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O navegador português e sua tripulação enfrentaram tormentas, calmarias e doenças e apenas 500 dos 1,5 mil homens que saíram de Portugal conseguiram voltar para casa.
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A editora do Canal História insiste em não esquecer os Templários e chega às livrarias um livro sobre a busca do Santo Graal que enquadra o papel de Portugal e da fortaleza de Tomar na sobrevivência dessa ordem: A História Secreta dos Templários.
Source: O refúgio do tesouro maior dos Templários pode ter sido Portugal
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Tertúlia 31 Saudades dos colóquios – sábado 24 abril 2021 (18h00 AZOST) .
31ª TERTULIA – Francisco Madruga, Luís Fagundes Duarte, Ana Maria Franco Botelho – modera ANÍBAL PIRES
Convidados e Moderador entram no link https://streamyard.com/tnu6c4enqc
os restantes podem assistir à transmissão EM https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/
todas as anteriores em https://www.lusofonias.net/acorianidade/tert%C3%BAlias-saudade-dos-col%C3%B3quios-2.html
se quiserem ver sem descarregar vão a LUSOFONIAS – TERTÚLIAS SAUDADE DOS COLÓQUIOS
https://www.lusofonias.net/documentos/tert%C3%BAlias-saudade-dos-col%C3%B3quios.html
no Facebook https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/live/ ou
1 Álamo Oliveira https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/913777022447355/
2 Urbano Bettencourt, Chrys, Pedro Almeida Maia (Criatividade) https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/635885243732266/
3 Helena Ançã, Luciano Pereira E Helena Chrystello (Educação) /https://www.facebook.com/709027249122704/videos/634964720788883
14 Eduardo Bettencourt Pinto https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/750572025644373/
15 Manuela Marujo, Vera Duarte Pina, Hilarino Da Luz https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/673185173569248
17 Ana Paula Andrade, Aníbal Raposo, Eduíno de Jesus https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/719736351982197/
18 Vilca Merízio, Sérgio Prosdócimo, Isabel Rei https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/310243923745297/
20 (Galiza 1) Alexandre Banhos, Antº Gil Hernández, Maria Dovigo https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/403745814229515/
23 – João Paulo Constância, Perpétua Santos Silva, Rolf Kemmler, https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/1169121863503417/
24 – Lourdes Crispim, Luísa Timóteo e Rafael Fraga https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/759135418051824
25.1. Assis Brasil, Chrys Chrystello, Lélia Nunes https://www.facebook.com/435810163244498/videos/427867671808784
25.2. Susana Antunes, Diniz Borges, Conceição Andrade https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/468329707833096
25.3. Onésimo T Almeida, João de Melo e Joel Neto https://www.facebook.com/435810163244498/videos/793757051491505
27.1. (Galiza2) Concha Rousia, Antia Cortiças Leira, Artur Novelhe – https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/363344254723364
27.2 Dia Internacional da Poesia 2021 https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/441781313704308
Sexta 9 abr e sábado, 10 abril 2021 (18h00 AZOST) –33º colóquio em Belmonte parte1. https://youtu.be/wHDQyBFvCO8
parte2. https://youtu.be/kQXSHrgyXs8 – https://www.lusofonias.net/documentos/sons-e-poesia-col%C3%B3quios/2642-33-coloquio-belmonte-2021-parte-2.html
Cada convidado dispõe de 20’ havendo 20’ de debate
SAUDADES DOS COLÓQUIOS, TERTÚLIAS INDIVIDUAIS / DE GRUPO “Criatividade Confinada” – “O autor pelo Próprio”
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32- Sábado, 1 maio 2021 (18h00 AZOST) – Carlos Bessa, Renata Correia Botelho, Manuel Jorge Lobão – modera Chrys |
33- Sábado, 8 maio 2021 (18h00 AZOST) Mª Luísa Soares, Helena Chrystello, Malvina Sousa, Onésimo T Almeida modera Chrys C
34 – Sábado, 15 maio 2021 (18h00 AZOST) Jorge Cunha, José de Almeida Mello, Alda Batista – modera Chrys
35 – Sábado, 22 maio 2021 (18h00 AZOST)– Rafael e César Carvalho, Carolina Constância, modera Carolina Cordeiro
36- Sábado, 29 maio 2021 (18h00 AZOST) Eduardo Ferraz da Rosa Nuno Costa Santos, Álamo Oliveira
37 – Sábado 5 junho 2021 (18h00 AZOST) Joel Neto modera Chrys
10-12 junho 34º colóquio em Ponta Delgada https://coloquios.lusofonias.net/XXXIV/
AGUARDAMOS CONFIRMAÇÃO Eduardo Ferraz da Rosa , Virgílio Vieira , Rosa Simas,
José António Salcedo, Afonso Teixeira Filho, Antonio Callixto
ESTUDA-SE AINDA UMA SESSÃO ESPECIAL DE GENEALOGIA


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Crónica 393 25 de abril sempre 2021

Nesta bela casa, hoje dilapidada e desabitada à espera do camartelo municipal para nela se construir uma qualquer gaiola de cimento sem vida nem alma, nela habitaram famílias (felizes ou não)m, ali nasceram jovens, cresceram, foram à guerra colonial e voltaram ou não, para casar e arranjar emprego, terem filhos e seguirem o curso considerado normal naqueles tempos. Naquela casa houve festas, aniversários, dançaricos e outras celebrações, ouviram-se risos e choros, alegrias e tristezas, em tempos até havia criadas fardadas de preto e branco a servirem à mesa na sua escravatura de só poderem sair domingo de tarde para namorarem um qualquer magala do quartel mais próximo. Houve tempos difíceis depois da primeira grande guerra e durante a segunda grande guerra em que havia racionamento e faltavam bens essenciais que nenhum dinheiro podia comprar, mas depois veio o tempo da esperança e da reconstrução, novas tecnologias surgiram a partir de 1950. Foi nessa altura que o mundo calmo e salazarento se desmoronou com a ocupação de Goa, Damão, Diu, a que se seguiram as chacinas em África que deram início a 14 anos de guerra colonial sangrenta, estúpida, sem senso, perdida antes de ter começado, segundo a teoria de dominó de Henri Kissinger. Portugal nunca teve hipóteses nenhumas face ao xadrez dos EUA e Rússia naquela parte de África.
Mais de uma dezena de milhar de mortos e incontáveis feridos e estropiados que ainda hoje penam com stresse pós-traumático deixou macas na velha casa com um jovem revolucionário que embandeirou em arco com o 25 de abril ameaçando as fundações da família. Velhos e irrelevantes os donos da casa foram-se consumindo com o tempo sem nunca se ajustarem aos ventos democráticos cuja voragem aniquilou os rendimentos escassos amealhados em gerações. Quando se finaram a casa se finava com eles sem ninguém interessado em manter e preservar o velho casarão que, há muito necessitava de obras custosas, para manter a sua aparência senhorial
E que me acontecia entretanto? Nessa época qualquer jovem vivia com dois dilemas fundamentais, um: era a espada de Dâmocles da malfadada tropa (o exército colonial português que decepava vidas e esperança dos jovens ao enviá-los para a guerra colonial que ninguém queria nem entendia), a outra era o facto de não pertencermos à Europa nem ao mundo na política do “orgulhosamente sós” a que a ditadura salazarenta se agarrava. Mas havia esperança, a guerra colonial acabaria, tal como a Guerra do Vietname e a democracia haveria de chegar a Portugal como chegou à Europa após a segunda grande guerra. Não sabíamos quando… estive como aspirante a oficial miliciano, no RAL-4 em Leiria, e nos passeios longos de tertúlia com o (major) Melo Antunes nas margens do rio Lis entre março e setembro 1973 ele me dizer que se estava a preparar algo para daí a dois ou três anos (no pior cenário, cinco anos).
Falava-se de vida, de filosofia, de aspirações e sonhos e felizmente vivi o suficiente para ver a maior parte desses sonhos concretizados. Mas jamais esquecerei o que era viver sem liberdade (especialmente de expressão e pensamento). Antes do 25 de abril em Portugal havia uma coisa chamada lápis azul, ou censura, que em 1972 me cortou 70 páginas a um livrinho de poemas adolescentes que publiquei com cerca de trinta páginas…
O resto é já história, o 25 de abril trouxe a liberdade de pensamento e de expressão e muita água correu sob as pontes: sou confrontado por uma sociedade mais desigual do que nunca, de falsa fluência consumista.
No que conseguíamos ler e ouvir queríamos a liberdade de um Woodstock americano, das manifs de estudantes de Paris em 68-69 e subsequentes, em vez de viver sob “brandos costumes” que me obrigaram a uma multa de 2$50 (dois escudos e cinquenta avos) por andar descalço no acesso à praia …ou a uma multa (creio que 250$00) por não ter licença de porte de “arma” (neste caso, um isqueiro). Alguns colegas eram “bufos” não só da PIDE mas ao denunciarem o meu uso de isqueiro sem licença ganhavam 50% da receita…
Depois, veio o dia de todas as esperanças, 25 de abril (quase sem mortes e com cravos na ponta das espingardas) e eu, em Timor, esperei, tardava a chegar (teria ido de barco?) e jamais arribou.
A Europa cresceu, o sonho da europa unida medrou e cresceu descontroladamente, até ter mais olhos que barriga e ficar desesperadamente obesa na palhaçada que hoje é. Por toda a parte, uma após outra, as ditaduras iam sendo aniquiladas e substituídas por modelos de democracia onde alegadamente o povo e a sua vontade eram representados em parlamentos. Com a queda do Muro de Berlim e a glasnost a dar lugar a uma nova Rússia todos acreditamos que sonhar era isto, quando se tornavam realidade até na América Latina e América do Sul. Já o neoliberalismo da nova ordem mundial tinha disseminado sementes com a Thatcher e o Ronald Reagan, mas não sabíamos que isso iria perverter todo o ocidente.
Há algo que sempre afirmei e reitero, mesmo que já não sirva para grande coisa, o 25 de abril trouxe-me o bem mais precioso: a liberdade de expressão, a mim que sou um individualista nato e jamais conseguiria viver numa autocracia. Dantes, os países democráticos tinham eleições os outros não (nem mesmo as mascaradas eleições do partido único em Portugal o ocultavam).
Hoje assistimos a um novo e preocupante paradigma, a semi-democracia onde existe a aparência de uma verdadeira democracia com eleições e tudo o mais, mas onde a realidade não está representada, com resultados viciados, roubo descarado de votos e tanta manipulação que o resultado é a via autocrática travestidas de democracia oca. O que temos assistido nas últimas décadas é um ataque à democracia, e são as próprias instituições europeias quem mais tem atrofiado o funcionamento dos sistemas democráticos. E até mesmo eu, que sempre me considerei um otimista nato, tenho demasiadas dúvidas, rodeado como estou por autómatos não-pensantes, obcecados com os pequenos ecrãs dos smartphones e impérvios aos atropelos à dignidade, equidade e justiça que acontecem em volta. Quando essa liberdade se perder, de facto só terei de me conformar e aceitar que me implantem um ”chip” para o meu próprio bem, como nem George Orwell (1984 e o Triunfo dos Porcos) nem Aldous Huxley (Admirável Mundo Novo) conseguiram imaginar.
Estava em Timor em 25.4.1974… Depois do 25 de abril (data da Revolução em Portugal) comecei a publicar artigos que o Comando Militar e, em especial o CEM (Chefe do Estado-Maior Arnao Metello) queriam evitar. Era chamado quase todas as manhãs e simpaticamente mandava o motorista no velho Volkswagen do Estado-Maior buscar-me a casa. Nessa rotina (prolongou-se por bastante tempo e trouxe consequências ao meu serviço militar) lá tinha de explicar porque publicara artigos censurados e considerado material proibido. Uma verdadeira caça ou o jogo do gato e do rato. Ramos Horta viu assim o 25 de abril (entrevista dada ao Expresso em 28.11.2015).

Este ano como em todos os anteriores 47 usarei um cravo simbólico do dia em que a liberdade chegou a Portugal e por mais que me desgoste (hoje) este país injusto onde vivo ainda sou livre para o afirmar.
Chrys Chrystello, Jornalista, Membro Honorário Vitalício nº 297713[Australian Journalists’ Association MEEA]Diário dos Açores (desde 2018)Diário de Trás-os-Montes (desde 2005)Tribuna das Ilhas (desde 2019)Jornal LusoPress Québec, Canadá (desde 2020) |
