para os incrédulos estas teorias da conspiração foram provadas

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Em muitas rodas de conversa e, principalmente, fóruns da internet, as teorias da conspiração são alguns dos assuntos mais comentados pelas pessoas, que desfiam suas opiniões sobre os mais diversos mistérios e acontecimentos.

Muitas delas são falsas e comprovadas como tal. No entanto, existiram algumas que acabaram por, no fim, serem de verdade e não apenas imaginação ou mesmo mentira que partiu de uma pessoa ou grupo. Confira abaixo algumas delas:

1 – O incidente do Golfo de Tonkin

A teoria da conspiração: o incidente do Golfo de Tonkin, o motivo que levou ao envolvimento dos Estados Unidos na Guerra do Vietnã, nunca realmente ocorreu.

É isso mesmo. O incidente envolveu o destroier (um tipo de navio de defesa e espionagem) norte-americano USS Maddox, que teria sido supostamente atacado por três torpedeiros da marinha norte-vietnamita, respondendo ao fogo com a ajuda de aviões da força tarefa a que ele pertencia.

Prontamente, o Presidente dos Estados Unidos, Lyndon B. Johnson, elaborou a Resolução do Golfo de Tonkin, que se tornou a justificação legal (e o pretexto perfeito) de seu governo para entrar definitivamente na guerra do Vietnã. O problema é que o evento nunca de fato aconteceu.

O governo vietnamita assegurou que não houve ataque. Tanto que, em 2005, documentos secretos da Agência de Segurança Nacional (NSA) norte-americana foram revelados, divulgando o fato de que a presença dos torpedeiros norte-vietnamitas nos ataques nunca foi realmente confirmada.

Mas, então, o USS Maddox atirou em que? Curiosamente, em 1965, o presidente Johnson comentou: “pelo que eu saiba, a nossa Marinha estava atirando em baleias por lá”.

Vale destacar que o próprio historiador da NSA, Robert J. Hanyok, escreveu um relatório afirmando que a agência tinha deliberadamente distorcido os relatórios de inteligência em 1964. Ele também declarou: “Os paralelos entre a inteligência defeituosa no golfo de Tonkin e a inteligência manipulada usada para justificar a Guerra do Iraque tornam ainda mais interessante a reexaminar os acontecimentos de Agosto de 1964″.

2 – O experimento da sífilis Tuskegee

A teoria da conspiração: entre 1932 e 1972, o Serviço de Saúde Pública dos Estados Unidos realizou um estudo clínico em homens afro-americanos rurais que tinham contraído sífilis. O serviço nunca informou esses homens que tinham uma doença sexualmente transmissível, nem mesmo ofereceram o tratamento, mesmo depois de a penicilina tornar-se disponível como uma cura na década de 1940.

Infelizmente, é verdade. Ao invés de receber tratamento, os sujeitos desses estudos foram informados de que tinham “sangue ruim”. Quando a Segunda Guerra Mundial começou, 250 dos homens registrados para o projeto (e apenas esses) foram informados pela primeira vez que eles tinham sífilis. Mesmo assim, o serviço negou-lhes o tratamento.

No início da década de 1970, 128 dos originais 399 homens já tinham morrido em decorrência das complicações relacionadas com a doença, enquanto 40 de suas esposas também tinham a condição e 19 de seus filhos nasceram com sífilis congênita.

Um experimento semelhante, realizado em prisioneiros, soldados e pacientes de um hospital psiquiátrico na Guatemala, infectou os indivíduos e os tratou com antibióticos.

3 – Projeto MK Ultra

A teoria da conspiração: a CIA (A Agência Central de Inteligência) executou experimentos secretos de controle mental sobre cidadãos norte-americanos da década de 1950 até 1973.

Sim, isso aconteceu, sendo que foi tão verdade que, em 1995, o presidente Clinton realmente emitiu um pedido formal de desculpas em nome do governo dos Estados Unidos.

Essencialmente, a CIA usou drogas, eletrônicos, hipnose, privação sensorial, abuso verbal e sexual, e tortura para conduzir experimentos de engenharia comportamental experimentais. O programa dividiu centenas desses projetos em mais de 80 diferentes instituições, incluindo universidades, hospitais, prisões e empresas farmacêuticas.

A maior parte foi descoberta em 1977, quando a Lei de Liberdade de Informação expôs 20 mil documentos previamente classificados e desencadeou uma série de audiências no Senado. Como o diretor da CIA, Richard Helms, destruiu a maioria dos arquivos mais contundentes do MK Ultra em 1973, grande parte do que realmente ocorreu durante esses experimentos ainda é desconhecida e, obviamente, nem uma única pessoa foi levada à justiça.

A título de curiosidade, há uma crescente evidência de que Theodore Kaczynski, conhecido como Unabomber, foi um indivíduo que participou do projeto MK Ultra enquanto estava na Universidade de Harvard na década de 1950 e 1960.

Além disso, qualquer referência do MK Ultra com a “Ultraviolência” citada no filme Laranja Mecânica, dirigido Stanley Kubrick (da adaptação do livro de Anthony Burgess), além dos esquemas de tortura de Alex, talvez não seja mera coincidência.

Anthony Burgess trabalhou para a inteligência britânica e, de acordo com um biógrafo, ele testemunhou os experimentos do MK Ultra, enchendo o seu livro com algumas pinceladas sobre o projeto.

4 – Operação Northwoods

A teoria da conspiração: a Joint Chiefs of Staff dos militares dos Estados Unidos elaborou e aprovou planos para a criação de atos de terrorismo em solo norte-americano, a fim de influenciar a opinião pública nacional em apoiar uma guerra contra Cuba.

É verdade e os documentos que comprovam a teoria existem. Felizmente, o presidente Kennedy rejeitou o plano maligno, que incluía: americanos inocentes sendo mortos a tiros nas ruas, barcos com refugiados de Cuba sendo afundados em alto mar, uma onda de terrorismo violento que seria lançado em Washington, Miami, e em outros lugares, pessoas sendo acusadas de atentados que não cometeram e aviões sendo sequestrados.

Além disso, a Joint Chiefs of Staff, liderada pelo presidente Lyman Lemnitzer, planejava fabricar provas que implicaria Fidel Castro e refugiados cubanos em estarem por trás dos ataques.

Talvez uma das “metas” mais assustadoras foi a que Lemnitzer planejou um incidente “minuciosamente encenado” em que um avião cubano iria atacar e abater um avião cheio de estudantes universitários norte-americanos.

5 – Tráfico de drogas da CIA em Los Angeles

A teoria da conspiração: durante os anos 1980, a CIA facilitou a venda de cocaína para gangues de rua de Los Angeles e canalizou milhões em lucros do tráfico a um exército de guerrilha da América Latina.

É complicado e complexo, mas é verdade. O livro de Gary Webb Dark Alliance: The CIA, the Contras, and the Crack Cocaine Explosion descreve como os “Contras” — grupos de oposição ao governo da Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN) na Nicarágua, que surgiram a partir de 1979 —, apoiados pela CIA contrabandearam cocaína para os Estados Unidos e, em seguida, distribuíram crack para gangues de Los Angeles, embolsando os lucros.

A CIA ajudou diretamente os traficantes de drogas a arrecadar dinheiro para os Contras em troca de informações. Segundo o que Gary Weeb escreveu em um artigo de 1996, “essa rede de drogas abriu também espaço para os cartéis da Colômbia e os bairros negros de Los Angeles”.

Vale destacar que, em 10 de dezembro de 2004, Webb se suicidou em circunstâncias suspeitas, pois foram usadas duas balas para atirar na própria cabeça. Tenso!

6 – Operação Mockingbird

A teoria da conspiração: no final de 1940, quando a Guerra Fria estava começando a se desenvolver, a CIA lançou um projeto secreto chamado Operação Mockingbird. Seu objetivo era comprar influência e controle entre os principais meios de comunicação.

De fato, eles também planejavam colocar jornalistas e repórteres diretamente na folha de pagamento da CIA, o que alguns afirmam estar em curso até hoje. Os arquitetos deste plano foram Frank Wisner, Allen Dulles, Richard Helms e Philip Graham (editor do The Washington Post), que planejavam se alistar organizações de notícias americanas para se tornar basicamente espiões e propagandistas.

Sua lista de agentes acabou por incluir jornalistas nas grandes redes ABC, NBC, CBS, Time, Newsweek, Associated Press, United Press International (UPI), Reuters, Hearst Newspapers, Scripps-Howard, Copley News Service, entre outras. Na década de 1950, a CIA havia se infiltrado nas empresas de mídia e universidades, com dezenas de milhares de agentes de plantão.

7 – COINTELPRO

A teoria da conspiração: um programa do FBI foi realizado para desestabilizar grupos de protestos, de esquerda, ativistas e dissidentes políticos dentro dos Estados Unidos.

Verdade. A COINTELPRO foi uma série de projetos clandestinos, ilegais do FBI, que se infiltraram em organizações políticas nacionais para desacreditá-las e difamá-las. Isto incluiu os críticos da guerra do Vietnã, líderes dos direitos civis como o Dr. Martin Luther King e grande variedade de ativistas e jornalistas.

Os atos cometidos contra eles incluíram guerra psicológica, calúnia usando documentos falsos e falsos relatos na mídia, assédio, prisão ilegal e, segundo alguns, a intimidação e, possivelmente, violência e assassinato. Táticas semelhantes e, possivelmente, mais sofisticadas são usadas ainda hoje, incluindo o monitoramento da NSA.

8 – Operação Branca de Neve

A teoria da conspiração: durante os anos 1970, a Igreja da Cientologia roubou os arquivos confidenciais do governo sobre eles e sobre o seu fundador (L. Ron Hubbard ) para limpar registros desfavoráveis em dezenas de agências governamentais. Essa ação criminosa foi chamada de Operação Branca de Neve.

De fato, aconteceu. Este projeto incluiu uma série de infiltrações e furtos de 136 agências governamentais, embaixadas e consulados estrangeiros, bem como as organizações privadas da Cientologia, que foram realizadas em mais de 30 países.

Foi a maior infiltração no governo dos Estados Unidos na História, envolvendo até cinco mil agentes secretos, que eram membros da igreja, funcionários públicos corruptos ou chantageados e investigadores particulares.

Onze executivos da Igreja altamente colocados, incluindo Mary Sue Hubbard (esposa do fundador), declararam-se culpados ou foram condenados em um tribunal federal por obstrução da justiça, roubo de escritórios, de documentos e de propriedades do governo.

9 – Espionagem do governo dos EUA em seus próprios cidadãos

A teoria da conspiração: o governo americano espiona toda a sua população.

Esse tipo de informação costumava ser ridicularizado como uma fantasia derivada de imaginação fértil e uma desconfiança juvenil do governo. Porém, mesmo depois de ter sido revelado que a NSA (Agência de Segurança Nacional) tem feito escutas ilegais em grande parte dos norte-americanos, coletando ainda dados de celular por mais de uma década, as pessoas tentam se enganar que isso não acontece.

Sim, eles analisam tudo isso (além de dados transmitidos pela internet), mas é sob a “égide da segurança nacional”. Usando os acontecimentos de 11 de setembro de 2001 como desculpas, eles afirmam que certas liberdades devem ser sacrificadas em prol da segurança. Certo?

Não só não existe nenhuma evidência de que a NSA tem protegido a população contra o terrorismo, como há cada vez mais evidências de que ela a torna mais vulnerável.

Graças às revelações sobre a NSA e seu projeto Prism (de vigilância global, que foi revelado pelos documentos de Edward Snowden), sabemos que o âmbito da espionagem da NSA vai além do que muitos teóricos da conspiração originalmente acreditavam.

No início de junho de 2014, o The Washington Post relatou que quase 90% dos dados que estão sendo coletados pelos programas de vigilância da NSA são de usuários de Internet sem conexão com atividades terroristas. De acordo com a American Civil Liberties Union, esta é uma clara violação da Constituição. Nessa coisa toda, até o Brasil entrou na dança, tendo milhares de usuários espionados, incluindo a presidente Dilma.

Fonte: https://www.megacurioso.com.br/teorias-da-conspiracao/45114-9-teorias-de-conspiracao-mas-que-de-fato-eram-de-verdade.htm

parabéns à nossa associada ISABEL REI

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Isabel Rei Samartim is feeling happy.
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Recém saído do forno, aqui está ao fim o trabalho de sete anos (oficiais), mas muitos mais de pesquisas. A administração da USC não soube respeitar o meu nome artístico e académico, ainda que tenho cópia do meu DNI para quem quiser conferir que essa “Isabel Rey Sanmartín” é a mesma que tod@s conhecemos. Espero que não demore muito em ser aprovada e nos próximos meses tenha o prazer de a divulgar em aberto através do repositório da USC.

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  • Vicente da Veiga Muitos parabéns cara! (porém sim respeitou a tua escolha gráfica 😄) Três tomos, trabalheira enciclopédica! 😄

O SURTO COVID NOS EUA EM MARÇO 2019

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  • Rui Rocha É salutar que as teorias da conspiração não partam apenas de um lado. De resto, teremos mesmo muitas surpresas quando se souber donde proveio o primeiro paciente zero da COVID-19. Vale a pena recordar que surgiu nos EUA em março/ abril de 2019 uma pneumonia atípica em que morreram 57 mil pessoas e que depois foi propagada dos EUA a outros países. E são agências americanas que referem estes dados, não as fontes conspirativas anti-americanas.

    https://www.cidrap.umn.edu/…/us-flu-still-elevated….

    US flu still elevated but dropping; deaths as high as 57,000
    CIDRAP.UMN.EDU
    US flu still elevated but dropping; deaths as high as 57,000

TIMOR EDUCAÇÃO NOVO MINISTRO QUER INCREMENTAR COOPERAÇÃO

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Novo ministro da Educação timorense quer reforçar cooperação com Portugal

Díli, 25 jun 2020 (Lusa) – O novo ministro da Educação timorense, Armindo Maia, quer reforçar a cooperação neste setor com Portugal, em particular no fortalecimento da língua portuguesa e nas escolas do país que têm atualmente professores portugueses, conhecidas como CAFE.
“Obviamente temos que reforçar a cooperação com Portugal, especialmente no que diz respeito à língua portuguesa, mas também nas escolas CAFE”, disse à Lusa Armindo Maia, referindo-se aos Centros de Aprendizagem e Formação Escolar (CAFE), um projeto luso-timorense que integra 140 docentes portugueses.
“Queremos reforçar o projeto CAFE e, se for possível, até expandir”, considerou.
O setor da educação, e em particular da língua portuguesa, domina desde a restauração da independência de Timor-Leste, em 2002, a cooperação bilateral portuguesa com o país.
Vários projetos estão em curso, entre os quais se destaca o projeto dos CAFE, uma iniciativa de requalificação do ensino timorense em língua portuguesa, cofinanciado por Portugal e Timor-Leste, com divisão das despesas inerentes à colocação dos 140 docentes portugueses atualmente envolvidos.
Inicialmente conhecidos como Escolas de Referência, os CAFE foram abertos progressivamente nos 12 municípios e na Região Administrativa Especial de Oecusse-Ambeno (RAEOA), sendo inicialmente regidos por um protocolo assinado pelos dois Governos em 2011.
A partir de 2015, um novo acordo levou a outras alterações, incluindo a transformação das Escolas de Referência nos atuais CAFE, que contam este ano com cerca de 8.800 alunos.
A opção de expandir os CAFE eventualmente a nível submunicipal tem sido uma ideia discutida pontualmente e defendida até por vários líderes do país, entre eles o ex-Presidente José Ramos-Horta.
Armindo Maia, que tomou posse na quarta-feira como ministro da Educação, Juventude e Desporto do VIII Governo constitucional, regressou à mesma pasta que ocupou no primeiro Governo, entre 2002 e 2006.
Os primeiros orçamentos, recorda, dedicavam ao setor da educação cerca de 15% do gasto público, valor que tem vindo a cair desde aí – o Orçamento Geral do Estado (OGE) de 2010 previa apenas 9%.
“A fatia da educação era de cerca de 15% e comparativamente eram níveis muito mais altos do que agora. Temos de olhar para isso”, notou.
“Não é só a questão de mais dinheiro, mas como investir. Ainda que em termos de percentagem do gasto público continua bastante baixo, comparativamente aos outros países aqui da Ásia.
Dados de estudos recentes mostram que todos os países da região gastam mais do seu orçamento no setor educativo do que Timor-Leste, com níveis em torno dos 15%.
Em países como a Malásia e Vietname esse valor ronda os 20% do seu orçamento, percentagem que atinge os 30% na Tailândia e chega aos 35% nas Ilhas Salomão, por exemplo.
A curto prazo, porém, Armindo Maia explica que a prioridade é “reabrir as escolas” no cenário da pandemia de covid-19, melhorando as condições para que os alunos possam regressar a todos os níveis do setor educativo.
“E depois de ultrapassar esta situação vamos ter que ver o mínimo de que as escolas precisam, a começar pelas infraestruturas básicas até à questão do currículo”, sublinhou.

ASP // PTA
Lusa/Fim

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MACAU E O DIA DA CIDADE HÁ 398 ANOS

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Date: Quarta, 24 de Jun, 2020
Subject: 24 de Junho de 1622 — Foi há 398 anos o ataque holandês a Macau e a data da nossa vitória foi escolhida para Dia da Cidade
Às gentes e aos amigos de Macau, vai um grande abraço neste dia grande da nossa memória da querida Macau de sempre! Jorge Rangel

Macau havia sido invadida pelos holandeses em 1601, 1603 e 1607, mas a invasão holandesa de 1622 representou a primeira tentativa real de capturar a cidade.

Introdução

Macau, por ter uma arposição estratégica, foi atacado por várias vezes pelos holandeses (inimigos de Espanha e simultaneamente os de Portugal devido à união destes dois países entre 1580 a 1640) que queriam controlar o comércio entre a Europa e o Extremo-Oriente. Estavam invejosos pelo monopólio que os portugueses gozavam.

O Rei Filipe III de Espanha, que estava em guerra com os holandeses, pôs um embargo aos barcos holandeses de comércio em todos os seus territórios (incluindo Portugal), por isso, estas embarcações dirigiram-se para o Oriente, causando muitos problemas para os portugueses instalados nesta região exótica e cheia de oportunidades de enriquecer. Em 1601, uma frota holandesa liderada pelo almirante Van Neck aparecia em Macau. Em 1603, barcos de guerra da Holanda bombardearam a Cidade; e nos anos de 1604 e 1607 vieram, respectivamente, as expedições lideradas pelos almirantes Wybrand van Warwijck e Cornelis Matelieff de Jonge.

Estas tentativas de invasão holandesa obrigaram as autoridades portuguesas a levantarem um sistema defensivo para a Cidade. Mas, as autoridades chinesas impediram a todo o custo, através de ameaças, a fortificação de Macau, temendo um possível golpe de estado contra o Império chinês. Em 1614, o Imperador, através de um decreto, sancionou a construção de fortificações em Macau. Mas, apesar de tudo isto, os portugueses conseguiram construir as suas desejadas e necessárias fortificações, graças aos magníficos presentes oferecidos aos mandarins encarregues de vigiar a Cidade.

A tentativa mais famosa de invasão holandesa começou no dia 22 de Junho de 1622 por 800 soldados que desembarcaram na praia de Cacilhas. Avançaram com cautela para o centro da Cidade, sofrendo pesado bombardeio de canhões da Fortaleza do Monte. Após 2 dias de combate, no dia 24 de Junho, um padre jesuíta disparou um tiro de canhão e acertou com precisão um vagão carregado de pólvora pertencente aos holandeses, desconcertando as forças invasoras. É também neste dia que a pequena guarnição militar de Macau (composta aproximadamente por 200 soldados e por algumas fortalezas, nomeadamente a Fortaleza do Monte e a Fortaleza da Guia) derrotou as forças invasoras. Os holandeses, derrotados, jogaram-se ao mar na tentativa de alcançar os barcos. Muitos se afogaram e um dos barcos, superlotado, afundou-se. Dizem os registos portugueses que morreram algumas dezenas de portugueses e que morreram em combate ou afogados cerca de 350 holandeses. Para Macau, desprevenida, a vitória foi considerada um milagre. Após a vitória, os moradores de Macau passaram a comemorar o dia 24 de Junho, dia da vitória, como o Dia da Cidade. É também neste dia que comemora o São João Baptista, o Padroeiro da Cidade. Conta a lenda que pelo seu manto, foram desviados os tiros dos inimigos, salvando a Cidade dos invasores holandeses. Este dia é feriado público e comemorado todos os anos com grandes festas e alegria até 1999, data da transferência da soberania de Macau para a China. Após a transferência, este dia deixou de ser feriado público e virtualmente esquecido.

Após esta tentativa de invasão holandesa, as autoridades portuguesas, a partir de 1623, passou a enviar um Governador para Macau. Antes da sua chegada, esta pequena cidade era administrada e governada pelo Leal Senado.

Os portugueses repelem o ataque holandês. Porto de Macau (“Makou”). Navios de guerra holandeses disparando canhões. Torre em uma colina disparando canhões. Desenho de 1665.
Veja o vídeo descritivo da RTP sobre esta batalha e leia a crónica, clicando nos dois links em baixo:
Batalha
de Macau Guerra
Luso-Holandesa
Data 22 de Junho de 1622–24 de Junho de 1622
Local Macau, China
Desfecho Vitória decisiva portuguesa
Beligerantes
Portugal Império Português Províncias Unidas
Comandantes
Lopo Sarmento de Carvalho Cornelis Reijersen,
Hans Ruffijn †
Forças
c. 150 tropas portuguesas
Número desconhecido de escravos africanos
1.300 (800 no desembarco)
13 barcos
Baixas
6 portugueses (ibéricos) mortos
Pequeno número de escravos mortos
~20 feridos
300+ mortos (136 holandeses)
126 feridos
4 barcos afundados
Mapa da península de Macau em 1639, após a melhora das fortificações e defesas da cidade.
Em 1871, um monumento da batalha foi erguido no Jardim da Vitória em Macau.

Comemoração

Sendo uma grande vitória para os portugueses em Macau, a batalha foi comemorada de várias maneiras. Quando o viajante inglês Peter Mundy chegou a Macau em 1637, ele descreveu uma dança infantil que representava uma “batalha entre os portugueses e os holandeses … onde os holandeses eram vencidos, mas sem qualquer discurso reprovador ou acção desonesta para aquela nação”. Além disso, após a vitória, os moradores de Macau começaram a comemorar em 24 de Junho como o dia da cidade para comemorar a vitória. Este dia foi feriado na Península de Macau e foi observado todos os anos até a entrega de Macau à China em 1999. Wikipédia (excertos)

https://www.revistamacau.com/2016/08/17/sao-joao-baptista-padroeiro-da-cidade/

As vicissitudes do tempo e o Padroeiro. O Boletim do Governo Ecclesiastico da Diocese de Macau, números 119 e 120 (Maio e Junho de 1913), nas páginas 168 e 169, referia-se à festa de S. João do seguinte modo: “A festa do Padroeiro da cidade, o glorioso Precursor, tambem não decahiu do seu tradicional esplendor, apezar das vicissitudes do tempo.

Compilação de João Lucas

mas foram os europeus quem baniu a escravatura

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Parabéns, autor deste artigo. Mas comunico-lhe algo, o Senhor ainda não convenceu os anglos-sáxões desta realidade…Portugal e a Espanha foram os grandes esclavagistas…….eles são as senhores modelos de humanismo, racismo crasso e impiedade….

Entrevista ao historiador João Pedro Marques, que acaba de publicar Combates pela Verdade – Portugal e os Escravos (Guerra&Paz), livro que reúne crónicas publicadas em vários jornais, incluindo o DN. Explica como a escravatura foi um terrível fenómeno global.
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Entrevista ao historiador João Pedro Marques, que acaba de publicar Combates pela Verdade – Portugal e os Escravos (Guerra&Paz), livro que reúne crónicas publicadas em vários jornais, incluindo o DN. Explica como a escravatura foi um terrível fenómeno global.

há gente que só com multas e confinamento obrigatório

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Sonia Borges de Sousa to Info Açores
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Confirmar numero; e para estes sim lugar para confinamento obrigatório. Multa ao menino; até porque disse que nao lhe tinha sido imposta quarentena

Muito importante.
Dá um contato não atribuído.
Não respeita isolamento.

Abertura – Caso positivo de COVID-19 na Ribeira Quente. O resultado do teste só foi conhecido depois do infetado ter saído da Região.
Saes Furtado/jornalista– Na Ribeira Quente foi detetado um caso positivo de COVID-19. Trata-se de um jovem que esteve a passar uns dias nesta freguesia de São Miguel, onde tem familiares. O seu resultado positivo só foi conhecido depois de ter saído da Região.
Trata-se de um jovem de 27 anos que desembarcou em Ponta Delgada, no passado dia 15 de junho, vindo do continente. Após resultados inconclusivos, foi diagnosticada a infeção pelo novo coronavírus ontem, ou seja, uma semana depois da sua chegada aos Açores.
O jovem, que esteve por estes dias, na Ribeira Quente, onde tem familiares, já regressou ao continente, onde aguarda a realização de novo teste.
Entretanto já foram feitos testes a dois familiares com quem contactou e os resultados foram negativos para a COVID-19.
O jovem apresenta situação clínica estável e a delegação de saúde concelhia está já a fazer recolhas para testes aos seus contactos próximos.
Isso mesmo confirma Tiago Lopes, da Autoridade de Saúde Regional, entrevistado agora há instantes pela Antena 1.
Tiago Lopes – “Já ontem tinham sido identificados os contactos próximos e estamos a terminar a recolha de amostras biológicas a todos os contactos próximos identificados que são cerca de 70 pessoas que foram identificadas. Mais uma vez, conforme também já tivemos oportunidade de transmitir, estamos a identificar contactos próximos por excesso, ou seja, são aqueles contactos próximos de 1ª e 2ª linha que poderão ter estado de forma mais próxima ou menos próxima o caso positivo.”
Jornalista – E são todos da freguesia da Ribeira Quente? Ou extravasam o âmbito da freguesia?
Tiago Lopes – “Não. São todos dali, da freguesia da Ribeira Quente. Durante o dia de hoje foi montado um Centro de Colheitas na freguesia, de forma a que todos pudessem deslocar-se presencialmente até ao Centro de Colheitas e procedemos à recolha de amostras que já estamos, praticamente, a concluir e, pronto, agora vamos ver também o resultado destas análises, sendo que é como eu estava a dizer, as duas pessoas mais próximas que estiveram em contacto com o caso positivo, que são os dois coabitantes, conforme eu transmiti, tiveram já um resultado negativo. De qualquer das formas, embora tenham resultado negativo, nós iremos manter os mesmos procedimentos que mantivemos ao longo de todo este surto aqui na Região, que é colocar estas pessoas de quarentena e vigilância ativa por parte da Delegação de Saúde para fazerem os 14 dias de quarentena e vigiarmos o surgimento de sinais ou sintomas.
É importante também dizer isto: qualquer um destes contactos próximos identificados estão todos assintomáticos. Não há ninguém com sinais ou sintomas de infeção, há uma grande percentagem de pessoas infetadas que são assintomáticas e, por essa via, é que estamos a fazer estes testes, para depois também fazermos um 1º diagnóstico da situação inicial e depois mantermos a vigilância ativa, durante um período de 14 dias de quarentena, para depois fazermos então novamente testes no final e assegurarmos que efetivamente não houve aqui contágio para outras pessoas da ilha de São Miguel.”
Jornalista – Ouvimos o Presidente da Junta de Freguesia a falar-nos que havia um certo alarme social. As pessoas estavam assustadas. Há razões para isso?
Tiago Lopes – “Neste momento nada aponta nesse sentido.”
Jornalista – Este individuo esteve praticamente 1 semana ou mais, completamente à vontade, a fazer contactos, portanto, não respeitou a ordem de confinamento. Não houve aqui, também, uma falha das autoridades em fazê-lo respeitar? Chamá-lo à atenção? Vigiá-lo? Puni-lo?
Tiago Lopes – “Pese embora todo o esforço que foi feito da Delegação de Saúde concelhia no contacto com este indivíduo, não houve cumprimento dessas orientações e dessas recomendações, claro que isto depois leva-nos ao início do mês de março, quando nós tínhamos precisamente esta metodologia, ou seja, acreditávamos e confiávamos na atitude e no comportamento correto dos cidadãos no cumprimento das orientações e das recomendações por parte das delegações de saúde, o que é certo é que depois disso acabou por evoluir e escalar para a determinação de quarentenas, de modo a que conseguíssemos efetivamente assegurar que o cumprimento das orientações e recomendações das delegações de saúde e, portanto, esta é uma situação que nós, efetivamente, não conseguimos policiar cada uma das pessoas nos seus domicílios de forma a que cumpram as orientações e recomendações das delegações de saúde.”
Jornalista – Ainda segundo Tiago Lopes o individuo infetado forneceu à chegada a São Miguel um número de telefone não atribuído, só pôde ser contactado por email, quando já tinha regressado ao continente. Só aí soube do resultado positivo por COVID-19. A Autoridade de Saúde explica ainda que a demora de 1 semana para dar como positivo, um caso inicialmente dado como inconclusivo, se deveu há pouca carga viral do indivíduo.
FIM

poluição no Alasca

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AnaBela Terceira
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Cerca de 15,000 litros de combustível derramado numa vila nativa do Alasca no sábado, ameaçando um rio próximo e o abastecimento local de água potável.

Alaska Department of Environmental Conservation
Around 15,000 gallons of fuel oil spilled in a Native Alaskan village, threatening a nearby river and the local drinking water supply. The spill occurred during a routine fuel delivery to the Northwest Arctic village of Shungnak. There have been no injuries reported and the oil spill has not harmed….

ECOWATCH.COM|BY ECOWATCH
15,000 Gallon Oil Spill Threatens River and Drinking Water in Native Alaskan Village

não se deprima leia isto e sorria

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VAMOS LÁ LEVANTAR O ASTRAL!

Pensamentos óbvios:

“Quando Galileu demonstrou que a Terra girava, já os bêbados sabiam disso há séculos!”.

“As nuvens são como os chefes. quando desaparecem fica um dia lindo.

“97% da população não acredita nos políticos, e os outros 3% são os políticos.”

“A hierarquia é como uma prateleira: quanto mais no alto, mais inútil.”

“Por maior que seja o buraco em que te encontras, sorri, porque, por enquanto, ainda não há terra por cima.”

“Se te estás a sentir sozinho, abandonado, e a achar que ninguém te liga. Atrasa um pagamento.”

“Se não puderes ajudar, atrapalha, afinal o importante é participar.”

“Errar é humano. Colocar a culpa em alguém é estratégico.”

“Antes eu tinha amnésia, hoje não me lembro.”

“Não bebas enquanto conduzes! Porque podes entornar a cerveja.”

“Bebo porque sou egocêntrico. gosto quando o mundo gira à minha volta.”

“Vivemos tempos em que o fim do mundo não assusta tanto quanto o fim do mês.”

“Eu não sou contra nem a favor, muito pelo contrário!”

“O pára-quedas é o único meio de transporte que, quando avaria, você chega mais depressa.”

Estes pensamentos circulam na internet e podem-lhe ser acrescentados outros!

jovens mimados

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Mendo Henriques
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A sociedade está feita para satisfazer toda e cada e cada uma das nossas necessidades, exceto a mais importante de todas: a necessidade de que a vida faça sentido. E quando na nossa vida não há sentido à vista, matamo-nos, aos poucos ou de uma vez só
Viktor Frankl, sobrevivente de Auschwitz

Quem primeiro me falou em Frankl há muitos anos foi o dr. Pedro Cunha que foi Secretário de estado de Roberto Carneiro. Dele herdei uma disciplina a leccionar na Universidade.
Desde então,…

See more

Dr. Viktor Frankl fala sobre a falta de sentido entre os jovens na sociedade moderna. Tradução: Rita. Revisão: Gabriel. Ajude-nos a continuar: https://apoia….

tenho escrito muito sobre este tema e extraio aqui excertos de uma crónica de 2006…

11.10.ADOLESCENTES, 19 MAIO 2006 CRÓNICA 20.

A maioria dos pais de jovens e adolescentes costuma enfrentar a situação desconcertante de terem filhos que, por um lado, se comportam irresponsavelmente sem dar importância às coisas que teoricamente lhes deveriam interessar e, por outro lado, se manifestam devastados pelo peso dos estudos, pela incerteza do futuro ou por pequenos reveses. Em vários aspetos da vida parece que nasceram sabendo tudo mas são incapazes de enfrentarem minúsculos contratempos. Estou deprimido, é uma das expressões mais constantes nesta geração paradoxal. Inconsciência crónica com um excesso de preocupações. Da banalidade despreocupada à angústia paralisante. Como é possível, que jovens tão pouco dados a levar a vida a sério se tornem em vítimas quando veem as coisas malparadas. Estarão a exagerar? Não se tratará dum estratagema de autodesculpa, um recurso para obterem compaixão e evitarem terem de atuar como é costume? Tudo leva a crer que não é assim. Poucas vezes se trata de excesso de birras e de espavento de crianças malcriadas tentando comover os adultos assustadiços a fim de conseguirem levar a sua avante.

Aumentou substancialmente na última década o número de consultas de adolescentes nos serviços de urgência psiquiátrica. Num hospital de Barcelona as estatísticas indicam em primeiro lugar as alterações de conduta, seguidas das crises de ansiedade com quase 25% do total de casos. Se a estes acrescentarmos os 15% de tentativas de suicídio teremos de admitir que se trata dum problema grave e crescente.

Trata-se, de facto, de intolerância à frustração. Muitos jovens não aguentam os revezes pois não foram treinados para os enfrentarem. Nasceram sobreprotegidos, acostumados a conseguirem da família mais próxima tudo o que querem, falta-lhes a experiência de sentirem necessidades ou de passarem pela penúria, carecendo de defesas face às dificuldades. Já se disse e redisse à saciedade, e com um certo fundamento, que os pais das últimas décadas criaram inválidos sem recursos para enfrentarem um mundo, regido pela competitividade e elevados padrões de exigência, quer a nível laboral quer profissional, nas relações interpessoais e integração social. Os adolescentes naufragam no trajeto entre a infância almofadada que nada lhes exigiu e um futuro eriçado de obstáculos. A geração paterna apenas tem a perpetuação desse estereótipo. A sobreproteção e a permissividade excessivas criaram jovens dependentes, sem autonomia quando se trata de fazer planos, de tomar decisões maduras e de confrontarem os próprios problemas.

Não será totalmente justo adotar o discurso de serem os pais culpados como acontece com os diagnósticos sobre o mal-estar da juventude e a desventura da adolescência. As famílias apenas em parte são culpadas da irresponsabilidade dos filhos que pagam com angústias a sua vida mole e não adianta colocar mais esse peso nos ombros dos pais. Eles atuaram movidos pelo carinho mesmo que revestido de formas erradas. A maioria dos jovens deprimidos deixou de buscar apoio e cumplicidade nos amigos como acontecia, quando se refugiavam dos pais cheios de defeitos, mas mais eficazes a gerirem a segurança emocional que é necessária nesses momentos.

Muitos especialistas concordam, as causas da intolerância e da frustração nos jovens estão intimamente ligadas aos valores propugnados pelos meios de comunicação. Quando, desde a nascença, um jovem recebe através da TV, mensagens, não é descabido pensar que alguém os incapacitou para enfrentar a dura realidade e esse alguém não foi nem o pai nem a mãe, incapazes de negarem os seus caprichos, mas os meios de comunicação capazes de enganar e de manipular as mentes dos recetores consumidores.

A televisão (ou a publicidade que dirige como soberana implacável os conteúdos e as formas das mensagens) é o agente principal da frustração. Que capacidades de enfrentar os problemas terão os que nos anos mais recetivos da vida foram metralhados com promessas de felicidade virtual, de satisfação através do consumo, de êxito imediato, com visões da vida pintada como um show de diversões que nunca termina? O discurso mediático e mercantil alimenta uma falta de maturidade que só se revela quando a realidade nua e crua mostra a sua face e o jovem constata que nada é como lhe disseram, criando um desajustamento causador de insatisfação e ansiedade extrema.

Assim como nos anos 60 e 70 se falava da geração rebelde, nos anos 90 foi a geração Prozac, agora podemos ter chegado à da frustração. Nem poderia ser doutra forma, mas a evidência não resolve o problema nem serve de consolo. Quando os adolescentes dizem que estão agoniados e deprimidos estão a falar a sério, sofrendo mais do que possamos imaginar. E convém fazer constatações mais comezinhas. A atual geração não passou em termos de privações familiares como a geração de “baby boomers” no pós-guerra (entenda-se 2ª Grande Guerra) a que pertenço. A geração rebelde que no fim dos anos 60 se revoltava contra o status quo na França e a guerra colonial em Portugal tinha algo contra que lutar. Vivia melhor que a geração dos pais em termos de conforto e de posses económicas, mas era arrastada para projetos militares que nada lhes diziam e aos quais se opunham. Queriam tomar parte na construção da História em vez de serem arrastados como nota de rodapé para ela tal como acontecera aos seus pais.

Depois chegou o 25 de abril e as liberdades misturaram-se com as libertinagens e os jovens dos anos 70 e 80 nasceram com o rei na barriga, tudo era permitido e nada era proibido, podiam almejar a uma sociedade sem classes com acesso ilimitado a todos os bens e seriam felizes para todo o sempre. As crises económicas que atravessaram o mundo não se fizeram sentir na Europa Ocidental (exceção feita à crise do petróleo de 1972) e a máquina da publicidade assenhoreou-se da televisão e demais órgãos de comunicação social moldando aquilo que hoje temos em casa ou que dela saíram há pouco. Por mais que lhes tenhamos dito que a vida era feita de sacrifícios eles não passaram pelas nossas experiências dolorosas, nem as viram nem as sentiram. Frequentar uma universidade não era um apanágio de elites, nem mesmo frequentar universidades privadas era já considerado elitista. Os cursos facilitaram o acesso a canudos que tinham a fama de servirem para distinguir entre os que vencem na vida e os outros, embora na prática começasse a ser diferente.

Numa conferência sobre educação e conflitos de gerações, o médico inglês Ronald Gibson começou citando quatro frases:

1) A nossa juventude adora o luxo, é mal-educada, troça da autoridade e não tem o menor respeito pelos mais velhos. Os nossos filhos são verdadeiros tiranos. Eles não se levantam quando uma pessoa idosa entra, respondem aos pais e são simplesmente maus.

2) Não tenho nenhuma esperança no futuro do nosso país se a juventude de hoje tomar o poder amanhã, porque essa juventude é insuportável, desenfreada, simplesmente horrível.

3) O nosso mundo atingiu o ponto crítico. Os filhos não ouvem os seus pais. O fim do mundo não pode estar muito longe.

4) Esta juventude está estragada até ao fundo do coração. Os jovens são malfeitores e preguiçosos. Jamais serão como a juventude de antigamente. A juventude de hoje não será capaz de manter a nossa cultura.

Após ter lido as citações, ficou satisfeito com a aprovação dos espetadores. Então, revelou a origem:

– A primeira é de Sócrates (470-399 a.C.)

– A segunda é de Hesíodo (720 a.C.)

– A terceira é de um sacerdote do ano 2.000 a.C.

– E a quarta foi escrita num vaso de argila nas ruínas da Babilónia (atual Bagdad) com mais de 4.000 anos de existência.

Aos que são pais: RELAXEM, POIS SEMPRE FOI ASSIM… GRAÇAS A DEUS!

As classes sociais esbateram-se e o grande fosso, entre os que tinham e os que não tinham, passou a ser uma memória do passado. Claro que como pais fizemos o que nos competia dando o máximo de bens materiais aos filhos, já que no nosso tempo não tínhamos tido livre acesso aos mesmos. Aproveitámos também para nos rodearmos desses mesmos bens e deixamos de poder viver sem eles. Parecia uma sociedade de abundância e não haver limite ao que os nossos filhos podiam aspirar a ter, a pressão dos pares a nível social e movida pela insaciável máquina da publicidade ajudou a comprar tudo e mais alguma coisa. Só que quando a árvore das patacas seca, i.e., quando os filhos saem de casa dão-se conta que as pequenas coisas têm um custo e a vida está feita de pequenas coisas, o que os irrita profundamente porque quando chega a altura das grandes coisas já não há dinheiro para nada.

Como crianças mimadas em vez de lutarem por trabalhar mais e ganhar mais, queixam-se, entram em depressão apática e sofrem na inação e deprimem-se anda mais. Para eles tudo é um direito divino que compete aos pais satisfazer e quando estes não podem ou não continuam a alimentar a ilusória vida fácil, sentem-se traídos pela sociedade e pela família. Mas o que eles não sabem é que um dia irão ter de pagar pelas dívidas que o mundo e a sociedade dos seus pais lhes deixaram, porque só então teriam razão para se sentirem deprimidos, mas ainda não chegaram lá e não se preocupam. Parece a história deste país que habito, mas não é.