NOVA DEMOGRAFIA PORTUGUESA

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No ano passado, nasceram em Portugal cerca de 87 mil crianças e, destas, mais de 9 mil eram filhas de mães estrangeiras.

Com dados disponíveis desde 1995, o que os números mostram é que estamos perante um “boom” de nascimentos de filhos de mulheres emigrantes em Portugal. Em 23 anos, o aumento foi de praticamente 300% (298%) enquanto que, no mesmo período, nasceram menos 19% de bebés filhos de portuguesas. (…)

40 Captivating Photos of Women from Different Countries

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Photographer Took Pictures Of Women in 40 Countries To Change The Way We See Beauty

Museu da Língua Portuguesa será reinaugurado em junho de 2020 – 16/12/2019 – Cotidiano – Folha

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Local estava fechado desde 2015, após ser destruído por um incêndio

Source: Museu da Língua Portuguesa será reinaugurado em junho de 2020 – 16/12/2019 – Cotidiano – Folha

OS AUMENTOS E AS MENTIRAS DO OE

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Assim não!

“Segundo o governo, as progressões e revisões nas carreiras determinaram um aumento de despesa com os trabalhadores da Função Pública de 465 milhões € em 2018, de 666 milhões € em 2019 e, em 2020, o aumento de despesa determinados pelas progressões mais o aumento de apenas 0,3% nas remunerações destes trabalhadores, será, segundo o governo, de 715 milhões €. E daí conclui, procurando manipular a opinião pública, que o aumento médio por trabalhador foi de 2,2% em 2018, de 3,1% em 2019 e, em 2020, será de 3,2%. E no comunicado que divulgou, não mostra a forma como chegou a tais valores, certamente porque pensa que, numa matéria tão importante para a vida de centenas de milhares de trabalhadores, não tem de dar explicações, e assim poderá apresentar os valores que quiser e não será contestado. Para além disso, também se “esqueceu” de informar no seu comunicado que há muitos milhares de trabalhadores das Administrações Públicas que não tiveram qualquer progressão na sua carreira porque ainda não tinham “10 pontos”. Mas assim vai a transparência de que tanto fala este governo. E é desta forma que procura virar a opinião publica contra os trabalhadores da Função Pública que há 10 anos têm os seus salários congelados.”
Fonte: https://www.jornaltornado.pt/um-ataque-sem-precedentes-a-…/…

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JORGE ARRIMAR As Terras Altas da Huíla Quando a História e a Literatura se Encontram

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As Terras Altas da Huíla
Quando a História e a Literatura se Encontram

O encontro da História e da Literatura é um tema que me interessa muito, porque me formei em História e esta disciplina tem sido a minha ferramenta de trabalho e, também, porque me tenho servido dela para me envolver no espaço da literatura. Tem sido um tema que me tem levado a estar presente em alguns momentos importantes durante este ano, como a I Conferência Pensar o Sudoeste, realizada pelo Instituto Superior Politécnico da Tundavala, na Huíla (Angola), de 26 a 27 de Setembro e o 1º Congresso Internacional de Angolanística, que teve lugar na Biblioteca Nacional de Portugal, entre os dias 17 e 18 de Outubro.
Angola tem-me interessado mais numa perspectiva literária, mesmo quando a História é chamada ao terreiro da poesia ou da prosa. A Literatura permite-me essa dupla, e para mim mais confortável posição, que é a de ir à História escrita e à Oralidade buscar os elementos que me interessam para trabalhar a minha narrativa ficcional. Assim aconteceu, por exemplo, com a trilogia dos planaltos (O Planalto dos Pássaros, O Planalto do Salalé e O Planalto do Kissonde), que funcionam como janelas da História. Nestes romances pude dar largas à imaginação e intuir o que a História não deixou documentado. O encontro salutar da História com a Literatura pode acontecer sem que os fundamentos daquela sejam postos em causa pela fantasia desta. Só assim, no espaço livre da literatura se pode trabalhar o ambiente, a mentalidade e os comportamentos com independência e a amplitude que a História-ciência não permitiria.
Hoje, os historiadores não se coíbem de usar diversas fontes, mesmo aquelas que, usualmente, ficavam de fora em trabalhos do género. Como nos diz o historiador africano Joseph Ki-Zerbo, conjuntamente com as duas primeiras fontes da história africana (documentos escritos e arqueologia), “a tradição oral aparece como repositório e o vetor do capital de criações socioculturais acumuladas pelos povos ditos sem escrita: um verdadeiro museu vivo. A história falada constitui um fio de Ariadne muito frágil para reconstituir os corredores obscuros do labirinto do tempo. Seus guardiões são os velhos de cabelos brancos, voz cansada e memória um pouco obscura” (Ki-Zerbo – História geral de África I […], 2010, p. 38).
A oralidade é, assim, uma fonte imprescindível pelo que transporta de experiências, de conhecimentos, não só para os historiadores mas também para os escritores. Ela pode ser um veio enriquecedor da Literatura escrita e da História. E acontece, por vezes, chegar o escritor primeiro do que o historiador a esse “veio”, a essa fonte primordial, e, através desta, ao facto histórico. E vários estudiosos da área da História e da Etnologia têm feito referência, através dos anos, à importância da oralidade nas sociedades africanas, em geral, e na angolana, em particular. Da tradição oral bebem os investigadores da História e embebedam-se os criadores de Literatura.
Espreito pela clarabóia da oralidade, debruço-me à sua janela e inspiro-me para a escrita. O poema que se segue, intitulado “As Janelas das Raízes” é uma homenagem minha à memória que nos permite ter consciência do que somos e de onde viemos:

Eu sei que as paredes grossas / da casa onde nascemos / se começaram a construir / no tempo de outras gerações. / E ambos descobrimos isso / quando gatinhávamos / pelas primeiras letras / dos livros mais antigos / que lhe serviam de alicerces. // Ainda os vemos de páginas abertas / no chão húmido da memória, / como se fossem as janelas / das raízes que nos suportam. ”.

E afinal, os “os livros mais antigos” neste poema são os alicerces que se prendem à terra através dos caboucos, que é como se chamam os rasgões feitos no solo onde a casa/memória tem as raízes. Em quimbundo também se chamam cabocos (kabokos) os “homem-memória”, os guardiões da palavra e das tradições, afinal, também eles “as janelas das raízes que nos suportam”.
E é com esse testemunho, com essas memórias, que o escritor muitas vezes recria situações que existiram em tempos idos, podendo até – se engenho e arte não lhe faltar – torná-las vivas e verosímeis. Não sei se este é um caso desses, mas permitam-me que vos revele uma passagem de “O planalto do salalé” (2012, p. 205-206), que recria alguns acontecimentos, como a chegada dos primeiros europeus ao Cuanhama: Magyar, o húngaro do Bié; Brochado, o português de Moçâmedes. Reinava no Cuanhama Haimbili (1811-1858), num tempo perturbado e perturbador, em que a ruptura de uma tradição antiga e fundacional, a da circuncisão dos hambas, leva ao incêndio e abandono do lugar sagrado da Ombala Grande da Ondjiva.
Quem é Haimbili? Quem são Magyar e Brochado? Quem é Ozoro? Pois, são figuras da vida e da História do séc. XIX angolanos. Se de Ladislau Magyar, morador do Bié, e de Bernardino Brochado, morador de Moçâmedes, a História dá conta; já de Ozoro, filha do Soba do Bié e mulher de Magyar, sabemos mais através do belíssimo poema de Ana Paula Tavares (O lago da lua, […], 1999, p. 55), assim como de Naulé, a jovem sobrinha de Mutâmu do Cuanhama, diz-nos mais o romance:
“Os pais […] foram informados da missão sagrada de Naulé e da honra que lhes caberia por fazerem parte do plano de Haimbili: o de salvar o seu povo de um tempo em que seriam governados por sobas não circuncidados, e, por isso mesmo, desprovidos da protecção dos antepassados. As consequências seriam devastadoras… as chimpacas de defesa do Cuanhama ficariam abertas ao voo do salalé e ao avanço do manhéu. [O Planalto do Salalé] .

Afinal, o que vemos desta janela semiaberta da História? Uma missão sagrada de que é encarregada uma virgem, uma vestal (foi assim com todos os povos nos tempos antigos). Mas o seu nome não é importante. Importante é o facto de que, desta vez, não ter sido uma escrava a ser indicada para a missão de guardar o espírito do grande soba, do último a ser circuncidado e por isso a ter o direito de reinar a partir da Ombala Grande da Ondjiva. A missão era de um grau muito superior: preservar a nação, salvar um povo que estava quase a perder a protecção dos antepassados… e se tal acontecesse as chimpacas ruiriam sob o ataque do salalé e o avanço do manhéu. O salalé, a formiga-branca que edifica morros de barro como fortalezas e corrói os paus dos cercados e das chipacas; o manhéu, a formiga negra com cheiro a cadáver, que faz fraquejar as etangas com o odor antecipado da morte. Tudo metáforas, imagens de um tempo que começa a redesenhar-se, dos hambas que deixam de ser circuncidados e da Ombala Grande que é incendiada e abandonada… enquanto os exércitos do Mwene-Putu começam a estar perigosamente perto…

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Para os judeus sefarditas, a terra prometida nunca foi Israel. É Portugal e Espanha″

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AFINAL, ONDE É A TERRA PROMETIDA?

orçamento de estado governo alivia carga fiscal

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ORÇAMENTO – GOVERNO ALIVIA A CARGA
Governo corrige números do Orçamento. Carga fiscal já não sobe e despesa aumenta

No novo quadro do Orçamento em contabilidade nacional, o peso dos impostos no PIB já não cresce em 2020. Mas a carga fiscal e contributiva continua a agravar-se. E o peso da despesa afinal vai aumentar
João Silvestre

O ministério das Finanças já corrigiu o quadro do Orçamento do Estado que indicava uma subida da carga fiscal no próximo ano. Na versão que ontem foi entregue no Parlamento, a receita de impostos crescia de 25% do PIB este ano para 25,2% em 2020. Agora, na nova versão, mantém-se inalterada em 25,1% nos dois anos. No entanto, a carga fiscal e contributiva, que inclui também as contribuições sociais, irá agravar-se no próximo ano de 37,1% para 37,2% do PIB ou de 34,9% para 35,1% do PIB, consoante se considerem as contribuições totais ou apenas as efetivas.

Para que o saldo seja idêntico e o Orçamento tenha uma meta de excedente de 0,2% do PIB, há outras alterações nos números. Nomeadamente, uma revisão em alta das Outras Receitas Correntes que passam a crescer três décimas do PIB. Na despesa, em vez de uma manutenção do valor em 43,3% do PIB, há agora uma subida de uma décima de 43,4% para 43,5%.

Na conferência de imprensa de apresentação do Orçamento do Estado para 2020, na manhã desta terça-feira, quando questionado pelos jornalistas sobre o agravamento da carga fiscal, Mário Centeno garantiu que não haveria qualquer subida do peso dos impostos no PIB no próximo ano. No entanto, o documento das Finanças tinha inscrito um agravamento de 25% para 25,2% do PIB.

Centeno disse então que a carga fiscal é um mau indicador para avaliar a pressão fiscal e referiu que as famílias vão pagar menos 100 milhões de euros em IRS do que pagariam, com iguais rendimentos, caso não houvesse pequenas alterações no imposto relacionadas com as deduções dos filhos, os benefícios para os jovens ou o mínimo de existência.

O novo quadro do Orçamento em contabilidade nacional, a metodologia relevante para Bruxelas e que segue uma lógica de compromissos, altera praticamente todos os valores em euros de receita e despesa do quadro anterior, ainda que em muitos casos o percentual do PIB se mantenha idêntico.

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It’s so hot in Australia that a guy cooked pork in his car

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It’s so hot in Australia that a man actually cooked meat in his car — and ate it, too.Stu Pengelly, of Perth, left about 3.3 pounds of pork inside his old burnt orange-colored Datsun Sunny

Source: It’s so hot in Australia that a guy cooked pork in his car

TERREIRO DO PAÇO, FADO, SEXO E BACALHAU

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https://youtu.be/Yb0AjTdv7SU
Rafael Pinto Borges

O Bacalhau Story Centre, ou o país submetido à tirania de saloios

Quando a Nova Portugalidade pediu à câmara de Lisboa que cuidasse e mantivesse a Praça do Império, cujos jardins o vereador Sá Fernandes queria matar por indisfarçável ódio ao significado da praça, disseram-nos que não havia dinheiro. Quando fomos à Assembleia Municipal em defesa do Museu dos Descobrimentos, ideia proposta pelo próprio PS em campanha eleitoral, o argumento foi igual: não havia dinheiro. Claro que haverá dinheiro para o “Bacalhau Story Centre” que a Câmara quer instalar no torreão leste do Terreiro do Paço. Para lá do resto – que o problema deles não era de dinheiro, mas de vontade, já todos sabíamos – o que salta à vista é o provincianismo atroz desta gente a quem o poder caiu nas mãos. O Terreiro do Paço não é um sítio qualquer: a actual Praça do Comércio foi construída explicitamente como centro do poder nacional onde, até ao Terramoto, ficou o Paço da Ribeira. Onde foi a sede da monarquia portuguesa e do Império – onde Dom Manuel supervisionou a criação do nosso império asiático e lia as cartas de Afonso de Albuquerque, Dom João III fez o Brasil, esteve outrora um das maiores colecções de arte da Europa, uma das mais completas bibliotecas e onde se fez a Restauração da Independência – fica agora uma discoteca (torreão ocidental) e, em breve, no torreão oriental, um centro de estudo do bacalhau. É um pouco como se viesse a ser instalado um “Fish and Chips Story Centre” numa ala de Buckingham ou uma fundação da paella frente ao Palácio Real de Madrid. Esta gentinha pequenina não descansará enquanto não reduzir o país inteiro à sua própria escala. Para nosso bem e nossa honra, há que libertar Lisboa deles.

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