Elite maia sacrificava o seu sangue para um deus Sol “moribundo” durante eclipses

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Vivemos num mundo poluído pela luz, onde os candeeiros de rua, os anúncios electrónicos e até a iluminação do quintal bloqueiam todos os objectos celestes no céu noturno, exceto os mais brilhantes. Mas viaje para uma área oficialmente protegida como “Dark Sky“, olhe para o céu e maravilhe-se. Esta é a visão do céu que as pessoas tiveram durante milénios. As sociedades pré-modernas observavam o céu e criavam cosmografias, mapas do céu que forneciam informações para calendários e ciclos agrícolas. Criaram também cosmologias, que, no uso original da palavra, eram crenças religiosas para explicar o universo. Os deuses e os

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Parecia um enorme buraco negro no oceano. A verdade é muito mais sinistra – ZAP Notícias

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Uma imagem sobre o meio do Pacífico parece mostrar uma crista que rodeia um buraco negro e assustador, que parece mergulhar profundamente na Terra. Na realidade, a mancha negra é muito mais assustadora. São inúmeras e variadas as coisas inesperadas que o Google Maps nos permite descobrir — de um mafioso fugido à Área 51 chinesa, passando pelos destroços do MH370, um misterioso objeto submerso na costa da Grécia ou uma pirâmide misteriosa na do México. Recentemente, mais um estranho objeto foi apanhado pelo Google Maps em pleno Oceano Pacífico: um enorme buraco negro. A imagem, que é possível encontrar nas

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Nova terapia genética reverte a perda de visão com uma só injeção – ZAP Notícias

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Uma nova terapia genética tem o potencial de salvar pessoas da cegueira ou de uma vida inteira de injeções oculares. Está agora na fase 3 de ensaios em humanos uma nova terapia genética para a causa mais comum de perda de visão grave nos idosos. Se for aprovada, a terapia poderá substituir uma vida inteira de injeções oculares por um procedimento único. A degeneração macular húmida relacionada com a idade (DMRI húmida) é uma doença em que começam a crescer vasos sanguíneos anormais nos olhos. Estes vasos libertam fluido para o olho, causando visão turva ou pontos cegos. Ler também:

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JORGE LUIS BORGES EM SANTA MARIA

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Borges em Santa Maria
Ou lendas.
De que Jorge Luis Borges, o último culto do que resta da literatura, tenha sido feliz no aeroporto internacional de Santa Maria, Açores, Portugal (como se lia no telhado da aerogare).
Perguntei e nada.
Não só ninguém se lembrava de Borges – quase filho ilegítimo de Pierre Menard autor de Quixote – e a relevância da pergunta tinha sabor exótico.
Se Frank Sinatra cantou na ilha mãe, interessará pouco se Borges passou, ou não, pelo aeroporto.
E talvez até no hotel.
A caminho da Suíça?
De regresso à Argentina para trabalhar num matadouro, como castigo?
(poderia ter ido para as cavalariças, não é, António?)
E nada. Sem certezas.
Outros falaram do Eusébio, depois de Coluna e Peyroteo, o melhor jogador de futebol de todos os tempos, em Portugal. Mas eu vi o Eusébio, manco, a comprar uma garrafa de Constantino na loja de “souvenirs” do senhor Moutinho de Almeida.
Acho que foi atendido por uma senhora vestida de castanho(foi promessa), amiga da minha avó Sofia e que também dava injeções a quem precisava.
E não é que me esqueci do nome da senhora.
Ela, quando me via, oferecia muitos beijos.
Seria Maria da Glória?
Talvez alguém de Santa Maria irá ler, um dia, e saberá o nome.
E outros, também famosos.
Amália, Bing Crosby certamente com comportamentos respeitáveis no aeroporto por esta ou outra razão.
No entanto seria importante saber a verdade sobre a visita de Jorge Luis Borges.
Em trânsito, eu sei, mas é melhor do que nada.
Até no hotel? Sim.
Poucos, hoje, sabem mas o do aeroporto tinha, entre outras coisas, uma orquestra.
E Borges, quase cego, poderia ter dançado enquanto esperava por filetes de abrótea.
E bolo de ananás.
Ou escrevia, na sala, sobre a felicidade dos poemas imaginários das ilhas.
Foto: busca Google. Hotel do Aeroporto.
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Vem aí mau tempo para os meteorologistas: a nova IA do Google – ZAP Notícias

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A nova plataforma de previsão meteorológica baseada em Inteligência Artificial do Google está prestes a fazer chover em cima dos meteorologistas. O GraphCast faz previsões mais precisas, num tempo muito reduzido, e usando um simples computador pessoal. Brevemente, vai ser um robô a dizer-lhe que roupa deve vestir para sair amanhã à rua. A Google DeepMind, divisão de Inteligência Artificial do Google, acaba de anunciar um novo modelo de previsão do tempo que supera os sistemas tradicionais em mais de 90% das vezes. Chamado GraphCast, o modelo de machine learning da gigante das pesquisas   promete previsões meteorológicas a 10 dias

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Não bate certo: Salgado dá três sinais de não ter Alzheimer

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Não saber o nome dos filhos, a resposta “não sei, não me lembro”. Ricardo Salgado tem apresentado “baixo esforço” em tribunal.

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Tratamento caseiro para conjuntivite está a cegar dezenas de pessoas em Moçambique – ZAP Notícias

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A conjuntivite é, neste momento, um grave problema de saúde pública em Moçambique. Para agravar a situação, vários tratamentos caseiros para a infeção já terão cegado, pelo menos, duas dezenas de pessoas. Moçambique está a ultrapassar um momento complicado de saúde pública graças à conjuntivite – e o que se julga ser uma “emenda” está a ser pior do que o “soneto”. 20 já pessoas ficaram cegas, na província de Cabo Delgado, após recorrerem a “tratamentos caseiros”. A informação foi avançada esta sexta-feira pelo diretor clínico do Hospital Provincial de Pemba, Cristóvão Matsinhe, reportando mais 11 casos, depois de outros

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Quanto custa reconstruir Gaza? – ZAP Notícias

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Gaza demoraria até 2035 para que “voltasse ao ponto em que estava antes do bloqueio de 2006”, com a indústria da construção, agricultura e pesca praticamente falidas. Este abril assinala o sexto mês após a ofensiva lançada pelo Hamas contra Israel em 7 de outubro, seguida por operações de resposta do Exército israelita que já soma mais de 33 mil mortes. Na mira da reconstrução, as Nações Unidas e os seus parceiros acreditam ser demasiado cedo para dizer quanto custará o processo de reconstrução da Faixa, uma vez que a destruição continua. Para já, o Banco Mundial calcula um valor

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Seis meses de guerra em Israel. Guterres “moralmente forte, politicamente fraco” – ZAP Notícias

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O analista Richard Gowan, do International Crisis Group (ICG), considera que o secretário-geral da ONU, António Guterres, foi “moralmente forte, mas politicamente fraco” durante os seis meses de guerra entre Israel e o Hamas em Gaza. Passam este domingo seis meses desde o ataque do Hamas que deu início à guerra entre Israel e a organização terrorista palestiniana. Em entrevista à Lusa, Richard Gowan, especialista no sistema das Nações Unidas, Conselho de Segurança e em operações de manutenção da paz, observou que apesar da reputação de ser um secretário-geral extremamente cauteloso, Guterres tem sido “muito ousado” nas suas declarações sobre

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A MENINA NUA

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A “Menina Nua”.
Uma estátua que todo o Porto conhece, que abordamos em 2012 e já mais recentemente.
Chamava-se, Aurélia Magalhães Monteiro, e era conhecida por Lela, Lelinha ou pela «Ceguinha do 9» – para a eternidade ficará sempre a ser a «Menina Nua» da Av. dos Aliados, ou ainda uma estátua que toda a cidade conhece e aprecia.
Nasceu no dia 4 de Dezembro de 1910, na freguesia do Bonfim, e pouco tempo antes de falecer, dizia-me «que tinha sido uma das mulheres mais apreciadas e cobiçadas do seu tempo…».
Vivia no rés-do-chão do Bloco 9, do Bairro da Pasteleira, numa casa simples e humilde com flores a enfeitarem a entrada e a sala de jantar.
Um dia convidou-me a entrar e contou-me um pouco da história da «Menina Nua»: – «Tinha 21 anos quando fiz de modelo para o Henrique Moreira, o mestre que fez a estátua; mais tarde colocaram-me na Av. dos Aliados – que belos anos aqueles! Estive duas semanas a «posar» e ainda hoje recordo com alegria e saudade aqueles momentos de trabalho, pois posso morrer amanhã que todos ficarão a saber quem era a Lela… Além disso, nessa altura, dava-me bem com os artistas, era bonita e eles convidavam-me, andava por toda a parte, ganhei uns «cobres» com o Henrique Moreira, mas hoje… resta-me a consolação de estar ali, de costas voltadas para o Almeida Garrett e de frente para o D. Pedro IV. Perguntei-lhe nessa altura, se não tinha existido certos problemas com a estátua, a sua nudez, por exemplo: proibições, censuras?
-«Ela respondeu-me – bem, sabe que naquela época, havia certos sectores que se opunham claramente e até ficaram escandalizados com a «Menina Nua»; nós éramos muito tacanhos, e veja bem que há 50 anos, a ideias eram realmente diferentes, havia o Salazar, a Pide e o povo era mais fechado, mais religioso – felizmente o mestre Henrique Moreira conseguiu «levar a água ao seu moinho», e lá fiquei de pedra e nua, assim como Deus me votou ao Mundo… (Sorriu de imediato, mostrando ainda réstias de um rosto bonito e de uma boca fina, onde rareavam já alguns dentes, vítimas do peso dos anos e das canseiras e desgraças da vida). -… Além disso, imagine uma «moçoila» no tempo «da outra senhora», a expor-se toda nua perante uns homens de tela e pincéis ou bocados de pedra, bem… era quase como ser comunista ou mulher da vida…
Fez-se uma pausa para mandar-mos umas «bocas» contra o sistema do antigamente e prossegui nessa altura, perguntando-lhe: – quando e onde tinha começado a ser modelo? Antes de me responder, fica um pouco pensativa, levanta-se e encaminha-se para o seu quarto, vasculha dentro do guarda-vestidos e traz-me um amontoado de papéis e fotografias – Vá, veja lá tudo isto, diz-me: (anotei visualmente uma série de fotografias, pequenas referências, recordações e memórias da «Menina Nua»): «… De qualquer modo e se a memória não me falha, comecei com o mestre Teixeira Lopes, na figura-modelo da rainha D. Amélia, esta estátua encontra-se actualmente no Museu com o mesmo nome, em Vila Nova de Gaia. Nessa época, tinha muita vergonha – era uma «moçoila» com 18 anos, bem feita e bonita -, a minha mãe tinha falecido e fiquei mais tarde com uma madrasta, de quem por acaso não gostava nada, por isso mudei-me para o Bonfim, para casa da minha santa avó. Que tempos… nessa altura, iniciei-me como modelo nas Belas Artes do Porto e lentamente fui-me habituando, até que fiquei mais descarada… (Levantou a cabeça, e numa reflexão interior com risos de vaidade e inconformismo), continuou:… Ah, nesse tempo, punha a cabeça dos rapazes em fogo, era bonita e não havia ninguém que não me conhecesse como a «Menina Nua». Depois passei alguns anos como modelo, andei pelo Norte, pelo Sul e até a Lourenço Marques (hoje Maputo) eu fui – fiz de modelo para vários mestres, entre eles: Acácio Lino, Joaquim Lopes, Dórdio Gomes, Sousa Caldas, Augusto Gomes, Camarinha e os consagrados, Henrique Moreira e Teixeira Lopes. Além da «Menina Nua», estou no Buçaco, no Cinema Rivoli, em Lisboa e em Moçambique… e hoje? como vê aqui estou desde os 43 anos cega, uma vida difícil de adaptação, um mundo escuro, negro. E mais negro se tornou, aquando da morte do meu marido, fiquei completamente só.
Hoje, passados alguns anos, tenho um casal a viver comigo, sempre me ajudam a pagar a renda e a «fazer-me» um pouco de companhia. Tenho umas ajudas do Centro de Dia da Terceira Idade, ligado ao Centro Social cá do bairro, onde vou almoçar e lanchar, enfim, sempre ajuda a passar o tempo e a velhice. Mas o que eu, mais desejava na vida, além de mais dinheiro para viver, era dos meus ricos olhos… (algumas lágrimas correram-lhe pelas faces, enquanto se preparava para ir almoçar ao Centro…) Despedi-me dela, tentando consolá-la com frases de carinho e amizade, mas… a vida é um cão que não conhece o dono; ela despediu-se (nessa altura), com um bom dia, entrecortado com um sorriso mor gaiato, misto de Ribeira, Bonfim e Pasteleira…
Aurélia Magalhães Monteiro, a Lela, Lelinha, ou a «Ceguinha do 9», faleceu no dia 2 de Junho de 1992, com 82 anos de idade; no entanto a «Menina Nua», continua viva, fixa e eterna, ali na Av. dos Aliados envolta nos nevoeiros citadinos, perpétua e ardente, nos dramas e vitórias deste povo.
Do livro Pasteleira City, de Raul Simões Pinto – edições pé de cabra – Fevereiro de 1994
Fotografia analógica – digitação
May be an image of the Place de la Bastille and text
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