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Em causa está, na Praça da República, o palacete que corporizou o Instituto Francês do Porto (propriedade da Embaixada de França) e o da Ordem dos Advogados (do Ministério da Justiça), destacando-se ainda o devoluto palacete da Segurança Social na Rua do Campo Lindo.
DO “PALACETE” QUE NUNCA PODERIA TER SIDO DO SOGRO DE EÇA
O grupo” Medialivre tem uma ninhada de grande estofo: o “Correio da Manha”, um “very rigged” Jornal de Negócios, bem como a “Flash” – publicação indispensável em qualquer quarto-de-banho que se preze (obviamente para passar o tempo).
Em princípio, os construtores deste bico-d’obra são bons vendedores, mas, enfim, toda a gente se engana – como é o caso do autor deste gordo e apetitoso título patente no “Jornal de Negócios”.
Acontece que este “palacete” (muito gosta o jornalismo menor da palavra “palacete”…) nunca foi do “sogro de Eça de Queirós” pela razão simples de ter sido construído depois da morte de António Benedito de Castro, 4º conde de Resende, que casou com a viscondessa de Beire, Maria Balbina de Figueiroa Pamplona Carneiro Rangel.
Eça pouco ou nada conheceu o seu futuro sogro, que morreu em 1865 – aos 20 anos do escritor.
Quem faria o projecto de urbanização da Quinta de Santo Ovídeo, que implicou a sua demolição – inevitável dado o plano de expansão do Município do Porto – foi o 6º conde de Resende, de seu nome Manoel Pedro Benedito de Castro, que depois do casamento da sua irmâ Emília com o escritor Eça de Queiroz passou obviamente a ser cunhado do escritor.
Por razões de casamentos entre primos, ambos foram meus bisavôs.
E assim, por estes factos, aconselho os vendedores e criadores de panfletos do “Jornal de Negócios” a investigar as relações reais dos seus chamarizes com a verdadeira realidade.
Passem bem ou mal – tanto me faz
António Eça de Queiroz

