Do sonho em ver uma baleia-azul ao Georgette, o restaurante que é novidade no Pico – Boa Cama Boa Mesa

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Brice Ansel apaixonou-se pelos Açores, comprou um terreno no Pico e, depois de conhecer Vanessa Warriner, abriu um restaurante de sucesso. Valorizam-se os produtos e fornecedores locais e à mesa chega uma cozinha contemporânea e livre de fronteiras

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PRIMEIRO NAVIO DE CRUZEIROS

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The world’s first Cruise Liner 🛳 constructed by the ancient Greek Archimedes.
Archimedes (287-212 BCE) was a Greek mathematician and mechanical engineer, a pioneer in both fields, many centuries ahead of his contemporaries.
In Sicily, under the ruling of the king Hiero II of Syracuse (270 – 215 BCE), a ship with stunning dimensions was built. The material used for the construction of that giant boat equated to the material for 60 regular ships. What was more, that vessel was meant to leave the secure coastal lanes and to cross the Mediterranean Sea. The ship was given a name – Syracusia – and represented what could be called “the first liner of antiquity.”
Chrys Chrystello

A FALSIFICAÇÃO DA IMAGEM

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20 pessoas que definitivamente exageraram na hora de editar suas fotos
20 pessoas que definitivamente exageraram na hora de editar suas fotos
MISTERIOSDOMUNDO.ORG | BY LEO AMBROSIO
20 pessoas que definitivamente exageraram na hora de editar suas fotos
As redes sociais estão cada vez mais presentes na vida de cada um de nós, e não se pode mais menosprezar a importância que redes como o Facebook e o Instagram têm na sociedade. E para chamar mais atenção na Internet, muitas pessoas recorrem a recursos “alternativos” para criar conteúdos….
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Pedra de Alvidrar: um dos locais mais perigosos e misteriosos de Sintra | VortexMag

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UM DIA COM O JÚLIO. DE MATOS.

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UM DIA COM O JÚLIO. DE MATOS.
Estou a adorar esta vida cheia de regras. A sério que sim. As máscaras no meio da rua com 35 graus e um ar irrespirável, os certificados que não certificam nada mas que nos são pedidos em todo o lado. Quero ser simpático com quem tenta apenas fazer o seu trabalho, mas não consigo. Tudo isto é para lá de estúpido.
Entro nas garagens do Estádio da Luz. Aquele edifício com lojas e restaurantes mesmo em frente. Um rapariga atrapalhada lê o meu certificado à porta da Portugália. Não consegue. Vem outro e mais outro, até que alguém diz que “em papel é difícil”. Abro a app do SNS, faço a autenticação e escapa-me um sonoro “foda-se, que tortura com esta merda!”.
E ali fico mais 5 minutos, sozinho na porta do restaurante, a tentar fazer login naquela merda enquanto as 4 ou 5 mesas ocupadas observam.
Mas a culpa não é deles. É de quem cria um conjunto de regras idiotas e ineficazes que rebentam com o que falta no comércio e, até, com a simples vontade de socializar.
Desistem e deixam-me entrar sem verem a validade de um papel inútil. Sento-me e peço a vazia do costume. A dieta pode esperar pelos lagos suecos. À minha frente está um casal de meia idade com alguma pinta. Ela parece a Maya, ele parece o Rui Moreira de calções de golfe e mocassins. Chega o bife e o camarada da frente solta uma sonora flatulência. A Maya olha para mim, ele finge que não aconteceu. Sou rapaz de convívio simples e de afecto fácil, mas julgo que um certificado de boas maneiras seria mais útil à entrada.
A caminho do bife tinha passado na Decathlon para comprar uma mochila. É dia de ir à Catedral e não posso entrar com tudo nos bolsos. À porta exigem máscara apesar de não estar ninguém num raio de 10 metros. Curiosamente, os mesmos metros que nos separam de um carro estacionado em dois lugares, no raio de visão dos seguranças e, aparentemente, sem infringir qualquer regra.
Já no exterior do estádio tiram-me a temperatura. Estou a suar com a estufa que Lisboa preparou. Pedem-me novamente que use máscara. Estou na rua, continuo na rua, debaixo de um sol abrasador e a transpirar para a máscara. Avisam-me logo que não posso levar a garrafa de água por ter mais de 33 cl. Deus nos livre de um ataque às 5 pessoas da claque do Arouca com meio litro de água. Voltam a olhar para o certificado mas não usam nada para a leitura. São seguranças com um sensor QR nos olhos. Já dentro do estádio resta-me a hipótese de comer um gelado a cada 5 minutos a troco do oxigénio.
Com tamanho controlo, ninguém teve tempo de recolher o lixo que faz as delícias das varejeiras ali ao lado.
Sinto saudades dos tempos em que as grandes temáticas de uma ida à bola se resumiam ao courato na roulotte da Sónia ou bifana na dona Filomena. Mas enfim, a culpa não é dos desgraçados que ganham o salário mínimo e ainda têm que ouvir gente saturada como eu. A responsabilidade única é de quem governa e afecta a vida de milhares com base nas opiniões dos Antunes da nossa praça.
Nada tenho contra regras e muito menos contra a defesa da saúde pública. Contudo, o que vejo são apenas operações de cosmética numa sociedade que não cumpre o básico do civismo, quanto mais da saúde pública.
E no fim do dia no manicómio, ainda tenho que levar com o Pizzi no 11.
Depois não querem revoluções.
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  • Pedro Moura Pinheiro

    Gosto da Passagem sobre a capacidade da sociedade portuguesa manter o cumprimento das regras cívicas…
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Expresso | Daniela Melchior: perfil da encantadora de estrelas que já está a iluminar Hollywood

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A atriz portuguesa, que se estreou nas novelas ainda na adolescência, tem as portas de cinema norte-americano abertas para si aos 24 anos. Eis a protagonista de “O Esquadrão Suicida”, que o realizador James Gunn dizer ser “o coração do filme”. O primeiro blockbuster pós-pandemia, em exibição, oferece ao mundo uma nova estrela — que a revista “The Hollywood Reporter” diz ser “the next big thing”. Uma coisa é certa: vamos ouvir falar dela

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Olimpíadas da Antiguidade. O português Gaio Apuleio Diocles, o maior e mais bem pago corredor de quadrigas na antiga Roma – Observador

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Portugal teve um dos maiores, senão o maior, corredor de quadrigas de sempre. Teve 1462 vitórias e 861 segundos lugares em 4257 corridas. Ganhou 35 milhões de sestércios (15 biliões de euros).

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POESIA DE ALEXNDRE O’NEILL

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A uma luz perigosa como água
De sonho e assalto
Subindo ao teu corpo real
Recordo-te
E és a mesma
Ternura quase impossível
De suportar
Por isso fecho os olhos
(O amor faz-me recuperar incessantemente o poder da
provocação. É assim que te faço arder triunfalmente
onde e quando quero. Basta-me fechar os olhos)
Por isso fecho os olhos
E convido a noite para a minha cama
Convido-a a tornar-se tocante
Familiar concreta
Como um corpo decifrado de mulher
E sob a forma desejada
A noite deita-se comigo
E é a tua ausência
Nua nos meus braços
Experimento um grito
Contra o teu silêncio
Experimento um silêncio
Entro e saio
De mãos pálidas nos bolsos
Assobio às pequenas esperanças
Que vêm lamber-me os dedos
Perco-me no teu retrato
Horas seguidas
E ao trote do ciúme deito contas
Deito contas à vida.
(Alexandre O’Neill)
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Silva Porto e a traição dos impérios – do Afeganistão

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SILVA PORTO E A TRAIÇÃO DOS IMPÉRIOS
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Silva Porto e a traição dos impérios – do Afeganistão
Uma resumida história da traição dos impérios àqueles que os serviram e que por eles deram a palavra de honra. Ou que acreditaram que os seus impérios seriam entidades honradas e não de canalhas. Uma história do Afeganistão, mas já foi do Vietname. E nós, portugueses, temos histórias parecidas. Lembro-me de Silva Porto.
Silva Porto foi um português, sertanejo em Angola no século XIX. Estabeleceu relações de confiança com os chefes locais no centro da antiga colónia, no Bié. Na sequência do ultimato inglês, o capitão Paiva Couceiro foi enviado, pelo governo de Lisboa, para o centro de Angola e pediu a Silva Porto para estabelecer um acordo de aceitação da presença portuguesa e de colonos com os chefes locais. Os chefes locais aceitaram esse acordo a troco da promessa de que os soldados de Paiva Couceiro estavam apenas de passagem e não para instalarem ali um forte. Contudo, Paiva Couceiro permaneceu na área, o que levou o chefe do Bié a enviar um ultimato: Couceiro e as suas tropas deviam sair do Bié na manhã seguinte. Indignado com estas exigências, Couceiro enviou Silva Porto à aldeia para negociar um entendimento. Silva Porto tentou resolver as tensões. Durante o confronto com Dunduna, este chefe angolano chegou a puxar a barba branca de Silva Porto; Dunduna estava indignado por não ser informado das intenções de Paiva Couceiro e insultou Silva Porto, ao dizer que não teria caráter para usar barba, símbolo de respeito. Voltando ao Bailundo, Silva Porto perguntou sobre a certeza do Ultimato, o que irritou Paiva Couceiro. Paiva Couceiro reparou que o velho sertanejo tinha barris de pólvora, o que Silva Porto, rindo, declarou ser apenas areia. Em 1 de Abril de 1890, o velho explorador envolveu-se numa bandeira Portuguesa, e deitando-se sobre os barris de pólvora acendeu o pavio. Morreria no dia seguinte, dos ferimentos. Tinha setenta e dois anos. Não aceitou ver a sua palavra traído pelos seus. Pelos chefes do seu império.
Acredito que nenhum americano, ou inglês, ou algum canalha dos 42 estados da coligação que apoiou a ocupação do Afeganistão se embrulhe numa bandeira para honrar a sua palavra.
Não haverá nenhum Silva Porto no Afeganistão. Aqui em Portugal lembro-me de dois canalhas, o Barroso e o Portas. Bem nutridos e com ar respeitável. A imagem é a de um Homem, de pé, a olhar de frente. De nenhum canalha se fará uma estátua assim.
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