RUSSOS PRENDEM CRISTO, REINCARNAÇÃO DE JESUS DA NAZARÉ

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Moises Rabinovici

A igreja do Último Testamento em Krasnoyarsk, na Sibéria. foi invadida por 50 agentes russos que levaram seu líder messiânico VissarionChrist, o Mestre, para um dos vários helicópteros que participaram da operação, que ainda utilizou 50 ônibus e vans. Não se informou imediatamente para onde o levaram.
Os fiéis do Último Testamento acreditam que o ex-policial Sergei Torop, que trocou o nome para VissarionChrist, seja a reencarnação de Jesus de Nazaré. Para a policia, ele usava a igreja para extorquir dinheiro, é também acusado de fraude e de ser violento.
Desde o início da pandemia, a filiação à igreja triplicou. Os “visionaritas”, discípulos de Vissarion, vivem em 20 colonias rurais no sul da Sibéria, a maior delas, com 300 pessoas, no alto de uma remota colina, chamada Abodeof Dawn — Morada do Amanhecer.

NOTA DO EDITOR DO BLOGUE….ISTO FOI AGORA, MAS HÁ UNS ANOS PODERIA TER SIDO EU…..

o povo de timor LUIS CARDOSO NORONHA (TAKAS)

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O POVO DE TIMOR-LESTE
Não costumo citar Xanana Gusmão. Muitas pessoas o fazem ou por subserviência, reverência ou na esperança de serem recompensadas de uma forma ou de outra por ser um homem carismático e poderoso. Mas de todas as frases que disse Xanana Gusmão guardo uma que é o perfeito retrato de um homem que havia sido coroado por ter saído vencedor de uma dura batalha. Eu tinha grandes esperanças nele. Disse na Assembleia da República Portuguesa na sua primeira visita ao território da potência administrante que o verdadeiro herói não era ele mas o povo timorense. Tinha toda a razão. Sem a luta heróica do povo timorense com custo elevadíssimo, não teria sido possível a independência de Timor-Leste. Costumo dedicar os meus livros a uma pessoa. Desta vez dedico-o ao povo timorense. Assim termino o ciclo de várias travessias pela estórias e História de Timor-Leste.

TIMOR E O ABUSO SEXUAL DE CRIANÇAS

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Abuso sexual de crianças é um dos crimes mais hediondos que pode haver. Quem protege as pessoas que os cometem são igualmente criminosos. E muitas vezes, também têm coisas a esconder. Só que em Timor-Leste, como em muitos locais, estes crimes passam muitas vezes impunes.

Nos últimos dias tenho sido atacado no Facebook, até comparado a Satanás, só porque fiz uma notícia a confirmar a acusação do Ministério Público a um ex-padre que abusou da sua autoridade e admitiu, o próprio, à organização de onde foi expulso e à igreja, ter abusado de crianças. Por isso foi laicizado, deixando de ser padre.

Houve até quem tenha feito ameaças, a dizer para “ter cuidado” ao escrever sobre a criatura.

Faço jornalismo e o que tenho escrito sobre o caso cumpre todas as regras do jornalismo.

Por isso vou continuar a fazer jornalismo. Mesmo que alguns não gostem.

E aplaudo a coragem do José Belo e da Tjitske Lingsma que no Tempo Timor denunciaram este caso e o continuam a acompanhar. Mesmo que o resto da media timorense praticamente o tenha ignorado.

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AUMENTA A DÍVIDA DOS AÇORES

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Dívida Bruta dos Açores cresce para cerca de 2 mil milhões de euros

A Dívida Bruta da Região Autónoma dos Açores atingiu, no final de 2019, os 1.956.584 euros, o valor mais alto até agora, segundo revelou ontem o INE.

Com efeito, a Dívida Bruta das Administrações Públicas nos Açores, englobando o montante da garantia concedida à SATA e as empresas públicas incluídas no perímetro, atingiu 1.956,6 milhões de euros, 44,3% do PIB.

Sem o impacto da garantia da SATA é de 42,8%.

A dívida bruta das Administrações Públicas do País é de 117,2% do PIB em 2019.

Dívida Bruta a crescer desde 2016

A dívida bruta tem vindo a crescer nos últimos anos, sendo de 1.596.016 euros em 2016, 1.690. 411 euros em 2017, e 1.859.962 euros em 2018.

Segundo revela, também, o SREA, de acordo com os resultados provisórios obtidos neste exercício, em 2019 a necessidade de financiamento das Administrações Públicas (AP) atingiu 66,4 milhões de euros, o que correspondeu a 1,5% do PIB, (que compara com -3,0% no ano anterior e -1,7% em Março).

O valor de Setembro apresenta um saldo melhor em 8,74 milhões relativamente à 1ª notificação de Março.

Também o valor final para o ano de 2018 foi revisto para melhor, em 12,5 milhões de euros (0,3% do PIB).

Estes valores fazem parte do estudo que o INE enviou ontem para o Eurostat e divulgou no seu portal, a segunda notificação de 2020 relativa ao Procedimento dos Défices Excessivos, onde inclui a informação do Défice e da Dívida relativa aos Açores, apresentada pelo SREA e validada pelas autoridades estatísticas nacionais.

Esta notificação, tal como as anteriores, obedece ao novo Sistema europeu de Contas 2010 (SEC 2010), que implicou um conjunto significativo de alterações metodológicas, em relação ao SEC95, e que se traduziram em revisões relevantes que já foram anteriormente divulgadas.

Este processo é definido nos termos dos nº 1 e do nº 2 do artº 21º da Lei Orgânica 2/2013 de 2 de Setembro – Lei das Finanças das Regiões Autónomas – onde se refere que o SREA tem de apresentar, até final dos meses de Fevereiro e Agosto, uma estimativa das contas não financeiras e da dívida pública da administração pública regional para os anos anteriores e corrente e que as autoridades estatísticas nacionais devem validar as contas até ao final do mês seguinte à sua apresentação.

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CRISE DO COMÉRCIO TRADICIONAL EM PDL

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“Temo pelo esforço que fiz ao longo de 10 anos para investir num espaço no centro histórico e agora não ter condições de o manter”

“Alarmante”. É esta a primeira palavra que vem à cabeça de Renato Moniz para classificar a situação que vive enquanto empresário do sector do comércio. Proprietário de um estabelecimento em Ponta Delgada que se dedica à venda de decorações e ‘souvenirs’, o responsável traça um cenário “muito negro” para o futuro do seu negócio, fortemente afectado pela crise causada pela pandemia.

“A situação é alarmante. Nos últimos meses sentimos uma quebra de cerca de 90% nas vendas”, afirma o dono da “Rosa Nicole Decorações.

Com uma colaboradora ainda em lay-off, o espaço esteve encerrado de Março a Junho. “De Junho para cá, temos vendido qualquer coisa, mas não tem nada a ver com anteriormente. As quebras são enormes”, refere.

Em declarações ao Diário dos Açores, Renato Moniz conta que fez um investimento avultado, no valor de um milhão de euros, para a aquisição do imóvel onde se localiza o estabelecimento, que está a pagar ao banco. Com a quebra na facturação, teve de recorrer à moratória bancária para fazer face a este encargo.

“Recorremos à moratória, o que é muito bom numa ajuda imediata, mas a longo prazo não é benéfico. Estes meses que ficaram por pagar vão ser pagos depois, com juros de 10 anos”, alerta. “Não é uma situação fácil, mas neste momento não há alternativa”, acrescenta.

Quanto aos apoios do Estado, refere ser “muito complicado cumprir com as directrizes dadas”. “Uma empresa que tenha um saldo negativo do ano transacto não tem direito a apoio. Ou seja, se já estava em dificuldade antes da pandemia, agora sem apoio, acabará por fechar as portas”, alerta, admitindo que este pode vir a ser o seu caso.

“Ao fazer uma compra de um milhão de euros, que estamos a pagar ao banco, enquanto o imóvel não estiver pago, dificilmente teremos um saldo positivo no final do ano. Ora, como não tivemos um saldo positivo no ano passado, não podemos beneficiar das linhas de apoio do Estado. Então… como ficamos?”, questiona, lamentando esta dificuldade no acesso aos apoios.

O responsável acrescenta que, “por mais que venda nos próximos dois meses, não vai dar para tapar o buraco” e traça, por isso, um futuro negativo: “Temo pelo meu posto de trabalho. Acima de tudo, temo pelo esforço que fiz ao longo de 10 anos, para investir num espaço no centro histórico, e agora não ter condições de o manter”.

Renato Moniz defende, por isso, a necessidade de haver medidas que apoiem as empresas que já se encontravam em dificuldades e cuja situação piorou com a pandemia. Caso contrário, “o que acontece é que as empresas que estão saudáveis vão continuar a receber apoios e as que já não estavam bem vão ficar pior e acabar por fechar as portas”. “E o que é que acontece com os funcionários que acabam no desemprego depois de a empresa falir? É uma situação muito complicada…”, lamenta.

Clientes com receio de tocar nos produtos

A Rosa Nicole Decorações abriu em 2002 e já esteve em várias zonas de Ponta Delgada até ao espaço actual, na Rua Machado dos Santos. Habituado a interagir constantemente com os clientes, Renato Moniz diz agora que as pessoas se tornaram mais receosas e menos receptivas, devido à covid-19.

“Eu sou uma pessoa muito comunicativa e gosto de falar com os clientes, mas noto que agora as pessoas têm medo. Entram, compram o essencial, mas não ficam muito tempo na loja”, conta, esclarecendo que o mesmo acontece tanto com clientes locais como com estrangeiros.

Agora encontra o seu espaço “sempre arrumado, quando antes não estava. As pessoas antes mexiam nos produtos, tocavam nas peças para apreciá-las, mas agora têm medo de tocar. Isso só demonstra que têm medo”, salienta.

Além da venda ao público na loja, Renato Moniz trabalha ainda na área da decoração de eventos. “Fazemos casamentos, comunhões, festas paroquiais, festas do Espírito Santo… mas foi tudo cancelado. A facturação ficou a zero nessa área”, lamenta.

Sem quaisquer perspectivas positivas para os próximos meses, o comerciante reitera, “com toda a certeza”, que a facturação não irá melhorar até ao final do ano. Mesmo a época de Natal é uma incógnita para o comerciante.

Sobre as iniciativas de incentivo às compras no comércio tradicional, promovidas pela autarquia e câmara do comércio, o responsável diz terem sido boas, “mas não resolvem” os problemas, pois “enquanto se cultivar a informação de pânico e medo, isto vai continuar assim”. Uma solução, defende, seria os comerciantes fazerem também testes de despiste à Covid-19 periodicamente para deixar os clientes “mais descansados”.

Renato Moniz refere que sempre foi uma pessoa “optimista” perante das adversidades da vida, mas agora só consegue ver à sua frente um “futuro muito negro”.

Por Alexandra Narciso

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PICO, TURISMO E APOIOS, ~DR SIMAS SANTOS

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Simas Santos, médico e empresário no Pico: “Não é justo a Região pagar a transportadoras aéreas para operarem apenas em São Miguel e Terceira”

O conhecido médico e empresário da ilha do Pico, António Simas Santos, acaba de inaugurar um novo empreendimento em contraciclo: a “Fonte Tavern”, localizado no centro histórico da vila baleeira e que se projecta como mais uma atracção para o turismo. Proprietário da “Aldeia da Fonte”, também nas Lajes, Simas Santos tem sido um defensor intransigente do Pico e do conceito do Triângulo, com S. Jorge e Faial. Fica aqui registada a breve conversa com o nosso jornal.

Acaba de efectuar mais um investimento turístico na ilha do Pico, em contraciclo com a crise que se vive no sector devido à pandemia. É uma aposta arriscada ou é a visão de alguém que acredita no futuro do sector na ilha?

É, sem sombra de duvida, a visão de alguém que acredita no futuro do turismo no Pico.

O que, aliás, está em linha com os últimos dados que apontam para uma notoriedade, nacional e internacional, impressionante que esta ilha conhece.

Como é que analisa este Verão turístico no Pico e em especial nas suas unidades? Os programas de turismo interno resultaram?

Diria, brincando um pouco, que foi um bom Inverno!

O programa de turismo interno funcionou muito bem para o Pico que foi, de resto, a ilha que mais procura teve.

Há quem observe que o Pico é um dos destinos já consagrados do turismo açoriano e que só não vai mais longe porque mantêm-se os problemas de acessibilidades, sobretudo aéreas. Como se resolve isso?

Verdade. Resolve-se isso aumentando a pista do Pico de modo a solucionar o problema crónico da sua operacionalidade e programando para o Pico o número de voos para o exterior que estejam em linha com a procura, acabando com paradigmas anquilosados que nada têm a ver com a actual realidade.

Todos os números falam por si e, como diz o Ivo Sousa, o Pico está na moda.

O que é que espera do tão aguardado estudo sobre a ampliação da pista do Pico?

Espero a confirmação de que é possível e desejável e que o seu custo estará em linha com o princípio do custo/beneficio equilibrado.

Espero que o custo encontrado seja bem modesto e razoável para uma obra dessa envergadura. Tudo aponta para isso.

A velha questão: o Pico deve promover-se sozinho ou acompanhado pelas restantes ilhas do Triângulo?

Respondo sem hesitação: deve promover-se acompanhado das restantes ilhas do Triângulo. Mas assumindo a sua posição geográfica central e sua vocação de distribuição de tráfego para as duas ilhas vizinhas.

São dados objectivos que só não vê quem não quer.

É justo que a Região pague a transportadoras aéreas para operarem em S. Miguel e Terceira e não aplique o mesmo critério para outras ilhas?

Claro que não!

A equidade de todas as ilhas é aquilo por que lutamos há muitos anos, pondo em causa a tradicional, e ainda muito arraigada, tripolaridade, que deixa de fora seis ilhas

Há décadas que se diz que o Pico é a “ilha do futuro”. Quando vai chegar este dia?

Esse dia já chegou, claramente.

O que falta é mudança de paradigma que isso acarreta e que precisa, urgentemente, de ser corrigido.

O tecido empresarial do Pico tem dado provas irrefutáveis de uma capacidade de iniciativa (no turismo, nos vinhos , na carne) notável.

Tenho a convicção profunda que tempos bem próximos irão trazer grandes mudanças.

Um delas já vê sob a forma de um investimento muito significativo que o Grupo Bensaude está prestes a concluir nesta ilha e que demonstra que o futuro já aí está!

jornal@diariodosacores.pt

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O imperialismo destrói a humanidade

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O imperialismo destrói a humanidade

Posted: 23 Sep 2020 03:31 AM PDT

A fase do sistema neo-liberal, no entanto, acentuou a exploração dos trabalhadores e das nações dependentes, para fortalecer o sistema monetário que está nas mão de uma elite internacional que controla o mercado, as empresas multinacionais, o transporte internacional, os bancos e mantém os organismo da ONU.

Zillah Branco* | opinião

Os estudiosos da História comprovaram as antigas teorias da evolução do sistema econômico e social através dos tempos com as alternâncias dialéticas. Nos últimos milênios assistiu-se à substituição da monarquia no poder das nações pela pressão do desenvolvimento criativo da humanidade que elaborou um sistema com a meta democrática (utópica ainda hoje) para atender as necessidades dos cidadãos de forma igualitária.

Desde que a acumulação do capital constituiu o centrode poder, uma classe capitalista substituiu a velha monarquia, impedindo a existência efetiva de um regime democrático de formação e desenvolvimento da cidadania. Para institucionalizar o poder centralizado criou os Bancos e demais organismos financeiros, que regem o capital segundo os mesquinhos interesses da elite capitalista.

Neste confronto, de uma classe rica contra a outra que é pobre e dependente da política escolhida pela elite para se perpetuar no poder, e se fortaleceu dando origem ao imperialismo que estende o centro de poder da elite a todo o planeta. Por meio de guerras invadiu as nações mais frágeis colonizando-as, com a acumulação do capital roubado às colonias desenvolveu universidades e instituições que permitiram centralizar o conhecimento científico e tecnológico, assim como a produção industrial geradora de empregos e recursos para o mais rápido desenvolvimento material de centros urbanos. Dessa forma têm tentado dominar a cultura e a formação mental de todos os povos para que não possam criar soluções de vida e progresso pessoal e coletivo com autonomia. Tenta impor, portanto, que dependam em tudo do interesse dos mais ricos e por eles sejam escravizados fatalmente.

Dialeticamente é impossível subjugar a mente de todos os pobres que dependem materialmente do regime capitalista imposto ao mundo colonizado! Há muitas formas de transmissão de cultura e formação dos cidadãos que ultrapassam a forma escolástica de pensamento que vem da Idade Média, assim como as mais modernas emissões através de livros, revistas, cartazes públicos, televisão e todos os recursos da comunicação social existentes. Permanece ativa a cutura tradicional transmitida pelas famílias, as crenças arraigadas em coletividades, as filosofias de vida transmitidas oralmente pelos mais idosos, os textos e registos de pensadores em todos os países, o chamado “bom senso” que os mais pobres cultivam no seu relacionamento com povos e natureza, e cresce no planeta a resistência cultural à dependência imposta pelo capital – revoluções abriram caminho para o socialismo e a independência nacional, aí estão a China, o Vietnam, Cuba, Coreia e Laos, e os que sobreviveram à União Soviétca e criticamente defendem a sua revolução, em comunidades e organizações políticas, e as conquistas proporcionadas à humanidade em geral. É a face dialética da História, oposta à perversa e oportunista defesa do poder capitalista que escraviza e mata os que dele dependem.

Crise imperialista

Somente o desespero da crise do sistema explica o surgimento de figuras tão desprezíveis – pela falta de ética, de senso comum, de formação moral, de sentimentos humanos, – nos mais elevados poderes políticos do mundo capitalista. Esses “bonecos de ventríloquo”, com altos salários, representam o triste papel da falência de inteligência e sensibilidade humanas na elite poderosa. Mentem com a maior desfaçatez, organizam formas de morticínios beneficiando do surgimento de virus e da irregular distribuição de alimentos e proteção à saúde, exibem o lado pérfido e repugnante de seres depravados, e ao mesmo tempo apresentam a incapacidade da elite a que pertencem de governar sociedades pacíficas. É, mais uma vez, a face dialética da História, que permite reconhecer que o caminho certo depende da distribuição igualitária das condições de vida e desenvolvimento dos povos construtores.

O egoísmo mata!

As pessoas inseguras tornam-se egoistas para se defenderem. Nesta condição têm dificudades em participar do convívio social. Na medida em que amadurecem, podem corrigir esta fragilidade tornando-se conscientes ou passam a agir com um forma de “generosidade” que acentua a distância com os outros “considerados seus inferiores”. São opções do individualismo gerado pela educação viciada em proteção declarada. “Mal educados” e “alienados”, para deixar claro. A auto-consciência é a única forma de superação das inseguranças pessoais e da condição de respeitar os outros que compoem o coletivo. Assim, torna-se possível a troca de experiências e a solidariedade. É a classe mais pobre na humanidade que preserva esta capacidade.

História do capitalismo

O sistema capitalista, se evoluisse dando espaço igualitário a todo o conjunto social, daria origem ao socialismo, mas antes teria de criar um Estado de Direito ou Estado Social, em que as propriedades são coletivas, geridas pelo Estado, que pode entregar a empresários que desenvolvem a produção e às famílias para moradia, garantindo a subsistência igualitária de todos e a sua formação. Assim, ficariam banidas todas as formas de egoísmo que se transformam em exploração dos trabalhadores.

A fase do sistema neo-liberal, no entanto, acentuou a exploração dos trabalhadores e das nações dependentes, para fortalecer o sistema monetário que está nas mão de uma elite internacional que controla o mercado, as empresas multinacionais, o transporte internacional, os bancos e mantém os organismo da ONU. Esta elite supra nacional, que é liderada pelos Estados Unidos da América, tem agido como um império que abusa da sua condição de superioridade acentuada pelo domínio militar. Esta fase, neo-liberal, foi preparada em universidades norte-americanas na década de 70 – pelos “Chicago Boys”, – e aplicadas nos países desenvolvidos como a Inglaterra no governo de Thatcher, e nos em desenvolvimento, como o Chile por Pinochet, para expandir-se, depois, por toda a região dita Ocidental, dependente do capitalismo.

O sistema socialista iniciado pela União Soviética, foi vítima de uma permanente perseguição das forças militares e da comunicação social do capitalismo (que manteve a “guerra fria” desde o final da Segunda Guerra até a década de 90 quando foi dissolvida a URSS), sobrevivendo apenas na China, Vietnam, Laos, Coreia e Cuba sob boicotes internacionais e continuas ameaças através de organismos internacionais.

A pandemia do coronavírus

Diante da ação do coronavírus SARS-2, aChina e os demais países socialistas puderam defender as suas populações graças à organização dos recursos médicos e a disciplina mantida pela estrutura de poder do Estado, além de levarem a solidariedade a outros países desenvolvidos mas incompetentes para defenderem a sua população. Ficou demonstrada a falência do capitalismo que tem por meta principal defender o capital e não os humanos.

Aparentemente tornou-se clara a necessidade de criar nos Estados capitalistas os serviços sociais competentes para atender gratuitamente toda a população. Será o passo para estabelecer os direitos humanos e de cidadania com igualdade, como a democracia impõe. Não será fácil, exatamente devido à ganância dos que detêm o poder do capital, ao medo que têm da sabedoria dos mais pobres que não querem ser escravos.

Assistimos indignados à inanição política de organismos internacionais formados para manter a paz e o respeito entre os povos enquanto o imperialismo agride povos e nega o direito à soberania nacional. Assistimos constrangidos à revelação cotidiana de governantes que nada entendem das funções públicas que deveriam coordenar e revelam a sua escolada ignorância aos que usam o “bom senso” para encontrar soluções que parecem óbvias.

Só não mergulhamos no caos dessa pandemia por que existem cada vez mais resistentes que assumem papeis inovadores para salvar vidas, para reorganizar serviços públicos, para fortalecer a Soberania dos povos e nações

Há caminhos para se chegar à democracia, a partir da solidariedade de todos os que defendem verdadeiramente a humanidade e a natureza.

*Zillah Branco — Cientista Social, consultora do Cebrapaz. Tem experiência de vida e trabalho no Chile, Portugal e Cabo Verde.

Independentistas de Cabinda denunciam ataque com seis mortos

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Independentistas de Cabinda denunciam ataque com seis mortos

Posted: 23 Sep 2020 07:45 AM PDT

Cinco militares e um civil morreram na segunda-feira na sequência de uma operação lançada pelas Forças Armadas Angolanas, anunciou a Frente de Libertação do Enclave de Cabinda – Forças Armadas de Cabinda (FLEC-FAC).

Segundo um comunicado divulgado esta terça-feira (22.09), assinado pelo porta-voz do Estado Maior das FAC, António do Rosário Luciano, o ataque contra o campo do movimento independentista na aldeia de Tando-Bocoto aconteceu cerca das 21:30 e foi “vigorosamente reprimido” pelos cabindenses, tendo resultado em seis mortes, dois soldados das FAC, três das Forças Armadas Angolanas e um civil.

O comunicado refere que os soldados angolanos deixaram para trás três armas do tipo Ak-47.

O incidente aconteceu algumas horas após a FLEC-FAC, que reivindica a independência daquela província angolana, ter proposto às Nações Unidas a realização de uma cimeira para relançar o processo de paz, por ocasião da 75.ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas.

 

Convite para diálogo

Os independentistas convidaram o secretário-geral da ONU, António Guterres, a organizar uma “mini-cimeira” consagrada à paz e segurança da região, sugerindo um encontro em Brazzaville (capital da República do Congo), sob a direção de Denis Sassou-Nguesso, presidente em exercício da Conferência Internacional da Região dos Grandes Lagos.

Além do Presidente angolano, João Lourenço, deveriam também participar nesta reunião de alto nível o Presidente da República Democrática do Congo e segundo vice-presidente da União Africana, Félix Tshisekedi, bem como John Magufuli, atual presidente da SADC (Comunidade de Desenvolvimento da África Austral).

Segundo os separatistas, a cimeira deveria resultar na adoção de uma resolução reclamando o diálogo entre o Governo angolano e a FLEC-FAC.

Os independentistas têm acusado as Forças Armadas Angolanas de causarem várias mortes entre civis, na região fronteiriça daquela província separada geograficamente de Angola e denunciaram “manobras hostis do Governo angolano contra os refugiados cabindenses nos Congos”.

A Lusa tem questionado o ministério da Defesa de Angola com as alegações das FLEC-FAC sem nunca obter confirmação relativamente aos confrontos e baixas das Forças Armadas Angolanas.

Deutsche Welle | Lusa