são jorge mais de 3 centenas de sismos

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Desde sábado à tarde, a Ilha de São Jorge, nos Açores, já registou mais de três centenas de sismos. Mais de uma dezena dos abalos foram sentidos pela população.
Ilha de São Jorge registou três centenas de sismos desde sábado
RTP.PT
Ilha de São Jorge registou três centenas de sismos desde sábado
Desde sábado à tarde, a Ilha de São Jorge, nos Açores, já registou mais de três centenas de sismos. Mais de uma dezena dos abalos foram sentidos pela população.
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o caos e a onu parada

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Para além do imediatismo, da informação/desinformação, da moral anterior ou recém-descoberta há problemas a resolver.
Não basta proclamar, não basta apontar os bons e os maus, não basta resoluções em que se mistura tudo e se esquece a história e a memória. É preciso pensar no dia de amanhã. O que adianta ter discursos inflamados sem pensar em soluções?
Já temos um Afeganistão devastado, entregue cobardemente ao pior fundamentalismo desde a 2ª guerra mundial, temos uma Síria, uma Líbia, o Iraque (que ainda paga indemnizações), onde não há um estado de direito, mas milícias e máfias (do ópio também) que se digladiam, onde não são respeitados direitos humanos mínimos.
Está também na mão da sociedade civil e da opinião pública fazer tudo para que a Ucrânia não se torne num estado pária.
Creio que haveria soluções, se todos os interessados quisessem colaborar, respeitando a Carta das Nações Unidas e o direito dos povos à autodeterminação, incluindo as minorias, respeitando os direitos dos cidadãos. Poderia constituir-se um estado federal. Há vários por aí, desde os Estados Unidos à Alemanha Federal, mesmo outros que não se chamam assim. Por exemplo, a Confederação Helvética, vulgo Suíça, com cantões autónomos, onde uns falam alemão, outros francês, outros italiano ou romanche, com católicos (que até formam a guarda do Papa), calvinistas e luteranos. Ou a Bélgica, onde apesar de haver diferenças nítidas e acirradas entre flamengos e valões, conseguem conviver sem tiros, desde o final da segunda guerra mundial.
A ONU tem que ter um papel mais interveniente. António Guterres não foi posto lá só para pregar princípios, mas para resolver problemas. Há que continuar os canais diplomáticos que já existem (e nós não sabemos quais e o que se passa). E espero que as televisões não continuem com o mesmo discurso unidimensional, em que se diz que não vale a pena dialogar ( o que é uma posição a favor da continuação da guerra).
A solução não passa por aumentar o número e a qualidade das armas, fornecidas por aqueles que estão à espera que outros sejam carne de canhão. E há que ter em conta que é perigoso rearmar alguns países para o futuro (agora não se mexem), como a Alemanha ou o Japão. Já tivemos experiências demasiado tristes.
Triste também é haver quem incentive civis a pegar em cocktails Molotov contra blindados ou armar gente sem experiência nem enquadramento. Espero que não sejam os vizinhos a pagar por isso, como aconteceu na ex-Jugoslávia, onde houve massacres só por outros não falarem a mesma língua ou terem uma religião diferente.
Vemos constantemente imagens de bombardeamentos, que existem. Mas não tem havido cuidado com a seleção da informação e sobretudo da verificação dos factos. Tanto faz estar lá um jornalista que conhece o terreno, como um repórter que desconhece onde está, como imagens de telemóveis de um qualquer. E faz-se censura proibindo informação de outros lados, como se os espetadores devessem ser infantilizados pelo Grande Irmão.
Avançam-se números. Há dias eram 12000 soldados russos mortos, desmentidos por outros. Hospitais e creches. Na guerra há tudo isso, não há desculpa para quem faz a guerra! Lembremo-nos que na segunda invasão do Iraque (sem mandato das Nações Unidas), diziam-nos que eram ataques cirúrgicos, só víamos uma espécie de relâmpagos em direto e depois mandavam-nos dormir. Na invasão da Líbia víamos uns grupos com umas pick-up, a disparar e a voltar atrás ou em reviravoltas. Hoje sabe-se que no Iraque morreram mais de 500000 pessoas e que na Líbia a maior parte dos combates foram ganhos pela aviação estrangeira.
Toda a gente sabe qual é a estratégia do Kremlin, que há soldados russo mortos, que há civis que perderam vidas e casas. Mas o que é que sabe da estratégia do exército ucraniano, do célebre regimento Azov que há anos massacra populações e forma novos paramilitares sem controlo, dos voluntários que para lá têm ido, de outros que estão armados sem experiência militar? Acertam só nos soldados do exército russo? Não há nenhum avião a embater num prédio, não há nenhum míssil a rebentar noutro lado, não há nenhuma bala perdida? Já agora, só entrevistam pessoas que falam inglês, de preferência, ou ucraniano; ninguém fala russo?
Veremos, e espero que o problema se resolva, o que vai acontecer com os refugiados nos próximos tempos. Não me parece que a Polónia, Hungria, a Moldávia, a Roménia, aguentem muitos meses. Alguns têm experiência de muros eletrificados, cães e polícias para afugentar refugiados, como a Polónia e a Hungria. Estes também sabem o que é não ser desejado noutros países, como no Reino Unido, em que o Brexit ganhou em parte por causa do canalizador polaco, que não queriam, como em França já parece normal ser anti-imigrante. Há outros, como a Itália, que deixa refugiados a afogar-se no Mediterrâneo, perto de Lampedusa e outras ilhas, como em Lesbos na Grécia, ou Melilla em Espanha, ou seja, no Norte de África (há outros que hipocritamente fecham as fonteiras, deixando a Itália, a Espanha, a Sérvia, a Grécia … a resolver a questão). E a situação miserável de Calais, onde houve e ainda há a chamada selva, terra de ninguém, onde as máfias mandam na desgraça e as polícias só servem para reprimir.
E quando a guerra acabar, num país destruído, virão mais, como vinham antes de um país que antes da guerra já tinha uma recessão continuada, virão também os homens que não deixaram sair.
Será que vai haver programas como fez a Fundação Calouste Gulbenkian para que os cursos sejam reconhecidos, mesmo contra espíritos corporativos ou como o do Presidente Jorge Sampaio, com estudantes sírios? Espero que haja mais porque o problema vai durar. Já agora, sendo os Estados Unidos parte interessada porque é que não fazem uma ponte aérea para receber refugiados, com um programa de acolhimento?
Vamos ver no que é dão as sanções. Já temos um aumento dos combustíveis “à pala” das sanções. Não é porque haja menor produção de gás e petróleo, porque ele continua a chegar de todos os lados e também da Rússia e já os EUA andam em conversações com a Venezuela, ainda há pouco boicotada. Há países um pouco calados porque não prescindem do gás da Rússia, principalmente no atual Inverno, mas são muito diligentes a proibir músicos e atletas.
Talvez valesse a pena ver as votações na ONU, para concluir que a situação não é assim tão clara. Trinta e cinco países abstiveram-se, representando mais de metade da população do mundo, alguns com uma importância mundial ou regional, como a União Indiana, a China, a África do Sul… e mesmo de língua oficial portuguesa, como Angola e Moçambique. O que não significa que são a favor de Putin, mas também não estão a favor de outras determinações.
E, a propósito de Putin. Haverá alguns (poucos porque não vão ler textos mais compridos) que me vão dizer: E Putin? A esses até lhes dou umas laranjas do meu quintal ou uns cêntimos para irem de viagem até à Rússia fazer manifestações no mesmo lugar em que o protetor de Putin, o herói Yeltsin, que tantos disseram que era revolucionário e depois bêbado, em cima de um tanque a proclamar a “democracia” ou que em vez de tantas solidariedades de sofá, façam qualquer coisa para integrar os refugiados ou manifestações pela paz ou qualquer coisa para acabar com isto.
Há que resolver os problemas. Cada dia que passa é mais um passo para o caos.
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mais uma baixa confirmada

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O capitão de primeira classe, Andrey Paliy, vice-comandante da Frota do Mar Negro, foi abatido nos arredores de Mariupol nos combates das tropas russas contra a resistência ucraniana.
Esta notícia foi confirmada pelo Ministério da Defesa da Rússia. Por confirmar fica a morte de mais seis generais russos: Major-General Suhovetsky, Major-General Gerasimov, Major-General Kolesnikov, Major-General Mityayev, Tenente-General Mordvichev, Major-General Tushaev (Chechen).
Mais um sinal de que a invasão militar russa não está a correr segundo o plano do Kremlin.
Segundo rumores vindos de Moscovo, sublinho, rumores, a “operação especial” de Putin está a provocar divisões na elite russa, não se excluindo a hipótese de o ditador vir a ser afastado do poder para travar a grave crise interna e externa provocada pelo Kremlin.
O processo de afastamento poderá acelerar-se se a China começar a pressionar o Kremlin a parar a guerra.
São cada vez mais aqueles que na Rússia começam a compreender que esta guerra está perigosamente a comprometer o futuro do país. #viamilhazes #josemilhazes #amaisbrevehistóriadarússia #Putin #kremlin #Ucrania
Pode ser uma imagem de 1 pessoa e em pé
Rogério Mimoso Correia and 353 others
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Most relevant

  • Pedro Moleiro

    O problema é que os senhores da guerra não são humanos: são autênticos sanguinários!
    A Rússia assusta pelo seu armamento nuclear e basta usarem-no para dizimar barbaramente uma nação.
    Entretanto, o Ocidente, nomeadamente a Europa, nada faz pois está re…

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exposição Côrtes-Rodrigues

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A notícia, hoje, no Correio dos Açores, sobre a inauguração da exposição Armando Côrtes-Rodrigues, a decorrer amanhã, às 18h30, na Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada.
Estão todos convidados a estarem presentes.
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Sérgio Rezendes, Jose Manuel R Barroso and 3 others
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BÉLGICA, ATAQUE TERRORISTA?

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Pelo menos 6 pessoas morreram e outras 10 ficaram feridas com gravidade depois de terem sido abalroadas por um carro a alta velocidade durante um desfile de carnaval na Bélgica. Há ainda registo de mais 27 feridos ligeiros.
Atropelamento mortal na Bélgica faz seis mortos e 10 feridos graves
RTP.PT
Atropelamento mortal na Bélgica faz seis mortos e 10 feridos graves
Pelo menos 6 pessoas morreram e outras 10 ficaram feridas com gravidade depois de terem sido abalroadas por um carro a alta velocidade durante um desfile de carnaval na Bélgica. Há ainda registo de mais 27 feridos ligeiros.
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sismo na urzelina

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O CIVISA informa que às 15h16 de hoje, foi registado um evento com magnitude 2,2 (Richter) e epicentro a cerca de 1 km a ENE de Santo Amaro, em São Jorge.
De acordo com a informação disponível até ao momento o sismo foi sentido com intensidade máxima III (Escala de Mercalli Modificada) na freguesia da Urzelina.
O CIVISA continua a acompanhar o evoluir da situação, emitindo novos comunicados caso necessário.
Mais informação: bit.ly/3to4oO7
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A invasão de Moscovo está em curso

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Todos os impérios colapsaram. Do romano ao otomano, do português ao britânico, da tentativa de Napoleão ao falhanço nazi. O poder da mudança atravessa a História e derruba os ditadores. E fica condenado ao fracasso quem copia o passado para replicar as mesmas arquiteturas geoestratégicas, décadas ou séculos depois. A Ucrânia demonstra isso mesmo: a vitória de opiniões públicas informadas, intransigentes em aceitar passivamente a perda de liberdades básicas e respeito pelos direitos humanos.

Source: A invasão de Moscovo está em curso

A Comissão Europeia apoia o direito à autodeterminação do povo do Sahara Ocidental – POR UN SAHARA LIBRE .org – PUSL

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Noticias y artículos sobre el Sáhara Occidental

Source: A Comissão Europeia apoia o direito à autodeterminação do povo do Sahara Ocidental – POR UN SAHARA LIBRE .org – PUSL

os “traidores” ou dissidentes russos

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Glória ao Povo Russo a criar condições para se libertar de Putin e acabar com os crimes contra a humanidade . O fim da guerra está cada vez mais nas suas mãos.
Copia e reproduz !!!
Resumo a partir da Wikipedia a 20.03.2022
MANIFESTAÇÕES DE RUA
Desde 24 de fevereiro até 6 de março, cerca de 13.000 pessoas foram aprisionadas pela polícia em 53 cidades da Rússia com centenas de milhares de manifestantes.
ATIVISTAS
A petição do ativista Lev Ponomaryov contra a invasão da Ucrânia reuniu mais de 1,5 milhão de assinaturas até 3 de março.
CELEBRIDADES
Apresentadora de televisão Ksenia Sobchak, cantor apop Valery Meladze, escritor Dmitry Glukhovsky, jornalista e YouTuber Yury Dud, realizador Roman Volobuev, rapper Noize MC, futebolista Fyodor Smolov, atriz Chulpan Khamatova e apresentador de televisão Ivan Urgant. Dezenas de outros artistas , apresentadores de TV e outras celebridades manifestam-se nas redes sociais contra as ações militares da Rússia na Ucrânia.
COSMONAUTAS
Em 19 de março, os cosmonautas Oleg Artemyev, Sergey Korsakov e Denis Matveev embarcaram na Estação Espacial Internacional vestidos com as cores amarela e azul da bandeira da Ucrânia.
EMPRESÁRIOS E OLIGARCAS
Oleg Deripaska, Mikhail Fridman, Oleg Tinkov, Mikhail Khodorkovsky, Nikolay Storonsky, Vladimir Lisin, Alexei Mordashov e Andrei Melnichenko, manifestaram-se contra a invasão e querem que as forças militares russas retirem da Ucrânia.
MILITARES
Oficiais e soldados capturados, entre os quais o coronel D. M. Astakhov, da Guarda Nacional Russa, e o comandante da 74ª Brigada Motorizada de Atiradores estão arrependidos da invasão ” Podemos invadir territórios mas não invadimos pessoas”
ORGANIZAÇÕES
Existem Cartas Abertas contra a guerra publicadas por associações profissionais de médicos e profissionais de saúde, trabalhadores de ONGs, advogados, psicólogos e psiquiatras, professores, estudantes,economistas, funcionários de empresas de TI, trabalhadores da cultura e da arte, comediantes, trabalhadores da indústria da beleza e da moda, cineastas, indústrias de publicidade e jogos, designers, animadores e arquitetos.
O movimento “Regimento Imortal”, de familiares de veteranos da Segunda Guerra Mundial, pediram a Putin “cessar fogo”, porque o uso de força na Ucrânia é “desumano”.
Olga Larkina, diretora da Comissão de Mães de Soldados da Rússia, declarou à agência Meduza que os soldados russos foram enviados à força para a Ucrânia.
REVISTAS
O Prémio Nobel da Paz , Dmitry Muratov, publicou uma edição do seu jornal Novaya Gazeta em ucraniano e russo.
A revista de divulgação científica TrV-Nauka – Variante Troitsky publicou uma carta aberta contra a guerra assinada por mais de 7400 cientistas.
TV DO ESTADO
O caso mais célebre é o protesto de Marina Ovsyannikova, a 14 de março de 2022 que se demitiu e aguarda processo. Em 10 de março, a cineasta Karen Shakhnazarov declarou a guerra impossível de vencer.
Desde 24 de fevereiro, outros funcionários, incluindo Lilia Gildeeva, Zhanna Agalakova, Maria Baronova e vários repórteres demitiram-se da TV estatal em protesto contra a invasão; alguns deixaram a Rússia.
UNIVERSIDADES
1.200 alunos, professores e funcionários do Instituto Estatal de Relações Internacionais de Moscovo, assinaram uma carta aberta contra a guerra.
7500 Estudantes, licenciados, professores e funcionários da Universidade Estatal de Moscovo, Lomonosov assinaram uma carta aberta contra a “operação militar especial”
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  • Leonardo Antão

    Parabéns por este importante texto! Espero que o Povo Russo acorde para a Democracia e lute contra o ditador e assassino Putin!