Manuel Henrique Beites 1 · A caixinha mágica

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A caixinha mágica
Foi durante o primeiro quarteirão do século 20 que os anódinos meios de comunicação audiovisuais deram os primeiros passos. A imprensa escrita foi resistindo na base de artigos de opinião e notícias do dia anterior.
Hoje, ao jornal papel já lhe foi lida a extrema unção, a rádio, na sua maioria apenas se sintoniza no carro e a televisão abafou tudo. Existem as redes sociais mas faria parte de uma outra reflexão.
É claro que os poderes instituídos não comem sono e depressa entenderam da potencialidade do meio e, céleres compraram tudo, tendo a propaganda como objectivo.
É bem conhecida a frase lapidar do Joseph Goebbels, ministro da propaganda do terceiro Reich. Uma mentira repetida à exaustão transforma-se em verdade e o exito depende do tamanho da mentira. Mas a coisa não começou com o Goebbels. Em 1928 Edward L. Bernays escreveu o livro – Propaganda – e adiantou que para fazer passar uma « mania » mais não havia que utilizar os depositantes de confiança da sociedade, princípio que aliás a Fundação Bill & Melinda Gates usou na Nigéria ao utilizar os pastores da igreja para convencer a população de que se deveriam vacinar. O resultado da experiência foi catastrófico, mas fica para outra vez.
Na actualidade, e falo concretamente de Portugal, embora o fenómeno seja universal, todos os canais privados pertencem a meia dúzia de corporações e os estatais pertencem-lhes por simpatia já que são as mesmas que amanham os governos.
E que temos ? – Notícias tendenciosamente editadas e gratuitamente subjectivadas, algumas panfletárias, algumas « apenas » falsas e um ror de omissas ; programas de entretenimento vazios de conteúdo e cheios de trivialidades e « faits divers »…para não dizer de vulgaridades ; programas de opinião em que a política se examina entre políticos e…para eles ; paineleiros da bola em que se não vê a bola ; concursos em que se utiliza de borla os concursantes estendendo-lhes a sombra de um anzol ; variedades popularuchas, no mais mesquinho do termo, em que metade do tempo é gasto com uma vergonhosa tentação ao gasto de impulsos telefónicos de valor aumentado ; um irresponsável assédio de mezinhas milagrosas ; telenovelas onde impera a luxúria, a banalidade do sexo, o adultério, a traição, a criminalidade, a homosexualidade na sua forma mais peregrina, o insólito, as empregadas domésticas dóceis e fieis ataviadas na sua ridícula farda, o vale tudo…e tudo num cenário de « grandes vidas » em que ninguém trabalha. Isto corrompe, confunde e leva as pessoas a pensar que afinal este mundo é um putedo franciscano. Quem me acode !! E para fechar em beleza, cá vão uns espaços de badalhoquice, devassa e podridão chamados de reality shows… Quem me vale ? Entretanto no meio desta bagunça toda um bombardeio implacável de publicidade para levar a gente a emagrecer o orçamento do essencial em função do acessório e comer mal para ter alguns gadgets !
Mas o problema não acaba aqui…como se não fosse bastante. É que somos desinformados, enganados, conspurcados, alienados, entretidos e ainda pagamos por isso ! É a maior fraude da história da humanidade. E não fiaca barato ! Senão repare-se : é preciso comprar o aparelho que vai caindo em desuso e é preciso actualizar ; paga-se a taxa de audiovisão incluída na factura de electricidade ; tem que se assinar um contrato de cedência de sinal ; para ver a bola ou outros extra é…pay per view… e grama-se com a publicidade em que seguindo um raciocínio lógico deveríamos ser pagos para assistir…
Mas pior…é que se não sabem, já existe tecnologia para « entrar » no televisor e o transformar em câmara para espiar a vida de cada lar… O George Orwell em 1949 já víu tudo estampando a fraude na célebre obra 1984 The big Brother.
Grande Orwell !
Chrys Chrystello
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″Você″ é estrebaria? – DN

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A 20 de outubro, ouvi em fundo que Jorge Jesus, treinador do Sport Lisboa e Benfica, teria sido repreendido enquanto prestava declarações no julgamento do caso Football Leaks. Sem ser seguidora de futebol e nem ter grande paciência para as suas personagens, fiquei curiosa em saber a causa da repreensão. Pasme-se! Jorge Jesus dirigiu-se à procuradora usando o pronome “você”, em vez de usar o título “senhora procuradora”. Quando li isto, não pude deixar de sorrir.Sou filha de emigrantes, nasci na Venezuela e cresci rodeada de falantes de diferentes línguas e variedades do português. Tive como primeira língua de escolarização o espanhol. Vim viver para Portugal com 10 anos. À época, na minha cabeça havia duas formas de me dirigir às pessoas: “tu” para a minha mãe e as pessoas mais chegadas e “você” para o meu pai e as pessoas mais velhas. Na minha cabeça estes eram os equivalentes do “tu” e do “usted” do espanhol. Mas, para meu azar, em português não era assim tão simples e, de cada vez que ousava dirigir-me, por exemplo, a uma professora usando “você”, invariavelmente ouvia por resposta “você é estrebaria!” Durante anos, tentei a duras penas descodificar o significado desta expressão. Que me lembre, ninguém me explicou como devia dirigir-me adequadamente às pessoas a quem devia deferência. Penso que foi já bem crescidinha que percebi finalmente que, na dúvida, o menos arriscado é usar um título (e.g. “o senhor/a senhora dona/o sr. dr./o professor/o senhor agente, a senhora procuradora”) e o verbo na terceira pessoa. Lembro-me de ter cometido muitos deslizes e passado outras tantas vergonhas, mas sempre atribuí esta falta de jeito à minha história de vida.Hoje é frequente, na faculdade, alunos dirigirem-se a mim usando “você”. Confesso que sinto um calafrio, que não denuncio, e procuro explicar a forma que me parece mais adequada de usar as formas de tratamento em português europeu, até porque defendo que cabe à escola veicular o padrão social adequado de uso da língua, i.e., a norma. Não lhes respondo “você é estrebaria”, pois imagino que, como eu, muitos não perceberiam o idiotismo. Olham-me com perplexidade quando começo a referir as tantas variáveis em questão na escolha da forma de tratamento adequada; alguns procuram ajustar o seu comportamento linguístico; outros, logo no instante seguinte, voltam a dirigir-se-me usando “você”.Há vários subsistemas de formas de tratamento em confronto na sociedade portuguesa atual. No diálogo entre Jorge Jesus e a procuradora assistimos ao confronto entre um, claramente inadequado à situação (apesar de todo o sucesso profissional e fama do treinador), e outro, conservador, de quem domina o código certo e detém o poder. A instabilidade no uso de formas de tratamento acontece porque a sociedade portuguesa mudou muito e rapidamente nos últimos anos. A democratização política traduziu-se na construção de uma sociedade menos estratificada, de relações interpessoais menos rígidas. A norma linguística (que é o registo do poder) resiste e adapta-se a custo à mudança. Mas inevitavelmente tal acabará por acontecer e “você” (quem sabe?) deixará um dia de ser estrebaria.Professora e investigadora, coordenadora do Portal da Língua Portuguesa

Source: ″Você″ é estrebaria? – DN

a guerra regressa à Etiópia

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ETIÓPIA EM PÉ DE GUERRA
Aeroportos sofrem bombardeios no norte da Etiópia | DW | 14.11.2020
DW.COM
Aeroportos sofrem bombardeios no norte da Etiópia | DW | 14.11.2020
Duas cidades são alvo de foguetes em conflito que já causou centenas de mortes e mais de 14 mil refugiados. Há temores de que combates provoquem guerra civil e nova tragédia humanitária.
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lutar contra covid? baixem preço da eletricidade

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O preço escandaloso que pagamos para ter energia eléctrica nas nossas casas…..
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BAIXEM O PREÇO da ELECTRICIDADE, já que mandam as pessoas para casa. E desçam também o IVA da electricidade! Até porque o frio e as más condições habitacionais agravam as doenças respiratórias, debilitam as pessoas, principalmente os idosos e pobres – o que é particularmente gravoso em tempos de pandemia. A medida que se impõe é a redução dos preços, Nada justifica que a factura de eletricidade seja tão elevada. Os consumidores pagam, além do consumo de energia, outros custos, que vão da taxa de radiodifusão até às rendas milionárias do sector energético, o imposto especial sobre o consumo de electricidade. Acresce ainda o IVA máximo, a 23%, num País cuja Constituição determina que os impostos sobre o consumo “devem onerar os produtos de luxo”. Considerar a electricidade um luxo é um escândalo. Por fim, querem aliviar o Sistema de Saúde? Ajudem os Cidadãos a melhorar as condições térmicas das suas casas.
É preciso um CHOQUE ELÉCTRICO nos preços da energia. Afinal, a matéria-prima, a água, é abundante – por estes dias chuvosos, até excedentária – e é de todos; ou não?
Chrys Chrystello

MORTES COVID E A MORTE DA ECONOMIA

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COMENTÁRIO POLÍTICO – PERGUNTAS
A situação da pandemia, os números disponíveis, os resultados e as Responsabilidades.
Vejamos, para já, o quadro e sua relevância:
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(1). – SITUAÇÂO GERAL
 0,8% da População, (80.000) de Infectados pelo Vírus da China (Covid19) que não são necessáriamente classificáveis como doentes, pois 98% nem sequer sintomas chegam a ter.
 Pessoas que foram Infectadas desde o início: 198.011 infetados, ou seja, apenas 1,98% da População Total;
 Pessoas consideradas Recuperadas da infeção 113.689., ou seja, apenas 1,14% da População;
Ou seja, 57,4% das Pessoas Identificadas já Recuperaram.
 Desde o Início morreram 3.181 pessoas, relacionadas com a pandemia, ou seja, 1,6% do Total de Infectados identificados, desde o início da pandemia.
 Pessoas Internadas em Hospitais 2.794;
 383 Pessoas Internadas em Unidades de Cuidados Intensivos.
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(2). – MORTES por OUTRAS DOENÇAS (exemplo)
400 mortes por pneumonia em Portugal todos os meses;
(dados publicados – Agência Lusa – 29 jan 2020)
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Relatório do Observatório Nacional das Doenças Respiratórias:
– 14.000 mortes por doenças respiratórias em Portugal, por ano;
– 17.000 mortes por ano, se forem acrescentados os óbitos por cancro da traqueia, brônquios e pulmão;
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(3). – PERGUNTAS LEGITIMAS:
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(3.1.). – INTRODUÇÃO:
Dado os números fornecidos pela Direcção Geral da Saúde;
Dados que a Universidade do Porto, num estudo recente, veio dizer que não são exactos;
Dado os números constantes do Relatório do Observatório Nacional das Doenças Respiratórias (em Janeiro de 2020);
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Sendo a População Activa de: 5.204.000 pessoas
Sendo o número de Desempregados de: 404.100
Taxa de Desempregados sobre População Activa: 7,8%
(Última atualização destes dados: 04 de novembro de 2020);
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Tendo 6.235 Empresas aberto falência, mais as que ainda estão ao abrigo do Lay-off e que já não voltarão a abrir;
Sendo que logo no 1º semestre do ano, 1.313 empresas ficaram insolventes em Portugal, o que representa um crescimento de 2% face ao mesmo período do ano passado; as quais representam uma perda potencial de 10.803 postos de trabalho, só nesse período; – (COSEC – Companhia de Seguro de Créditos);
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Fechando-se novamente o País, a partir das 23horas nos dias da semana;
Fechando-se novamente o País, a partir das 13horas nos fins-de-semana;
(O vírus parece ter horas certas para atacar, segundo o Governo e o Presidente da República)
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(3.2.). – PERGUNTO:
Vão as Pessoas maioritariamente Morrer do Covid (Vírus da China)?
Vão as Pessoas morrer de Outras Doenças?
Ou vão as Pessoas Morrer de Fome e de Doenças provocadas por Depressões?
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QUEM SÃO os RESPONSÁVEIS?
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Responda quem souber,
Melhores cumprimentos
Miguel Mattos Chaves
Helena Canotilho and 2 others
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a segunda vaga OSVALDO CABRAL

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A segunda vaga
À hora em que escrevemos este editorial desconhecemos se já terão sido anunciadas novas medidas, mais restritivas, nos Açores, relativamente ao aumento preocupante do número de casos positivos de covid-19.
Em Portugal já se percebeu que a pandemia está descontrolada e que houve muito relaxamento por parte da população, mas também muito desleixo por parte das autoridades de saúde, que já sabiam que a segunda vaga vinha aí e, segundo avisaram os especialistas, ia ser pior do que a primeira.
A impreparação das nossas autoridades foi de tal ordem que até o Primeiro-Ministro, António Costa, disse esta semana que a segunda vaga tinha chegado mais cedo do que se esperava!…
Fica por saber se a ingenuidade é genuína ou é para enterrar a cabeça na areia, como é padrão deste governo.
Nos Açores seguimos exactamente a cartilha, sem preparação para o que aí vinha, com uma Secretaria da Saúde desaparecida do combate, que nem tão pouco conseguiu pôr em marcha o número de vacinas suficiente para a gripe.
Relaxou-se nas medidas, quisemos ser originais no ajuntamento de multidões para o futebol, mas aconselharam-se as criancinhas a não cumprirem a tradição do Pão por Deus, permitiu-se a realização de competições internacionais em Trail Run, mas aconselharam-se restrições nas idas aos cemitérios, mandam-se encerrar salas de espectáculos, mas permite-se a abertura de bares e restaurantes, enfim, critérios pouco credíveis e demonstrativos de alguma desorientação.
A jusante, outra grande falta de preparação na criação de condições para os profissionais de saúde nos postos de recolha de testes, sem que, nestes meses todos, depois do Verão, se substituíssem as tendas sem condições para enfrentar o inverno; as linhas telefónicas das Unidades de Saúde congestionadas; a falta de testagens; doentes que ainda aguardam contacto para remarcar consultas; doentes que já morreram a serem contactados para consultas; número de óbitos desde Março acima da média dos últimos anos; umas escolas fecham e outras não; autarcas a queixarem-se de que a Autoridade de Saúde não atende os seus telefonemas; falta de comunicação com os Delegados de Saúde, e por aí fora.
É preciso, urgentemente, mudar a estrutura da Autoridade de Saúde, torná-la independente e instalá-la com profissionais de saúde e cientistas das áreas da saúde pública, infecciologistas e intensivistas.
Como muito bem alertou o nosso colaborador, Dr. Mário Freitas, “a evolução de casos nos Açores assume um padrão preocupante: triplicou o número de casos, desde início de Agosto, e duplicou desde o início de Outubro. Em particular, nas últimas 2 semanas a curva de evolução epidemiológica é estranhamente acentuada!”.
A esta estranheza junte-se a ausência de medidas, o que é ainda mais preocupante.
Como bem avisa o médico especialista em saúde pública: “É importante perceber que o padrão de evolução epidemiológica desta doença é claro: o crescimento rápido e exponencial exige, para redução de número de casos, medidas duras, durante um período longo! Verifique-se o que está a acontecer agora em Portugal continental…”.
Muito trabalho vai ter o próximo governo.
(

Osvaldo Cabral

– Diário dos Açores de 15/11/2020) — with

Osvaldo José Vieira Cabral

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Governo Regional dos Açores ainda não pagou 7,3 milhões de euros de transportes realizados pela Força Aérea Portuguesa

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A tal FAP que presta um serviço “insubstituível”
Ministério da Defesa Nacional revela que o Governo Regional dos Açores ainda não pagou 7,3 milhões de euros de transportes realizados pela Força Aérea Portuguesa ao longo dos últimos anos.
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  • Afinal para o que serve as FAP? Se não fosse transportar doentes seria transportar os seus elementos…
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À semelhança do que está a acontecer no continente, também nos Açores as vacinas para a gripe esgotaram-se.

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À semelhança do que está a acontecer no continente, também nos Açores as vacinas para a gripe esgotaram-se.
Fonte de uma farmácia de Ponta Delgada disse ao nosso jornal que as farmácias possuem listas enormes em fila de espera, “alguns dos quais acima dos 65 anos e outros pertencentes a grupos de risco”.
A mesma fonte afirma que muitos dos seus clientes dirijam-se à farmácia porque não têm resposta por parte dos Centros de Saúde.
A mesma denúncia é feita pelo Sindicato Independente dos Médicos, que garante que os centros de saúde no continente estão a ser informados pelas respectivas administrações regionais de que a última tranche de vacinas só vai chegar no final deste mês.
Nas farmácias, o cenário repete-se.
De acordo com o presidente do sindicato, a escassez de vacinas é muito pior do que em anos anteriores.
Segundo dados disponibilizados na semana passada pela ministra da Saúde, já foram vacinados um milhão de portugueses e havia ainda oitocentas mil vacinas em ‘stock’.
A ordem é agora desmarcar e remarcar as tomas agendadas.
DGS admite não haver para toda a a gente
A elevada procura da vacina contra a gripe vai fazer com que nem todos consigam ser vacinados, mas a directora-geral da Saúde assegura que as mais de dois milhões de doses abrangem a “grande maioria” dos grupos de risco.
Milhares de utentes dizem que não conseguem vacina contra a gripe, uma situação que Graça Freitas atribui à elevada procura e ao facto de, neste momento, o acesso ao centro de saúde poder ser mais difícil.
Mas a vacina vai continuar a ser administrada: “Neste momento já temos 1,8 milhões de doses entregues nos centros de saúde”, disse a directora-geral da Saúde em entrevista à agência Lusa.
As autoridades estimam que cerca de 1,3 milhões de vacinas já tenham sido administradas, havendo ainda meio milhão para aplicar.
Falta ainda receber a última tranche de 270 mil vacinas, que deverá chegar entre o final de novembro e o princípio de dezembro, um prazo que as autoridades estão a tentar antecipar.
“Como há uma grande procura, algumas pessoas vão ficar sem vacina, é óbvio que sim, basta fazer contas. Nós temos mais pessoas nestes grupos etários e nestes grupos de risco do que aquelas vacinas que o país conseguiu comprar, mas isso tem a ver com a disponibilidade de vacinas que havia a nível mundial”, explicou Graça Freitas.
O Serviço Nacional de Saúde conseguiu um pouco mais de dois milhões de doses de vacinas, a somar às cerca de 500 mil no sector privado.
Contudo, nunca se vacinou tanto “em tão poucas semanas” como em qualquer outra época da gripe, apesar de todos os constrangimentos causados pela pandemia de covid-19.
“Nos outros anos costumamos vacinar cerca de 200 mil pessoas na primeira semana de vacinação e neste vacinamos 300 mil pessoas”, elucidou Graça Freitas.
A última época gripal foi o ano em que se vacinou mais em Portugal, com a taxa de vacinação a ser das melhores da Europa nos idosos. Nos anos anterior, eram compradas cerca de 1,5 milhões doses de vacinas.
“Fomos expandindo a nossa compra paulatinamente ao longo dos anos porque havia capacidade para vacinar cada vez mais pessoas, sendo que houve anos no passado em que a adesão à vacinação não foi assim tão grande e, neste momento, é superior a 65%”, adiantou a directora-geral, especialista em saúde pública.
A expectativa para 2020 sem covid era na ordem dos 1,6 milhões de doses de vacina, que são encomendadas com muita antecedência. “Este ano quando houve a questão da covid, fomos rapidamente ver se conseguíamos comprar mais doses – porque termos um inverno com duas doenças ao mesmo tempo não seria o cenário melhor – e, na altura, conseguimos trazer para o Serviço Nacional de Saúde mais de 400 mil doses e foi tudo o que nós conseguimos encontrar no mercado disponível”, afirmou.
As farmácias nem sequer conseguiram atingir o que costumavam comprar, e o SNS adquiriu mais do que o habitual.
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