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Moises Lemos Martins A minha universidade
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Sou um universitário. Mas se há coisa deveras alarmante, hoje, na universidade, é ela ter renunciado completamente à sua natureza e missão, para se dobrar à ideologia da época, uma ideologia empresarial e comercial.
A universidade nasceu, entre os séculos XI e XIII, como a casa do pensamento. Por essa razão, lhe foram cometidas tarefas de investigação e ensino.
Já no nosso tempo, pediu-se à universidade que passasse a incluir na sua missão uma ligação à comunidade.
Depois disso, falou-se na necessidade de uma ligação da universidade às empresas.
Hoje, uma universidade deve ser uma empresa.
Através das tecnologias da informação, as bolsas financeiras foram colocadas em conexão – e foi assim que se criou o mercado global.
Mas, logo se deu mais um passo, porque o próprio mercado acabou por se converter na metáfora a que ficou sujeita toda a vida humana. De facto as tecnologias da informação não param de nos mobilizar, total e infinitamente, para uma qualquer competição e estatística, e um qualquer ranking, empreendedorismo e websummit.
E engana-se, redondamente, quem pensa que o neoliberalismo é uma teoria que se cinge a ordenar, com mão de ferro, as políticas económicas e financeiras. Muito mais do que isso, o neoliberalismo é um modo de vida, que captura, em permanência, toda a existência humana.
Com a mobilização tecnológica, deixámos o regime da palavra e do pensamento e passamos a reger-nos pelos números e pela medida. Mas sem pensamento, o humano deixou de ter fundamento seguro, território conhecido e identidade estável.
Deixando, entretanto, de contar com o pensamento, a universidade está hoje por conta de procedimentos, de matriz tecnológica, que no ensino e na investigação certificam meras rotinas e conformidades.
É sobre os regimes empresariais da “qualidade”, aplicados na universidade ao ensino e à investigação, que escrevi hoje uma crónica no Correio do Minho.
Penso que se a universidade não souber derrotar este regime, não vai sobreviver. A missão da universidade é a da salvaguarda das possibilidades da (a)ventura do pensamento. Cabe-lhe fazer do ensino e da ciência uma ideia, que encarne um princípio de resistência crítica e uma força de dissidência, ambos comandados por “uma justiça do pensamento”. Tudo o resto são passos para o abismo.
Graciosa, a ilha mais misteriosa
Cabos Submarinos na Horta (1893-1969)
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CABOS SUBMARINOS NA HORTA
O ano de 2019 caminha, a passos largos, para o seu fim.
Não gostaria de o terminar sem falar sobre os 50 anos da extinção dos Cabos Submarinos na Horta. O encerramento da ultima companhia estrangeira de cabos telegráficos submarinos dá-se em 1969 pela natural obsolência do sistema. Ficaram os edifícios imponentes como a “Trinity House”, assim chamado por albergar as três companhias e os bairros administrativos e residenciais como as ainda hoje designadas, Colónia Alemã, pertença do Governo Regional e a instalação da companhia americana Western Union, atual Faial Resort Hotel. Saiba então um pouco da sua história fazendo-se votos que nenhum “iluminado” destrua o que resta deste maravilhoso património. Clique na imagem.
segunda-feira, 16 de dezembro de 2019
Cabos Submarinos na Horta (1893-1969)
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| Estação da Western Union Telegrapf Cª, no Faial |
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| Interior da Estação da Western Union Telegrapf Cª , no Faial |
| A doca do Faial em 1903 |

Ao pensarmos que hoje em dia, quase toda a gente tem o seu telemóvel, o seu computador e outros equipamentos de comunicação em rede, podemos parar um pouco e questionar qual terá sido a evolução das comunicações! Saltamos dos sinais de fumo, do lançar do pombo-correio para os faróis e… com a descoberta da eletricidade todo o processo se acelera e o mundo entra na era da globalização.
A Horta, local geograficamente estratégico no meio do atlântico, desempenha um papel fundamental na história das telecomunicações. Através dos cabos submarinos, condutores de mensagens por impulsos elétricos, aqui “amarrados”, a Horta transforma-se num entreposto de receção e emissão das comunicações mundiais e pioneira nas comunicações entre os continentes europeu e americano.
Companhias telegráficas de nacionalidade alemã, inglesa e americana instalaram-se na cidade e aqui permaneceram durante seis décadas, influenciando naturalmente a vida social, cultural e desportiva da comunidade faialense. Aprendem-se e falam-se diferentes línguas. Criam-se orquestras que atuam com regularidade e ouve-se jazz.
Fundam-se clubes desportivos e praticam-se novas modalidades como o remo, a vela, o pólo aquático, o ténis ou o futebol. A Horta torna-se devido às circunstâncias, numa cidade cosmopolita e cheia de vida, onde inevitavelmente se fazem alguns casamentos entre os funcionários estrangeiros das companhias e jovens faialenses.
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| 1943 – Censura Militar na Horta De São Roque do Pico ( PC Santo António) para Horta |
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| 1943 – Censura Militar na Horta De São Roque do Pico ( PC Santo António) para Horta |
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| 1943 – Censura Militar De Lisboa para Horta |
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| 1943 – Correio Censurado De Inglaterra, via Lisboa, para Horta |
Correio Normal
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| 1948 – USA, via Aeroporto de Santa Maria, para a Horta |
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| 1950 – USA, via Aeroporto de Santa Maria, Angra do Heroísmo, para Horta. |
Storm brings travel nightmares to central US as snow coats major interstates | AccuWeather
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Deadly accidents and travel terrors abound in the region as reduced visibility and slick conditions hamper drivers.
Source: Storm brings travel nightmares to central US as snow coats major interstates | AccuWeather
plantar o futuro como a avestruz chrys c
Páre, isto é um assalto! – Observador
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LEO FERRE Les Poètes.
simulacro de crítica literária
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Subscrevo novamente.

Querem um exemplo (real e recente) do tal simulacro de crítica literária que leva ao limite o elogio e não passa de bijuteria palavrosa em que é sempre possível trocar o nome do autor para servir com qualquer um?
«A inquietação deste drama advém precisamente dessa violência surda e insidiosa que se aloja a cada momento da sua ação, da sua estranheza que é construída por uma linguagem obsessiva e depurada, realçada por uma imagética impressiva e uma densidade metafórica assinalável. Podemos ficar envolvidos (ou não) pela estranheza desta linguagem, pela inquietação do seu universo ficcional, mas não ficamos imunes à contaminação que a sua leitura provoca. E se “[inserir título de obra anterior]” já revelava uma voz singular na ficção portuguesa contemporânea, com “[inserir título do livro em causa]” o nome de [inserir nome do autor] dificilmente poderá ser ignorado, inscrevendo-se numa linhagem de autores como Gonçalo M. Tavares, Rui Nunes, Jaime Rocha, Hélia Correia, Dulce Maria Cardoso ou António Lobo Antunes [se estiver para aí virado, aqui pode inserir outros nomes ao calhas]. Espreita-nos na sua obra o negrume de Dostoievsky e de Thomas Bernhard [e de Kafka, Faulkner, Céline, ou até de Asdrúbal] em todas essas figuras alinhadas pela constelação de uma escrita que tem o poder de nos dar o lado mais obscuro do humano e sem ilusões que a embelezem. Sem antídotos que a salvem.»
























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