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“A verdadeira natureza da felicidade é, muitas vezes, mal compreendida.
É frequentemente confundida com satisfação, contentamento, ou paz de espírito.
A forma mais simples de explicar a diferença é descrever o contentamento como a disposição que sentimos quando a vida nos corre bem, enquanto a felicidade é a sensação que temos quando ela melhora subitamente.
No preciso momento em que nos acontece algo de maravilhoso, somos invadidos por uma onda de emoção, um sentimento de prazer intenso: uma explosão de puro deleite.
Este é o momento em que somos verdadeiramente felizes.”
Desmond Morris in A Natureza da felicidade

Hoje não falarei de fogos, de maus-tratos, de abusos, de saúde, da greve dos professores e contagem de tempo de serviço, nem da falta de médicos ou outras questões. A minha cor política é o país onde vivo, nem direita nem esquerda. Claro que tenho preferências e já as afirmei. (Desmistifiquemos: apesar de hoje não ser já relevante, tenho de me definir, como de “esquerda” o que significa simpatizar com a noção de social-democracia à sueca, do tempo do malogrado Olof Palme. Sou multicultural e não aceito xenofobia nem extremismos de qualquer formato).
Tal como no desporto (tenho simpatias), na política nunca serei membro partidário pois o meu individualismo e desprendimento nunca pactuariam com disciplinas partidárias. Nunca me inibi de fazer sugestões de preservação linguística e cultural, mesmo quando me apodavam (crime de lesa majestade) de elitista e não respeitar as massas (por mais que as respeite e suas vontades, sempre foram dirigidas, era preferível serem por elitistas culturais do que por populistas, demagogos e outros).
Quando como jornalista critiquei igualmente a Austrália e Portugal em relação a Timor, chamaram-me muita coisa, e antipatriota, desde que adotei os Açores nunca me coibi de exigir o melhor para o país e Açores. Sim (apesar da idade) sou um poeta, utópico que acredita em mundos mais perfeitos, sonhador que imagina justiça, equidade e transparência, e é difícil encontrá-las.
Cito Jack Kérouac
“Aqui estão os loucos.
Os desajustados.
Os rebeldes.
Os criadores de casos.
Os pinos redondos em buracos quadrados.
Os que fogem ao padrão.
Aqueles que veem as coisas de um modo diferente.
Não se adaptam às regras, nem respeitam o status quo.
Pode citá-los, discordar, glorificá-los ou caluniá-los.
Mas a única coisa que não pode fazer é ignorá-los.
Porque eles mudam as coisas.
Empurram a raça humana para a frente.
E enquanto alguns os veem como loucos, nós vemo-los como geniais.
Porque as pessoas suficientemente loucas para acreditar que podem mudar o mundo, são as que o mudam.
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Para quem acordou em 2020 jamais esperava ter de assistir a esta nova guerra mundial sem tiros e onde as bazucas de que se fala são de apoio financeiro.
Com efeito, quem acordou em 2020 fê-lo como se estivesse num estado de animação suspensa. Depois de muitas dúvidas, notícias falsas, da instauração do novo regime de medo global viria a terrível constatação de que a vida, tal como a conhecíamos, estava adiada, primeiro por umas semanas, depois por uns meses e agora toma forma o adiamento infindo, com curtas pausas para fingir que ainda vivemos e podemos sair, ir a um café ou a um restaurante ou à praia, para, de seguida, vir nova ordem de recolher a penates.
A escola intermitente, com seis semanas de aulas presenciais cria uma nova estirpe de alunos que pouco ou nada aprendem, e se, dantes já era uma desgraça aprenderem alguma coisa, muito pior será agora.
As casas passaram a ser um escritório alargado de teletrabalho que desfez todas as rotinas e ameaça minar todas as relações interpessoais, ao confinar pessoas por largas horas, dias, semanas, meses em áreas confinadas sem liberdade nem espaço, nem movimentos.
Se dantes muitos casamentos sobreviviam porque o casal mal tinha tempo de se encontrar e estava demasiado cansado pela lufa diária, agora criou-se um novo paradigma de casal à força e servirá de tira-teimas sobre a durabilidade de muitos relacionamentos.
Como todos andam covidescamente preocupados com a pandemia nem se apercebem que estão a destruir anticorpos de vida social e familiar e quando se aperceberem não há psicólogos que cheguem para tanto mal-estar. Serão feitas estatísticas sobre o aumento da violência (sobretudo doméstica) e constatar-se-á que a violência não é só endémica mas se tornou pandémica.
Como acabaram as festas, procissões e outras manifestações abertas ao público onde este podia dar largas a frustrações, medos e outros temores essa repressão de sentimentos irá encontrar novas válvulas de escape nos espaços confinados onde os colocaram.
Vivemos todos em jaulas, umas maiores outras menores e só nos falta o público para nos sentirmos num zoo, mas como o Onésimo observava há dias numa das nossas tertúlias dos colóquios da lusofonia, afinal já estamos num zoo, chama-se zoomlógico em que a câmara e o microfone nos devassam a toda a hora, como se fossemos obrigados a estar disponíveis a toda a hora para mostrar as habilidades amestradas aos que nos querem ver. E é essa imitação de vida que preenche o nosso novo quotidiano. Assim, estamos todos com a vida adiada à espera de milagres de vacinas e de bazucas que nunca remediarão o mal que já foi feito na destruição do tecido social e humano em que vivíamos, bem dizia nessa tertúlia, a Malvina Sousa “éramos tão felizes e não sabíamos”. Depois disto fica a memória desses dias e uma réstia de esperança que alguns tenham aprendido a dar valor ao que é verdadeiramente importante, enquanto a maioria se esquecerá e prosseguirá opiada com novas drogas de anestesia geral em substituição do fado, futebol e fátima do nosso descontentamento. O novo normal está magnificamente retratado na capa do livro de José Luís de La Guardia “O zoo humano” de 2018 (ed. Caligrama)
Chrys Chrystello, Jornalista, Membro Honorário Vitalício nº 297713[Australian Journalists’ Association MEEA]Diário dos Açores (desde 2018)Diário de Trás-os-Montes (desde 2005)Tribuna das Ilhas (desde 2019)Jornal LusoPress Québec, Canadá (desde 2020) |
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O polvo Wunderpus – belíssimo, só foi descrito pela primeira vez por pesquisadores em 2006. Vive no Pacífico e encanta fotógrafos.
Source: O polvo Wunderpus, uma maravilha recém-descoberta – Mar Sem Fim
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ao Pe. Durte Melo.
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Tertúlia 34 Saudades dos colóquios – sábado 15 MAIO 2021 (18h00 AZOST) .
TERTÚLIA 34 JORGE CUNHA, JOSÉ DE MELLO, ALDA BATISTA
transmissão EM https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/
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todas as tertúlias anteriores, descarregar o vídeo em https://www.lusofonias.net/acorianidade/tert%C3%BAlias-saudade-dos-col%C3%B3quios-2.html
ver sem descarregar vão a https://www.lusofonias.net/documentos/tert%C3%BAlias-saudade-dos-col%C3%B3quios.html
no Facebook https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/live/
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