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Mª de Lourdes Crispim, Mª Luísa Timóteo, Rafael Fraga – modera Chrys C

TRANSMISSÃO EM https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/

Os convidados e moderador (LIMITE 6 PESSOAS) usam o link …. https://streamyard.com/taseq2x44c

(os restantes podem assistir em https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/ e fazer perguntas por escrito)

todas as anteriores em https://www.lusofonias.net/acorianidade/tert%C3%BAlias-saudade-dos-col%C3%B3quios-2.html

se quiserem ver sem descarregar vão a LUSOFONIAS – TERTÚLIAS SAUDADE DOS COLÓQUIOS

https://www.lusofonias.net/documentos/tert%C3%BAlias-saudade-dos-col%C3%B3quios.html

no Facebook https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/live/ ou

1 Álamo Oliveira https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/913777022447355/

2 Urbano Bettencourt, Chrys, Pedro Almeida Maia (Criatividade) https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/635885243732266/

3 Helena Ançã, Luciano Pereira E Helena Chrystello (Educação) /https://www.facebook.com/709027249122704/videos/634964720788883

  1. Teolinda Gersão, Onésimo T Almeida, Luís Filipe Borges https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/757295621484202/
  2. Maria João Ruivo https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/2724774111098743/
  3. Sérgio Rezendes https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/1415760265280870/
  4. 7. José Luís Peixoto https://www.facebook.com/709027249122704/videos/1764308467071226
  5. Joaquim Feliciano da Costa https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/849325455889894/
  6. Richard Zimler https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/2732501230349325/
  7. Luís Filipe Sarmento https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/1445657988958848/
  8. Sérgio Ávila https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/403949154326004/
  9. 12. Pedro P Câmara, Carolina Cordeiro e Diana Zimbron https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/381656222885298/
  10. Rui Faria, Ass. Emigrantes Dos Açores https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/386228869258060/

14 Eduardo Bettencourt Pinto https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/750572025644373/

15 Manuela Marujo, Vera Duarte Pina, Hilarino Da Luz https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/673185173569248

  1. Vamberto Freitas https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/3161772613922562

17 Ana Paula Andrade, Aníbal Raposo, Eduíno de Jesus https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/719736351982197/

18 Vilca Merízio, Sérgio Prosdócimo, Isabel Rei https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/310243923745297/

  1. 19. João Pedro Porto, Aníbal Pires https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/443617727008943/

20 (Galiza 1) Alexandre Banhos, Antº Gil Hernández, Maria Dovigo https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/403745814229515/

  1. J Carlos Teixeira e Manuela Marujo (Canadá), Sérgio Rezendes https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/326481121980177/
  2. Luís Gaivão, Raul Leal Gaião, Moisés de Lemos Martins https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/413672006400364/

23 – João Paulo Constância, Perpétua Santos Silva, Rolf Kemmler, https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/1169121863503417/

Cada convidado dispõe de 20’ havendo 20’ de debate

SAUDADES DOS COLÓQUIOS, TERTÚLIAS INDIVIDUAIS / DE GRUPO “Criatividade Confinada” – “O autor pelo Próprio”

24- Sábado 27 fev 2021 (18h00 AZOST) -, Maria de Lourdes Crispim, Maria Luísa Timóteo, Rafael Fraga – modera Chrys ou Helena C

25- Sábado, 06 mar 2021 (18h00 AZOST) — Susana Antunes, Diniz Borges, Conceição Andrade modera Carolina Cordeiro 3 sessões em conjunto com a Ass Daniel de Sá (16.00 Assis Brasil, Chrys Chrystello, Lélia Nunes modera Telmo Nunes; 19.15 Onésimo T Almeida, João de Melo e Joel Neto modera Roberto Rodrigues)

  • Sábado, 13 mar 2021 (18h00 AZOST) . Alexandre Borges, Leonor Sampaio Silva, Victor Rui Dores –modera Almeida Maia
  • Sábado, 20 mar 2021 16h00 AZOST) assembleia-geral da AICL

(18h00 AZOST) Concha Rousia, Antia Cortiças Leira, Artur Novelhe (Galiza) – modera Maria Dovigo

  • Sábado, 27 mar 2021 (18h00 AZOST) – Paula Sousa Lima, Madalena San-Bento, Barbara Juršic, Ivo Machado – modera Célia C Cordeiro
  • Sábado, 3 abril 2021 (18h00 AZOST) – Daniel Gonçalves, Leonardo Sousa, Diogo Ourique – falta moderador

  • Sábado, 10 abril 2021 (18h00 AZOST) – não há tertúlia mas há 33º colóquio em Belmonte 9 e 10 abril

  • Sábado, 17 abril 2021 (18h00 AZOST) – Luís Takas Cardoso, Ângelo Ferreira, Teresa Sousa Almeida (Timor) modera Chrys

  • – Sábado, 24 abril 2021 (18h00 AZOST) – Francisco Madruga, Luís Fagundes Duarte, Eduardo Ferraz da Rosa – falta moderador

    – Sábado, 1 maio 2021 (18h00 AZOST) – Carlos Bessa, Renata Correia Botelho, Manuel Jorge Lobão – falta moderador

    • Sábado, 8 maio 2021 (18h00 AZOST) Mª Luísa Soares, Helena Chrystello, Malvina Sousa, Onésimo T Almeida modera Chrys C

    • Sábado, 15 maio 2021 (18h00 AZOST), Ana Maria Franco Botelho, Jorge Cunha, José de Almeida Mello, Alda Batista – modera Célia C Cordeiro

     

    Fernando salvou a raposa ‘Linda’ e ganhou uma ‘convidada’ para jantar todos os dias em Bragança – Atualidade – Correio da Manhã

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    Da mesma forma que aparece, desaparece para o monte até à próxima hora de refeição.

    Source: Fernando salvou a raposa ‘Linda’ e ganhou uma ‘convidada’ para jantar todos os dias em Bragança – Atualidade – Correio da Manhã

    FLORES O POÇO DO BACALHAU

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    In an Astounding Discovery, Archaeologists in Alaska Have Uncovered Italian Glass That Came to America Decades Before Columbus

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    The blueberry-sized beads traveled some 10,000 miles from Venice to get to the Americas more than five centuries ago.

    Source: In an Astounding Discovery, Archaeologists in Alaska Have Uncovered Italian Glass That Came to America Decades Before Columbus

    a beleza das Flores

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    É no meio do majestoso atlântico que fica um dos meus maiores amores e saudade de sempre voltar.
    incrível, apaixonante, deslumbrante, mais e muitos mais…
    Açores no <3<3<3<3<3<3
    uma ótima tarde a este maravilhoso grupo de gente bonita e simpática!
    May be an image of nature and waterfall
    You, Fatima Sousa and 110 others
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    • Juste magnifique !!!
      Lindo ❤️
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    malaca, a nau e os descobrimentos de que se envergonham alguns portugueses

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    Um deputado do PS disse que o padrão dos descobrimentos devia ser demolido. O PS é um partido com boas ideias e capaz de dialogar com toda a gente, mas é normal que também tenha algum estúpido e parvo nas suas fileiras. De vez em quando a estupidez infiltra-se em toda a aparte.
    Eu para prestar homenagem à epopeia dos descobrimento da Pátria Portuguesa apresento aqui a foto de réplica em tamanho natural da última das naus que utilizadas por Afonso de Albuquerque na conquista de Malaca., Esta nau, a “Flor de La Mar” foi construída com dinheiros daquele povo de Malaca que descende de mistos de portugueses e malaios e faz parte do Museu militar da vizinha cidade de Perang. Nunca os portugueses de Portugal foram capazes de reconstruir na integra uma das notáveis naus que foram à Índia e chegaram ao Japão. Era na altura do melhor que foi construído em termos de navios, mas infelizmente afundou-se numa grande tempestade com o tesouro que transportava. Os malaios descendentes longínquos dos portugueses não se sentem diminuídos por terem sangue português e chegam a dizer que são portugueses apesar de aqui o Continente não lhes ligar quase nada nem ter mandado professores de português para uma escola portuguesa. portugueses.
    Chrys Chrystello
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    açores, ensino profissional

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    Governo dos Açores aposta na valorização do ensino profissional para qualificar os açorianos
    A Secretária Regional da Educação destacou hoje, em Ponta Delgada, que é preciso tornar o ensino profissional como primeira linha para que possa constituir uma escolha que seja de qualidade para os jovens açorianos.
    “O ensino profissional foi durante muitos anos tido como a alternativa ao jovem que não tinha sucesso no ensino regular e é preciso reverter isso”, referiu Sofia Ribeiro, à margem do webinar valorização do ensino profissional nos Açores, que contou também com a presença do Secretário Regional da Juventude, Qualificação Profissional e Emprego.
    De acordo com a titular da pasta da Educação, “a aposta do Governo é na diversidade e na qualidade, sendo que, segundo estudos profissionais, quando os jovens investem na sua formação têm um aumento de remunerações e de possibilidade de empregabilidade”.
    “Não podemos trabalhar a educação e a formação profissional como se fossem completamente independentes”, sublinhou.
    Nesta medida, “faz todo o sentido que acarinhemos mais estes percursos alternativos de formação, sendo precisamente esse o trabalho de articulação que o Executivo está a desenvolver e que consta do Programa do Governo”, explicou.
    Sofia Ribeiro adiantou também que existe um programa articulado para desenvolver as escolas digitais nos Açores, sendo esta uma “tendência que tem de ser feita, uma vez que existe uma inovação digital que constitui um desafio no século XXI”.
    Por sua vez, o Secretário Regional da Juventude, Qualificação Profissional e Emprego afirmou que, “para além da importância desta articulação entre a educação e a qualificação, é preciso melhorar a perceção pública sobre a formação e a qualificação profissional”, frisando que “são áreas do ensino tão nobres como qualquer outra”.
    “Não podemos continuar com as taxas de abandono escolar trágicas que temos”, avançou Duarte Freitas, acrescentado que “é necessário fazer um esforço para qualificar muito mais os açorianos, para que possam ser chamados a contribuir para o futuro dos Açores”.
    “O abandono e o insucesso escolar não se combatem por ser uma meta, mas sim por ser um ideal de tornar as pessoas mais ricas nas suas valências”, declarou.
    Segundo o governante, o Executivo açoriano, em articulação com as escolas profissionais, “está a trilhar caminhos em áreas de formação como o ensino dual, a qualificação de adultos e de ativos desempregados para que a qualificação e formação dos açorianos possa ser um desafio a ganhar no futuro”.
    Duarte Freitas anunciou ainda que, em breve, “será lançado o Fórum da Qualificação Profissional, que vai ser organizado de uma forma muito participada com a sociedade civil”.
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    You, Fátima Silva, António Bulcão and 36 others
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    FALECEU MANUEL RITA EX-AUTARCA DO CORVO

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    Estou chocado!
    Acabei de saber da morte repentina do senhor Manuel Rita, natural da mais pequena ilha dos Açores – Corvo, pessoa que muito considero e o tinha como amigo!
    Uma conversa com o senhor Manuel Rita era uma lição de História, onde sempre incluía a sua tão querida ilha. Ainda no passado dia 14 na rubrica “Face a Face” do jornal “Correio dos Açores” deu uma entrevista deliciosa, directo e franco, como era seu habito!
    A sua memória perpectuará na ilha que lhe era tão querida pelo trabalho que desenvolveu em benefício da sua população, dos seus conterrâneos!
    À sua família, em especial, sua esposa e filhas as minhas mais sinceras condolências por tão grande perda!
    Deus o receba no seu reino e lhe ofereça a paz eterna!
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    Henrique José Schanderl, António Couto and 28 others
    🖤
    Ficam as memórias à falta de palavras.
    • –
    – ••
    •• –
    •••
    May be an image of 1 person and text that says "Lembro-me de ser criança única comunicação que havia no Corvo era por código Morse. Hoje não falta nada. Estamos no meio do mundo e fomos primeiro concelho do país a ter internet gratuita para todos MANUEL RITTA, HOTELEIRO AUTARCA EX-"
    Rafael Carvalho, Aníbal C. Pires and 23 others
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    • OMD. 🖤 Descanse em paz. Um grande e sentido abraço de pêsames

      Kathleen

      para todos vós. Lamento profundamente.

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    Paulo Melo

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    Presidente do Governo manifesta pesar pelo falecimento Manuel Rita eis autarca do Corvo - Jornal Açores 9
    JORNALACORES9.PT
    Presidente do Governo manifesta pesar pelo falecimento Manuel Rita ex-autarca do Corvo – Jornal Açores 9

    Michelle des Bouillons – Praia da Viola, Ribeira Grande, Azores

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    Maria Meneses

    and https://youtu.be/veqBSi9xxI8?t=31

    Casa dos Açores em Lisboa

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    https://youtu.be/veqBSi9xxI8

    Michelle des Bouillons - Praia da Viola, Ribeira Grande, Azores
    YOUTUBE.COM
    Michelle des Bouillons – Praia da Viola, Ribeira Grande, Azores
    Michelle des Bouillons was the first women to surf the big waves (+15 foot) of Viola Beach – São Miguel Island, Azores. Credits: Gigantes de Nazaré and Cesin…

     

    MICHELLE DES BOUILLONS NA PRAIA DA VIOLA

     

     

    nemésio morreu há 43 anos

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    Há exatos 43 anos, a 20 de fevereiro de 1978, morria Vitorino Nemésio, um dos maiores nomes da literatura portuguesa do século XX. Nemésio foi poeta, romancista, ficcionista, cronista, ensaísta, biógrafo, historiador da literatura e da cultura, jornalista, investigador, epistológrafo, filólogo e comunicador televisivo, para além de toda a atividade de docência na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
    Nemésio nasceu a 19 de dezembro de 1901 na Praia da Vitória, filho de Vitorino Gomes da Silva e de Maria da Glória Mendes Pinheiro. Foi no Liceu de Angra que foi introduzido no mundo das Letras pelo professor Manuel António Ferreira Deusdado (autor da Revista de Educação e Ensino). Publicou, em 1916, o seu 1º livro de poesia, o Canto Matinal. Teve algumas dificuldades com o ensino, acabando por se transferir para a Horta, no Faial, onde concluiu o Curso Geral dos Liceus a 16 de julho de 1918. Nesta cidade, teve contacto com o grande fluxo marítimo e animação noturna resultante do aproximar do final da I Guerra e da presença constante de estrangeiros devido a este porto ser um local de reabastecimento de frotas e de descanso para os marinheiros.
    No ano de 1919, Nemésio iniciou o serviço militar, como voluntário de Infantaria, fazendo então a sua primeira viagem para fora dos Açores. Dois anos depois, entrou para a Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Acabou por, 3 anos depois, mudar-se para o curso de Ciências Histórico-Filosóficas da Faculdade de Letras de Coimbra. Em 1925, matriculou-se no curso de Filologia Românica da Faculdade de Letras. Durante este período conheceu o escritor republicano espanhol Miguel Unamuno, com quem manterá uma troca de correspondência até à morte deste, em 1936. Em 1926 foi cofundador e diretor do jornal republicano académico Gente Nova, clara consequência do seu contacto com o republicanismo espanhol.
    Nemésio casou-se, a 12 de fevereiro de 1926, em Coimbra, com Gabriela Monjardino de Azevedo Gomes, com quem teve, em um espaço de 5 anos, 4 filhos, Georgina, Jorge, Manuel e Ana Paula. Neste entretanto, transferiu-se para a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde concluiu o curso, em 1931, com excelentes notas. Iniciou a sua atividade de docência na mesma Faculdade, com o ensino das disciplinas de Literatura Italiana e, mais tarde, de Literatura Espanhola. No ano de 1934, Nemésio doutorou-se em Letras pela Universidade de Lisboa com a tese A Mocidade de Herculano até à Volta do Exílio. Foi então convidado pela Vrije Universiteit Brussel para lecionar na Bélgica, onde esteve entre 1937 e 1939, período antes do início da II Guerra.
    A sua condição de terceirense, açoriano, ilhéu, estaria fortemente presente na sua obra. Em termos de ficção, o autor terceirense começou a sua carreira com a publicação do volume de contos Paço do Milhafre, a partir de 1924, posteriormente renomeada o Mistério do Paço do Milhafre, em 1949. A sua escrita era marcada pela descrição dos lugares e do desenho das personagens, dando um lado muito real às personagens. A sua obra, que tem títulos como Corsário das Ilhas, Festa Redonda, Varanda de Pilatos, entre tantos outros, passou ser conhecida e reconhecida.
    O auge do romance em Nemésio foi atingido em 1944, com a publicação de uma das obras-primas da Literatura Portuguesa do século XX, que eu aconselho vivamente, Mau Tempo no Canal, cuja ação decorre nas 4 principais ilhas do grupo central do arquipélago açoriano: Pico, Faial, São Jorge e Terceira, entre 1917 e 1919 (estes anos representam aquele período em que Nemésio se encontrava no Faial e, em contacto, com várias culturas e várias personalidades).
    Na sua escrita, Nemésio evidenciou a açorianidade, que o representava e à sua cultura. A primeira vez que Vitorino Nemésio utilizou a palavra foi quando falou da sua açorianidade, das suas saudades da terra natal, da sua alma enquanto açoriano que se encontrava longe de casa, no continente. Em Coimbra, a 19 de julho de 1932, na comemoração dos 500 anos da descoberta dos Açores (na época acreditava-se que os Açores tinham sido descobertos em 1432 e não como hoje se defende, em 1427), o autor terceirense definiu o que era a acorianidade: «A geografia, para nós, vale outro tanto como a história, e não é debalde que as nossas recordações escritas inserem uns cinquenta por cento de relatos de sismos e enchentes. Como as se¬reias temos uma dupla natureza: somos de carne e pedra. Os nossos ossos mergulham no mar.»
    Voltando à vida de Nemésio, em 1958, lecionou no Brasil. Dois anos depois, a 19 de julho de 1961, foi feito Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique e, 6 anos depois, a 17 de abril de 1967, Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada (postumamente, a 30 de agosto de 1978, foi homenageado com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada). Recebeu o Prémio Nacional da Literatura, em 1965 e, em 1974, o Prémio Montaigne. Quando a 12 de setembro de 1971, atingiu a idade limite legal de exercício de funções públicas, proferiu a sua última aula na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
    Nemésio foi autor e apresentador do programa televisivo Se bem me lembro, entre 1970 e 1975, onde dava palestras, mostrando a sua capacidade única como comunicador. Nemésio escreveu biografias também e colaborou em diversas revistas e jornais, assumindo, já depois de ser Catedrático Jubilado, entre 11 de dezembro de 1975 e 25 de outubro de 1976, a direção do jornal O Dia.
    Vitorino Nemésio morreu a 20 de fevereiro de 1978, em Lisboa, no Hospital da CUF. Como seu último desejo, pediu que os sinos tocassem o Aleluia em vez do dobre a finados. Jaz no cemitério de Santo António dos Olivais, em Coimbra.
    A obra de Nemésio já estava há muito tempo esgotada, assim uma edição das obras completas do escritor terceirense começaram este Outono a ser publicadas, em 17 volumes, em uma iniciativa da editora Companhia das Ilhas, em parceria com a Imprensa Nacional-Casa da Moeda. O 1º volume foi apresentado na edição de 2018, a XIII, do Outono Vivo, na Praia da Vitória, pelo Professor Luiz Fagundes Duarte, e aborda a poesia publicada por Nemésio entre os anos de 1916 e 1940.
    Nemésio sempre amou e “cantou” como ninguém a sua Praia da Vitória. Escritor da açorianidade, Nemésio deixou uma vasta obra, que vale a pena ser lida pelas novas gerações. Temos de procurar divulgar a obra deste grande Português do século XX, além de incentivar à leitura de suas obras. Tal como Nemésio, nunca devemos perder o amor à nossa terra e à defesa dos interesses locais, pois as nossas raízes, o meio social em que crescemos e vivemos marca para sempre a nossa visão do mundo. A açorianidade é algo que está muito bem impregnada na nossa alma de ilhéus.
    Francisco Miguel Nogueira
    António Couto and 11 others
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