Os manezinhos da ilha Mª Eduarda Fagundes

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Os manezinhos da ilha

 

 

 

Foto: Santo Antonio de Lisboa ( Florianópolis). Arquivo pessoal da autora

 

 

Uns dos primeiros colonos europeus a deitar raízes e marcar terreno no solo deste imenso país foram os açorianos. A principio individual e esparsamente, e mais tarde em levas migratórias colonizadoras, planeadas pelo reino, que se espalharam desde o norte (Maranhão, Amazonas) ao sul do país, mais notadamente no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, onde a presença açoriana foi mais numerosa e evidente.

 

O colonos começaram a chegar a Santa Catarina a partir do ano de 1748. Eram grupos de casais e aparentados fugidos de desastres naturais ( em geral erupções vulcânicas) e da superpopulação que lhes traziam nas ilhas dos Açores crises de subsistência. As viagens e primeiras acomodações eram patrocinadas pelo Estado Português que precisava, por sua vez, ocupar o território e defender suas fronteiras americanas dos espanhóis. As promessas governamentais (D. João V) de lhes dar apoio financeiro, parcelas de terra, apetrechos agrícolas, umas poucas vacas e um asno, choupanas para abrigo e assistência no primeiro ano de Brasil, nem sempre foram cumpridas. Ao chegarem numa terra estranha, idealizada pelas quiméricas histórias de fartura e riqueza, de luxuriante beleza, mas ocupada por florestas cerradas e índios hostis, sem condições de habitação decente, seus ânimos, já abatidos pela crueza e insalubridade da viagem, arrefeciam. Ingênuos, rudes, crédulos, no entanto pressentiam que era uma viagem sem volta. Teriam pela frente uma nova epopéia, a da sobrevivência.

 

Saíram dos Açores para Santa Catarina de 1748 a 1752 cerca de 6000 pessoas. Entre as viagens e as iniciais dificuldades na Terra, supõem-se que perto da metade tenha perecido. Esses primeiros colonos sobreviventes foram distribuídos no Desterro (antiga capital de Santa Catarina), Lagoa da Conceição, na enseada do Brito, São José e Laguna. Em Porto Alegre ( Porto de Dornelas) até 1752 estabeleceram-se 60 casais . Aí a terra foi favorável ao cultivo do trigo,feijão, milho, cevada, vinha, cânhamo,etc. Construíram moinhos e azenhas. Criaram gado, miscigenaram-se, formaram estâncias, fizeram-se tropeiros, abriram caminhos para outros lugares.

 

Em Santa Catarina, a terra arenosa não favoreceu ao cultivo do trigo, aprenderam então com o índio a consumir a mandioca (mansa) no lugar desse cereal. Novas técnicas de artesanato, pesca e cultivo adquiriram. A vinha, o algodão, o linho tiveram algum sucesso apesar dos recrutamentos militares periódicos que desviavam os homens das atividades agrícolas. As lutas pela sobrevivência foram longas e intensas. Tiveram que se adaptar, superar dificuldades e deficiências, distâncias, faltas e doenças. Mesmo assim, quase esquecidos, colocaram em ação a tecnologia que trouxeram consigo. Construíram embarcações, engenhos e teares, abriram clareiras na mata, plantaram a vinha e os alimentos para subsistência. Levantaram casas, fabricaram louça, cestos e panos. Introduziram a renda de bilro, caçaram a onça que comia seu rebanho, tendo seus cães como fiéis companheiros ( daí a grande quantidade de cães que ainda vagueia pela ilha de Santa Catarina), e a baleia para produzir óleo usado nas construções e como combustível. Enfim, fundaram vilas, projetaram fronteiras, fizeram revoluções, quiseram até ser um outro país!

 

Apesar do analfabetismo que nos primórdios medrava entre eles, passaram sua cultura, costumes e crenças , religiosidade, gastronomia e identidade para seus filhos. Apegados à família, ciumentos de suas mulheres, mesmo na pobreza e com as limitações que a terra e a política lhes impuseram, fizeram-se felizes e hospitaleiros.

 

Os mais aventureiros partiram para o sudeste e centro-oeste onde o ouro e as pedras preciosas, atrativas, reluziam. Muitos sucumbiram nas picadas e nas contendas, pela vida e pela fortuna, em busca do El-dourado. Os bem sucedidos enriqueceram, transformaram-se em grandes fazendeiros, latifundiários, chamaram amigos e parentes, daqui e /ou de além-mar, e com aventureiros de outras plagas, fizeram no interior brasileiro uma nova casta de gente que por largo tempo dominou a política das terras sertanejas.

 

Os que ficaram no Desterro agruparam-se, formaram famílias que se dispersaram em pequenos sítios e áreas. Isolados, agregados por natureza, as uniões entre essas famílias cada vez mais aparentadas deixavam a cada geração mais seqüelas. A consangüinidade determinava nascimentos de crianças com maior número de deficiências físicas e mentais.

Mas os tempos rolaram, os séculos se sucederam, as contendas apaziguaram. Os caminhos melhoraram, por terra e por mar o espaço foi cada vez mais conhecido e pelo estrangeiro nacional (paulista, rio-grandense do sul e mineiro,…) e internacional visitado, (inglês, uruguaio, argentino,…). Santa Catarina viu os colonos imigrantes italianos, alemães, polacos, russos, chegarem e fazerem das suas terras focos de beleza e prosperidade.

 

Hoje, os descendentes dos primeiros colonizadores açorianos, os manezinhos da ilha, podem ainda ser encontrados nas pequenas comunidades de Florianópolis e algumas regiões costeiras de Santa Catarina. Porém, essa pequena população de “nativos” já se encontra em vias de extinção pelas miscigenações genéticas e culturais atuais, e pela voraz expansão imobiliária que, apesar das leis ambientais, nem sempre respeitadas, vem desde 1960 assolando a capital do estado, expulsando o nativo de seu resguardado habitat, degradando impunemente a natureza e ocupando áreas que deveriam ser de preservação ambiental. Resultado da conhecida má política que só vê os ganhos pecuniários imediatos para um pequeno grupo de fortes proprietários, e que despreza o futuro de qualidade para o restante da comunidade ilhoa.

Morros desbastados da sua natural cobertura verde, ocupados perigosamente por construções levantadas em áreas de risco, com a complacência irresponsável da autoridade pública, vias congestionadas por gente deseducada que joga lixo nas praias e estradas, poluindo o visual e o meio ambiente, violência urbana crescente, cada vez mais incontrolável, é o panorama que se vislumbra em Florianópolis atualmente. Urge que haja políticas inteligentes e políticos eficientes que promovam o desenvolvimento seguro e sustentável desse rico patrimônio da natureza. “Enquanto houver algum recanto paradisíaco guardado por um “manezinho” risonho e pescador, enquanto ainda sobrarem locais intocados pelo homem “civilizado” e” empreendedor” a Ilha de Santa Catarina merece ser apreciada.

 

Maria Eduarda Fagundes

Tupaciguara, 14/02/2015

 

 

 

Maior líder muçulmano da Arábia Saudita pede a destruição de todas as igrejas cristãs

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Perseguição aos cristãos no Oriente Médio pode resultar em conflito global

https://www.gospelprime.com.br/maior-lider-muculmano-da-arabia-saudita-pede-a-destruicao-de-todas-as-igrejas-cristas/

Source: Maior líder muçulmano da Arábia Saudita pede a destruição de todas as igrejas cristãs

Governo reclassifica cromeleque dos almendres (évora) como monumento nacional – SAPO

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O Conselho de Ministros aprovou hoje a reclassificação como Monumento Nacional do Cromeleque dos Almendres, no concelho de Évora, o “maior conjunto de menires estruturados da Península Ibérica” e um dos mais relevantes do megalitismo europeu.

Source: Governo reclassifica cromeleque dos almendres (évora) como monumento nacional – SAPO

uma morte que morre solteira nos Açores???2014

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(um passageiro foi atingido pelo cabo do cabeção de amarração do barco…)

 

De acordo com o meu comentário vou partilhar. Quero que todos saibam a vergonha deste caso. Honestamente…

Em relação ao “acidente” que vitimou o Zé Norberto, hoje darei expressão à minha revolta…
… porque já se faz tarde …
… e porque num segundo tudo muda e poderei já não ter voz para desabafar a tremenda dor pela morte prematura e cruel do Zé Norberto.
A Deputada do CDS-PP Açores, Ana Espínola, questionou o Governo Regional pelos resultados do inquérito que foi anunciado ao acidente, com uma vítima mortal, ocorrido em novembro passado, a bordo do navio “Gilberto Mariano”, no cais de São Roque do Pico;
José Decq Mota, ex-líder do PCP, publicou no Facebook um texto, referindo, entre outras considerações, que em termos públicos, nada se sabe sobre as peritagens mandadas fazer pela Portos dos Açores e, quanto ao Inquérito do Ministério Publico, sabe-se que está a decorrer, mas não se sabe em que ponto possa estar;
A representação parlamentar do Bloco de Esquerda, num comunicado de imprensa, solicitou acesso a relatórios do inquérito ao acidente mortal no cais de S. Roque do Pico;
Jorge Costa Pereira, deputado do PSD, publicou um artigo de opinião no jornal Tribuna das Ilhas, no dia 23 de janeiro, com o título “É incompreensível …”, estranhando precisamente que continuem sem se conhecer as causas da ocorrência dos acidentes com os cabeços de amarração … o facto de ninguém assumir a responsabilidade …
A única voz do PS (da qual eu tenha conhecimento), foi a do deputado Lizuarte Machado, que “ousou” fazer uma declaração que talvez o tenha tornado “persona non grata” no partido…
E o Zé era filiado no PS desde 1984, participante em congressos, pertencendo a listas em diversas eleições, incorporando caravanas, fazendo campanhas eleitorais, comemorando alegremente as vitórias.
Afinal quem era o Zé Norberto para o Partido Socialista?
Apenas um número a engrossar as hostes, mais um para campanha porta a porta, para empunhar uma bandeira ou vestir uma t-shirt cor-de-rosa?
É este o apreço e a consideração que o Zé merece da vossa parte?
Não vos incomoda a demora nos resultados dos inquéritos, sabendo de antemão que os mesmos poderão evitar futuras tragédias? Que os mesmos poderão trazer soluções para a melhoria de um serviço que vos é aparentemente tão “caro”?
Não sois vós a Maioria na defesa do povo açoriano?
Não sois vós (enquanto governo de maioria), a tutelar os meios de duas empresas públicas envolvidas no acidente?
Começo a entender porque é que a figura de um político é tão aviltada, desvirtuada e desacreditada…
Não acobardem a vossa voz, não temam a verdade e a frontalidade. Exerçam a vossa responsabilidade cívica, não atribuindo o significado de desconsideração, ao silêncio.
Honrem o cargo que desempenham, façam com que quem vos elegeu sinta que o seu voto teve valor.
Dignifiquem a classe política, provando que conseguem ser isentos, de pensamento livre e vontade própria, tal como preconiza a verdadeira democracia.
Como referiu Mahatma Gandhi: “Estou firmemente convencido que só se perde a liberdade por culpa da própria fraqueza.”
Já muitos avançaram com a hipótese de “Nada se apurará e não encontrarão responsáveis…”.
Tal não irá acontecer, 1º, porque ainda me sobre alguma fé na humanidade e 2º, porque o Zé tem família e Amigos que não aceitarão a leviandade de falta de justiça, falta de consideração e de respeito.

ESTÁ NA ALTURA DE SE INSCREVER NESTE ÚTIL CURSO….

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http://www.sensacionalista.com.br/2015/01/30/senac-lanca-curso-de-dois-anos-para-ensinar-a-dobrar-lencol-de-elastico/
Atenção você que está procurando posicionamento profissional: o Senac acaba de abrir em todo o Brasil cinco mil vagas do curso mais procurado da temporada, o…
http://sensacionalista.com.br/2015/01/30/senac-lanca-curso-de-dois-anos-para-ensinar-a-dobrar-lencol-de-elastico/

Brasileiro ilumina o mundo sem gastar dinheiro | Catraca Livre

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O mecânico mineiro Alfredo Moser inventou um jeito de as pessoas terem luz em casa sem gastar nada, encontrou um jeito de engarrafar a luz. A invenção está se espalhando pelo mundo ( sem direito a royalties). Está ajudando, também, a milhões de pessoas em comunidades pobres – tanto que foi comparado, nesta semana, pela…
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Source: Brasileiro ilumina o mundo sem gastar dinheiro | Catraca Livre

https://catracalivre.com.br/criatividade/brasileiro-ilumina-o-mundo-sem-gastar-dinheiro/

Macau no século XVI: feitoria comercial | Crônicas Macaenses

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Padre Manuel Teixeira no seu livro “Primórdios de Macau”, faz o seguinte relato a respeito de feitoria comercial no ano de 1581: FEITORIA COMERCIAL De Padre Manuel Teixeira – em “Primórdios de Maca…

Source: Macau no século XVI: feitoria comercial | Crônicas Macaenses

Macau no século XVI: feitoria comercial

DICIONÁRIO ANGOLANO rápido

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DICIONÁRIO ANGOLANO

EM ANGOLA nao tem policia, tem MAGALA,bOFIA ou MALAIKE
ANGOLANA não fica com má aparencia, fica NGAXI ou REBENTADA
ANGOLANO não foge, TIRA VOADO
ANGOLANO não é passageiro, é PAX
ANGOLANO não é mais velho, é KOTA, PAPOITE, MAMOITE
ANGOLANO não vende , PÁYA ou EMPORRA
ANGOLANO tem dinheiro, está BOSSANGA OU FERVE
ANGOLANO não está mal, tá MALAIKE
ANGOLANO nao fala, dá uma DICA
ANGOLANO nao atrapalha, MAIA
ANGOLANO nao é cidadao, é MUADIÉ ou WI
ANGOLANO não tem problema, tem BABULO
ANGOLANO no taxi nao encosta, EMAGRECE
ANGOLANO não goza, ESTIGA
ANGOLANO não é grosso, é CAENCHE
ANGOLANO não Viola, NGOMBELA
ANGOLANO não mente, dá BILINGUE, KATA ou dá JAJÃO
ANGOLANO não bebe cerveja , bebe BIRRA ou PIVEN
ANGOLANO não bebe whisky, bebe MAMBITO
ANGOLANO não tem Dinheiro, tem kUMBU, tem MASSA, tem OS QUE FAZ RIR
ANGOLANO não Viaja, SAPA
ANGOLANO não liga Luz , faz um GATO
ANGOLANO não é diplomata , é NGUVULO
ANGOLANO não escuta música, CURTE OS BRINDES ou SOM
ANGOLANO não trabalha, BUMBA ou BULI
ANGOLANO não luta, BILA
ANGOLANO não curte, TCHILA
ANGOLANO não faz amor, TCHACA, CUNA,PISA, PÉRA,PORÇA ou TIRA UMA AGUA
ANGOLANO não peida, BUFA
ANGOLANO não conquista mulher alheia, TROLA
ANGOLANO não tem moto, tem uma TURRUM
ANGOLANO não é multado , é PENTEADO
ANGOLANO não está aflito , está PAIADO
ANGOLANO não difama , ESTENDE, ZONGOLA
ANGOLANO não tem ressaca , tá OVER
ANGOLANO não vê mulher bonita , vê MBOA
ANGOLANO não tem namorada, tem GARINA…DUCHA….GADAIA
ANGOLANO não fica pobre, fica WAZEBELE ou ANCORADO
ANGOLANO não olha, GALA, MARA
ANGOLANO não tem traje de gala, tem GRIFE
ANGOLANO não pega , CANGA
ANGOLANO não tem rabo, tem MBUNDA, TURUGO
ANGOLANO não tem alguma coisa, tem um BOM MAMBO
Angolano não passa a perna , FACA
Angolano não esturque , PARTE BRAÇO
Angolano não facilita, dá FALIDA
Angolano não tem Mulher ou Namorada , tem DAMA, XKINDOSA,TUCHA,MBOA
Angolano não conquista a mulher, DICA DAMA
Angolano nao e poligamo, é GAJO DE GAJAS
Angolano nao atende funeral, vai ao KOMBA ou OSCAR
Angolano nao faz credito, faz KILAPI
Angolano nao pensa, BANZELA
Angolano nao vai, TIRA O PÉ
Angolano nao diz: tudo bem?, DIZ TASS
Angolano nao rouba, GAMA
Angolano nao ultrapassa, dá MBAIA
Angolano nao morre, dá CALDO ou dá NTUM
Angolano nao estuda, AMARRA
Angolano nao conduz, ele PEGA ou NDUTA
Angolano não come, PITA
Angolano não bebe, CHUPA
Angolano não roça., TARRACHA
Angolano não dança, BAILA
Angolano não toma o pequeno almoço, MATABICHA
Angolano não vai a festa, vai ao BODA
Angolano não veste, TRAPA
Angolano não faz xixi, dá uma SUSSA
Angolano não tem amigo, tem CAMBA
Angolano não tem mama, tem XUXA
Angolano não vai para terra, vai PARA BANDA
Angolano não tem mau hálito, tem DIZUMBA MALAICA! CATINGA
Angolano não Pendura em carros, se MAGWELA
Angolano não faz a bola passar por cima, CABRITA ou DÁ MÉ
Angolano não faz a bola passar entre as pernas, dá DA OVA ou CAGUERO
Angolano não tem sorte/oportunidade, tem FEZADA
Angolano não se Droga, CHUTA-SE
Angolano não é criança, é NDENGÉ
Angolano não passeia, ZUNGA
Angolano não sente frio, sente KAWELO
Angolano não afunda, SMASHA
Angolano não faz musculação, MANGUITA
Angolano não sai à noite, DESBUNDA
Angolano não joga, PÉLA
Angolano não arranja dama, LHE MORREM
Angolano não tem finta, tem VIRA-VIRA.
Angolano não reprova, PICA, XUMBA.
Angolano não telefona, FONA
Angolano não tem fome, tá FOBADO
Angolano não come, PÁPA,PITA
Angolano não é angolano, é MWANGOLÉ
Angolano não é refugiado, é TURÍSTA

postado por elizandra às 12:37
retirado de Diálogos Lusófonos

de Palíndromos e Tautologias

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VOCÊS SABEM O QUE É UM PALÍNDROMO?
 NÃO?!
 QUE ABSURDO!!!

Palíndromos

Um palíndromo, como vc deve saber, é uma palavra ou um número que se lê da  mesma maneira nos dois sentidos normalmente, da esquerda para a direita e ao  contrário.

Exemplos: OVO, OSSO, RADAR. O  mesmo se aplica às frases, embora a coincidência seja tanto mais difícil de conseguir quanto maior a frase; é o caso do  conhecido:

SOCORRAM-ME, SUBI NO ONIBUS EM MARROCOS.

Diante do interesse pelo assunto (confesse, você leu a frase de trás pra  frente), tomamos a liberdade de selecionar alguns dos melhores palíndromos da  língua de Camões…
Se você souber de algum, acrescente e passe adiante.


ANOTARAM A DATA DA MARATONA

ASSIM A AIA IA A MISSA

A DIVA EM ARGEL ALEGRA-ME A VIDA

A DROGA DA GORDA

A MALA NADA NA LAMA

A TORRE DA DERROTA

LUZA ROCELINA, A NAMORADA DO MANUEL, LEU NA MODA DA ROMANA: ANIL  É COR AZUL

O CÉU SUECO

O GALO AMA O LAGO

O LOBO AMA O BOLO

O ROMANO ACATA AMORES A DAMAS AMADAS E ROMA ATACA O NAMORO

RIR, O BREVE VERBO RIR

A CARA RAJADA DA JARARACA

SAIRAM O TIO E OITO MARIAS
ZÉ DE LIMA RUA LAURA MIL E DEZ
     
PROFUUUUUUNDO!  
ISSO É QUE É CULTURA!!!!
                                                                                                                           
E já agora

Você sabe o que é tautologia?

É o termo usado para definir um dos vícios de linguagem. Consiste na repetição de uma ideia, de maneira viciada, com palavras diferentes, mas com o mesmo sentido.
O exemplo clássico é o famoso ‘subir para cima’ ou o ‘descer para baixo’. Mas há outros, como você pode ver na lista a seguir:
– elo de ligação
– acabamento final
– certeza absoluta
– quantia exacta
– nos dias 8, 9 e 10, inclusive
– juntamente com
expressamente proibido
– em duas metades iguais
– sintomas indicativos
– há anos atrás
– vereador da cidade
outra alternativa
– detalhes minuciosos
– a razão é porque
– anexo junto à carta
– de sua livre escolha
– superávit positivo
todos foram unânimes
– conviver junto
– facto real
– encarar de frente
– multidão de pessoas
– amanhecer o dia
– criação nova
– retornar de novo
– empréstimo temporário
– surpresa inesperada
– escolha opcional
– planear antecipadamente
– abertura inaugural
continua a permanecer
– a última versão definitiva
possivelmente poderá ocorrer
– comparecer em pessoa
– gritar bem alto
– propriedade característica
demasiadamente excessivo
– a seu critério pessoal
– exceder em muito .

Note que todas essas repetições são dispensáveis.
Por exemplo, ‘surpresa inesperada’. Existe alguma surpresa esperada?  É óbvio que não.
Devemos evitar o uso das repetições desnecessárias. Fique atento às expressões que utiliza no seu dia-a-dia.

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