o despovoamento dos Açores 6.6.2021

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a cuada nas flores

Crónica 398 o despovoamento dos Açores 6.6.2021

 

Escrevi o texto abaixo em 2006 sem imaginar que nos Açores isto se reproduziria anos mais tarde. Com efeito, começaram por fechar escolas primárias para levar a miudagem para outro sítio com mais gente, a seguir encerraram os postos dos CTT, depois tiraram os bancos e as poucas repartições de finanças e tribunais e lentamente as freguesias e vilas que começavam a sofrer os efeitos do decréscimo da natalidade começaram a parecer asilos de velhos. Iletrados sem competências cibernéticas, nem transporte, tinham de se deslocar à cidade mais próxima para tratar de qualquer assunto mundano.

Assisto a isto na vizinha Maia e um pouco por todas as nove ilhas. Uma desertificação forçada e o despovoamento dos Açores (espero comprovar isto com os resultados do Censo) em passo acelerado para as maiores urbes e seus dormitórios arralbadinos. Como não há empregos nas freguesias rurais e as vacas seguem o rumo do ciclo do pastel e da laranja, os jovens emigram para as cidades, para a Ibéria, Canadá e EUA, repetindo tradições ancestrais.

Depois da pandemia, virão os turistas de terceira idade para aproveitar o clima ameno dos Açores, recuperar casas e fixar-se nas freguesias despovoadas injetando na economia as suas reformas estrangeiras como já acontece nalgumas ilhas (estou a lembrar-me das Flores). Trarão consigo hábitos saudáveis de caminhadas, comida biológica em autossustento, reduzindo a poluição e beneficiando a ecologia das ilhas.

Não sei o que irão fazer a tanto hotel de tanta estrela que andam para aí a construir como se isto fosse um destino funchalizado ou algarviado, a menos que pensem em convertê-los em asilos de terceira-idade para lá colocarem os idosos que resistiam e queriam ficar nas freguesias desertas. Ora recordemos o que foi escrito em junho 2006:

O campo, as aldeias e freguesias são bonitos para passear nas férias e levar lá os putos para verem como se vivia antigamente, coisa que eles decerto nem vão acreditar (como quem os levava dantes ao zoológico). A diferença é que este zoo não teria bípedes em exposição nas jaulas, por detrás das grades, mas reproduções e filmes deles no habitat natural. Sempre se aproveitava para manter a tradição viva e ensinava-se a história dos antepassados.

Este método de ensino é mais económico e proveitoso que ir a um museu, que, como sabem, fecha nas férias, feriados, dias santos e em fim de semana, os turistas só querem ir aos museus cobiçar o que lá existe. Quiçá para tentar roubar umas peças sagradas para contrabandearem para as terras deles, que nada têm de valor, comparado ao que existe em Portugal…

Ainda vão agradecer a visão premonitória do governo que desde há dez anos fecha escolas sem gente que custavam tanto a manter.

Voltando às aldeias, o melhor era encerrá-las, lá só vivem velhos, reformados, desempregados que não contribuem para a economia nacional. Teimam em cultivar a horta de autossustento, fazem a matança do porco uma vez ao ano, costuram os vestidos, vivem à margem dos hipermercados e da sociedade tecnologicamente evoluída das urbes.

No continente ibérico, há muito, o governo, com uma visão notável, cortou as vias-férreas, a principal causa de incêndios no verão (só depois surgiram outras causas) e substituíram-nas por transportes rodoviários, mas como as estradas eram más teve de se fazer um peditório a São Bruxelas para construir novas.

Depois de encerradas as aldeias, criava-se uma zona protegida, parque natural de turismo. O Estado cobraria uma taxa turística. Não era isso que se fazia com os animais no zoológico? Como não havia animais para mostrar (perdão, habitantes) contratavam-se figurantes em trajos típicos, como nas recriações e feiras medievais. Ao despovoar o interior, porque não compensava tê-lo aberto, atraia-se investimento de turistas. Mostravam-se as aldeias abandonadas, recuperavam-se as casas onde os turistas pudessem viver macaqueando os nativos.

Já deu resultado com os lisboetas a comprarem “montes” alentejanos. Atraiam-se citadinos (num programa regional de formação e de criação de emprego) para fazerem o mesmo nas zonas de Trás-os-Montes, Beiras e Alentejo. A economia melhorava, incrementava-se o turismo interno, em vez de deixarem divisas no estrangeiro, para se dizer que se é muito viajado. Os nativos viveriam tranquilamente nos novos dormitórios de cimento do Porto e de Lisboa, em vez de passarem necessidades nas aldeias. Ficavam perto de centros de saúde, onde poderiam ocupar as noites na infinda espera de marcarem consulta e serem, um dia, atendidos por um médico de família.

Houve até turistas que vieram de férias e compraram habitações desertas, reconvertendoas com comodidades, casa de banho, cozinha, água corrente, aquecimento e outros luxos típicos do norte da Europa. Eram eles que mudavam a paisagem demográfica e ensinavam aos portugueses a conviver com o passado e lucrarem. Já fora assim com os teares e fiações artesanais recuperados por holandeses, alemães, belgas e franceses.

(Cuada, Flores)

Chrys Chrystello, Jornalista, Membro Honorário Vitalício nº 297713

[Australian Journalists’ Association MEEA]

Diário dos Açores (desde 2018)

Diário de Trás-os-Montes (desde 2005)

Tribuna das Ilhas (desde 2019)

Jornal LusoPress Québec, Canadá (desde 2020)

 

os avós

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A CAUSA DAS COISAS
Nos últimos 50 anos, nosso estilo de vida familiar mudou drasticamente como resultado de um novo sistema de produção. A inserção da mulher no circuito laboral fez com que ambos os pais se ausentassem de casa por longos períodos, gerando como consequência a chamada “síndrome da casa vazia”.
O novo paradigma implicava que muitas crianças fossem deixadas aos cuidados de pessoas fora de casa ou em instituições. Essa terceirização da paternidade se espalhou e se naturalizou em muitos lares.
Alguns afortunados ainda contam com os avós para muitas tarefas: proteção, transferências, alimentação, descanso e até consultas médicas. Esses meninos privilegiados têm pais de pais e eles comemoram escolhendo todos os nomes possíveis: abu, avó / ou nona / ou bobe, zeide, tata, yaya / o opi, oma, baba, abue, lala, babi, ou pelo nome , quando a coquete o exige.
Os avós não apenas cuidam, são o tronco da família extensa, o que contribui com algo que os pais nem sempre vislumbram: pertencimento e identidade; fatores indispensáveis ​​em novos surtos
A maioria dos avós adora os netos. É fácil perceber que as fotos das crianças estão sendo substituídas pelas deles. Com este sinal, os pais descobrem duas verdades: que não estão sozinhos na tarefa e que entraram na maturidade.
A avó é uma forma contundente de compreender a passagem do tempo, de aceitar a idade e a velhice esperada.
Longe de estarem tristes, sentem ao mesmo tempo outra certeza que ultrapassa as anteriores: os netos significam que a imortalidade é possível. Porque ao expandir a família, prolongam as feições, os gestos: prolongam a vida. A batalha contra a finitude não está perdida, eles estão entusiasmados.
Os avós parecem diferentes. Como tendem a não enxergar bem, usam os olhos para outras coisas. Para dar uma opinião, por exemplo, ou para lembrar.
Como estão sempre pensando em alguma coisa, seus olhos ficam molhados; às vezes têm medo de não poder dizer tudo o que querem.
A maioria tem mãos macias e mova-as com cuidado. Eles aprenderam que um abraço ensina mais do que uma biblioteca inteira.
Os avós têm o tempo que os pais perderam; de alguma forma, eles foram capazes de recuperá-lo. Eles lêem livros sem pressa ou contam histórias de quando eram jovens. A cada palavra, as raízes se aprofundam; identidade, mais provavelmente.
Os avós constroem infâncias, no silêncio e a cada dia. Eles são cúmplices incomparáveis ​​de segredos. Estragam profissionalmente porque não precisam prestar contas a ninguém por suas ações. Eles consideram, com autoridade, que memória é a capacidade de esquecer algumas coisas. É por isso que eles não se lembram que as mesmas graças de seus netos foram feitas por seus filhos. Mas então, eles não os viram, tão preocupados que estavam em educá-los.
Alguns ainda sabem tocar coisas que não se conectam. Eles são especialistas em dissolver angústias quando, devido a uma discussão entre os pais, a criança sente que o mundo está desabando. A comida que servem é a mais rica; até mesmo o comprado.
Os avós sempre cheiram a avós. Não é por causa do perfume que eles usam, eles são assim. Ou não nos lembramos de seu cheiro para sempre?
Os meninos que têm avós estão muito mais próximos da felicidade. Quem os tem longe deve buscar, sempre há gente boa à disposição.
Finalmente, para os incrédulos saberem: os avós nunca morrem, eles apenas se tornam invisíveis.
por Enrique Orschanski
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Artur Arêde and 18 others
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VIAGEM A 34 COLÓQUIOS E ÀS ILHAS DOS AÇORES

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COMO ESTE ANO NÃO HÁ PASSEIOS CULTURAIS NA PÁGINA DO 34º COLÓQUIO METEMOS AGORA UMA LIGAÇÃO A IMAGENS DOS 34 COLÓQUIOS PARA QUEM QUISER MATAR SAUDADES DOS TEMPOS IDOS

VER EM file:///D:/My%20Docs/My%20Web%20Sites/34%20COLOQUIO%20PDL2021/fotos%20col%C3%B3quios.htm

OU VIAJE CONNOSCO PELAS ILHAS DOS AÇORES EM file:///D:/My%20Docs/My%20Web%20Sites/34%20COLOQUIO%20PDL2021/imagens%20das%20ilhas.htm

Youngest elected member of the Azorean Diaspora Council wants to be a representative voice of the Azorean people in Ontario | Canadian National Multilingual Newsgroup

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The youngest member of the Azorean Diaspora Council (CDA) wants to be a strong and active voice, representing the Azorean people in Ontario, and to promote the Azores region to the various generations, with a particular focus on the younger generation. “I am ready to listen, act and advocate for Azoreans across Ontario and as

Source: Youngest elected member of the Azorean Diaspora Council wants to be a representative voice of the Azorean people in Ontario | Canadian National Multilingual Newsgroup

6 de junho nos açores

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594. autonomias nominais (FLA, 6 junho 2013

 

 

“para saberes quem te governa descobre quem não podes criticar”

Voltaire

 

hoje acordei sem voz

sem mãos,

sem pés

sem coração.

 

habito nove ilhas de mil cores

arquipélago de mil autores

num fiasco de autonomia

pobreza sem alegria

 

na independência poucos confiam

em busca de subvenções porfiam

melhor é ficar mudo e quedo

viver dos subsídios esmoleres

submissos e acomodados

pobres despreocupados

servos enfeudados

ingénuos explorados

na eterna espera de Godot

de um Mandela que não nasceu

 

assim se explicam os açores

ilhas de mil e uma dores

 

a curva da ignorância

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A CAUSA DAS COISAS
As Redes Sociais de um modo mais geral, mas também alguns comentaristas|detractores da ciência e negacionistas das evidências que criam novas narrativas, pintam a manta e até repintam alguns planetas, está repleta de criaturas que sofrem do efeito.
O efeito Dunning-Kruger é um desvio cognitivo que leva as pessoas com menos habilidade e conhecimento, a pensar que sabem mais do que as outras. Quanto menos elas sabem, mais pensam que sabem.
Muitas vezes, aqueles que têm esse problema tendem a impor as suas idéias, em vez de simplesmente dar uma opinião, considerando-as verdades absolutas. |Os outros são vistos como totalmente ignorantes e incompetentes, mesmo que não o sejam.
Em 1995, McArthur Wheeler assaltou dois bancos consecutivos no mesmo dia na cidade de Pittsburg, na Pensilvânia, Estados Unidos. Detalhe: ele não usou nenhuma máscara para esconder seu rosto. Apanhado pelas câmeras de vigilância, ele foi obviamente reconhecido e facilmente capturado. Ao ser preso, estava profundamente desolado. Ele havia passado sumo de limão na cara e acreditava que com isso, teria ficado totalmente invisível.
Uns amigos haviam “ensinado” o truque e ele tinha verificado: aplicou sumo de limão na cara e logo tirou uma fotografia. Ele pôde comprovar que a sua imagem não saia na foto. No entanto, o mesmo limão o tinha impedido de ver que ele não tinha focado o seu rosto, mas sim o teto. “Como alguém pode ser tão idiota?”, perguntou-se David Dunning.”
A história chegou aos ouvidos do profissional de psicologia social da Universidade de Cornell, David Dunning, que se perguntou se a incompetência pode nos fazer desconhecer o quanto somos incompetentes. Então, iniciou uma série de experiências com seu colega Justin Kruger e foi esse estudo que deu origem ao efeito Dunning-Kruger.
Durante quatro experiências, os dois psicólogos analisaram as habilidades de algumas pessoas no campo da gramática, raciocínio lógico e humor, pedindo-lhes para estimar seu nível de competência e em seguida, realizando testes de avaliação..
Eles perceberam que, quanto mais incompetente era uma pessoa, menos consciente disso ela era. Enquanto as pessoas mais competentes se subestimavam.
Daí o efeito Dunning-Kruger, segundo o qual pessoas com baixo nível de competência tendem a pensar constantemente que sabem mais do que sabem, considerando-se mais inteligentes.
Por que se tem essa percepção distorcida? Se alguém não possui um mínimo de habilidades em uma determinada área, não pode fazer uma estimativa realista de seu desempenho e limites.
Todos nós podemos “sofrer” com essa percepção distorcida, como podemos sair dela? Os especialistas aconselham tentar primeiro estar cientes da existência desse desvio cognitivo, estar aberto à dúvida e evitar impor o próprio ponto de vista, aceitando também o dos outros.
O efeito Dunning-Kruger é uma realidade contundente nesta era onde quase toda nossa interação pessoal acontece virtualmente, mas, não se limita à vida on line.
Perceber esse fenômeno em si mesmo e nos outros é um grande passo para a evolução do aperfeiçoamento (ler e ouvir de quem sabe mais) e da melhoria na partilha de informações úteis, (evitar propagar dados não seguros e opiniões eivadas de emoção, que não condizem com a verdade).
in Pensar Contemporâneo
May be an image of text that says "Dunning Kruger Effect Mt. Stupid wattte Valley of Despair gnorance Slope of Enlightenment knowledge skills Wisdom Guru"
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TERMINOU ESTA SÉRIE DE TERTÚLIAS SAUDADE DOS COLÓQUIOS DA LUSOFONIA

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TERTÚLIAS AICL

SAUDADE DOS COLÓQUIOS DA LUSOFONIA

todas as tertúlias anteriores, descarregar o vídeo em https://www.lusofonias.net/acorianidade/tert%C3%BAlias-saudade-dos-col%C3%B3quios-2.html

se quiserem ver sem descarregar vão a LUSOFONIAS - TERTÚLIAS SAUDADE DOS COLÓQUIOS

https://www.lusofonias.net/documentos/tert%C3%BAlias-saudade-dos-col%C3%B3quios.html

 no Facebook https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/live/ ou
Audiências de cada sessão atualizadas em 1-5-2021
1 Álamo Oliveira https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/913777022447355/
3630
2 Urbano Bettencourt, Chrys, Pedro Almeida Maia (Criatividade) https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/635885243732266/
1109
3 Helena Ançã, Luciano Pereira E Helena Chrystello (Educação) /https://www.facebook.com/709027249122704/videos/634964720788883
967
4. Teolinda Gersão, Onésimo T Almeida, Luís Filipe Borges https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/757295621484202/
6139
5. Maria João Ruivo https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/2724774111098743/
691
6. Sérgio Rezendes  https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/1415760265280870/ 
1178
7. . José Luís Peixoto  https://www.facebook.com/709027249122704/videos/1764308467071226
566
8. Joaquim Feliciano da Costa https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/849325455889894/
403
9. Richard Zimler https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/2732501230349325/
674
10. Luís Filipe Sarmento https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/1445657988958848/
1607
11. Sérgio Ávila  https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/403949154326004/ 
501
12. Pedro P Câmara, Carolina Cordeiro e Diana Zimbron https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/381656222885298/
2787
13. Rui Faria, Ass. Emigrantes Dos Açores https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/496537901780219/
1520
14 Eduardo Bettencourt Pinto https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/750572025644373/
636
15 Manuela Marujo, Vera Duarte Pina, Hilarino Da Luz  https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/673185173569248/ 

Vamberto Freitas https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/3161772613922562
1138

5460
17 Ana Paula Andrade, Aníbal Raposo, Eduíno de Jesus  https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/719736351982197/ 
2150
18.Vilca Merízio, Sérgio Prosdócimo, Isabel Rei  https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/310243923745297/ .
1167
19. João Pedro Porto, Aníbal Pires https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/443617727008943/
2033
20 (Galiza 1) Alexandre Banhos, Antº Gil Hernández, Maria Dovigo https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/403745814229515/
2470
21. J Carlos Teixeira e Manuela Marujo (Canadá), Sérgio Rezendes https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/326481121980177/
1937
22 Luís Gaivão, Raul Leal Gaião, Moisés de Lemos Martins https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/413672006400364/
1082
23 - João Paulo Constância, Perpétua Santos Silva, Rolf Kemmler, https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/1169121863503417/
643
24 – Lourdes Crispim, Luísa Timóteo e Rafael Fraga https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/759135418051824
1894
25.1. Assis Brasil, Chrys Chrystello, Lélia Nunes https://www.facebook.com/435810163244498/videos/427867671808784
25.2. Susana Antunes, Diniz Borges, Conceição Andrade https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/468329707833096
1331
25.3. Onésimo T Almeida, João de Melo e Joel Neto https://www.facebook.com/435810163244498/videos/793757051491505
26. Victor Rui Dores, Leonor Sampaio Da Silva, Alexandre Borges https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/882696282520507
2543
27.1. (Galiza2) Concha Rousia, Antia Cortiças Leira, Artur Novelhe – https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/363344254723364
815
27.2 Dia Internacional da Poesia 2021 https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/441781313704308  https://www.lusofonias.net/arquivos/443/tertulias/1406/tertulia-272-dia-da-poesia-2021.mp4 
746
28. Madalena San Bento, Barbara Juršic, Ivo Machado https://www.facebook.com/709027249122704/videos/274938547535373
795
29. Leonardo Sousa, Diogo Ourique, Paula Sousa Lima, https://www.facebook.com/709027249122704/videos/144264857604706
1151
33º colóquio em Belmonte parte1.Sexta 9 abr 2021 https://www.lusofonias.net/documentos/sons-e-poesia-col%C3%B3quios/2641-33%C2%BA-col%C3%B3quio-lusofonia-belmonte-2021-parte1.html https://youtu.be/wHDQyBFvCO8
2478
33º colóquio em Belmonte parte2 sábº 10 abril. https://www.lusofonias.net/documentos/sons-e-poesia-col%C3%B3quios/2642-33-coloquio-belmonte-2021-parte-2.html https://youtu.be/kQXSHrgyXs8
2840
30. Luís Cardoso, Ângelo Ferreira, Onésimo, Sérgio Rezendes, P P Câmara https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/129266205786197/
2078
31 Francisco Madruga, Ana Maria Franco https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/305798927592938/
1454
32- Carlos Bessa, Renata Correia Botelho, Manuel Jorge Lobão https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/754192475289536
1042
33- Helena Chrystello, Malvina Sousa, Onésimo T Almeida https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/794299431201655
4584
34 Jorge Cunha, José de Mello, Alda Batista https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/308502274079921
686
35 Rafael e César Carvalho, Carolina Constância https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/858296111423291
937
36 Luiz Fagundes Duarte Nuno Costa Santos Álamo Oliveira https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/464572341299851/
1332
37 Daniel Bastos e Daniel E Gonçalves https://www.facebook.com/709027249122704/videos/208138534462581
38 - 10-12 junho 34º colóquio em Ponta TRANSMISSÃO direta de todas as sessões

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ZOOM https://us02web.zoom.us/meeting/84544260000