Visão | Quem acredita na queda brutal de contagiados?

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Claro que fazendo agora apenas metade (em média) dos testes realizados em Janeiro, é lógico que os contagiados vão desaparecendo. Desaparecer não desaparecem, mas não são detetados, não pressionam os números, não vão para os hospitais, não entram nas UCI. Isso leva a uma outra pergunta: a maioria das mortes acontece em casa, e não nos hospitais. Como é que se explica isto, sendo que a Covid não é propriamente uma doença fulminante?

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Visão | Zoólogos pela verdade

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Alguns outros membros do movimento “Zoólogos pela Verdade” têm de lidar ainda com o facto de, por causa de uma admirável fidelidade às suas ideias, terem enfiado os dois braços na jaula do tigre, tendo perdido ambos, pelo que, neste momento, estão confrontados com uma maior dificuldade de escrever posts no Facebook

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açores, somos os mais pobres

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Açores continuam a ser os mais pobres do país e com as maiores desigualdades
O INE revelou ontem o estudo sobre “Rendimento e condições de vida 2019”, trabalho que é desenvolvido pelo INE em todas as regiões de dois em dois anos. Transcrevemos a seguir alguns dos dados do estudo, sobretudo os relativos aos Açores, onde é possível constatar que a nossa região continua a liderar os piores índices nesta matéria, apesar de alguns progressos, á semelhança do que também aconteceu noutras regiões do país.
Em 2019, tal como no ano anterior, apenas a Área Metropolitana de Lisboa tinha uma taxa de risco de pobreza significativamente inferior ao valor nacional.
Em contrapartida, as regiões autónomas dos Açores e da Madeira registavam taxas de risco de pobreza de 28,5% e 26,3%, respectivamente, bastante superiores ao valor nacional.
As taxas de risco de pobreza diminuíram em todas as regiões NUTS II em relação a 2018, contudo com diferentes ordens de grandeza, distinguindo-se duas regiões com reduções substanciais e superiores a 2 p.p. (Área Metropolitana de Lisboa e Região Autónoma dos Açores).
No extremo oposto, a redução da taxa de risco na região Norte foi de apenas 0,2 p.p.
Esta análise pode ser completada pelo cálculo de linhas de pobreza regionais.
Em cada região NUTS II, a linha de pobreza regional corresponde à proporção de habitantes nessa região que vivem com rendimentos monetários disponíveis equivalentes inferiores a 60% da mediana da distribuição dos rendimentos monetários disponíveis equivalentes dessa mesma região. Com excepção da Área Metropolitana de Lisboa, os limiares de pobreza regionais encontram-se abaixo do limiar de pobreza nacional, reflectindo as diferentes condições socioeconómicas, nomeadamente, diferentes níveis de custo de vida.
A utilização de linhas de pobreza regionais resulta no aumento do risco de pobreza para a região com rendimento mediano superior ao rendimento mediano nacional (17,2%, na Área Metropolitana de Lisboa) e na redução dos riscos de pobreza para as restantes (muito significativa, por exemplo, na Região Autónoma da Madeira, de 26,3%, com base na linha nacional, para 17,3%, com base na linha regional).
Desigualdade diminuiu mas Açores continuam à frente
Os três principais indicadores de desigualdade reduziram-se em 2019, apesar dos rendimentos monetários em Portugal continuarem a pautar-se por uma distribuição fortemente assimétrica:
– O Coeficiente de Gini, que tem em conta toda a distribuição dos rendimentos, refletindo as diferenças de rendimentos entre todos os grupos populacionais, registou um valor de 31,2%, menos 0,7 p.p. que no ano anterior (31,9%);
– O rácio S80/S20, que compara o rendimento monetário líquido equivalente dos 20% da população com maiores recursos com o rendimento monetário líquido equivalente dos 20% da população com menores recursos, foi de 5,0, inferior ao valor do ano anterior (5,2);
– O rácio S90/S10, que mede a distância entre o rendimento monetário líquido equivalente dos 10% da população com maiores recursos e o rendimento dos 10% da população com mais baixos recursos, foi de 8,1, reduzindo-se em relação ao ano anterior (8,6).
Por região, verifica-se que a Região Autónoma dos Açores era aquela com maior desigualdade: 34,5%, superior à média nacional de 31,2%.
Em 2019, a região do Algarve era a que tinha uma distribuição dos rendimentos menos desigual (29,4%).
Intensidade laboral muita reduzida nos Açores
Para além do rendimento, existem outras condições que podem potenciar o risco de exclusão social de uma família, nomeadamente, o grau de participação dos seus membros no mercado de trabalho.
Consideram-se em intensidade laboral per capita muito reduzida todas as pessoas com menos de 60 anos que, no período de referência do rendimento, viviam em agregados familiares em que a população adulta dos 18 aos 59 anos (excluindo estudantes) trabalhou emmédia menos de 20% do tempo de trabalho possível.
A proporção da população com menos de 60 anos que vivia em agregados familiares com intensidade laboral per capita muito reduzida foi de 5,1% em 2019 (menos 1,1 p.p. que no ano anterior).
Em 2019, tal como no ano anterior, existiam duas regiões em que a taxa de intensidade laboral per capita muito reduzida era inferior à média nacional, designadamente a Área Metropolitana de Lisboa (4,3%) e a região Centro (3,9%).
A proporção de pessoas com menos de 60 anos que viviam em situação de intensidade laboral per capita muito reduzida era mais elevada nas regiões autónomas dos Açores (8,0%) e da Madeira (9,2%).
Açores lideram na exclusão social
A estratégia económica de crescimento da União Europeia para a década corrente, designada estratégia Europa 2020, define, entre outros objetivos, a redução do número de pessoas em risco de pobreza ou exclusão social na União Europeia em, pelo menos, 20 milhões de pessoas até 2020.
Neste âmbito, definiu-se um indicador relativo à população em risco de pobreza ou exclusão social que conjuga as condições de pobreza relativa – pessoas com rendimentos anuais por adulto equivalente inferior ao limiar de pobreza – e de situação de privação material severa, com o conceito de intensidade laboral per capita muito reduzida (ver Nota técnica). Por convenção europeia, o indicador toma como referência o ano a que respeita a situação material severa, apesar do risco de pobreza relativa ser o elemento determinante na sua trajectória.
Em 2020 (rendimentos de 2019), 2 037 milhares de pessoas encontravam-se em risco de pobreza ou exclusão social (pessoas em risco de pobreza ou vivendo em agregados com intensidade laboral per capita muito reduzida ou em situação de privação material severa).
Consequentemente, a taxa de pobreza ou exclusão social foi de 19,8%, i.e. menos 1,8 p.p. que no ano anterior.
Como verificado nos três indicadores de base – pobreza, privação material e intensidade laboral reduzida – o risco de pobreza ou exclusão social mantém-se bastante mais elevado nas regiões autónomas dos Açores (32,4%) e da Madeira (32,9%).
A situação a nível nacional
Em 2020, a taxa de privação material dos residentes em Portugal diminuiu para 13,5% e a taxa de privação material severa para 4,6%, mantendo-se a tendência de redução dos dois indicadores.
A intensidade da privação material (i.e. o número médio de itens em falta para esta população em privação material) manteve o valor registado no ano anterior (3,5).
Os indicadores de privação material baseiam-se num conjunto de nove itens relacionados com as necessidades económicas e de bens duráveis das famílias que poderão ser mais ou menos reactivos a alterações nas condições económico-financeiras de vida das famílias.
A informação recolhida para cada um destes itens de abril a setembro de 2020 confirma a tendência para a redução da privação, excepto no caso da falta de capacidade financeira para ter uma refeição de carne ou de peixe (ou equivalente vegetariano), pelo menos de 2 em 2 dias, que aumentou de 2,3% em 2019 para 2,5% em 2020.
Não obstante a redução observada, em 2020:
– 38,0% das pessoas viviam em agregados sem capacidade para pagar uma semana de férias por ano fora de casa (menos 2,0 p.p. que em 2019);
– 30,7% das pessoas viviam em agregados sem capacidade para assegurar o pagamento imediato, sem recorrer a empréstimo, de uma despesa inesperada de 500 euros que corresponde aproximadamente ao valor mensal da linha de pobreza no ano anterior (em 2019, a proporção foi de 33,0%, para uma despesa inesperada de 470 euros);
– 17,4% das pessoas viviam em agregados sem capacidade para manter a casa adequadamente aquecida (menos 1,5 p.p. que no ano anterior);
– 5,4% das pessoas viviam em agregados sem capacidade para pagar atempadamente rendas, encargos ou despesas correntes (menos 0,4 p.p. que em 2019);
– 4,4% das pessoas viviam em agregados sem disponibilidade de automóvel (menos 0,9 p.p. que em 2019).
Em 2020, continuou a ser na região Centro que se registou a taxa de privação material severa mais baixa do país (3,4% dos residentes na região).
As regiões autónomas continuam a ter as taxas mais elevadas de pessoas em privação material severa: 9,6% na Região Autónoma dos Açores, pese embora a redução de 3,5 p.p. em relação ao ano anterior, e 11,0% na Região Autónoma da Madeira (mais 3,7 p.p. que no anterior).
O estado de saúde da população
Em 2020, 51,3% da população autoavaliou o seu estado de saúde como bom ou muito bom, mais 1,2 p.p. que em 2019.
Apesar de a percentagem de avaliação positiva ter aumentado principalmente no caso das mulheres (de 45,4% em 2019 para 47,5% em 2020), manteve-se ainda assim uma distância substancial em relação à apreciação feita pelos homens (55,5% em 2019 e 55,7% em 2020).
O nível de escolaridade é a característica que mais distingue a população em relação à forma positiva como autoavalia o estado de saúde: em 2020, 10,1% da população que não concluiu qualquer nível de ensino, 36,5% das pessoas que terminaram o ensino básico, 69,8% com o ensino secundário ou pós-secundário e 75,5% das pessoas que completaram algum nível do ensino superior.
A comparação do estado de pobreza para as três categorias de autoapreciação do estado de saúde indicia que este é bastante mais elevado para a população que avalia negativamente a sua saúde (27,3% em 2020, mais 11,1 p.p. que a taxa de risco de pobreza nacional no ano anterior).
Em contrapartida, o risco de pobreza para a população que avalia o estado de saúde de forma positiva (11,7%) é inferior em 4,5 p.p. ao risco de pobreza nacional.
Taxa elevada de doenças crónicas
A prevalência de doença crónica ou de problemas de saúde prolongados (ou seja, que dura ou que possa vir a durar pelo menos seis meses) afectava 43,2% da população em 2020 (41,2% em 2019).
Esta condição atingia mais mulheres (46,3%) que homens (39,6%) e um maior número de pessoas idosas: 73,8%, ou seja, 2,3 vezes a população com menos de 65 anos (32,5%).
Por nível de escolaridade, esta situação afectava 80,6% das pessoas sem qualquer nível de ensino completo, mais 29 p.p. que as pessoas com ensino básico (51,6%) e quase três vezes as pessoas com ensino secundário ou pós-secundário (29,2%) ou com ensino superior (29,9%).
Mobilidade crónica
O ano de 2020 foi, entre os últimos 5 anos, o que registou a maior proporção (43,2%) de pessoas com 16 e mais anos com morbilidade crónica e o maior aumento anual do indicador (2,0 p.p.) e uma inversão em relação a dois anos de quebras sucessivas.
Este acréscimo verificou-se em ambos os sexos, sendo mais evidente no caso dos homens (mais 2,3 p.p.) que no caso das mulheres (mais 1,8 p.p.).
Tomando como referência os rendimentos de 2019, o risco de uma pessoa com doença crónica ou problema de saúde prolongado ser pobre situava-se 4,7 p.p. acima de alguém sem esses problemas.
Em 2020, 32,1% da população com 16 ou mais anos referiu ter alguma limitação na realização de actividades devido a problemas de saúde.
Destas, mais de um 1/4 referiram ser uma limitação severa (8,5% em relação ao total da população em estudo).
A existência de alguma limitação na realização de actividades atingia mais mulheres (36,6%) que homens (26,9%) e quase três vezes mais a população idosa (60,8%) do que a população dos 16 aos 65 anos (22,1%).
A proporção de pessoas com alguma limitação para a realização de actividades devido a problemas de saúde era mais elevada entre os reformados (59,1%).
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Natália Susana Silva and 6 others
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  • Falta efectuar nos Açores, um estudo e cálculo rigoroso, ilha a ilha do “peso” da “economia paralela” e também da produção de bens para auto consumo. A especificidade das ilhas, nomeadamente a fragmentação fundiária rural e a acessibilidade ao mar, per…

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  • Pois claro, tem um custo de vida sempre aumentar e os salários sempre na mesma!
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vamos mal: cultura nos açores e os apoios excessivos de quem nada sabe de cultura

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Ignoram as 260 e tal candidaturas à RJAAC, o importante mesmo são as 30 pessoas singulares e 42 coletivas que não se tinham candidatado e agora tiveram oportunidade para o “apoio excecional” – pois paciência!
Governo dos Açores diz que proposta do PS de apoios para a cultura é “excessiva”
ACORIANOORIENTAL.PT
Governo dos Açores diz que proposta do PS de apoios para a cultura é “excessiva”
A secretária regional da Cultura do Governo dos Açores considerou que a proposta de apoio extraordinário ao setor apresentada pelo PS pode resultar na duplicação de ajudas e que os valores propostos são “excessivos”.
Pedro Paulo Camara, Ricardo Branco Cepeda and 1 other
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    Temos que lutar pela Cultura… especialmente quando é a Secretaria Regional da Cultura, a Direção Regional da Cultura – se estes órgãos não lutam, então não são necessários na sociedade!

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    • Terry Portugal Costa

      és excessivo tb??? todos nós somos excessivos…

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  • Com todo o respeito mas a Dra. Susete “infelizmente” não está a par da realidade cultural dos Açores. Tal como disseste, Há mais de 260 candidaturas para serem respondidas ao abrigo e da responsabilidade da Drc que diariamente são empurradas para a frente. Houve por outro lado preocupaçao imediata de responder “como foi” a casos isolados, parece-me bem, mas muito aquém do justo, entendam por favor que nenhuma associação por mais parada que ela seja, vive com 1000€ anuais.Ok? Não é preciso fingir que estão a resolver alguma coisa, quando não estão. Também dizer que basta de se refugiarem nos apoiar. Pt, layoff, etc e que são soluções ao dispor dos agentes quando deixou “por regras próprias” de fora 90% do sector cultural nos Açores. A verdade é que desde Março não podemos trabalhar, não podemos criar, não podemos pagar, não podemos gastar, e passado esse tempo não temos agora alguém que nos defenda com respeito os projectos, o trabalho, a situação que durante anos foram conquistadas. Respeito o cargo, o esforço e a novidade de estarem numa nova e complexa tarefa que é a direcção regional de cultura, mas é urgente fazer mais e melhor, tem de ser exigido isso, é preciso responder às necessidades reais do sector e apoiar de imediato as candidaturas paradas na secretaria, os projectos, as pessoas e tudo o que isso envolve. A título de exemplo e para que percebam a realidade de alguns: A minha associação activou o layoff em Março de 2020 para não despedir ninguém, chegou (agora) uma carta da SS a retirar todo esse apoio que supostamente foi indevido por não preeenchermos 1 ponto obrigatório. Bloquearam-nos a conta, e exigem para além do retorno do dinheiro “que não temos” o pagamento de uma multa redonda resultante em primeira instância de um erro que foi deles ao atribuir-nos esse apoio. Se isto não é surreal, digam-me o que é. Precisamos por isso de representantes que nos apoiem, que nós defendam que falem a mesma língua. Por agora, isso é só uma miragem. Lamentavelmente.

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    • Luis Banrezes Kitas

      contacta o sindicato Cena-STE. Eles tem estado a par do que se passa no continente mas precisam do feedback dos Açores para nos poderem ajudar.

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      • 35 m
    • Já tive uma reunião com eles e é preciso que mais gente o faça.

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      • 35 m

Artista brasileira mostra “diversidade da lusofonia” em universidade nos EUA – Plataforma Media

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Um álbum da artista brasileira Isabella Bretz tornou-se parte integrante do curso de português na Universidade Estadual de San Diego, como forma de mostrar “a riqueza da diversidade da lusofonia”, disse à Lusa a professora responsável.

Source: Artista brasileira mostra “diversidade da lusofonia” em universidade nos EUA – Plataforma Media