TORRE DE TV KIEV

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O momento em que a torre de televisão ucraniana em Kiev é atingida por mísseis. Saiba mais em: https://bit.ly/3C211iM
Ucrânia: Bombardeamento russo contra torre de televisão em Kiev faz cinco mortos
Kiev, 01 mar 2022 (Lusa) – Cinco pessoas morreram e outras tantas ficaram feridas num bombardeamento russo, hoje, contra uma torre de transmissão de televisão em Kiev, informou o serviço estatal de emergências ucraniano na rede social Facebook.
Após o bombardeamento, alguns canais de televisão deixaram de emitir, de acordo com a agência noticiosa Efe.
A Rússia tinha avisado que ia atacar os centros de informação e propaganda da capital ucraniana, Kiev, e pedido aos moradores das imediações para que abandonassem as suas casas.
O ministro ucraniano do Interior, Antón Geráschenko, confirmou que as tropas russas atacaram a torre de televisão de Kiev.
A subestação que fornece eletricidade à torre e o ‘hardware’ da estrutura ficaram danificados.
Segundo a polícia ucraniana, um míssil atingiu um edifício administrativo de quatro andares na Rua Dorohozhytskaya, situada junto à torre de televisão de Kiev, causando uma explosão e um incêndio.
Pelo menos cinco pessoas tiveram de ser retiradas do local.
A Rússia lançou na quinta-feira de madrugada uma ofensiva militar na Ucrânia, com forças terrestres e bombardeamento de alvos em várias cidades, que já mataram mais de 350 civis, incluindo crianças, segundo Kiev. A ONU deu conta de mais de 100 mil deslocados e mais de 660 mil refugiados na Polónia, Hungria, Moldova e Roménia.
O Presidente russo, Vladimir Putin, disse que a “operação militar especial” na Ucrânia visa desmilitarizar o país vizinho e que era a única maneira de a Rússia se defender, precisando o Kremlin que a ofensiva durará o tempo necessário.
O ataque foi condenado pela generalidade da comunidade internacional e a União Europeia e os Estados Unidos, entre outros, responderam com o envio de armas e munições para a Ucrânia e o reforço de sanções para isolar ainda mais Moscovo.
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SERÁ ISTO O QUE SE SEGUE???

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EVERYBODY KNOWS
By Leonard Cohen
Pode ser uma imagem de 2 pessoas, pessoas em pé, nuvem, natureza e texto
https://youtu.be/I8j3I9TIxcc

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DESTROÇOS DE GUERRA

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Ucrânia: Pelo menos 10 mortos em ataque ao centro de Kharkiv
Kharkiv, Ucrânia, 01 mar 2022 (Lusa) – Os socorristas ucranianos deram conta de pelo menos 10 mortos no bombardeamento de hoje de manhã no centro de Kharkiv, a segunda cidade da Ucrânia, perto da fronteira russa.
“Pelo menos 10 pessoas morreram, mais de 20 ficaram feridas. Os socorristas e os voluntários salvaram dos escombros 10 pessoas, segundo um balanço preliminar”, indicou o serviço ucraniano das situações de emergência.
A mesma fonte divulgou imagens dos socorristas a assistirem as vítimas saídas dos escombros da sede da administração local atingida esta manhã.
A praça central onde se situa este edifício estava repleta de destroços, com uma viatura totalmente destruída no meio, segundo um fotógrafo da agência AFP no local.
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, denunciou um “crime de guerra”.
A Rússia nega ter atingido alvos não militares.
Cerca de 1,4 milhões de habitantes vivem habitualmente em Kharkiv, uma cidade largamente russófona na fronteira com a Rússia, já atingida pelas forças russas, que invadiram a Ucrânia a 24 de fevereiro por ordem do Presidente russo, Vladimir Putin.
As autoridades locais disseram que repeliram na segunda-feira um “avanço” das tropas terrestres russas.
A ofensiva militar russa na Ucrânia, com forças terrestres e bombardeamento de alvos em várias cidades, já matou mais de 350 civis, incluindo crianças, segundo Kiev.
A ONU deu conta de um milhão de deslocados no interior da Ucrânia e mais de 660.000 refugiados na Polónia, Hungria, Moldova e Roménia.
O Presidente russo, Vladimir Putin, disse que a “operação militar especial” na Ucrânia visa desmilitarizar o país vizinho e que era a única maneira de a Rússia se defender, precisando o Kremlin que a ofensiva durará o tempo necessário.
O ataque foi condenado pela generalidade da comunidade internacional e a União Europeia e os Estados Unidos, entre outros, responderam com o envio de armas e munições para a Ucrânia e o reforço de sanções para isolar ainda mais Moscovo.
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O PERIGO DO DESAMARMENTO

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【A CAUSA DAS COISAS】
Em 1994, a Ucrânia detinha um gigantesco arsenal nuclear até assinar o Memorando de Budapeste e entregou cerca de 1600 armas nucleares remanescentes da antiga União Soviética à Rússia, em troca de um tratado de paz e da garantia de nunca ser invadida ou ameaçada.
Hoje a Rússia invade a Ucrânia demonstrando o resultado de entregar sua capacidade de defesa a alguém contando com sua benevolência.
O desarmamento sempre será uma estratégia oferecida para te dominar. Nunca conte com a bondade dos outros, esteja sempre preparado para se defender e defender sua família.
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ANTÓNIO BULCÃO CRÓNICA

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Estado de guerra
Sempre tive a mania de imaginar que me estavam a acontecer a mim as coisas más que aconteciam aos outros. Talvez por solidariedade, talvez para me treinar para dores futuras, fechava os olhos e perguntava dentro do peito e da cabeça “e se fosse comigo?”. Daí até ver tudo como se fosse realmente comigo era um curto passo. E sofria.
Lembro-me do pranto da Isabel quando o pai lhe morreu, tinha ela 19 anos. O seu desespero frente ao fim inesperado, que era novo, que não estava doente, que de repente custa muito. Num segundo, já não era o pai dela, mas o meu. Se me chegasse tal notícia do Faial, por um telefone com fio, assim sem mais nem menos. E preparava-me para tal dor, sabendo que um dia seria a minha vez.
Claro que era uma antecipação inútil. Quando morre o nosso pai, mesmo, não há treino anterior que nos valha. Por mais amigo seja aquele a quem o pai faltou, por mais que num abraço tentemos tirar alguma da dor que no outro peito rói, por mais lamento ou sinto muito vertido em orelhas surdas, quando é connosco é outra coisa.
O Lameiras era do grupo de forcados das Caldas e foi pegar para o Algarve. Com os colegas e amigos a pedir-lhe que não fosse. Que os touros no Algarve já foram corridos, sabem a tabuada toda, servem para entreter turistas. Que temos exame de Direito Administrativo, se partes um braço ou coisa assim? Mas ele foi…
E depois veio a notícia. Nem estava na cara do bicho, era primeira ajuda, mas o da cara bateu-lhe no peito já com cornos de cada lado, e o Lameiras caiu para trás como uma tábua, fez um traumatismo craniano e morreu. E nós cheios de grinaldas e uma placa com adeus gravado, a ir para as Caldas, num silêncio que nem o motor do autocarro quebrava. E os pais a receberem-nos em lágrimas. E a gente frente à campa, já sem podermos tirar dúvidas juntos para o exame…
E eu outra vez a ser os pais do Lameiras. Ainda sem filhos, a imaginar-me com eles e a me morrerem. Chorei pais dos outros, filhos dos outros. De nada me ou lhes valeu.
Agora imagino-me a dormir e a minha casa rebentar com um míssil. Eu, que até tenho medo de trovoada, desde o dia em que caiu um raio numa casa ao lado da minha. Mas relâmpagos é como o outro, a gente conta pelos dedos e sabe se estão longe ou perto e confia na lei das probabilidades, para além das rezas a Santa Bárbara. Uma bomba é bem pior, vem da maluqueira de um gajo seguro na carlinga de um avião de guerra, que decide malhar no alvo civil que lhe der na telha, e lá fica o prédio a arder, gente ferida ou morta. Imaginar-me assim parte-me todo.
E imagino-me sem ter para onde fugir, com sirenes a desorientar-me. Ou a ir ao híper no carro e passar-me um tanque por cima. Ou a ver mulheres e crianças em fuga desesperada, sem ter para onde ir.
Quando imagino Angra ou a Praia a serem bombardeadas, ocupadas, metralhadas, as mulheres grávidas a terem os seus bebés debaixo do chão, apetece-me estrangular todos os Putin deste mundo. Fecho os olhos molhados e custa-me muito a adormecer. Vejo clarões, ouço ribombares. Ah, é só a televisão que me esqueci de apagar. Mas um dia poderá ser mais que isso. Nesse dia, não terei de imaginar. Restar-me-á viver com medo ou morrer sem saber por quê.
António Bulcão
(publicada hoje no Diário Insular)
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    Souto Gonçalves

    “Um silêncio que nem o motor do autocarro quebrava.” A melhor frase deste texto.

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Pourquoi il faut prendre les menaces nucléaires russes au sérieux

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L’offensive contre l’Ukraine se révélant beaucoup moins aisée que prévu, et les réactions occidentales étant massives, la Russie brandit une menace que l’on aurait tort de sous-estimer…

Source: Pourquoi il faut prendre les menaces nucléaires russes au sérieux

mercenário wagner

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【A CAUSA DAS COISAS】
O designado “grupo Wagner”, que suscitou um confronto entre Moscovo e Berlim/Paris, a propósito da alegada presença dos seus mercenários no Mali, é considerado por vários observadores um instrumento da política externa do Kremlin.
A presença dos efetivos da Wagner foi noticiada na Ucrânia, Síria e África, incluindo na província moçambicana de Cabo Delgado.
Referidos pela primeira vez em 2014, no leste da Ucrânia, ao lado dos separatistas pró-russos, voltaram a ser noticiados em 2015, na Síria, em apoio de Bachar al-Assad e ao lado do exército russo, nomeadamente em batalhas relevantes, como a da retoma da antiga cidade de Palmira, o que Moscovo desmentiu.
O espaço de ação da Wagner alargou-se depois. Na Líbia combateu ao lado do marechal Khalifa Haftar e na República Centro-Africana centenas dos seus paramilitares estão como “instrutores” do exército, de tal modo que Paris até refere uma “captura do poder”.
A sua presença tem sido também referida no Sudão, em Moçambique ou na Venezuela, e às suspeitas, nunca provas formais, a Rússia tem respondido com negações.
Segundo meios russos, o comando operacional da Wagner é assegurado por Dmitri Outkine. Poucas coisas são conhecidas deste homem, com cerca de 50 anos, que teria passado pelos serviços de informações militares.
Em Dezembro de 2016, foi recebido no Kremlin durante uma cerimónia de homenagem aos “heróis” da guerra na Síria. Foi mesmo fotografado com o presidente russo, Vladimir Putin.
As finanças da Wagner seriam controladas por um homem-chave do Kremlin, o empresário Evguéni Prigojine, próximo de Putin, sob sanções dos EUA por ingerência eleitoral e procurado pela polícia federal norte-americana (FBI, na sigla em Inglês) por “fraude”.
Prigojine desmentiu sempre as acusações feitas pelos EUA.
O grupo Wagner não tem existência legal na Federação Russa, onde as sociedades militares privadas são proibidas. Não obstante, conta com vários milhares de homens, em particular ex-membros das forças armadas ou dos serviços de segurança, com salários bem mais elevados.
Para o Centro Carnegie de Moscovo, a Wagner acaba por ser “o segredo mais mal guardado da Rússia”. Os meios russos têm noticiado várias vezes funerais de alegados membros do grupo paramilitar.
Segundo o Carnegie, o grupo tem dois papéis: “fornecer ao Kremlin uma possibilidade de negação do envio de combatentes para zonas de guerra” e servir de “instrumento para reforçar a sua influência junto de Estado recetivos”.
Contudo, as operações da Wagner nem sempre são feitas sem perdas ou escândalos.
Uma crise entre a Federação Russa e a Bielorrússia colocou, de forma inesperada, o grupo sob as luzes da ribalta em 2020, quando os dirigentes de Minsk anunciaram a detenção de 33 “mercenários” russos.
Estes homens, transitavam pela Bielorrússia para outros destinos, como Venezuela, Líbia, Cuba, Turquia e Síria. Moscovo reagiu com embaraço e negociou o seu regresso discreto à Federação Russa.
Em Fevereiro de 2018, o grupo teria sofrido pesadas perdas na Síria, durante ataques norte-americanos contra combatentes pró-Damasco, que procuravam controlar campos petrolíferos.
Na República Centro-Africana, três jornalistas russos, que investigavam as atividades da Wagner neste país, foram mortos. Vítimas de bandidos, segundo Moscovo; vítimas de profissionais, segundo a oposição russa.
Acusados de “crimes de guerra” na Síria por organizações não-governamentais, os homens da Wagner são também suspeitos pela Organização das Nações Unidas de abusos na República Centro-Africana.
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OBJETIVOS DA RÚSSIA

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Quem se tenha dado ao trabalho de ler a imprensa oficial russa, sabe que os objectivos políticos iniciais da Rússia na Ucrânia foram:
1) destruição do governo da Ucrânia;
(2) controlo da Ucrânia;
(3) fim da soberania da Ucrânia;
(4) solução da “questão ucraniana” (1) #20
Acresce a criação de uma nova entidade política entre a Rússia e a Bielorrússia.
Segundo a imprensa oficial russa, que ontem publicou uma série de artigos por engano, tudo isto faz parte do plano do Kremlin para criar “uma nova época” que permita à Rússia dominar uma Europa vista como democrática, decadente e vulnerável.
A ideia de que Moscovo começou uma guerra contra a Ucrânia para garantir o controlo do Donbas ucraniano é uma ficção portuguesa.
João Silveira, Paula Gouveia and 204 others
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