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Não tarda nada… ![]()
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The levers of stimulus and interest rates have served Australia well for decades, but they won’t work in response to the coronavirus.
Source: Why a cash-splash can’t save us from the virus crisis
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The novel coronavirus outbreak will cost the airline industry $63 billion to $113 billion in lost revenue from passengers this year, the International Air Transport Association said as it revised an estimate for a $30 billion loss made just two weeks ago.
Source: Airlines Brace for $113 Billion in Lost Revenue From Virus – Bloomberg
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A transportadora aérea açoriana SATA admitiu esta sexta-feira que a “contenção nas deslocações”, devido ao surto de Covid-19, terá “repercussões comerciais” na empresa, mas considerou que ainda é prematuro avançar com números.
Source: SATA admite “repercussões comerciais” com menos deslocações de turistas – Açoriano Oriental
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Questões sobre o Coronavírus (COVID-19)
Tomaz Ponce Dentinho e Cátia Azevedo Lourenço
O novo Coronavírus (COVID-19), detectado pela primeira vez na China, está a disseminar-se pelo mundo sendo antecipado pelas notícias que o anunciam. A Organização Mundial de Saúde (OMS) emite relatórios diários que incluem o número de pessoas infectadas por país e por província chinesa e o número de mortes associado à infecção.
A Figura 1 apresenta o número de dias de infecção reportados até ao dia 4 de Fevereiro de 2020 pela OMS. Parece evidente que a proximidade das relações económicas é mais relevante do que a proximidade geográfica, mas que haverá países que tardam em identificar e reportar os casos de infecção como se verificou com o Irão, e que provavelmente será demonstrado em países e regiões populosos como a Indonésia, a Ásia Central, África e a América Latina.
Figura 1: Dias de Infecção de Coronavírus Reportada pela Organização Mundial de Saúde
Perante este cenário, surgem questões urgentes ligadas ao desenvolvimento de vacinas e de métodos de diagnóstico e ao tratamento dos doentes, naturalmente do foro da medicina e das ciências médicas.
Há também questões de longo prazo ligadas aos surtos desta infecção que estão relacionados com a estrutura e o funcionamento dos aglomerados populacionais e que urge perceber e corrigir de modo a conter a disseminação e mitigar o impacto do novo Coronavírus.
Mas há ainda questões prementes associadas à monitorização e prevenção que dizem respeito a todos, havendo muito possivelmente indicações que não são efectivas na monitorização da doença e medidas de prevenção e que prejudicam mais do que ajudam, representando um risco que deverá ser devidamente considerado.
Os dados que apresentamos abaixo ajudam-nos a aprofundar um pouco as questões de monitorização e de prevenção.
– Será que todos os países e regiões estão a monitorizar a difusão do vírus de forma eficiente?
– Será que há países em que as medidas de prevenção são mais efectivas do que em outros?
– Será que há países onde o apoio é mais adequado do que em outros?
As Figuras 1, 2 e 3 ajudam-nos esclarecer um pouco mais estas questões.
A Figura 2 apresenta a evolução de infectados depois do primeiro caso reportado. É patente que a China tem muito mais casos do que o resto do mundo e que as restrições impostas têm possibilitado a contenção da epidemia a ponto de, mesmo dentro da China, se verificar que o número de novos infectados por dia é inferior ao número médio de infectados por dia.
No entanto, a evolução do número de casos depois da identificação do primeiro caso é bastante distinta para os outros países (Figura 2). A evolução da epidemia na Coreia do Sul, que reportou o primeiro caso casos doze dias depois da identificação do novo Coronavírus, na Itália e também em Espanha são bastante mais problemáticas do que nos restantes países.
Figura 2: Casos de Infectados por Coronavírus depois do primeiro caso reportado.
A Figura 3 apresenta o número de mortes por 100 pessoas infectadas. Os dados da China são robustos e apontam para uma taxa de mortalidade de 2% a 3% entre os indivíduos infectados.
Há sinais alarmantes em alguns países em desenvolvimento com 33% de mortes entre os infectados que indicam que os casos são reportados após a morte do paciente e contabilizando-se como infectados os familiares quando o seu parente adoece mais gravemente e morre. O alarme também vem de países desenvolvidos quando reportam 8% de causalidades provavelmente porque não há notificação dos c, mas tem um melhor sistema de saúde que os países em desenvolvimento.
O Irão não reportou inicialmente a epidemia e tem mortalidades de 20% entre os infectados, taxa que provavelmente diminuirá nos próximos dias.
Na Itália a percentagem de infectados falecidos subiu para 3%, mas há bons sinais do Japão com a redução de 2% para 1% de fatalidades nos últimos dias. E de notar, o caso de Singapura que ainda não registou qualquer fatalidade embora tenha um número considerável de infectados.
Figura 3: % de Mortes entre os infectados com Coronavírus por país
Em resumo, e tentando dar respostas às questões levantadas:
– Há muitos países onde a monitorização da difusão do vírus é feita de forma ineficiente e por vezes tardia, como acontecerá em alguns países em desenvolvimento, onde uma análise dos dados existentes demonstra que a identificação é feita após a morte do infectado. Noutros casos, como provavelmente estará a acontecer na Indonésia, o país do Sudeste Asiático com maior número de habitantes, o diagnóstico clínico e o reconhecimento da causa de morte não são associados à infecção pelo novo Coronavírus.
– Há países onde as medidas de diagnóstico e prevenção parecem ser mais efectivas do que em outros como acontecerá em Singapura, no Japão, nos Estados Unidos, no Reino Unido e na Austrália e que parece não acontecer de forma tão evidente na Coreia do Sul e na Itália..
– Há países com apoio médico claramente superior a outros como é o caso do Japão e de Singapura.
-A distribuição demográfica da população afectada poderá contribuir para diferenças na taxa de mortalidade nos diferentes países e regiões.
Em suma, as medidas de monitorização, prevenção e tratamento deverão ter por base um conhecimento fundamentado da situação presente, que só é possível pela aprendizagem com aqueles que evidenciam resultados positivos na forma como abordam esta epidemia.
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While the virus may discourage transglobal trade, it will also emphasise the reality of interdependence and the benefits of diverse markets.
Source: Far from making nations more insular, the coronavirus outbreak will transform globalisation
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Portugalidade luso-thai: que pena que a desconheçam, que pena que a ignorem
A minha família luso-tailandesa favorita. O pai, o saudoso comandante Ing Saravut Dias, foi director dos estaleiros da Armada Real tailandesa e chefe da comunidade católica luso-descendente. A família Wongngernyuang Dias, estabelecida na Tailândia desde o século XVII detém um curriculum impressionante. Cidadãos tailandeses, fiéis ao Rei e ao Estado, que servem ininterruptamente, nos dias de triunfo como nos dias amargos das grandes provações, são também, sem pingo de contradição, grandes portugueses.
Seguindo as pisadas de sucessivas gerações de servidores da Coroa, o filho Net – que fala um português de meter inveja a um “português de cá” – recebeu as asas de aviador. Já à filha mais nova coube receber os galões de tenente da Armada Real.
Miguel Castelo-Branco
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Partilha-se notícia do jornal Diário Insular de ontem com o título:
“Covid-19 pode obrigar a isolar localidades nos Açores”.
Trata-se da posição do Sr. Diretor Regional de Saúde, Tiago Lopes”.
O diretor regional da Saúde disse já ter tido uma reunião com o professor da Universidade dos Açores, Félix Rodrigues sobre os cenários estudados, mas não quis revelar os números do pior cenário previsto para o arquipélago.
“À partida não seria tão negro como seria previsível, mas estamos a trabalhar neste aspeto com peritos da área para que entretanto possamos adequar as medidas a diferentes cenários”, referiu.
Num cenário mais drástico, poderá ser necessário isolar localidades e encerrar serviços nos Açores, devido ao surto de Covid-19. A hipótese foi admitida pelo diretor regional da Saúde, Tiago Lopes, no programa Grande Entrevista da Antena 1/Açores, conduzido pelo jornalista Armando Mendes.
“Está em cima da mesa a possibilidade de procedermos a algum tipo de isolamento local, com encerramento de serviços”, afirmou.
O diretor regional da Saúde disse já ter tido uma reunião com o professor da Universidade dos Açores Félix Rodrigues sobre os cenários estudados, mas não quis revelar os números do pior cenário previsto para o arquipélago.
“À partida não seria tão negro como seria previsível, mas estamos a trabalhar neste aspeto com peritos da área para que entretanto possamos adequar as medidas a diferentes cenários”, referiu.
Ainda assim, admitiu que teria sido grave se o primeiro caso suspeito, de um jovem da ilha Terceira, tivesse tido um resultado da análise positivo, tendo em conta que seria detetado perto do Carnaval.
“Imaginemos que este caso dava positivo. Teríamos uma pessoa que à partida teria contacto em várias freguesias com várias pessoas e, portanto, não sabendo a dimensão em concreto e na totalidade de todas as pessoas que teriam contactado com ele, teríamos de proceder de imediato a uma media de larga escala para tentarmos fazer uma contenção mais eficaz”, avançou.
Militares italianos
sem critérios clínicos
Planos dentro de dias
Até ao momento, os Açores registaram dois casos suspeitos, mas nenhum teve resultado positivo.
O Governo Regional deu, entretanto, indicações aos portos e aeroportos para que criem planos de contingência, bem como às escolas.
Segundo Tiago Lopes, esses planos deverão estar concluídos “nos próximos dias”.
“Temos feito esta insistência e as entidades já estavam à espera dessas recomendações”, salientou.
No caso dos portos, a demora é maior porque ainda se está a aguardar pelo resultado do trabalho que foi feito no Japão com o navio de cruzeiros que ficou em quarentena.
“As orientações emitidas recentemente para os portos foi muito a aguardar informação que provinha do Japão”, disse, acrescentando que, atualmente, numa primeira instância as indicações, em caso de identificação de Covid-19, são para haver “quarentena” dentro do navio.
As recomendações feitas aos portos e aeroportos para a elaboração dos planos de contingência não divergem muito das enviadas às unidades de saúde, segundo Tiago Lopes.
O primeiro passo é identificar os responsáveis para que “exista alguma cadeia de comunicação em cada entidade”. Perante a identificação de uma suspeita de infeção a primeira coisa a fazer é “contactar a linha de Saúde Açores para validar”.
Também as escolas “logo cedo manifestaram intenção de rapidamente elaborarem os seus planos de contingência”. Neste caso, deverá haver uma adaptação dos planos elaborados aquando da gripe A, em 2009.
Militares italianos
Questionado sobre a presença recente de militares italianos na Base das Lajes, que terão circulado sem restrições na ilha Terceira, o diretor regional da Saúde disse que não existiram motivos para que tivesse havido um “especial cuidado”.
“Só se considera um caso suspeito por infeção pelo novo coronavírus a pessoas que reúna critérios clínicos e epidemiológicos. Os militares só reuniam critérios epidemiológicos”, justificou, alegando que “não apresentavam tosse, nem febre, nem dificuldade respiratória”.
“Não temos indicação nenhuma, dentro daquilo que é o conhecimento que temos hoje em dia do novo coronavírus, no sentido de os colocar em isolamento ou ter medidas de exceção de tratamento com eles ou com os resíduos”, acrescentou.
Hospital mais bem preparado
Segundo Tiago Lopes, os casos suspeitos na Região serão enviados numa primeira fase para o Hospital de Santo Espírito da Ilha Terceira, porque é a unidade de saúde mais bem preparada atualmente para tratar problemas de saúde pública.
“O Hospital de Santo Espírito da Ilha Terceira de tem, neste momento, uma infraestrutura, recursos materiais e recursos humanos que o colocam como a unidade hospitalar para este caso em particular mais bem dotada para dar resposta”, frisou, acrescentando que o serviço de doenças infetocontagiosas tem seis quartos de isolamento com pressão negativa, com acesso pelo exterior, quer por escadas, quer por elevador.
“Conseguimos conciliar as duas situações. Temos uma unidade hospitalar e uma unidade laboratorial extremamente próximas e que já estão habituadas a trabalhar em conjunto e conseguimos fazer tudo no mesmo local”, acrescentou.
Na fase de contenção, a avaliação dos casos será feita toda na ilha Terceira, mas se a epidemia evoluir deverão ser acionados quartos de isolamento nas restantes ilhas, até porque a pressão negativa “não é essencial”.
“O isolamento com pressão negativa é o ideal para esta fase de contenção da propagação do vírus. Dentro dos poucos casos que vão surgindo vamos tentar contê-los da melhor forma possível, para que ele não se propague. A partir do momento em que comece a haver um número associado de casos, é de igual forma como foi feito no continente”, revelou, lembrando que inicialmente só existiam dois hospitais de referência no país, no Porto e em Lisboa.
No início chegou a estar prevista a hipótese de os doentes infetados dos Açores serem enviados para os hospitais do continente.
“À medida que foram aparecendo vários casos suspeitos, eles próprios foram ocupando as vagas existentes nas unidades de referência. Criou-se a partir de determinada altura a preparação da segunda linha, em que surgem as unidades das regiões autónomas”, disse o diretor regional.
Por enquanto, as análises são feitas na ilha Terceira, sendo as amostras enviadas para contra-análise no Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge, em Lisboa, mas perante uma evolução da epidemia o laboratório da Terceira poderá ganhar autonomia e o de São Miguel poderá começar a efetuar também análises.
“As primeiras cinco negativas e as primeiras cinco positivas serão validadas no Ricardo Jorge”, explicou Tiago Lopes.
Segundo o diretor regional, todas as unidades de saúde dos Açores criaram planos de contingência, com base nos utilizados em 2009 para a gripe A. Paralelamente, foi dada formação aos profissionais da linha Saúde Açores.
TIAGO LOPES DIZ QUE HÁ UM MEDIATISMO SOBREELEVADO
Um vírus pouco conhecido
A preocupação com o Covid-19 reside sobretudo no desconhecimento que ainda existe sobre o novo coronavírus que está na sua origem, apontou o diretor regional da Saúde, Tiago Lopes.
“A preocupação é efetiva e tem de existir, mas com os dados que nós temos não será daqueles surtos epidémicos mais impactantes e com alterações em termos da taxa de mortalidade e de sobrevivência da infeção por este vírus, comparativamente com outros aos quais nos adaptámos e sobrevivemos. Muito do que está em causa é o desconhecimento do seu comportamento, da sua origem e das consequências a longo prazo. Além disso, tem um período de contágio de dois a 14 dias, mas podem não existir sinais ou sintomas”, salientou.
Segundo o diretor regional da Saúde, “o coronavírus é um tipo de vírus já conhecido por provocar doenças nos seres humanos, que se confundem muito facilmente com os sinais e sintomas de gripe, e nos casos mais graves, de pneumonia”, mas este novo é ainda pouco conhecido tanto na sua origem como nas vias de transmissão.
“Terá tido origem em finais de dezembro. Não se sabe muito bem qual terá sido a origem”, apontou.
O novo coronavírus está ainda em fase de estudo, por isso é necessário tomar medidas excecionais de contenção, mas, por outro lado, “tem tido um eco à escala mundial bastante significativo e tem causado um mediatismo sobreelevado”.
“Os cenários de impacto mais significativos têm vindo a decrescer significativamente”, ressalvou.
