o escritor e advogado Ramada Curto “FILHOS DA PUTA” – A TORTO E A DIREITO

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Fonte: “FILHOS DA PUTA” – A TORTO E A DIREITO

Esta pérola veio parar à minha caixa de correio electrónico, através de um amigo, e decidi partilhá-la com quem passar por aqui.

“Uma das histórias judiciais que ficaram célebres, na primeira metade do século XX, teve a ver com a defesa de um arguido acusado de chamar “filho da puta” ao ofendido, expressão que, na altura, era considerada altamente ofensiva.

Nas suas alegações, o escritor e advogado Ramada Curto começou por chamar a atenção do juiz para o facto de muitas vezes se utilizar esta expressão em termos elogiosos: «Grande filho da puta, és o melhor de todos!», ou carinhosos: «Dá cá um abraço, meu grande filho da puta!», tendo concluído da seguinte forma:
«E até aposto que, neste momento, V.Exa. está a pensar o seguinte: “Olhem lá do que este filho da puta não se havia de ter lembrado só para safar o seu cliente!”…»

Chegada a hora da sentença, o juiz vira-se para o réu e diz :
«O senhor está absolvido, mas bem pode agradecer ao filho da puta do seu advogado!»”

As grandes mentiras da História de Portugal – Por António Garrochinho: Portugal é um país de brandos costumes ?

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cronica 153 As grandes mentiras da História de Portugal

extraído do blogue desenvolturas&desacatos.:

egéria (poema ao dia de hoje)

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  1. Egéria (Coligação minha que te partiste)

EGÉRIA (Soneto de Camões adaptado ao dia de hoje)
Coligação pouco gentil, que te partiste
Tão cedo deste desgoverno descontente
Repousa lá no inferno eternamente
E viva eu cá na terra jamais triste
Se lá do assento abrasador, onde caíste
Memória desta tortura se consente
Não te esqueças do ódio ardente
Que devotaste ao povo que nunca viste
E se vires agora que pode merecer-te
Alguma coisa a dor que nos causaste
Da mágoa tão atrasada de perder-te
Roga a deus que teu governo encurtou
Que tão cedo não vá de volta a ver-te
Quão tarde de meus olhos vos levou
JCC 10/11/15