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Moisés Ferreira desfaz hipocrisia de André Ventura
🔥 Deputado do Chega faltou a reuniões sobre COVID 19 na Comissão de Saúde
🔥 André Ventura tem mais faltas do que presenças em reuniões de Comissão
🔥 André Ventura privilegia hobbie de youtuber em vez do trabalho parlamentar
🔥 Falta às reuniões para fazer pareceres na consultora financeira em que trabalha?
🔥 André Ventura tem 20 mil contas falsas nas redes sociais
🔥 André Ventura defende privatização do Serviço Nacional de Saúde e despedimentos de profissionais de saíde. Como é que o CHEGA responderia à crise da COVID 19?
🔥 André Ventura é fã do clã Bolsonaro. Em Portugal não queremos valas comuns, queremos um Serviço Nacional de Saúde forte.
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Apontamentos sobre a peste bubónica em Vila Franca do Campo
A peste negra ou peste bubónica é uma doença causada pelo bactéria Yersinia pestis, que desencadeou uma pandemia, na segunda metade do século XIV, matando um terço da população europeia.
Com origem na Ásia central, a infeção é transmitida pelas pulgas de roedores que com a morte destes, os seus hospedeiros naturais, procuram outros entre os quais os humanos, originando assim as epidemias.
Alguns autores, põem a hipótese de fatores climáticos estarem associados ao aumento das populações de roedores e de pulgas numa dada região, em épocas determinadas.
Em Portugal Continental o último surto de peste bubónica ocorreu em 1899, o arquipélago da Madeira foi atingido pela doença em 1905 e os Açores em 1908, tendo persistido neste arquipélago durante cinco décadas.
Sobre os primeiros anos da peste bubónica nos Açores, recomenda-se a leitura da «Terceira Parte “Peste nos Açores – A campanha da Ilha Terceira (1908-1909) e a desratização do Arquipélago Açoriano”», do livro “Peste Bubónica”, da autoria de Carlos Maciel Ribeiro Fortes.
No estudo e no combate à doença, na Ilha Terceira, notabilizou-se António de Sousa Júnior, Doutor em Medicina e futuro Ministro da Instrução, que para tal voltou à sua terra natal, tendo estado em São Miguel onde realizou algumas conferências sobre o assunto.
De acordo com J.A. David de Morais, nos Açores, os anos mais castigados foram o de 1931, onde se registaram 151 óbitos e o de 1932, em que ocorreram 102 óbitos. Ainda segundo o autor referido, entre 1930 e 1949, ocorreram 732 mortes por peste bubónica, o que corresponde a uma média de 37 óbitos por ano.
O jornal “Correio dos Açores”, de 3 de janeiro de1923, noticia o que terão sido os primeiros casos de peste bubónica, pelo menos naquele ano, no concelho de Vila Franca do Campo. Com efeito, a nota referida menciona que os três primeiros casos ocorreram na freguesia de Água d’Alto e que as autoridades administrativas e sanitárias se reuniram para tomar “as mais rigorosas providências para que a horrível doença não se alastre ao resto do Concelho”.
Com a leitura da mesma notícia fica-se a saber “que antes do aparecimento d’estes 3 casos foram encontrados bastantes ratos e alguns gatos mortos, o que denota que a epizootia da peste está ali bastante adiantada”.
A 28 de março de 1923, o Correio dos Açores publica um texto do seu correspondente em Vila Franca do Campo, onde este refere o aparecimento de um presumível caso de peste bubónica na Rua Direita.
Para além de dar conta do aparecimento de “mais ratos pestosos”, a notícia refere que a Câmara Municipal fornece “desinfetantes para uso de todas as Repartições Públicas, escolas, Igrejas e casas de pessoas reconhecidamente pobres”.
Em 1932, no dia 9 de janeiro, o Correio dos Açores publica um texto do seu correspondente em Vila Franca do Campo, onde este dá a conhecer vários casos de peste bubónica no concelho. Assim, segundo ele, foi detetado um caso na freguesia de São Pedro e 11 casos na freguesia de Água d’Alto, tendo nesta morrido 2 pessoas.
Para o combate à doença a Câmara Municipal tinha marcado uma reunião aberta às autoridades de saúde do concelho com vista a tomar medidas, como a aquisição de desinfetantes para desinfeções tanto públicas como particulares, soro e vacina ati-pestosa”.
A Igreja, outrora um dos meios mais importantes para divulgação de informações, também não ficou alheia. Com efeito, os párocos das duas freguesias referidas durante as missas fizeram “a leitura das prescrições médicas aconselhadas pela autoridade sanitária, acompanhando essa leitura de avisos salutares para que todos se compenetrem da gravidade da doença”.
Teófilo Braga
(Correio dos Açores, 32 169, 1 de julho de 2020, p.13)

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😍😍😍
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as devoluções de IRS andam perdidas em vez de crédito na conta enviaram cheques pelos CTT que extraviaram????? parece, estou á espera desde os primeiros dias de abril, ou já foi todo para o banco novo?
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Açoriano Oriental destaca o resultado da auditoria do Tribunal de Contas ao Centro de Artes Contemporâneas dos Açores
Source: Auditoria deteta irregularidades no ‘Arquipélago’ – Açoriano Oriental
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Isto já mete nojo! Que não se lembrem disto por cá, que eu espero ainda existam homens e mulheres com espinha.

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A alta-comissária da ONU para os Direitos Humanos disse esta terça-feira que a Covid-19 tem sido usada para silenciar a liberdade de expressão, discursando no Conselho de Direitos Humanos, em Genebra, durante a atualização global sobre direitos humanos e o impacto da pandemia.
Michelle Bachelet mencionou em particular o Brasil e os EUA, assim como a o Belarus, o Burundi, a Nicarágua, a Tanzânia e a China.

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Mais duas empresas pandémicas
A pandemia financeira continua em fase altamente contagiosa nas empresas públicas regionais.
A SATA já está nos cuidados intensivos e ligada aos ventiladores. A factura já anunciada para o tratamento parcial e imediato, a sair da algibeira dos contribuintes açorianos, são mais 50 milhões de euros. É menos uma série de investimentos que não se fazem para tapar os buracos que gestores e governantes nos deixam de herança. Um tal fartar!
Agora, surgem mais duas: A Atlanticoline e a Lotaçor, que acabam de publicar, silenciosamente, as suas contas de 2019.
A Atlanticoline já recebe ventilação há muito com os regulares 10 milhões de euros em subsídios.
A Lotaçor está de quarentena forçada porque tem um dependente – a Fábrica de Santa Catarina – que não há maneira de se curar, ano após ano.
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Lotaçor, uma tormenta – Em 2019, a tormenta da Lotaçor segue inalterada, com resultados negativos (-480.000 euros), mesmo que inferiores aos de 2018 (-860.000 euros).
Não tivessem os contratos programa sido reduzidos de 4,9 para 3,9 milhões de euros e o panorama poderia ser um pouco melhor.
Os proveitos caíram de 9,5 para 7,5 milhões de euros.
Os capitais próprios positivos de 1,7 milhões de euros são geridos ao milímetro com novas injecções de capital, mesmo que não seja realizado, para não entrarem no negativo.
Em face de vendas menores, a compra de serviços externos manteve-se, mas os custos com pessoal aumentaram. O dinheiro é escasso para quem vai ao mar, mas não para quem fica em terra.
Impressiona – e não se compreende bem, mas consegue-se explicar – como é que uma empresa que factura 7,5 milhões de euros mantém um passivo bancário de 31,4 milhões e encargos com juros de 1,2 milhões.
Pelo menos metade do descalabro financeiro pode ser explicado com a dívida da Santa Catarina (curiosamente inscrita como um ‘activo financeiro’ – deve ser para a gente se rir!) que, entre empréstimos e fornecimentos, ascende a 15,6 milhões de euros (14,9 milhões como empréstimo e 0,7 milhões como cliente), mais 1,3 milhões de euros do que em 2018.
É um imbróglio que já vem de 2013 e não tem solução à vista.
É como um barco abalroado: vai-se tirando água com o balde para não afundar, mas a água sempre a entrar.
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Atlanticoline em águas turbulentas – Ainda a pandemia não tinha chegado e já a Atlanticoline evidenciava sinais de mais um resfriado que só podia ser tratado, como os outros, com mais uma dose de subsídios convenientemente disfarçados na forma de contrato de prestação de serviços.
Há sempre a figura dos resultados negativos como alternativa.
Com menos proveitos, os mesmos custos com pessoal, mas mais serviços externos, os resultados agravaram-se em quase um 1,5 milhões de euros, passando dos 240 mil positivos de 2018 para 1,2 milhões negativos de 2019.
Foi mais ou menos a indemnização do seguro do Mestre Simão, infelizmente. Curioso! E são capazes de chamar a isto boa gestão.
O Mestre Feijó também veio mexer nas contas com o valor do activo (cerca de 10 milhões) e com o seu financiamento parcial.
Os serviços prestados pela empresa lá foram subindo de 15,1 par 15,2 milhões (mais cerca de 70 mil euros), com subsídios da ordem do 9.999.153 (bem que podiam ter arredondado para 10 milhões de euros).
Pois é, o negócio vale 5 milhões em facturação e recebe 10 milhões em subsídios!
Mas, mesmo assim, há a notar que várias entidades públicas, governo incluído, deviam à empresa a módica quantia de 8,3 milhões de euros de serviços passados. O calote do costume, que mina a economia pública e de privados.
Não se pode olhar para esta empresa sem se olhar para a operação sazonal.
Só o aluguer dos navios sazonais ascendeu a 7,1 milhões de euros, mais 1,3 milhões do que no ano anterior – deve ser o custo da trapalhada do aluguer de um navio que não saía do estaleiro antes do inverno.
A conta de combustíveis é da ordem dos 2,7 milhões. Quase a frota da Air Açores.
Para o ano vêm os alugueres por causa do Lorenzo!
Valeu a pandemia para nos fazer parar e pensar no futuro.
O novo navio já foi à vida com os 50 milhões de euros que custaria a serem engolidos de uma só vez pela SATA – é caso para dizer que o ‘cachalote’ engoliu o ferry boat!
Para já, sempre ficará a poupança dos 7,1 milhões do aluguer dos barcos e parte substancial dos 2,7 milhões da factura de combustíveis e, provavelmente, mais algum milhão ou dois de outros custos.
São para gastar na campanha eleitoral, com as novas linhas criadas à última da hora.
Esta pandemia vai durar até repararmos que os nossos bolsos já não têm fundo.
O problema é que a doença já vem de trás e Bruxelas vai ser a única a reparar que, desde há muito tempo, os bolsos dos contribuintes açorianos não têm forro…
Continuaremos uns pedintes.
Julho, 2020
Osvaldo Cabral
(Diário dos Açores, Diário Insular, Multimédia RTP-A, Portuguese Times (EUA), LusoPresse Montreal)

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