Tesouros Perdidos de Cabo Verde

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Tesouros Perdidos de Cabo Verde
Em Agosto de 1995 a empresa portuguesa “Arqueonautas”
negociou um contrato exclusivo com o governo cabo-verdiano para explorar
os muitos tesouros que se sabiam perdidos nas águas territoriais do
país.
Os trabalhos de pesquisa iniciaram-se em Novembro desse ano e logo ao fim de dez meses já tinham sido descobertos cem
naufrágios.
Em cinco anos de actividade, as costas e os recifes das
ilhas foram todos passados a pente fino, e foram encontrados mais de
duas centenas de destroços, antigos e modernos.
Devido à sua posição geográfica, Cabo Verde era
antigamente um porto de escala e de aguada quase obrigatório em todas as
viagens marítimas entre a Europa e a África, as Índias e a América do Sul.
Muitos navios de guerra e de comércio perderam-se nessas travessias nos recifes traiçoeiros e não cartografados do arquipélago cabo-verdeano.
A exploração subaquática empreendida pelos
“Arqueonautas” concentrou-se em nove naufrágios.
Até Dezembro de 2001,
quando o contrato entretanto prorrogado chegou ao fim, os mergulhadores
descobriram riquezas fabulosas e milhares de artefactos de incalculável
valor histórico e arqueológico. Desde os simples cachimbos de
escravo à riquíssima cruz de ouro, achada um pouco por acaso no último
naufrágio explorado, e que é ornamentada por esmeraldas e diamantes.
Mas os “Arqueonautas” já tinham antes encontrado mais de
cinquenta mil moedas de ouro e prata nos destroços do “Princess
Louisa”, um navio inglês que fazia viagem de Londres para Bombaim e se
perdeu em 18 de Abril de 1743 a Norte da ilha do Maio.
Curiosamente, apesar de se dirigir para Índia, também transportava muito
marfim, do qual foram recuperados ainda intactos mais de uma dúzia de
grandes dentes.
A maior descoberta de toda a expedição foi no entanto a
feita na costa da ilha de Santiago, junto à localidade de São
Francisco. Durante a escavação de um naufrágio que nunca chegou a ser
identificado, mas que se supõe ter sido um navio mercante do século
dezassete, de bandeira e porto de origem desconhecidos, foi achado um astrolábio quinhentista português, folheado a prata. Uma peça única!
O astrolábio foi descoberto em Novembro de 1999 por
“Gigi” Fernandes Correia, um mergulhador ao serviço dos “Arqueonautas”,
numa área de cavernas e fundões com profundidades que variam entre os
sete e os doze metros, onde foram também levantados vários artefactos
datados de meados do século dezassete.
ONDE PARA ESTE TESOURO?
Há notícias de um assalto a um barracão, onde supostamente, estariam guardados artefactos encontrados no nosso mar.
O mais incrível é que nāo se fala em quaisquer investigações…
ACORDA CABO VERDE
Sem Aplausos
Fonte: Arquivos RTP
Foto: Sir Francis Drake, um dos maiores corsários da história da navegação.
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