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More Ancient Anomalies In The Area Of Cusco In Peru – YouTube
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https://www.youtube.com/watch?v=TGASxG0IY4E
Publishing the pentatonic piano music of Emahoy Tsegué-Maryam Guèbrou, the maestro in the monastery whose biography is as extraordinary as her music.
Source: The enigma of Emahoy Tsegué-Maryam Guèbrou ፅጌ ማርያም ገብሩ
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A realização de testes de diagnóstico à covid-19 passa a ser um dever do cidadão, tal como já sucede com o uso de máscaras na via pública, e a recusa será punida com multa de 200 a mil euros durante o estado de emergência. O regime contraordenacional, alterado esta quinta-feira pelo Governo, estabelece a punição, sempre que tenha sido declarada situação de alerta, de contingência ou de calamidade.
Source: Recusar teste à covid-19 pode dar multa até mil euros – JN
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as ninfas molhavam os pés
ao som de música tecno
escreviam sms aos ausentes
apagavam o sol com a peneira
como quem esquece a crise
entre mergulhos e risos
os taludes cresciam protegidos
os caterpillar passeavam no pó
as areias movediças iam e vinham
a praia vedada como em gaza
mergulhos sem medo de deslizamentos
na enorme cratera da praia
a velha coruja comia um gelado
sentou-se e foi-se sem deixar rasto
silente e amargurada
emigrados enriquecidos
peroravam infâncias perdidas
mescla de idiomas e ideias
ânsias de tempos idos
sem saudade da pobreza
apanágio doutras eras
com dólas se compra a felicidade
à distância de um continente
vidas que me não interessam
sucessos alheios
serei sempre um outsider
observo, perscruto, analiso
disseco vidas outras
recordo bali, eric clapton
i shot the sheriff em kuta beach
sem pistoleiros nem guerras
trégua longa como o verão que tardou
palavras por dizer
sentimentos por partilhar
a presença da filha
visita em lua-de-mel
evoca passados vários
alegrias, encantos e sonhos
quando os filhos ganham asas
sabemo-nos velhos
sem o sentir ou saber
neles se retratam imagens
sonhos, ventos e aragens
extensões de nós mesmos
não fui a alfama ouvir o fado
não dancei o vira em viana
nem vi as sete saias da nazaré
não dancei a chamarrita do pico
nem sambei em copacabana
nem andei com os pauliteiros de miranda
não fiz teatro de sombras em bali
nem teatro em patuá de macau
e estive lá em todos os locais
mas encontrei-me com a viola da terra
à moda da ribeira quente
plangente com o rafael carvallho
rompendo o basalto e as brumas
era a voz de um povo silenciado
libertando-se em suaves melopeias
pairando sobre nuvens e ondas
tocando a alma deste povo açoriano
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e quando victor rui dores surgia
a ilha pintava-se de porto afonso
cheia graciosamente de cor
e quando victor rui dores surgia
a ilha pintava-se de porto afonso
cheia graciosamente de cor
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os abutres vieram
nos votos de abstenção
extremistas, de direita
neonazis e outros vermes
servem-se da democracia
vendem demagogia
extermínios, segregações
os abutres vieram
nos votos em branco
ocuparam parlamentos
o povo calado,
alheado
entediado
encolhia os ombros
quando vierem por eles
quando os cremarem
quando os exterminarem
não se ouvirá um só grito
nas suas gargantas secas
povo inculto nunca aprende
e a história sempre se repete
primeiro puseram a cruz nas janelas
depois colaram cruzes nas vestimentas
por fim, gravaram a cruz nas frontes
fechou portas e janelas
desligou as luzes a tv
esperou que se esquecessem dele
quando vieram não deu luta
nunca votava e nada sabia
dano colateral da democracia
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ver crescer os filhos são partos constantes
dores difíceis de conter
vi-te crescer na barriga da mãe
desde que foste à austrália sem o saberes
depois quase não nascias por incúria médica
e ali ficaste no porto cinco anos
geneticamente carente de mimos
antes de viveres na minha bragança
e vires desabrochar adolescente nos açores
correste as ilhas e o mundo
sentiste a lava no pico
o barro na faneca de santa maria
a vertigem das fajãs de s. jorge
viste o mar imenso no farol da maia
o rochedo do topo e o ilhéu da vila
mergulhaste nas lamas das furnas
antes de nadares em copacabana
aprendeste a nadar na rousia galega
fizeste-te às ondas nos moinhos
foste à caldeira no faial e capelinhos
visitaste hong kong e macau
brasília, são paulo e rio de janeiro
viajaste a anhatomirim
ribeirão da ilha, santo antónio de lisboa
lagoa da conceição e palhoça
na grande floripa de santa catarina
correste a galiza paraste em londres
andaste de burro, cavalo e bicicleta
deste cabo da cabeça aos profes
da escola da maia e à tua mãe
converteste alegrias em preocupações
canseiras, dores e horrores
privilegiado sem o saberes
viveste os últimos sonhos da geração beat
e dos baby boomers antes da crise
hoje preocupo-me com o futuro
o teu e dos teus contemporâneos
sem sonhos para viverem
sem amanhã para sonharem
sem teorias permissivas do dr spock
embalados no conformismo urbano
sem saber de sputniks nem guerra fria
sem a ordem natural da família nuclear
sem ler os angry young men
sem os verões de amor nem os dias de raiva
sem a geração do flower power
if you go to san francisco
antes de serem yuppies nos anos 80
sem guerras do vietnam ou das colónias
sem disputas entre beatles e stones
sem joan baez nem bob dylan
sem a route 66 do kérouac
agora terás de encontrar a rota na selva
viveres a vida sem rede de segurança
sem sistema universal de saúde
nem serviço público de televisão
cursos sem saída nem amanhã
que não seja emigrar e fugir
amizades feitas no facebook
a virtualidade de sentimentos
a solidão das multidões
e eu carregado de experiência e saber
escrevo desabafos mudos em poesia
impotente sem nada poder fazer
eivado de utopias antigas, democracia
igualdade, fraternidade e liberdade
abafadas neste neoliberalismo selvagem
a minha voz será flor murcha
neste deserto de ricos prepotentes
e às massas sem forças para marchar
só resta gritar antes de perecer