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As autoridades chinesas registaram 35 mortes nas últimas 24 horas causadas pela epidemia de Covid-19, elevando o número total de
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Escritor foi internado num hospital das Astúrias depois de ter dado positivo para Covid-19.
Source: SIC Notícias | Escritor Luis Sepúlveda diagnosticado com coronavírus após estar Portugal
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Nota de Abertura
125 anos: Autonomia, meio ou fim?
Hoje, sim, devia ser o Dia da Autonomia! Que não se pode confundir com o Dia dos Açores. Porque os Açores estão acima de qualquer regime político que escolhemos ou que nos impõem. Agora, em regime autonómico celebramos o Dia dos Açores, na Segunda-feira do Espírito Santo e que poderia até ser noutro. E se nos tornássemos independen- tes, celebraríamos à mesma o Dia dos Açores e acrescen- taríamos um outro dia. Que seria o Dia da Independência. Essencialmente porque consideramos que a Autonomia é um meio, um caminho de progresso e de afirmação e nunca um fim, como querem ver e fazer crer alguns carreiristas políticos.
E por isto mesmo, não nos cansamos de repetir a im- portância de celebrar este dia 2 de Março, como o Dia da Autonomia, um dia marcante e corolário da luta de muitos anos.
Há 125 anos, naquele 2 de Março de 1895, foi assina- do o Decreto que coroou a primeira campanha autonómica dos Açores, a que apenas não aderiu o distrito da Horta. A história está feita, nunca completa, mas suficiente para ser conhecida, ensinada e acima de tudo absorvida como factor de identidade açoriana nos tempos difíceis que vivemos.
Há cento e vinte e cinco anos houve festa, entusiasmo, povo na rua e discursos vibrantes quando chegou o Diário do Governo no 50 onde constava o Decreto que instituía as Juntas Gerais com poderes próprios de administração regio- nal. Hoje está montada uma gigantesca campanha para aca- bar com a Autonomia, tal como a conhecemos há 125 anos, com altos e baixos, mas com afirmação ímpar quando se tornou Constitucional em 1976. Até se pede a um Gabinete de Advogados de Portugal Continental que nos diga como se deve rever a Autonomia.
Os Açores correm sério perigo de se desagregar como unidade política, porque há correntes de pensamento ab- solutamente divisionistas que, a pretexto da deslocação de eixos de influência e de poder, não medem o que pode acon- tecer no futuro. A verdade histórica não pode ser torneada nem burilada. A verdade sobre os Açores é que nunca nada nos foi dado. Tudo foi conquistado. Com muita luta, com muito esforço. Com garra que hoje não existe, essencial- mente porque a política era encarada de forma bem dife- rente de hoje.
Escrevia Aristides Moreira da Mota em 1922, falando sobre as Juntas Gerais de então: “ O que sei é que das mãos de todos os novos homens que têm composto nesta ilha es- sas juntas e câmaras saiu um enorme aleijão. Um aleijão que repugna e amedronta. Está pois verificado que os no- vos homens não têm capacidade, ciência ou habilidade para modelarem a parte que lhes coube no Portugal novo. Sem que se nos meta em cabeça ressuscitar um Portugal velho, empenhemo-nos em que Portugal, velho ou novo, não seja deformado entre nós por tal arte e feitio que se torne um re- fugo de Olaria” (Correio dos Açores, 22 Setembro 1922).
A frase podia ser escrita hoje. Aos sonhadores da Auto- nomia, da unidade insular, da identidade dos Açores como Povo, marcado pelas diferenças insulares mas unido pela necessidade de progresso, sucederam-se os profissionais da política para quem a Autonomia é um modo de vida e não um instrumento de serviço. E daí que hoje tenhamos cada vez menos poder, na razão inversa da falange dos que vivem do poder e da luta pela sua eternização nos lugares onde estão.
O recrudescer dos bairrismos, a confusão entre desen- volvimento harmónico e igualitarismo primário e a ânsia de dividir para reinar, estão a minar os alicerces dos Açores.
Por isso mesmo, a melhor forma de honrar estes 125 anos de Autonomia, nos termos em que a conhecemos, será barrar a onda de destruição da nossa identidade que está em marcha nos Açores.
Santos Narciso
Atlântico Expresso
2 de março de 2029
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“O surto actual de coronavírus foi detectado em meados de Dezembro na cidade de Wuhan que, por sinal, tem o mesmo número de habitantes que Portugal inteiro (onze milhões). Dos 79300 casos identificados a nível mundial, 77000, ou 97.1%, ocorreram na China.
Ora, se considerarmos que a esmagadora maioria de casos reportados na China ocorreram em Wuhan, concluímos que incidência da doença na própria cidade epicentro do surto é inferior a 1%. 0.7%, para ser mais preciso.
Por outro lado, se considerarmos a população total da China, que a 26 de Fevereiro de 2019 ronda os 1.437 mil milhões de habitantes, chegamos à conclusão que menos de 0.01% da população chinesa está infectada com coronavírus. Isto em três meses de surto.
No que diz respeito a mortes causadas pela infecção, destaco que na faixa etária mais vulnerável da população, ou seja, pessoas com idade superior a 80 anos, a taxa de mortalidade foi de 14.8%.
O que é que isto significa? Significa que um velhinho de 85 anos, que resida em Wuhan, tem uma probabilidade de 0.7% de contrair a doença e uma probabilidade de 14.8% de morrer se a contrair. Ou seja, um velhinho de 85 anos em Wuhan tem uma probabilidade global de 0.1% de morrer da doença.
(0.7% x 14.8% = 0.1%)
Nas restantes faixas etárias, a taxa de mortalidade é ainda mais reduzida. Por exemplo, em pessoas com idade compreendida entre os 30 e os 39 anos de idade, a taxa de mortalidade é de 0.2%. Ou seja, voltamos ao mesmo raciocínio. Uma jovem de 35 anos a residir em Wuhan tem uma probabilidade de 0.7% de se infectar com coronavírus. E se se infectar, uma probabilidade de 0.2% de morrer com a doença. Isto dá-lhe uma probabilidade global de morrer de 0.001%.
(0.7% x 0.2% = 0.0014%)
Dito isto, estes cálculos foram feitos com base no “worst case scenario”, ou seja, tendo em conta a incidência da doença na cidade-epicentro do surto, Wuhan. Se fizermos as contas, por exemplo, em relação a Itália, país com mais de 60 milhões de habitantes e 322 casos registados até ao momento, concluímos que a probabilidade de um cidadão italiano morrer na sequência da infecção por coronavírus é, actualmente, infinitesimal.
O que quero dizer com todos estes números e contas?
Que não há razão para este tipo de alarmismos que os media gostam de incutir na população. A ameaça da nova estirpe de coronavírus é real, facto, mas não a pontos de nos colocarmos todos a preparar um cenário pós-apocalíptico, como já começa a acontecer em cidades italianas como Milão.
Mais do que incutir o “fearmongering”, ou seja, o culto do medo, que é aquilo que os meios de comunicação social mais gostam de fazer, talvez faça mais sentido explicar à população e garantir que toda a gente percebe quais as medidas a tomar para limitar a transmissão do vírus.
Estas medidas são:
– Evitar contactar com pessoas que tenham sintomas como tosse ou falta de ar, bem como pessoas com febre;
– Evitar tocar directamente nos olhos, nariz e boca;
– Tossir e espirrar sempre para um lenço de papel e deitá-lo no lixo logo de seguida;
– Se não tiveres um lenço de papel, tosse ou espirra para o antebraço e nunca para as mãos ou muito menos para o ar;
– Lavar as mãos com água e sabão depois de ir ao WC, tossir ou espirrar, antes de comer e, se possível, antes de tocares no nariz, olhos ou boca;
– Ao lavar as mãos, tem particular atenção ao espaço entre os dedos e debaixo das unhas e nunca demores menos de 20 segundos;
– Se não tiveres água ou sabão disponível, utiliza uma solução alcoólica com pelo menos 60% de álcool;
– Lavar e desinfectar bem estruturas como maçanetas de portas e outras superfícies nas quais se toque com frequência;
– Se estiveres assintomático, não precisas de utilizar máscara.
Se conseguirmos pôr toda a gente a cumprir estas medidas, que, por sinal, são exactamente as mesmas medidas preconizadas para limitar a transmissão do vírus da gripe e outros vírus respiratórios, já podemos dizer que este surto não foi em vão.”
Menos medo, mais informação.
(Fonte: Center of Diseases Control [CDC] e Organização Mundial de Saúde [OMS])
Encontrada no Google em smartraveller.gov.au
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