J. Rentes de Carvalho (1930) descende de gente transmontana de Estevais de Mogadouro, nasceu em Vila Nova de Gaia, tendo vivido aí até 1945. Frequentou no Porto o liceu Alexandre Herculano, e mais tarde os liceus de Viana do Castelo e Vila Real. Fez o serviço militar em Lisboa. onde simultaneamente frequentou como voluntário os cursos de Letras (Românicas) e Direito
Administrador da Siemens Portugal, presidente da assembleia-geral da Brisa, da Finipro, da Novabase e do Banco Caixa Geral Totta de Angola (BCGTA), bem como presidente do conselho de administração da Fundação Res Publica, ligada ao Partido Socialista.
Também é professor convidado da Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa e da Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa.
— Há quem não consiga arranjar trabalho e quem tenha sete ou oito empregos.
Está a correr uma notícia que aponta para sete de junho próximo a inauguração em Santa Maria de um radar da LeoLabs. Em boa verdade, é apenas mais um radar, mais um centro para isto e para aquilo, mais uma coisa qualquer. Será o primeiro radar da LeoLabs na Europa. Refere a notícia num jornal credível: “Trata-se da mais avançada plataforma de infraestruturas e serviços da baixa órbita terrestre (em inglês Low Earth Orbit ou LEO) e projetará Portugal como pioneiro no domínio dos serviços e do conhecimento da situação espacial”. É possível com este radar rastrear objetos até dois centímetros e evitar choques no espaço, que poderiam ser fatais. Mais acrescenta a notícia: “A LeoLabs ocupa uma posição única na nova indústria espacial global e emergente como o principal fornecedor comercial de dados, análises e serviços de reconhecimento da situação espacial Low Earth Orbit (LEO) com base na plataforma de software baseada na nuvem da rede de radares LeoLabs. A rede de radares comerciais da LeoLabs rastreia detritos espaciais e satélites em LEO; a sua inovadora plataforma de software analítico e API aberta permitem o desenvolvimento de serviços e ferramentas inovadores para apoiar os crescentes interesses regulamentares, ambientais, empresariais, de defesa, científicos e comerciais em LEO, preservando simultaneamente o ecossistema LEO para as gerações futuras”.
A citação é longa, mas vale a pena. Ficamos a saber que estamos, mais uma vez, perante a utilização do espaço açoriano para a montagem de infraestruturas que duma forma ou de outra servem determinados interesses, sendo que, neste caso, como em quase todos os outros que podemos citar, estão em causa fins comerciais. Ou seja, os açorianos cedem o espaço, sofrem as consequências, se as houver (há sempre…), e continuam pobres como dantes. Nas notícias que temos lido sobre este radar nada consta sobre os benefícios para os Açores. Qual a nossa parte no negócio? Qual o impacto deste negócio no nosso PIB – Produto Interno Bruto? Que impacto terá este negócio na melhoria do nível de vida dos açorianos que estão na miséria e que são “apenas” um terço de todos nós? Mais uma vez estamos perante aquele filme da garrafa de coca-cola e dos indígenas (Os Deuses Devem Estar Loucos). Talvez tenha chegado o momento de sairmos deste filme. Porque estórias como esta do radar e muitas outras, conforme se apresentam publicamente, são um verdadeiro crime contra o Povo dos Açores.
Qd se chamam os jovens mas se proibe de se manifestarem como ha decadas, qd se excluis as ordens e associaçoes, qd se excluem as camaras municipais e juntas do concelho ,qd se exclui as tradicoes menos as que regem a entrada para a irmandade, a capacidade financeira e criterios de ser se socialmente correcto… [ algo dubio] ..
O Bispo D. Armando afirmou na homilia de Domingo que “a coesão social depende muito dos bons vizinhos”, explicando tratar-se “de amadurecer uma diversa visão antropológica já inscrita na humanidade de Cristo.
D. Armando definiu que para atingir este objectivo “é necessário passar de um eu individual a um eu inclusivo e hospitaleiro. Sair de um modo de vida concentrado sobre si mesmo para criar espaço dentro de si para o outro. Deixar o seu monótono e altissonante para chegar a um eu sinfónico”.
“Podemos assim construir um eu que aceita o seu limite e aceita mesmo deixar-se ferir pelo outro, pronto ainda a cuidar dele. Só assim podemos falar de um nós…”, disse.
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O Bispo D. Armando sabe que a sociedade actual valoriza as pessoas segundo o que têm e devia valorizar as pessoas segundo o que dão. Venera-se os ricos e ignora-se os pobres. Por isso, antes de mais, é preciso uma inversão de valores, e enquanto isto não acontecer o Bispo de Angra está a remar contra a maré…!
É preciso criar a tal sociedade que valoriza as pessoas pelo que dá para que as palavras de D. Armando sejam ‘oiro sobre azul’!
Todos os sermões do novo Bispo de Angra tiveram uma mensagem simples e humana. As suas palavras foram sempre de proximidade. Sempre de encontro a uma sociedade mais justa…!
as palavras so senhor Bispo não correspondem em nada à prática que se observa e se observou nas festas, na procissão, nos protocolos e na opção pelos ricos e bem instalados na vida ao contrario dos pobres e deserdados que ficaram atras dos portoes ou das cercas. pena o Santo Cristo nao se levantar e ter chicoteado toda aquela encenação de fariseus paramentados ou com opas encarnadas. os vendilhões do templo é que mandam no santuário. os emograntes deixam dolas mas deviam saber como é que vai esse money