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COMISSÁRIA DE BORDO PÓS-PANDEMIA
Comissária de bordo da Israir Airlines, num voo de Tel Aviv/ Eilat, no sul do país.
Foto: GIL Cohen-Magen / AFP

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COMISSÁRIA DE BORDO PÓS-PANDEMIA
Comissária de bordo da Israir Airlines, num voo de Tel Aviv/ Eilat, no sul do país.
Foto: GIL Cohen-Magen / AFP

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Source: (2) Watch – Discover
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For my Portuguese friends: Os incêndios de Pedrógao ocorreram há três anos.
Para o que se faz em Portugal, a nível de governação, não parece ser necessário um governo com 70 pessoas. Nem tantos acessores. Nem tantas direcções-gerais. Nem tantas empresas públicas. Nem tantos institutos. Nem tantos observatórios.
Passaram 3 anos e pouco ou nada foi feito: a floresta continua ardida (até o Pinhal de Leiria!), a região continua desordenada e descuidada, o SIRESP continua sem funcionar e com cabos aéreos, as administrações interna e pública continuam regidas com as mesmas irresponsabilidade e incompetência e os esquemas de corrupção – por onde se esvaíram muitos donativos privados – não foram investigados.
Entretanto, cerca de 22% da população portuguesa vive abaixo do nível de pobreza – que já de si é muito baixo – enquanto que uma casta de auto-iluminados se alimenta do nosso rico dinheirinho através da imensa corrupção – material e intelectual – que grassa nos corredores do poder. É possível encontrar uma interpretação segundo a qual algo não está explicitamente assinalado na lei como sendo ilegal, embora de ético nada tenha? Então aproveite-se já porque no futuro poderá não ser possível! Se necessário, contrate-se uma das firmas habituais de advogados para elaborar um parecer a apoiar, até porque mesmo não sendo todos sérios convém parecê-lo!
Entretanto o peso do Estado na economia e na sociedade continua a crescer, num esquema viciado que compra votos de pessoas desprovidas de pensamento crítico enquanto aumenta as vantagens para a casta de auto-iluminados.
Temos de educar as novas gerações em autonomia intelectual, com espírito crítico e criativo, para que responsabilidade possa ser um valor central da sua cultura e construam a vida em que acreditam e querem ter. Para incompetentes e irresponsáveis já bastam muitos dos que andam pelos corredores do poder. Isto é precisamente o que muitos políticos não querem mas é o que o país precisa se quiser ser mais desenvolvido e repleto de oportunidades ao alcance de todos em condições idênticas (“a level playing field”).
Crescentemente, a desigualdade mais gritante é a que ocorre entre governantes (e gestores públicos ou para-públicos) e governados. É uma desigualdade de poder, a mãe de todas as desigualdades. Geert Hosftede estudou esta “power distance” em pormenor e concluiu que em Portugal a cultura vigente aceita que este contraste de poder seja imenso. Portugal é o país europeu onde a população aceita esse tipo de contraste com mais naturalidade. No outro extremo, a cultura vigente na Noruega é oposta: na Noruega tal contraste de poder não existe porque a sua existência seria inadmissível. Até nisto a cultura portuguesa revela o imenso peso da parolice nas suas características.

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Já nem me incomoda um grupinho de arqueólogos e seus associados cuja grande função profissional parece ser definir o que é ciência e pseudociência. Podem escavar bem fundo ou mergulhar bem fundo, com as suas ferramentas epistemológicas, que nunca vão encontrar o conceito. Distinguir ciência de pseudociência depende da capacidade crítica e abrangência do conhecimento científico do analista. Só a arrogância de cada um lhe permite julgar sem provas e com meros preconceitos o que é ciência ou pseudociência, todavia, há ciência errada, que se prova com factos ou deduções matemáticas e lógicas.
Quer esse grupinho combater as “fakenews” no que se refere à presença pré-portuguesa nos Açores. Ora, em ciência não há “fakenews” poderá haver “fakefacts”, mas provar que um “fakefact” é falso, só se chega lá com trabalho e não com retórica. Excusam de evocar a história, pois isso é trabalho de historiadores. A história sabe com que linha é que se cose. Foquem-se nos factos: Algumas construções, tipologia das construções alvo, arte rupestre, dados paleoecológicos e datações.
Podem escavar com colheres de pedreiro todas as “fakenews”, mas o mais provável é encontrá-las no fundo das suas gargantas. Se usarem o pincel na escavação das “fakenews”, certamente fará pó, verão que vão tossir uma data delas. Não digo nomes porque considero o Argumentum ad Hominem inaceitável, até que usem o meu nome, e porque há várias pessoas a falar sobre a mesma coisa, sem que estejamos forçosamente de acordo. Em ciência as pessoas podem discordar sem se atropelarem com o “…eu é que sei”.
Enquanto a ciência tenta construir um discurso claro e objetivo, de modo a tornar tudo muito preciso, esses senhores gostam de misturar tudo: Atlântida, Fenícios, Megalitismo, Arte Rupestre, Epigrafia, Conspiração, Extra-Terrestres, Magia, etc. Sim de facto, acerca dessa problemática pode haver gente diversa a falar disso tudo. E de facto falam.
Ora, a arte rupestre é de antes da escrita e a epigrafia depois da escrita: nada como misturá-las para “…esclarecer as pessoas comuns com uma linguagem acessível”. Com essas misturas exemplifica-se muito bem como funciona a “Ciência Arqueológica”. Deste modo e para essa gente, a Arqueologia que é “Uma Ciência Social” deve questionar as “Ciências Naturais”. De facto todos temos uma ideia de que são as humanidades e as ciências sociais as grandes áreas fazedoras de ciência inequivocamente objetiva, e as ciências naturais aquelas que usam a retórica para produzir jornalisticamente “fakenews”…… A teoria da evolução das espécies é certamente para alguns “fakenews”. Certamente com a teoria da relatividade generalizada, os arqueológos especialistas em espaço de Minkowski, quereriam escavar um buraco negro. Nalguns contextos, de facto, criam buracos negros no conhecimento com alguns dos seus pareceres.
Mas ainda se vai mais longe num gruppetto aparentemente orquestrado: garante-se que “…há uma tentativa de enganar os açorianos acerca da sua história”. Afinal o megalitismo faz parte da história ou da pré-história? A história de um lugar natural é a história de uma comunidade? A história dos açorianos não é a história dos portugueses? É impressionante a profundidade dos argumentos científicos da ciência arqueológica desses arqueólogos.
A Ciência questiona, esses arqueólogos arremetem, mesmo que o questionamento venha de outros arqueólogos.
A Ciência data, esses arqueólogos não acreditam.
A Ciência volta a datar, esses arqueólogos não conseguem cheirar.
A Ciência tipifica, esses arqueólogos berram porque entendem que só eles é que têm competências para fazer isso. Qualquer um pode fazer um diagrama de Venn. Deviam ler o “Theatre/Archaeology” para terem uma ideia das limitações da “ciência arqueológica”.
A partir de agora vou citar apenas alguns arqueólogos inteligentes:
“Encontrar coisas pode ser algo de outra escala que não é a escala do objeto”.
“Na verdade, nós não descobrimos sítios arqueológicos – nós, na prática, com as nossas observações e restauros, construímos esses sítios.”.
“A arqueologia é um simulacrum” (algo que simula um passado que nunca existiu), é artificial e materializa uma narrativa do passado”.
Percebe-se a razão pela qual e de forma tão ostensiva alguns arqueólogos utilizam como ferramenta científica o Argumentum ad hominem e regurgitam todos, o mesmo vómito. A isso chama-se corporativismo.
Não construam significados acerca daquilo que todos nós já sabemos, usando outros termos.
Se não percebem o que digo, peçam um parecer.
A imagem não é um cachimbo (Ceci n’est pas une pipe- La trahison des images).

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REDES SOCIAIS E A CIRCULAÇÃO DE IDEIAS EM DEBATE NA AEMO
A Associação dos Escritores Moçambicanos, AEMO, prossegue, na próxima quarta-feira, dia 17 de Junho, às 18h, com o ciclo de debates e palestra, “No Gume da Palavra”, abrindo desta vez espaço à reflexão pública, num debate entre os jornalistas Ericino de Salema, director residente do (EISA) e Tomás Vieira Mário, director Executivo do Sekelekani, sobre ” O Advento das Redes Sociais e a Circulação de Ideias”, de acordo com o tema escolhido para a sessão.
O evento, sob moderação do poeta Nelson Lineu, como tem sido habitual, contará com participação de escritores, jornalistas, estudantes e académicos, na plataforma de comunicação ZOOM Cloud Meetings, também aberto ao público em geral, com acesso através de ID 2019821982 e Password 201982.
De acordo com Carlos Paradona, Secretário-geral da AEMO, ‘’quando abraçamos o uso desta plataforma visava responder a necessidade de contorno às restrições associadas ao Coronavírus. Contudo, hoje a realização de eventos online constitui uma ferramenta de suma importância, para a prossecução do nosso objectivo de internacionalização da nossa literatura. Desde que emigramos para a realização de eventos online, o público da AEMO alcançou uma grande diversidade, quer a nível de diversas áreas do saber, quer de localização geográfica. “No Gume da Palavra” conta hoje com participação de apreciadores da literatura moçambicana de todos quadrantes, com registo por exemplo do Brasil, Cabo Verde, Portugal, França, Estados Unidos da América, entre outros. E a nível nacional, guiados pela nossa capacidade inventiva, lançaremos brevemente o livro Matxinguiribwa, de Alexandre Chaúque. Será um lançamento online, mas com garantia de que o livro impresso poderá chegar aos leitores convidados na cerimónia de lançamento, em menos de 24 horas, através de uma estrutura concebida pela AEMO para esse fim. A Covid-19 veio para testar a nossa capacidade, e nós, como agremiação, contando com a acção da Austral seguros, nosso parceiro, estamos satisfeitos com a resposta que temos vindo a dar os desafios do momento.”
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A historiografia salazarista que imaginava uns africanos amorfos à espera de serem descobertos foi infelizmente substituída por uma narrativa equivalente de africanos amorfos à espera de serem vitimizados pelo bicho papão europeu. Havia impérios coloniais africanos antes, e depois, da chegada dos europeus; havia tráfico de escravos negros em larga escala para o Norte de África, para o Médio Oriente, para o Índico, antes de os europeus desenvolverem o seu infame comércio para as Américas… Já é tempo de o discurso popular sobre a História começar a analisar as relações de poder entre todos os atores, em vez de continuar com uma perspetiva infantilizante e eurocêntrica de maus contra bons. Gostaria que os programas de História falassem também sobre os impérios africanos, em vez de transmitirem uma imagem do “bom selvagem” de espírito simples e coração puro eterna vítima do mauzão europeu.
O tráfico de escravos de que os portugueses foram atores importantes aconteceu numa época em que boa parte do mundo via a escravatura como algo de normal, por terrível que essa ideia pareça agora. Os impérios coloniais africanos escravizavam os povos derrotados (e também os vendiam no litoral aos europeus), os norte-africanos escravizavam os europeus, as rotas do tráfico negreiro para países árabes duravam há séculos, até nos quilombos do Brasil havia escravatura… Tudo isso fazia parte de um sistema de valores primitivo que justificava a escravidão. Nalguns lugares do mundo os restos desse sistema de valores ainda sobrevivem. Mas, infelizmente, não se vê muito ativismo da seita dos “Politicamente Corretos” contra esse flagelo atual.

«A alusão de Marcelo Rebelo de Sousa a iniciativas do marquês de Pombal para abolir a escravatura indignou certos sectores da nossa esquerda, em particular os mais ligados às Ciências Sociais e Humanas. Quatro dias após essa alusão, o antropólogo Miguel Vale de Almeida escreveu um texto sugerindo a Marcelo que pedisse desculpa pelo papel de Portugal “no sistema escravocrata e nas suas formas substitutas”. Várias pessoas vieram publicamente secundar e reforçar a sua sugestão. Em minha opinião Portugal deve torcer o nariz a estas propostas, por várias razões:
1. A sugestão de Vale de Almeida parte do pressuposto de que o tráfico transatlântico de escravos e a correspondente escravidão colonial são assunto europeu (e americano), não africano. No seu texto não se menciona a participação africana no processo; só se referem “o Estado português e parte das suas elites comerciais” como “actores centrais no comércio de escravos”. Ora, importa perceber que, excepção feita a episódios de captura nas primeiras viagens de descobrimento, o tráfico foi uma prática que surgiu e se manteve por vontade convergente de traficantes portugueses (e de outras nações ocidentais) e chefias africanas. A ideia de que apenas uma das partes daquela odiosa transacção – a ocidental – seria responsável pelo que ali acontecia é ideia herdada de filósofos e abolicionistas de finais do séc. XVIII, mas é errada e, paradoxalmente, menoriza os próprios africanos que são apresentados como ingénuos, fracos, inferiores ou incapazes, quando provavelmente foram pessoas tão ou mais racionais e argutas do que os brancos que as procuravam para negociar.
A verdade é que, à época, e mesmo que o quisessem, os ocidentais não tinham geralmente meios para forçar os habitantes de África a participar num comércio contra vontade ou contranatura. De um ponto de vista histórico não há, portanto, razão para que Portugal peça unilateralmente desculpa por uma relação que, não obstante a sua desumanidade, foi mutuamente assumida. Aliás, a História não é juiz nem tribunal. Mas, se acaso o fosse, ainda assim haveria pouca matéria para julgar, pois as práticas que agora execramos e punimos não eram entendidas como crime na altura.
2. A criminalização da escravidão e do tráfico de pessoas foi uma das grandes conquistas políticas, jurídicas e morais dos últimos 200 anos, algo que ficámos a dever a quem por isso se bateu. Mas antes de finais de Setecentos nenhuma dessas coisas era crime em nenhuma parte do mundo. Podemos achar chocante que assim fosse mas é essa a verdade histórica. Homens justos e bem formados, de todas as cores e latitudes, considerariam a escravatura infeliz e lamentável, mas ela era admitida, se não incentivada, pelo costume, pela religião, pela política e pela lei.
Dirão: mas a escravatura era considerada crime pelos próprios escravos. Seria? Onde estão os documentos que consistentemente o provem? Eu não os conheço. Conheço, sim, muitos factos que indicam o contrário. Na verdade, raramente sabemos o que os escravos pensavam. Mas sabemos como agiam. Quem estudar a história da escravatura encontrará escravos e libertos que tinham os seus próprios escravos; escravos que uma vez libertados iam traficar escravos na costa de África; escravos que fugiam ou se revoltavam e que, uma vez livres, possuíam escravos nos territórios que dominavam. Não parece, portanto, que, até finais do século XVIII, os escravos considerassem a escravatura como um crime e que agissem em conformidade.
É, por isso, errado julgar as pessoas de outro tempo à luz dos nossos sentimentos e conceitos. E se não podemos aplicar a classificação de crime a práticas que, à época, não eram classificadas como tal, também não podemos onerar e responsabilizar os actuais descendentes de putativos criminosos que, na verdade, ainda o não eram. A História não é uma plasticina que possamos moldar à medida das nossas conveniências ou convicções. Mas se, por absurdo, decidíssemos criminalizar determinadas práticas retroactivamente, quais e como escolheríamos?
3. Entendamo-nos bem: a escravatura dos africanos foi uma forma particularmente violenta, cruel e injusta de exploração humana. Um drama de grandes proporções e implicações. Basta ter visto filmes como Amistad ou 12 Anos Escravo para ficar a perceber todo o horror da coisa. Lamentavelmente, na triste contabilização dos horrores do passado, o tráfico transatlântico não é caso único nem na dimensão, nem nas consequências, nem mesmo na duração. Já lembrei, a propósito deste tema, que os ataques dos nómadas da estepe eurasiática às civilizações agrárias da periferia duraram, com intervalos, cerca de dois mil anos e provocaram muitos milhões de vítimas. Servirão eles para que a Rússia, o Irão ou a China exijam da actual Mongólia um pedido de desculpas? É absurdo. Como seria absurdo se o Médio Oriente em peso exigisse ao Uzbequistão que pedisse desculpa pelas campanhas de Tamerlão, causadoras da morte de 17 milhões de pessoas.
Exemplos destes não faltam, infelizmente, porque a história humana é feita de muita atrocidade. O ideal seria que pudéssemos corrigir males passados, ou melhor ainda, que nunca tivessem acontecido. Mas não temos esse poder e se o tivéssemos se calhar não saberíamos usá-lo. Já seria muito bom que os Estados reparassem as barbaridades e injustiças actuais, as que estão ao alcance da sua mão. Ir para além disso, culpabilizar um povo por acontecimentos ocorridos há centenas de anos é um princípio de responsabilização retroactiva que não tem sentido. Ou melhor: tem um sentido mas não o que parece inocentemente ter. Isso porém será tema para outro artigo. Nele mostrarei de onde vêm e para onde querem ir estas exigências de pedidos de desculpa pela escravatura, e insistirei para que Portugal não vá por aí.»
http://www.dn.pt/…/pedir-desculpa-pela-escravatura-tres-raz…
A legenda da fotografia é: «English: Photograph of an enslaved boy in Zanzibar. National Maritime Museum, in Greenwich, London, England, from the Michael Graham-Stewart collection. Description from source: This extraordinary lantern slide is inscribed: ‘An Arab master’s punishment for a slight offence. The log weighed 32 pounds, and the boy could only move by carrying it on his head. An actual photograph taken by one of our missionaries.’. From at least the 1860s onwards, photography was a powerful weapon in the abolitionist arsenal. Photographic images of slavery provided vivid and irrefutable evidence of the ongoing cruelty of the East African and Indian Ocean trades. They were often used as the basis for engravings reproduced in popular journals such as ‘The Graphic’ and ‘The Illustrated London News’.
Date circa 1890»
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