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O Islão tem um problema com os homossexuais, os judeus, os sikhs, os cristãos, os budistas, os hindus, as mulheres, os não-muçulmanos, os ateus, os apóstatas, a cerveja, o vinho, o bacon e os cães, mas se eu tiver um problema com o Islão, sou eu que sou intolerante e islamófobo?
Sei que muitos entenderão que estou a exagerar, a exorbitar, e que os meus escritos são apelos raciais e à violência. Enganam-se, pois o que eu quero é que esta violência islâmica importada do Afeganistão, da Síria, do Irão e do Iraque, entre outros, não seja acolhida na Europa, mas devolvida à origem. Não quero que se acolham mais refugiados ou imigrantes ilegais. Quero que acabem as guerras que o mundo ocidental ou outros países impuseram aos seus países e, inicialmente, serviu de desculpa para haver refugiados. Não quero cá mesquitas enquanto não houver igrejas nos países deles, nem os quero cá enquanto o credo deles insistir na morte dos infiéis e dos que se convertem a outras fés. Tem de haver limites à tolerância. O que é paradoxo da tolerância e como ele pode ser usado ? O filósofo austríaco Karl Popper questionou até que ponto a sociedade deve ser tolerante com os intolerantes. A liberdade de expressão é um dos pilares de uma sociedade democrática. Na sua essência, garante a todo indivíduo o direito de exprimir a opinião. Para sustentar tamanha multiplicidade de pensamentos, no entanto, é primordial que essa sociedade democrática conte com um outro ingrediente: a tolerância. É ela quem dita que devemos estar dispostos a ouvir, respeitar e conviver com opiniões divergentes das nossas. Mas e quando essa opinião divergente tem como pano de fundo justamente a intolerância? Quando ela prega que determinado grupo étnico deve ser segregado ou que as pessoas precisam ser punidas por sua orientação sexual? E quando uma opinião, na verdade, incita à violência e ao ódio? Nestes casos, devemos ser tolerantes ao intolerante? São esses questionamentos que levam o filósofo contemporâneo Karl Popper (1902-1994) a definir o chamado “paradoxo da tolerância”. O termo apareceu pela primeira vez no livro “A Sociedade Aberta e Seus Inimigos”, de 1945, resultado das observações do filósofo frente aos movimentos totalitários do século XX. Ele defende que uma sociedade que se declara tolerante deve ser intolerante à intolerância. Tolerar ou não tolerar? Para o filósofo, ao aceitar os intolerantes, os tolerantes – e a chamada sociedade tolerante – podem ser levados à destruição. Isso porque uma tolerância ilimitada se torna vulnerável a qualquer tipo de ataque intolerante que se disfarce sob o discurso da liberdade de expressão. “A tolerância ilimitada leva ao desaparecimento da tolerância. Se estendermos a tolerância ilimitada mesmo aos intolerantes, e se não estivermos preparados para defender a sociedade tolerante do assalto da intolerância, então, os tolerantes serão destruídos e a tolerância com eles”. Karl Popper explica que a prioridade deve ser sempre combater ideários intolerantes com argumentos sólidos. “Nessa formulação, não insinuo, por exemplo, que devamos sempre suprimir a expressão de filosofias intolerantes. Desde que possamos combatê-las com argumentos racionais e mantê-las em xeque frente à opinião pública, suprimi-las seria, certamente, imprudente”, afirma. O combate mais incisivo às filosofias intolerantes, no entanto, não deve ser uma opção descartada – sobretudo quando a única resposta desse grupo é a violência. “Devemos-nos reservar o direito de suprimi-las, se necessário, mesmo que pela força. Pode ser que eles [intolerantes] não estejam preparados para nos encontrar nos níveis dos argumentos racionais, ao começar por criticar todos os argumentos e proibindo seus seguidores de ouvir argumentos racionais, porque são enganadores, e ensiná-los a responder aos argumentos com punhos ou pistolas”, explica. Dessa forma, o paradoxo da tolerância questiona até que ponto ideias intolerantes devem ser toleradas se infringem, ofendem ou incentivam algum tipo de violência às liberdades de um indivíduo ou um grupo. Pode ser confuso, mas é um paradoxo justamente por isso.
bon appétit
Como dizia o treinador de futebol, Jorge Jesus, quando vai treinar para as Arábias, tem um contrato que tem de cumprir escrupulosamente, relativamente à religião deles e às normas que não pode quebrar. É isso que temos de fazer a todos os que emigram para a Europa. Não é racismo recusar a aceitação de imigrantes ilegais; não é racismo recusar a aceitação de imigrantes que não se integram nem cumprem as normas e, como tal, devem ser deportados.
