Arquivo mensal: Fevereiro 2019

morreu George Mendonsa, o marinheiro português do beijo mais famoso do mundo, morreu aos 95 anos

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A dois dias de fazer 96 anos. George Mendonsa, o marinheiro que a tecnologia facial identificou como o protagonista da foto de Eisenstaedt a beijar uma enfermeira em Times Square, em 1945, não resistiu a uma convulsão e queda no centro onde vivia em Midlletown.

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A ESCOLA COMO DEPÓSITO DE FILHOS

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João Caravaca shared a link.

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Pais desinteressados pensam que a escola é um depósito para largar os filhos

Pais desinteressados pensam que a escola é um depósito para largar os filhos

Paulo Pinheiro confessa desânimo perante o alheamento dos encarregados de educação.

Presidente da Associação de Pais do Agrupamento de Escolas Dom António de Ataíde, em Castanheira do Ribatejo, lamenta que a maioria dos encarregados de educação esteja desligado da escola. Diz que a autoridade do professor não existe, que são os filhos a mandar nos pais e que muita gente ainda encara a escola como um depósito.

Os pais desinteressam-se pela escola dos filhos e muitos ainda olham para os estabelecimentos de ensino como depósitos onde deixar as crianças enquanto vão para o trabalho. O lamento é de Paulo Pinheiro, 43 anos, presidente da Associação de Pais do Agrupamento de Escolas Dom António de Ataíde, em Castanheira do Ribatejo, que tem mais de 800 alunos. Para este encarregado de educação, está na altura dos pais olharem de outra forma para a escola e envolverem-se na vida escolar dos filhos.

“Tudo o que tenha a ver com a escola não interessa aos pais e muitos acham que não é um problema deles. Consideram que a escola é um depósito onde podem deixar os filhos para receberem formação e educação mas não é assim. A formação é dada na escola, a educação é dada em casa. Só conseguimos acompanhar os nossos filhos se formos ao sítio onde eles passam a maior parte do tempo”, defende.

A maioria dos pais só aparece na escola depois de existir um problema e é esse individualismo que está a deixar desanimado o dirigente. “O que vejo é que quando há uma criança que bate noutra os pais da agredida vão à escola criticar, sem espírito construtivo, mas sim com espírito de ofensa. Cada um quer é saber da sua casa. Infelizmente, é isso que está a acontecer”, lamenta.

“Sinto que o que fazemos cai em saco roto”
Projectista de fibra óptica, Paulo vive em Castanheira do Ribatejo desde criança e tem dois filhos. Está ligado à associação de pais há seis anos mas actualmente confessa sentir-se cansado da falta de ligação dos pais para com a associação. “Na última assembleia geral tivemos de andar à procura de nomes para preencher os 12 que fazem parte da lista. Os pais não aparecem, gostam de falar nas redes sociais e nos cafés mas estar onde os problemas existem não. Faz falta os pais participarem. Esse é um problema muito grande que estamos a atravessar”, lamenta a O MIRANTE.
A associação tem um estatuto privilegiado no seio escolar, não apenas enquanto ponte de ligação directa com a direcção da escola mas também permitindo identificar problemas e pugnar pela sua resolução. Na última assembleia saiu desanimado porque apareceram poucos pais. “Sinto que o trabalho que estamos a fazer está a cair em saco roto”, lamenta.

Professores perderam autoridade
Para Paulo Pinheiro, a autoridade do professor já não existe e passou-se de um período de autoridade severa para o completo oposto. “Não direi que muitos professores perderam a vontade de dar aulas, mas não se sentem bem a fazê-lo. A autoridade do professor não existe hoje em dia. Fomos do oito ao oitenta. Não digo que não haja professores isentos de culpa, mas é certo que temos de perceber as diferentes situações. Temos miúdos muito mimados hoje em dia. São as crianças a mandar nos pais. E estes para não se chatearem fazem o que eles querem”, defende.

O presidente da associação acredita que, apesar de tudo, o futuro está salvaguardado. “Eles têm outra forma de pensar e os ecrãs são o seu mundo. Acredito que vão ser uma geração capaz. O mundo muda e eles já estão a mudar a forma como se vê o mundo. Nós, pais, vamos ter de nos ir adaptando também”, conclui.

Falta de professores e auxiliares é um problema

Para o dirigente há problemas no Agrupamento de Escolas de Castanheira a necessitar de resolução urgente: a reparação das telhas de fibrocimento no pavilhão, que estão a deixar entrar água e contêm amianto, uma substância cancerígena; e a falta de professores e auxiliares.

“Há alunos que não são acompanhados no recreio e refeitório. Isso implica que crianças com 10 e 11 anos têm autonomia para pegar na comida e voltar a colocá-la no sítio porque não gostam. E não comem. Esse é um problema grave, estamos a conversar com o agrupamento para tentar arranjar uma pessoa adicional que os acompanhe. Actualmente estão três pessoas no refeitório, uma a lavar loiça, outra a servir e outra a cozinhar”, revela.

Os casos de violência e bullying não chegam ao conhecimento da associação mas não quer dizer que não existam, ressalva. “Não sentimos que exista violência, haverá algumas quezílias que acontecem fora do recinto da escola. Mas aí não se consegue controlar. Temos conversado com a GNR por causa dessas situações”, explica. Para Paulo Pinheiro o agrupamento já esteve “muito pior do que aquilo que está” e elogia o trabalho da actual direcção.

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A geolocalização laboral”.Félix Rodrigues

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Partilha-se artigo de opinião publicado no jornal Diário Insular com o título:
“A geolocalização laboral”.

Vivemos tempos de modernidade, e por outro lado, de perda de privacidade. Por vezes a perda de privacidade é consentida porque se julga que a modernidade é mais importante. Cada coisa tem o seu lugar, por isso, somos cada vez mais obrigados a pensar.
Imagine-se que permito, como funcionário público que sou, a quem me dirige, que possa aceder aos meus dados pessoais, num telemóvel que comprei com o meu salário, com as aplicações que quis e entendi lá colocar. Que autoridade tem, quem quer que seja, de me exigir que aceda à minha geolocalização?
Imagine-se que quando sou geolocalizado estou no local mais privado que qualquer ser humano gosta de ter, mesmo no horário de trabalho.
Imagine-se que, contrariamente ao estereótipo de funcionário público, desleixado, que se balda ao serviço, que trata dos seus assuntos pessoais no tempo de serviço, que marca férias só para prejudicar a entidade profissional, que odeia relógios de ponto, que odeia atender o público e cujo grande sonho de vida é reformar-se antes do tempo de reforma, que até sou aplicado e profissional. Teria de perder a minha privacidade por causa de um estereótipo?
Quantos funcionários públicos ficam deprimidos quando se reformam?
Quantos funcionários públicos adoram o que fazem e se sentem uteis? Os estereótipos não são nada mais do que imagens preconcebidas de determinadas pessoas, coisas ou situações profissionais.
Diria que a grande maioria dos funcionários públicos se sentem úteis, o que não significa que também não se sintam dececionados com lideranças. Há minorias que estragam a imagem, mas isso é comum a todas as profissões ou classes profissionais.
A geolocalização é equivalente a uma pulseira eletrónica e se não fui preso nem condenado ninguém me deve exigir que ande com ela. Acho que isso é politicamente indefensável e não creio que haja nenhum partido que o defenda, nem mesmo com o argumento da modernidade. Seria útil para o patrão ou entidade patronal? Sim, provavelmente para os patrões ou entidades profissionais controladoras, burocratas ou persecutórias. Numa sociedade livre, cumprem-se objetivos, estabelecem-se metas e as lideranças são esclarecidas. As responsabilidades são individualizadas quando o devem ser e coletivas quando o merecem.
Já me irritam algumas facetas do geocaching, onde se escondem papelinhos em lugares inadmissíveis, quanto mais não me irritaria se transformassem os funcionários públicos em “objetos de geocaching”.
A geolocalização de qualquer funcionário público ou privado quase que se equivale a direito de propriedade do empregador ou administrador da coisa pública sobre um funcionário. Esse conceito entronca no de escravatura, mesmo que essa seja eletrónica. A lei é o garante das liberdades. Enquanto a tivermos teremos sempre cumpridores, na sua grande maioria, e prevaricadores, numa pequeníssima minoria, por isso, abaixo a “geolocalização laboral”.

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o futuro agrícola dos Açores: COMO CULTIVAR A MARIJUANA NO EXTERIOR: PASSO A PASSO

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No artigo a seguir, mostramos os passos a seguir e as técnicas a utilizar para obter uma boa colheita de marijuana ao ar livre. Obviamente, podemos nos SUJEITAR A UMA VISITA DA gnr E SUBSEQUENTE DORMIDA NOS CALABOÇOS ANTES DO JULGAMENTO E CONDENAÇÃO….

Source: COMO CULTIVAR A MARIJUANA NO EXTERIOR: PASSO A PASSO

 

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a descoberta da Austrália (e a minha monografia sobre o tema)

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ler a minha monografia crónicas austrais 1976-1996 em

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Mendo Henriques

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Quem descobriu o quê?
O Tratado de Tordesilhas levado a sério.
O hemisfério português passa no Brasil pela Lagoa dos Patos e na Austrália pelo meio do continente.

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mais sobre a terríverl contaminação de solos na Terceira

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Partilha-se artigo do jornal Diário Insular com o título: “Site 2009, considerado extremamente perigoso, tapado com asfalto: Desconhecido paradeirondas terras contaminadas”.

É mais um local dito descontaminado.
O que é que diz a Lei dos EUA? O que consta da imagem.

Dsconhece-se, neste momento, o paradeiro das terras contaminadas da Base das Lajes. O alerta é do investigador Félix Rodrigues, que se pronuncia sobre o relatório de acompanhamento, produzido pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), aos trabalhos nos locais alegadamente já descontaminados na infraestrutura militar. É o caso do “site” 2009, considerado um dos mais preocupantes pelos norte-americanos.
“É estranho. Este é um local que os EUA consideravam extremamente perigoso e o próprio LNEC entendia que deveria ser interditado, por conter materiais muito preocupantes, como o PCB (bifenilospoliclorados), cancerígeno e altamente tóxico. Por outro lado, é um dos locais onde há contaminação cruzada, isto é, foram lá identificados, também, pesticidas – e não me venham dizer que a culpa é dos lavradores da ilha Terceira, que foram lá despejá-los”, atenta.
Ora, segundo o especialista em poluição, no “site” 2009 – também conhecido por “Transformer Yard”, onde durante mais de 35 anos foram armazenados e drenados transformadores – as terras contaminadas alcançavam uma profundidade de três metros. Isso significa, entende, que a ter havido alguma descontaminação, ela implicaria a remoção de um “volume enorme” de solos.
“Coloca-se aqui o mesmo problema que se colocava no ‘site’ 2008: o que foi feito aos solos, que destino lhes foi dado? Foi feita a incineração? Quando se retira terra de algum lado, ela tem de ir para outro lado qualquer e os EUA não a importaram, de certeza. Aliás, também é preciso que se diga que quando há uma contaminação desta natureza, é preciso fazer um trabalho de biorremediação. Não consta que isso tenha sido feito”, afirmou.
Os relatórios norte-americanos sobre a contaminação resultante da ação militar na Base das Lajes indicavam, no “Transformer Yard”, a existência de cerca de 12 mil miligramas de hidrocarbonetos totais de petróleo (HTP) por cada quilo de solo. Segundo Félix Rodrigues, sem as devidas ações de descontaminação (remoção e incineração de solos e biorremediação), não pode dizer-se que os contaminantes não possam passar, efetivamente, para os aquíferos e, assim, causar perigo à população.
“O LNEC não se preocupa em saber se a descontaminação foi feita como mandam as regras. É necessário, é obrigatório, saber para onde foram estas terras. Estes contaminantes, o PCB, são responsáveis por problemas oculares graves, por cancros do fígado, por deformações dos fetos”, sublinha.

SEM RECOMENDAÇÕES
No relatório de acompanhamento das alegadas ações de descontaminação, o LNEC refere que, no local, “terá sido realizada a remoção dos solos superficiais e cobertura com cascalho ou com asfalto, para além da construção de um novo edifício e um contentor em betão”.
O organismo lembra, ainda, que em 2010, os resultados dos ensaios de caracterização indicavam a contaminação dos solos superficiais com níquel, HTP e PCB, para além de pesticidas e de concentrações de compostos orgânicos voláteis elevadas, “mas ainda assim abaixo dos limites dos Níveis Aceitáveis para a Saúde Humana na Califórnia para áreas industriais, em dois locais”.
O LNEC refere, a propósito, que embora a análise de risco efetuada não tenha revelado “necessidade de precauções especiais”, foi recomendado que o terreno fosse selado com asfalto ou com betão.
Em 2018, no decurso da pavimentação do local, avança, foram contratadas novas análises de metais pesados e hidrocarbonetos. A síntese de resultados, refere o LNEC, demonstrou que a contaminação era inferior “aos limites estabelecidos na Holanda e na Califórnia”.
“Na visita efetuada em outubro de 2018 verificou-se que a pavimentação da área com asfalto já estava concluída e que o revestimento se encontrava em bom estado. Assim, tendo em atenção a sua presente utilização, não se apresentam recomendações adicionais em relação a este local”, pode ler-se no documento.
As ações em causa são questionadas por Félix Rodrigues, que diz que a contaminação no “site” 2009 não se resolve facilmente. Neste sentido, aliás, a leitura do Laboratório Nacional de Engenharia Civil também merece críticas por parte do especialista em poluição.
“O LNEC não faz qualquer análise – limita-se a fazer observações qualitativas e até, eventualmente, a emitir as opiniões de alguém que visitou o local”, concluiu.
Recorde-se que o relatório em causa, produzido a pedido do Ministério da Defesa, foi apresentado na última reunião da Comissão Bilateral entre Portugal e os EUA, a 40ª, que ocorreu em dezembro.

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  • Orlando Lima Note-se que os PCB´s assumem particular perigosidade não só pelo fato da sua toxicidade e características cancerígenas mas também pelo fato de sendo mutantes, terem a particularidade de provocar alterações genéticas, transmitidas de geração em geração. Para além de este composto ter sido fornecido em tempo pelos norte-americanos e trabalhadores dessa instituição a pacientes portugueses para o tratamento de alegadas patologias reumáticas, a sua presença no solo representou um risco significativo para os trabalhadores, algo que nunca foi avaliado nem tão pouco considerado. Por outro lado a estratégia de ocultação da contaminação por pavimentação, para além de não solucionar problemas de contaminação potenciais, relega para gerações vindouras o risco de contaminação futura em virtude de alteração do uso do solo que obviamente não permanecerá ade-eterno na condição actual. Esta última não é novidade, recorde-se o fiasco perpetrado pela Universidade dos Açores relativamente ao aterro de aditivo de chumbo no Pico Celeiro, que embora conhecido, não teve o tratamento adequado, com consequências potencialmente calamitosas para as populações vizinhas, intervenientes e suas famílias, e ainda receptadores desconhecidos.
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