modos tradicionais de ganhar a vida.
Rejeito o cancelamento por decreto dos direitos constitucionais, a intromissão na esfera privada das famílias, a suspensão da democracia para determinar a prisão domiciliária da sociedade inteira, a transformação de seculares modos de vida num imenso parque temático de rituais patéticos, que me reconduzem aos preâmbulos de fascismos doutros tempos.
Governantes sensatos e cultos, independente de qualquer ideologia militante, não poderiam ignorar que a propósito dos danos da covid-19 se ensaiam engenharias sociais, alavancadas pelos avanços fabulosos da digitalização global, que outro fito não têm senão controlar e domesticar a liberdade individual. Porque não sou negacionista, preocupa-me muito o potencial infeccioso do vírus. Mas porque não sou estúpido, preocupam-me muito mais os efeitos colaterais, destruidores, de muitas das medidas tomadas para o combater.
3. Não sei se é fragmento literário ou se aconteceu e alguém me contou. Numa ou noutra hipótese, desconheço o autor. Mas a história narra-se assim: um menino de 4 anos tinha um vizinho idoso, cuja mulher morreu. Ao vê-lo chorar, o menino sentou-se no seu colo. Quando a mãe lhe perguntou o que tinha dito ao velhinho, ele respondeu:
– Nada. Só o ajudei a chorar.
A história estava guardada na minha memória. Saiu de lá e levou-me às lágrimas quando o outro dia vi a expressão, já definitivamente ausente e esmagadoramente macabra, de um velho a receber a visita de um familiar, dele separado por um vidro. Gostava que os protectores sanitários dos velhos abandonados em lares a lessem.
São os que têm mais de 80 anos que maioritariamente aumentam o actual número diário de mortos, sendo que a covid- 19 apenas é o factor que agrava patologias e fragilidades previamente existentes. E para estes, que vivem em lares ou isolados, falhámos na tomada de medidas diferenciadas. Não é o confinamento que os protege do frio ou resolve as suas carências graves, alimentares e de assistência médica. O confinamento afasta-os da família. E isso vai-os matando aos pedaços. Um confinamento rigoroso baixa a transmissão da infecção mas não evita as mortes dos socialmente mais frágeis, quase 2 milhões que vivem com pensões de reforma abaixo dos 400 euros.
4. Tenhamos a clarividência de reconhecer que a ameaça de ruptura nos hospitais não é nova. Todos os anos os hospitais se aproximam da ruptura por esta altura. Dados disponíveis no site da OMS mostram que em 2018 morreram em Portugal, por gripe e pneumonia, 8.158 pessoas.
As consequências da proliferação do vírus apenas agravaram cenários idênticos doutros anos, tudo resultado do desinvestimento sistemático no SNS, operado na última década. Com efeito, há 10 anos, pelo menos, que começaram a diminuir o número de camas nos hospitais. A redução generalizada de recursos humanos, a insuficiência das estruturas humanas e materiais em cuidados intensivos e a falta de articulação da saúde com a assistência social não são de agora. É de agora o aumento crescente da emigração de médicos e enfermeiros, cuja formação paga por nós acaba posta ao serviço de países terceiros? Revisitem a reportagem da jornalista Ana Leal sobre 15 hospitais do SNS, que passou na TVI24 a 13 de Abril de 2015, e digam-me se o cenário apocalíptico aí documentado se afasta do que hoje é descrito. Neste quadro, era desejável que se apurasse o número dos que morreram por falta de tratamento, por outras causas que não covid-19, particularmente depois da ministra da Saúde se imiscuir nos actos médicos dos hospitais do SNS, suspendendo por despacho as cirurgias prioritárias, designadamente as do foro oncológico.
5. A história das vacinas, um dos recursos mais poderosos da medicina para impedir mortes, está recheada de incidentes, por erros e pressões políticas. Por todos, cito dois:
– A tuberculose, cujo bacilo causador foi descoberto por Robert Koch em 1882, só conheceria uma vacina 45 anos depois, em 1927. Infelizmente, quando foi administrada pela primeira vez, provocou a morte de 72 crianças, por um erro de manipulação, que juntou à vacina bactérias activas.
– O enorme fiasco (custos e efeitos secundários na saúde de muitos cidadãos) que resultou da pressão política do presidente Gerald Ford, em 1976, para que os EUA produzissem uma vacina para uma epidemia que acabou por não se verificar (a gripe suína).
Moderna, Pfizer e BioNTech queimaram etapas de teste em animais e pularam directamente para o ser humano, numa vacina assente em operações de edição genética. Não sei se as 29 mortes verificadas na Noruega e as 55 ocorridas nos EUA, após a administração da vacina da Pfizer, permitem o estabelecimento de uma relação de causa, efeito. Mas deveriam ditar medidas apropriadas até que as respectivas investigações médicas e forenses estejam concluídas. E o discurso único deveria aceitar a perplexidade de quantos receiam eventuais efeitos, a prazo, desta inovação científica, marcada pela fragilidade das tradicionais e cautelosas fases de teste.
A vacina não vai acabar com a circulação do vírus. Vai evitar que quem esteja vacinado tenha doença grave quando se cruzar com o vírus. Com efeito, a 13 deste mês, durante uma conferência do JPMorgan (um dos maiores bancos do mundo, pois claro), Stephane Bancel (CEO da Moderna) afirmou que a covid-19 vai tornar-se endémica, que o SARS-CoV-2 não vai desaparecer e que nós teremos que viver com esse vírus para sempre, opinião partilhada por muitas autoridades de saúde pública e pela própria OMS (Prof. David Heymann, presidente do seu Grupo Consultivo Estratégico).
6. No quadro deste escrito, seria imperiosa uma referência aos testes PCR. Um teste PCR positivo, desde que verdadeiro, identifica no corpo do paciente a presença de matéria viral. Mas não permite concluir que se esteja em presença de um perigo de contágio, já que tal perigo depende da quantidade de matéria viral existente. E são muitos os especialistas que consideram uma insanidade testar qualquer pessoa sem sintomas.
Numa informação divulgada a 14 de Dezembro de 2020, a OMS reconheceu problemas relacionados com os testes PCR, em consequência de acções judiciais (uma delas ocorrida em Portugal) que reclamaram da sua inabilidade para diagnosticar a doença como, aliás, reconheceu explicitamente o próprio inventor, Prof. Kary Mullis, Nobel da Química em 1993. O insuspeito Anthony Fauci declarou publicamente ser totalmente inútil executar testes PCR com 35 ciclos ou mais (e não se conhece, geralmente, o número exacto de ciclos que os laboratórios executam durante os testes PCR).
No site da OMS pode ler-se que o teste PCR é um processo de acerto e erro, com muitos falsos positivos. E nessa linha basta atentarmos à saga vivida há dias por Marcelo Rebelo de Sousa (ora positivo, ora negativo, com escassas horas de permeio) e à circunstância de ter visitado um lar de idosos (um lar de idosos, sublinho) na pendência de um teste PCR (cujo resultado, insolitamente, lhe foi comunicado por jornalistas à saída, em frente às câmaras), para ficarmos conversados sobre a fiabilidade do processo.
7. A decisão sobre o confinamento seria sempre crítica e difícil. Mas deveria ser uma decisão de sim ou não. Esta espécie de confinamento é pouco mais que nada. Vamos pagar custos altíssimos para ter benefícios quase nulos. Vamos cilindrar o comércio de rua e atirar para a falência boa parte do nosso tecido produtivo, gerando desemprego, fome e pobreza.
Quando as autoridades nos dizem que 87% dos casos não permitiram a identificação do contágio, confessam que falharam grosseiramente na vertente eventualmente mais eficaz para combater a pandemia: o rastreio e a vigilância epidemiológica.
Ao contrário do que aconteceu em Março, são agora permitidas celebrações religiosas, funcionamento da catequese incluído. O Governo considerou que as confissões religiosas cumpriram sempre as regras de segurança sanitária. Restaurantes, ginásios, cabeleireiros e tantos outros não cumpriram?
Não é difícil aceitar os argumentos de António Costa a favor da escola presencial. Mas há uma incoerência insanável entre a sua retórica em defesa da necessidade de ficarmos em casa e a decisão de manter as escolas abertas, o que significa a mobilidade diária de mais de 2 milhões de pessoas.
É evidente a inconsistência e a arbitrariedade das medidas. Compreende-se que se possa ir à drogaria, mas não à livraria? À missa mas não ao teatro? À catequese mas não à sala de estudo? Aos refeitórios mas não aos restaurantes? Ao postigo do confessionário mas não ao postigo do boteco?
In “Público” de 20.1.21
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previstos 300 mortos ao dia para a semana

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A relação histórica de mortos após 14 dias, face ao número de casos e à taxa de letalidade média da semana anterior, continua a demonstrar ser muito rigorosa nos picos (os vales claramente são dias de menos resultados, não de menos contágios). A diferença do total estimado para o total de hoje é praticamente só das regiões que não contabilizei (Alentejo, Algarve, Açores e Madeira).
Dia previsto de 300 óbitos: daqui a uma semana. Mas a letalidade, ou seja, a probabilidade dos casos gerarem óbitos, continua a subir… Não me espantarei se ocorrer antes.
Se a vacinação cobrir os grupos de risco até meados de fevereiro, em março isto acabou… mas após quantos mortos?
Porque é que as escolas continuam abertas?
Porque é que continua o governo à espera de “quando a estirpe inglesa se tornar prevalente”? Nessa altura já estarão muitos milhares contagiados com ela, muitas centenas ou até mais de um milhar condenados à morte.
Porquê esta hesitação?
Porquê esta incapacidade de decisão atempada, assertiva?
Porquê?
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  • A “estirpe inglesa” está a tornar-se uma desculpa fabulosa para os políticos. Primeiro foi nas negociações do BRexit, agora para “justificar” a mudança na decisão das escolas. A “estirpe brasileira” também anda por aí já a ser preparada para ser usada da mesma forma…
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    • 12 h

do inevitável fecho das escolas

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O GOVERNO NÃO VAI AGUENTAR A PRESSÃO E FECHARÁ AS ESCOLAS. MAS DEVIA?
Ontem, depois de passar um dia a debater o confinamento, sentei-me a ver um noticiário (da TVI). Ao fim de uma hora só tinha ouvido falar em Covid, do relato do deputado do PSD no hospital de Cascais e da fila de espera nos crematórios. Fiquei com o estômago embrulhado. Quem vê um noticiário português por estes dias pensa que o planeta parou.
Entretanto fui acompanhando o debate sobre o encerramento das escolas reparando que, quem o defende, toma como “negacionista” alguém que não concorde. Essa é uma posicão que me incomoda ligeiramente, pelo que volto agora ao tema.
O covid existe, transmite-se rapidamente e mata. Sobre isso não existem grandes dúvidas. Estamos a viver uma pandemia. Portanto, é este o meu ponto de partida. Agora se não se importam, opinemos com números porque estes, normalmente, ajudam mais do que atrapalham.
O quadro na imagem foi retirado da seguranca social sueca e tem os dados oficiais das mortes registadas até ao dia 11 de Janeiro de 2021.
No círculo vermelho podem ver o número total de mortos (9211). A verde está assinalada a percentagem com menos de 50 anos (1%) e, a preto, os que tinham mais de 70 anos (91%). O círculo laranja assinala, entre aqueles que morreram, os que padeciam de doencas de coracão, pressão alta, diabetes e pulmões (por esta ordem).
Por fim, no quadro de baixo, a azul, encontram-se aquele que viviam em lares ou com apoio ao domicílio (73,7%).
Ou seja, o resumo desta informacão, oficial e pública na Suécia, permite-nos concluir que grande parte dos mortos tinha mais de 70 anos (51% com mais de 85), padecia de alguma condicão e vivia em isolamento.
Não desvalorizo qualquer vida, seja de que idade for, que isso fique aqui registado também. Faco este tratamento de informacão apenas para situar as mortes e os grupos mais frágeis onde eles efectivamente estão.
Durante o ano a que reporta este quadro, as escolas até ao décimo ano estiveram sempre abertas.
Será por isso razoável associar o encerramento das escolas ao salvamento de vidas? Bom, olhando para os factos eu diria que não.
Discute-se que as criancas entre os 13 e 17 estão entre os mais infectados e por isso, são veículos de transmissão. A primeira pergunta que me vem à mente é, com a folga que o verão nos deu (lembram-se do milagre?), não tiveram as escolas tempo suficiente para preparar este novo e esperado pico, de modo a garantir as distâncias?
O encerramento das escolas não pode ser visto à luz do que nós dá mais jeito, do indivíduo, de cada umas das nossas vidas. É preciso analisar a realidade do país e perceber o impacto global.
Volto a puxar as evidências do quadro apresentado para relembrar as medidas tomadas pela Suécia. As criancas mais velhas, a partir de certa altura, entraram em ensino à distância e as mais novas continuaram com aulas presenciais. A razão apresentada por Anders Tegnell era mais ou menos simples. Se todas as criancas fossem para casa, 25% dos profissionais da saúde tinham que ir tomar conta delas e isso, pura e simplesmente, faria o SNS desabar.
Ora, eu parto do princípio que em Portugal esse problema também existe. Colocando as criancas em casa, quem tomará conta delas? Os avós? Exactamente o grupo dos que devem ser protegidos?
É que para aqueles que nunca puderam confinar, o pessoal da saúde, logística, transportes, comércio, comunicacões, abastecimento, servicos, etc, o encerramento das escolas cria uma dificuldade extra numa vida que já deve ser complicada que chegue.
Há ainda outro detalhe que me parece importante. Os míudos que na Suécia foram para casa tinham computadores oferecidos pelas escolas (parte do plano de educacão, não foi por causa do covid), ou seja, estão todos em pé de igualdade para acompanharem as aulas. E o nível de escolaridade médio dos pais é elevado, pelo que a ajuda ao ensino é mais fácil. Essa não é, infelizmente, a realidade portuguesa.
Eu tenho alguma vergonha de dizer isto porque soa a conversa de emigrante, mas em Portugal, o único sítio onde as criancas estão em pé de igualdade é na escola pública. Em casa isso não se verifica. Não quero ofender ninguém com isto mas não podemos fingir que todos os miúdos têm acompanhamento escolar em casa ou material informático. Isso simplesmente não é verdade.
Na minha opinião, mais importante do que fechar as escolas é garantir, neste momento, que se cumpram as regras básicas de distanciamento. Para novos e menos novos. E esse trabalho, por mais que se queixem, não pode ser feito apenas pelo governo. Cabe a cada um de nós, pais e educadores, garantir que o explicamos aos nossos filhos.
E no fim de tudo, o que pode mesmo salvar vidas, é garantir que os idosos ficam fora de todo e qualquer contacto, até a pandemia estar controlada. E isso inclui tomar conta dos netos.
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o governo acha os livros inúteis????

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COMUNICADO DE IMPRENSA
Lisboa, 15 de janeiro de 2021
Confinamento: Estado retira ao livro estatuto de bem essencial
Ao contrário de jornais e revistas, os livros não podem ser adquiridos dentro dos respetivos pontos de venda.
A APEL – Associação Portuguesa de Editores e Livreiros manifesta publicamente o desagrado e a incompreensão e a profunda preocupação perante a discriminação que, no quadro das regras anunciadas para o novo confinamento que se iniciou às 00h00 de 15 de janeiro, atinge o livro e o retalho livreiro.
Ao livro sempre foi reconhecido o estatuto de bem essencial, por qualquer país que preze e estimule o acesso à cultura e ao conhecimento. É o instrumento crítico para a aprendizagem e para o saber em todas as idades. Infelizmente, em Portugal, voltamos a assistir à perda desse estatuto, manifestada na reiterada proibição de abertura das livrarias e do comércio do livro noutros retalhos não especializados.
Portugal foi dos países na Europa em que o sector editorial e livreiro mais perdeu, -17% no ano, ao invés de outros países. França +6,5%, Holanda +8%, Itália +1%, Alemanha +2%, Espanha +1%.
Esta decisão é tão mais incompreensível quanto estes espaços têm vindo a constituir, desde maio passado – altura em que a economia reabriu após o primeiro confinamento –, um exemplo maior de cumprimento das regras de prevenção e segurança sanitária.
Para além de muitíssimo grave, esta proibição é incoerente com a decisão de manter os estabelecimentos de ensino abertos – mais de um milhão e meio de alunos e respetivas famílias, a par de mais de 100 mil professores, deixam de ter acesso facilitado aos livros, seja de leituras recomendadas seja para simples fruição.
Importa sublinhar que, de acordo com os dados auditados pela GfK, o mercado do livro em Portugal registou uma quebra de 17% em 2020, o que representa cerca de menos 26 milhões de euros de livros vendidos. Para além de um «apoio» de 436.225 euros a pequenos editores e livreiros, nada mais foi feito pelo Governo, até ao momento, para socorrer uma das mais importantes indústrias culturais portuguesas.
Durante o 1.º período de confinamento, nenhum canal comercial de venda de livros a retalho evoluiu positivamente, todos perderam. As livrarias e outros, que tiveram de encerrar perderam 70%, e mesmo aqueles que se mantiveram em atividade, os Hipers, sofreram uma quebra de 19%. Verificou-se mais tarde que cada canal voltou às suas cotas de mercado habituais. O mercado online de livros é ainda residual e o seu uso está apenas concentrado nos grandes centros urbanos.
Estas novas medidas, mais gravosas que as medidas do 1.º confinamento, não servem os editores, não servem os livreiros e acima de tudo deixam uma importante parte da população sem acesso ao livro. Noventa porcento (90%) das aquisições de livros fazem-se nas livrarias e no retalho não especializado. Com estas medidas o livro passou de bem essencial a bem de luxo só disponível para alguns.
A satisfação do público consumidor de livros é a primeira preocupação da sã concorrência e o seu acesso em qualquer parte do país terá de ser garantida.
Os editores ficaram sem qualquer canal de comercialização dos seus livros, situação esta insustentável, que agravada pelo momento do ano em que surgem estas medidas, poderá levar ao encerramento de alguns. Para os editores é fundamental que as livrarias voltem a abrir e que o livro não seja excluído dos canais comerciais onde o público tenha acesso.
De recordar que, fechando desta forma todos os canais de retalho de venda do livro, os editores não terão capacidade para sustentar toda a rede de profissionais que vivem do livro. Falamos dos autores, tradutores, revisores, paginadores, designers, gráficas e profissionais das gráficas.
Todo o ecossistema que liga o autor ao seu leitor e que passa por um sem número de profissionais, editores, livreiros e profissionais do livro noutros retalho está a partir de hoje em risco.
Reforçamos que os livreiros, canal comercial fundamental e determinante para o livro, ficaram todos eles sem atividade e em situação de extrema dificuldade. Urge preservar o canal livreiro, dedicado em exclusivo ao livro, como agente de divulgação e promoção dos livros, dos autores, da nossa cultura e do conhecimento e que tão bem soube respeitar as regras de prevenção sanitária.
Perante mais este rude golpe, possivelmente sem retorno, o setor editorial e livreiro, já bastante fragilizado, a APEL dirige ao Senhor Ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital e à Senhora Ministra da Cultura um pedido para reverem esta proibição, em nome dos muitos milhares de editores, livreiros, autores e escritores e demais profissionais deste setor, conforme previsto na alínea b) do artigo 19.º do Decreto 3-A/2021, de 14 de janeiro.
Gabinete Comunicação APEL | comunicacao@apel.pt | Tel.: 21 843 51 82
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  • Por muito que me esforce não consigo compreender esta medida. Como estamos confinados precisamos muito de ler. A cultura é um parente pobre da nossa sociedade.