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EUA quebram novamente o recorde diário de mortes do Covid-19 com mais de 1.700 mortes em 24 horas, à medida que os surtos se aceleram além de Nova York.

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Covid-19: IATA estima que 25 milhões de empregos estejam em risco na aviação
Redação, 07 abr 2020 (Lusa) – A Associação Internacional de Transportes Aéreos (IATA, em inglês) estima que a pandemia de covid-19 possa colocar 25 milhões de empregos em risco, sobretudo na Ásia e na Europa, segundo um comunicado hoje divulgado.
Segundo a IATA, a queda a pique da procura por viagens aéreas poderá afetar a vida de cerca de 65,5 milhões de pessoas, que dependem da indústria da aviação, incluindo 2,7 milhões de empregos nas companhias aéreas.
“Num cenário de restrições apertadas às viagens que tenha a duração de três meses, a investigação levada a cabo pela IATA calcula que 25 milhões de empregos na aviação e setores relacionados estejam em perigo em todo o mundo”, indicou a organização.
A IATA estima que a região mais afetada seja a Ásia/Pacífico, com 11,2 milhões de empregos em risco, seguida da Europa, com 5,6 milhões de empregos, da América Latina (2,9 milhões), América do Norte (dois milhões), África (dois milhões) e Médio Oriente (900 mil empregos).
No mesmo cenário de três meses de paragem, a IATA estima que as receitas anuais das companhias aéreas registem um decréscimo de 252 mil milhões de dólares (233 mil milhões de euros), uma quebra de 44%, face aos valores de 2019.
No segundo trimestre, de acordo com a associação, a procura caiu 70%, originando perdas de 61 mil milhões de dólares (56 mil milhões de euros).
A IATA apela aos governos por “ajuda financeira imediata”, incluindo “apoio financeiro direto”, “empréstimos, garantias e apoio” no lançamento de instrumentos como obrigações e um “alívio fiscal”.
“Não há palavras para descrever adequadamente o impacto devastador da covid-19 na indústria da aviação”, disse o diretor-geral e presidente executivo da IATA, Alexandre de Juniac, citado no comunicado.
“As companhias aéreas têm que ser negócios viáveis, para que possam liderar a recuperação, quando a pandemia for contida”, sublinhou.
O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 1,3 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 75 mil.
Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 345 mortes, mais 34 do que na véspera (+10,9%), e 12.442 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 712 em relação a segunda-feira (+6%).
ALYN // CSJ
Lusa/Fim

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Covid-19: PM timorense retira pedido de demissão apresentado em 24 de fevereiro (ATUALIZADA)
Díli, 08 abr 2020 (Lusa) – O primeiro-ministro timorense, Taur Matan Ruak, retirou hoje o seu pedido de demissão do cargo, que apresentou ao chefe de Estado no passado dia 24 de fevereiro, anunciou o próprio aos jornalistas.
Taur Matan Ruak, que falava depois da sua reunião semanal com o Presidente da República, explicou que tomou a decisão de recuar no pedido de demissão tendo em conta a situação de emergência que se vive no país por causa da pandemia da covid-19.
“Decidi retirar a apresentação do pedido de demissão ao senhor Presidente porque neste momento a nação precisa de todos. Eu estou como primeiro-ministro e tenho de dar o máximo contributo à nação. Por isso retirei a minha demissão”, referiu Taur Matan Ruak.
“O senhor Presidente reiterou o seu apoio máximo ao primeiro-ministro e ao Governo para que possamos fazer o máximo esforço para combater os efeitos, para que não afete os nossos cidadãos”, disse.
Taur Matan Ruak explicou que no encontro com o chefe de Estado discutiu ainda os atuais preparativos em curso para “mitigar e minimizar os efeitos da covid-19 no país”.
O chefe de Estado ainda não tinha até ao momento anunciado qualquer decisão sobre a apresentação do pedido de demissão de Taur Matan Ruak.
Também não se pronunciou sobre uma nova aliança de maioria parlamentar, que reúne seis partidos com assento parlamentar e representa 34 dos 65 deputados e que indigitou Xanana Gusmão, presidente do Congresso Nacional de Reconstrução Timorense (CNRT) como primeiro-ministro.
Timor-Leste tem atualmente um caso confirmado de covid-19 e está em estado de emergência.
O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou cerca de 1,4 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 80 mil.
Dos casos de infeção, cerca de 260 mil são considerados curados.
Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.
ASP // VM
Lusa/Fim

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https://www.radiofaial.net/governo-dos-acores-vai-disponi…/O Governo dos Açores vai disponibilizar 1.900 computadores a alunos do ensino básico e secundário, a partir desta semana, para promover o ensino à distância, anunciou hoje o titular da pasta da Educação.
Avelino Meneses referiu que esta necessidade vai ser suprida através do recurso a cerca de 2.000 computadores que a Secretaria Regional da Educação e Cultura adquiriu no início do ano letivo para o ensino de programação, no primeiro e segundo ciclos do ensino básico.
O titular da pasta da Educação falava na delegação de São Miguel do parlamento dos Açores, onde foi hoje ouvido na sequência de um requerimento do único deputado do PPM/Açores, Paulo Estevão.
O deputado pretendia saber “todas as informações referentes à adaptação do sistema educativo regional à situação criada” pelo combate à pandemia da covid-19, as “respostas preparadas para enfrentar um período de quarentena longo”, assim como as “medidas tomadas a nível do apoio às entidades desportivas e aos agentes culturais”.
Referindo-se aos alunos sem computador, Avelino Meneses mostrou-se disponível para “tentar suprir estas necessidades”, se “necessário for”, também através do recurso a computadores da Secretaria Regional da Solidariedade Social, que “tem várias valências, neste momento encerradas, e que possuem material informático”.
Referindo-se à telescola, o governante anunciou que chegou a acordo com a RTP/Açores para a emissão de conteúdos para os alunos do primeiro ciclo e matemática, uma vez que os restantes conteúdos serão abrangidos pela iniciativa nacional que vai para o ar no canal Memória da RTP.
A expectativa, segundo apurou Avelino Meneses junto do Ministério da Educação, é que os alunos do ensino básico, que serão separados por blocos, beneficiem da telescola a partir de 14 de abril, ficando a mancha horária a critério das escolas.
O Governo dos Açores deu, entretanto, uma orientação às escolas para que desenvolvam os seus planos de ensino à distância, que serão validados pela Direção Regional de Educação, e criou uma plataforma com instruções ‘online’ para alunos, pais e professores.
Lusa/Rádio Faial | Foto: Direitos Reservados

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Que possamos saber quais são
Nestes tempos terríveis que vivemos, há nestas ilhas quem se entretenha a cometer crimes.
Crimes de desobediência, de falsificação e, pelos vistos, até crimes de propagação de doença.
Não devia ser preciso o Direito, para evitar tais comportamentos desviantes. Deveria bastar a consciência individual e o respeito pelos outros.
Quando as autoridades de saúde e governamentais tornam público que há criaturas tão desejosas de passar férias que chegam a alterar o próprio nome ou a entregar pedidos em delegações diferentes das suas a fim de obterem autorização para viajarem, a minha falta de fé no ser humano cresce sem controlo.
Não temem estas almas pela sua saúde e das suas famílias? Não querem saber dos outros, cidadãos responsáveis que se trancaram em casa para conter, na medida do possível, a propagação deste vírus maldito?
Quem viola uma quarentena imposta comete um crime de desobediência. Quem, sabendo-se infectado, anda por aí como se nada fosse, comete um crime de propagação de doença. Quem altera a sua identidade ou o local de residência comete crimes de falsificação.
Estes, que se fazem passar por outros, estão a tentar desobedecer. Num crime de desobediência, no entanto, a tentativa não é punível. Quando há desobediência a uma ordem dada por quem tem legitimidade para a dar, o crime está consumado.
Por outras palavras: em circunstâncias normais, ninguém tenta desobedecer. Ou desobedece ou não desobedece.
Só que estas não são circunstâncias normais.
Nos dias em que vivemos, há uma ordem para apenas viajar em caso de força maior. Quem tenta viajar para ir passar férias está a tentar desobedecer àquela ordem.
Não sendo a tentativa punível, se não houver uma alteração legislativa, imposta pelo estado de emergência, os trapaceiros desrespeitadores ficarão impunes, perante a Justiça.
Só que o Direito não é a única ordem normativa existente numa sociedade. Há mais três.
A ordem de simples trato social, que obriga por exemplo a que cumprimentemos os nossos vizinhos, ou que demos a parte de dentro do passeio ao mais velho. Quem viola estas normas não vai a Tribunal. Mas é olhado de soslaio pelos seus semelhantes e vai sendo progressivamente “posto de lado”.
A ordem de moral, que impõe a distinção entre o bem e o mal. Quem cospe na rua não vai para a cadeia, pelo menos por enquanto. Mas é olhado com nojo por quem vê.
A ordem religiosa. Quem viola os mandamentos sujeita-se ao cumprimento de penitências.
O que a ordem jurídica tem de mais intimidador é a natureza da sanção. Pode impor multas, pagamento de indemnizações, ou, nos casos mais graves, a privação da liberdade.
Os violadores do seu dever de obediência, os falsificadores de documentos ou os propagadores de doença podem ir parar à cadeia. Poderão ainda vir a ser processados civilmente e eventualmente serem condenados a pagar indemnizações a terceiros aos quais prejudiquem.
Mas aos que apenas tentam violar o dever de obediência nada lhes acontece.
Por isso proponho que a Autoridade de Saúde passe a divulgar publicamente os seus nomes. Se esses seres marginais podem alterar o nome para potencialmente contrair uma doença e eventualmente infectar os demais, então que saibamos o seu nome verdadeiro.
Para que os possamos olhar com desprezo. Quem se está a marimbar para a saúde colectiva, merece, pelo menos, que a gente se marimbe para eles quando este drama passar.
António Bulcão
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Nos países e territórios do mundo que têm mais de um caso de COVID-19 por cada 100.000 habitantes identifica-se uma relação de perfeita linearidade, num modelo log-log (elasticidade), entre o número de casos e o número de mortos.
Alguns países têm um desempenho pior, acima do esperado enquanto outros, melhor, abaixo. Contudo, tudo isto se passa, dentro de limites estreitos, como o gráfico mostra.
O modelo de regressão (incluído nos comentários), calculado com os dados disponíveis a 7-4-2020, quase que se pode dizer determinístico dada a forte correlação log-log que evidencia. Explica 90% da variância observada e é estatisticamente significativo.
Como se deve interpretar e o que é que isto afinal sugere?
Significa, por exemplo, que cada aumento de 1% no número de casos de doença se associa a um aumento percentual esperado (multiplicativo) no número de mortes igual a e^(1,012795*log(1,01)), ou seja, de acordo com este simples modelo, a um aumento também de 1%.
Possivelmente outros terão já identificado esta possivel relação. Não obstante, achámos útil partilhar esta imagem dado ser tão sugestiva e, pelo menos para nós, impressionante, desde logo pela enorme força e constância transnacional que revela (sem paralelo em muitos anos a analisar dados de epidemiologia médica e medicina clínica) bem como pelo modo como indicia a quase ordem que rege um fenómeno natural tão aparentemente caótico e disruptor como o desta pandemia.
Carlos Ramalheira & Carlos Pinhão Ramalheira

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E os pais vão permitir que os filhos regressem às escolas?
O primeiro-ministro recebe hoje, em São Bento, os partidos com assento parlamentar sobre a possível reabertura dos estabelecimentos de ensino, que encerraram em 16 de março, por causa da pandemia de covid-19.
Após esta série de audiências com os partidos, e também na sequência da reunião técnica com epidemiologistas realizada no Infarmed, em Lisboa, o Governo reúne-se na quinta-feira em Conselho de Ministros para tomar uma decisão sobre a possível reabertura dos estabelecimentos de ensino.
Em entrevista recente, o primeiro-ministro apontou que 04 de maio “é a data limite” para o recomeço das aulas presenciais, na perspetiva de que o terceiro período letivo ainda possa decorrer “com a normalidade possível”.
Mas alguém com os pés bem assentes na Terra entende que a pandemia até 04 de Maio estará resolvida em Portugal? Vários especialistas têm dito tudo e o seu contrário, pelo que entre as suas especialidades está também a de criar confusão. Há muita gente que já não acredita em tudo o que eles dizem. O primeiro-ministro também deveria ter isso em atenção. Além disso, parece-me que António Costa não está a ver o “filme” todo: se decidir reabrir as escolas a 04 de Maio, de certeza que muitos pais não vão permitir que os filhos regressem às escolas, porque, como se compreende, não os querem sujeitar a riscos. E têm toda a razão!